Os dias que rolam, numa visão plural, pessoal e parcial de um mundo em rápida mutação. À esquerda, provocador e politicamente incorrecto, mas aberto à diversidade...as Pedras Rolam...
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segunda-feira, 5 de outubro de 2015
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
O Clone do Sr. Silva falou nas comemorações de um dia fantasma.
Quem ontem falou como Presidente da República nas comemorações do dia 5
de Outubro só pode ter sido um clone do sr. Silva!!!
Em primeiro lugar porque não acredito que o sr. Silva original, o que
aprovou a extinção do feriado do 5 de Outubro, desvalorizando o simbolismo da
data, tivesse tanta falta de vergonha para falar num acto solene comemorativo
dessa data.
Depois porque ao discursar, fez afirmações que só podem ter sido proferidas
pelo clone, nunca pelo original, a não ser que este tenha uma grande falta de
vergonha e …de memória.
Apelou aquele que,
acreditamos, só pode ter sido o clone do
sr. Silva, a uma “cultura de compromisso” entre os “decisores políticos e
económicos” .Só pode mesmo ter sido o clone do sr. Silva a fazer uma tal
afirmação, poi o sr. Silva, o original, enquanto Presidente da Republica, não
tem qualquer legitimidade para fazer um tal apelo, por ter sido conivente com
decisões de um governo que, o que mais fez ao longo do seu mandato, foi
destruir toda a “cultura de compromisso” construído ao longo de 40 anos de
democracia, já que, em democracia, a única base séria para uma “cultura de
compromisso” é o respeito por uma Constituição livremente elaborada, pelas leis
emanadas de um parlamento livremente eleito e pelos direitos socias negociados
em décadas de concertação social. De tudo isto o governo preferido do sr.
Silva, o original, tem feito tábua rasa nos últimos anos.
Também só pode ter sido um clone do sr. Silva, e não o verdadeiro sr.
Silva, o político de carreira, a denunciar o desprestígio que a actividade
pública suscita na sociedade, por “ser vista como um sinal de carreirismo e de
oportunismo associado, com frequência, a um percurso de vida inteiramente
situado no seio dos partidos”. É que o sr. Silva, o original, foi mentor de uma
forma de fazer política onde esta se confundiu com as negociatas e os
carreirismos dos amigos e boys por si designados e catapultados para essa mesma
actividade pública. O Sr. Silva, o original, é o verdadeiro pai do “monstro”,
que apadrinhou a actual geração de políticos carreiristas e oportunistas, associados
a um “percurso de vida inteiramente situado no seio dos partidos”.
O sr. Silva, o original, não tem qualquer moral para falar em ética
republicana, ele que protegeu e catapultou gente que, hoje, está a contas com a
justiça e/ou representa tudo aquilo que é o contrário da tão apregoada ética
republicana.
O sr. Silva, o original, devia ter vergonha na cara por, enquanto
governante, aquele que teve mais dinheiro à sua disposição, em vez de fomentar
o desenvolvimento do país e de construir um país mais igualitário e
qualificado, tudo o que fez foi destruir a actividade económica do país e
entregar os restos a amigos e apaniguados, que se lambuzaram em fundos europeus
até chegar a conta que hoje estamos a pagar.
Por isso não posso acreditar que foi o sr. Silva, o original, que fez o
discurso do 5 de Outubro que ontem ouvimos. Só pode ter sido o clone do
sr.Silva!!!
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
No "Último" 5 de Outubro...
A eliminação do feriado do 5 de Outubro, que hoje se
comemorou como feriado pela última vez, é mais uma prova da estupidez das nossas elites políticas.
A extinção deste e de outros feriados, como por exemplo o 1º
de Dezembros, tem motivações ideológicas, à mistura com falácia economicista e
muita ignorância.
Ideologicamente o 5 de Outubro é uma daquelas datas que
nunca agradou à direita radical que nos governa, ódio que só é ultrapassado pelo
que têm por datas como o 25 de Abril ou o 1º de Maio. Mas, como o momento não é
ainda propício à eliminação destas duas datas, optou-se pela supressão da data
de hoje para agradar aos sectores ideológicos que sustentam o actual governo.
Para disfarçar as intenções profundas da eliminação do feriado, resolveu-se
fazer o mesmo com o 1º de Dezembro.
Por outro lado, eliminando duas datas com grande significado
para identidade nacional, tenta-se assim agradar aos sectores europeus que vêem
qualquer manifestação de identidade nacional como uma ameaça ao seu federalismo,
numa atitude que se enquadra na preocupação que este governo tem manifestado em
comportar-se como o “bom aluno” da Europa, mesmo que à custa da nossa soberania
e da nossa identidade histórico-cultural, como se as outras nações, mesmo as
mais integradas no modelo europeu, tivessem os mesmos complexos em comemorar as
datas que mais identificam as suas próprias características histórico-culturais.
Como alguém dizia, ser o “bom alunos” de uma má “escola”
(Comissão Europeia, Conselho Europeu, Eurogrupo e BCE…) com maus “professores “(Durão
Barroso, Oli Rhen, Srª Merkel, Vitor Constâncio e tantos outros…), não é um
sinal de sensatez mas de estupidez aguda, que terá grandes custos para o futuro
deste país.
Outro aspecto que está por detrás da eliminação dos feriados
é a falácia economicista dessa decisão, que nos quer fazer crer que, reduzindo
feriados, aumenta-se a produtividade do país. Falso! Este país já é um daquele
onde mais se trabalha. O problema é a produtividade do trabalho e este não se
altera trabalhando mais tempo e com mais esforço, mas sim com melhor gestão e qualificação.
Ora são exactamente os gestores, principalmente das grandes empresas, públicas
e privadas que estão entre os principais responsáveis pela situação grave que
se vive em Portugal. Até podemos trabalhar o dobro, mas com gestores tão maus e
incompetentes, ainda por cima quase todos eles próximos do poder, ou por ele
nomeados, não é cortando nos feriados que o país vai melhorar a sua situação.
Podemos juntar a tudo isto uma grande dose de ignorância
histórica e cultural.
Não é porque temos “muitos “ feriados que o país não evolui,
mas porque somos governados por gente tão estúpidaa.
Quando a estupidez, a ignorância e a intolância ideológica se combinam ao mesmo tempo para governar um país, então esse país e o seu povo estão em grave perigo.
Etiquetas:
5 de Outubro,
Contra-situacionismo,
feriados.,
ignorância
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