segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Mais de 7500 "reformados" recebem mais de 5 mil euros por mês e custam ...500 milhões por ano...

No meio da  “ruideira”   e histeria que grassa na comunicação social e entre os gobelzinhos da propaganda neoliberal, tomados  de pânico pela possibilidade da tomada de posse de um governo de “esquerda” em Portugal, algumas notícias que mereciam mais destaque têm, convenientemente, passado quase despercebidas, como acontece à que  transcrevemos em baixo.

De facto esta é mais uma notícia que mostra a “bondade” do governo de Passos Coelho e as suas “preocupações” com as contas públicas nacionais, ao ter resolvido , em 2011 passar para o estado a responsabilidade pelo pagamento das reformas douradas  dos banqueiros (sobre este negócio podem ler mais AQUI).

A maior parte deles fazem parte dos 7582 pensionistas que recebem mais de 60 mil euros de reforma por ano, entre os quais Ricardo Ralgado, ou seja, que custam ao estado, por ano, contas por baixo, quase…500 milhões de euros, 4 mil milhões de euros em quatro anos, quase o mesmo que Passos Coelho prometeu cortar aos reformados e pensionistas se viesse a cumprir mais 4 anos de legislatura (os célebres 600 milhões de euros…).

 “As reformas douradas dos banqueiros

Por ERIKA NUNES, in  Jornal de Notícias de  06/11/2015

“Em Portugal, há 7582 pensionistas com rendimentos anuais acima de 60 mil euros, o que significa reformas mensais acima de 5410 euros, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Ministério das Finanças.

 “É neste "clube" de reformas douradas que encaixam antigos banqueiros como Ricardo Salgado, dado que o Estado assumiu os fundos de pensões de vários bancos em 2011 e, por essa via, a responsabilidade pelo pagamento daquelas reformas.

“Alguns dos mais famosos banqueiros com reformas milionárias têm também em comum com Ricardo Salgado os processos criminais em que se viram envolvidos. No caso do BCP, alguns foram já condenados por terem utilizado sociedades offshores para comprar ações próprias e esconder perdas do banco”.

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