Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta Bagão Félix. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bagão Félix. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Pensões, pensõezinhas e pensõezonas...



Hoje, na sua crónica semanal na Antena 1, Bagão Félix chamava a atenção para uma falácia e uma inconstitucionalidade, em relação às pensões.

A falácia que denunciou em relação às pensões prende-se com o facto de certa comunicação social, que ele apelidou, e bem, de “tabloide” misturar no mesmo saco todas as pensões designadas como “douradas” .

Chamou assim a atenção para a diferença que existe entre aqueles que têm uma longa carreira contributiva, com grandes descontos ao longo da vida,  daqueles que recebem elevadas pensões  de forma moralmente ilegítima, que ele identificou como o de  alguns casos oriundos da administração pública, sem os especificar.

Estes casos, acrescento eu, são os de alguns deputados , políticos e autarcas que, à luz de uma legislação permissiva, conseguiram reformar-se com pensões elevadas apenas com alguns  descontos por  alguns anos de funções exercidas no governo, no parlamento ou nas autarquias. A estes podemos juntar os ex-administradores do Banco de Portugal e de diversas empresas públicas que, esses sim, receberam chorudas reformas, por cargos que ocuparam muitas vezes com menos de dez anos de descontos, como aconteceu no Banco de Portugal.

É importante, por isso, que se distingam os dois casos, os que auferem de reformas grandes porque descontaram para isso durante décadas, um mínimo de trinta anos, daqueles que gozaram desse privilégio apenas porque ocuparam cargos políticos ou de nomeação política, muitas vezes por menos de uma década.

Seja qual for a situação, parece-me que qualquer reforma superior a cinco mil euros  mensais é imoral e eticamente condenável , pois nenhuma carreira, por longa que seja, justifica montantes acima disso. Este governo que mostra tanta “coragem” contra os fracos, devia ter a coragem de impor um tecto por cima às reformas pagas pelo Estado.

Uma outra situação denunciada por Bagão Félix, prende-se com a taxa adicional de IRS que se pretende impor a todos, mas sem a equidade devida, já que o limite de rendimento para impor essa taxa é diferente entre os reformados e os assalariados. Ou seja, um assalariado que receba menos que 1500 euros não será taxado, enquanto esse limite, nos reformados, desce para os 1350 euros, ou seja, mais uma vez penaliza-se mais os mais fracos.

Medidas como esta, garante Bagão Félix, são inconstitucionais.

Se juntarmos a esta muitas outras medidas deste orçamento que os especialistas já classificaram como sendo também inconstitucionais, ficamos a aguardar que o sr. Presidente da República abandone o seu mutismo e, pelo menos uma vez na vida, não só seja consequente com as bocas que vai largando no facebook, mas também com o cargo que exerce que o obriga a defender, acima de tudo, os cidadãos e o cumprimento da Constituição.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A Opinião de Bagão Félix no "CONSELHO SUPERIOR" da Antena 1


Referi-me aqui, num post ontem publicado, à opinião de Bagão Félix sobre aquilo que ele apelidou “a armadilha da dívida”, referindo-se ao actual orçamento, hoje a ser debatido na Assembleia da República e aos incomportáveis juros da dívida.
Embora nos antípodas das minhas convicções ideológicas, Bagão Félix tem sido uma das poucas vozes que se tem manifestado, de forma crítica e original, à actual situação do país.
Daí divulgarmos aqui, na integra, essa intervenção de Bagão Félix no “Conselho superior” de ontem, na Antena 1, que pode ser ouvida clicando em baixo:
 
RTP - CONSELHO SUPERIOR (clicar para ouvir)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Até Bagão Félix já pensa "à esquerda" deste PS ou... como dei por mim a aplaudir Bagão Félix

Na minha idade já vi quase de tudo, na cultura, na sociedade e na política.

Contudo nunca pensei ter de aplaudir e subscrever por baixo a intervenção de hoje de Bagão Félix no “Conselho Superior” da Antena 1, nem ver esse mesmo economista, próximo do CDS a ultrapassar pela esquerda o PS de José Sócrates.

Na sua intervenção de hoje começou por desmontar a injustiça social que está consignada no PEC apresentado pelo governo, demonstrando que o seu conteúdo esvazia totalmente a identidade de um partido que defende no seu programa preocupações sociais e de alteração das injustiças sociais. Demonstrou aquilo que muita gente de esquerda já anda a ver há muito tempo que é o facto de o pragmatismo de direita de José Sócrates andar a esvaziar o Partido Socialista daquilo que resta da sua identidade de partido de esquerda.

Mas Bagão Félix foi ainda mais longe. Falou das privatizações propostas no PEC, usando, aliás com alguma graça uma definição para aquilo que se defende nesse documento que é o de “privatizar tudo o que mexe”. Também aqui Bagão Félix se colocou à esquerda deste PS, mostrando o erro em privatizar algumas empresas de importância estratégica para o país e desmontando a falta de perspectivas económicas e sociais aí reveladas, numa entrega quase abjecta do país, por via do PEC, aos grandes interesses financeiros representado, aqui segundo a minha interpretação, pelo “eixo do mal” do PEC, BCE e empresas de rating.

Claro que, perante a “ideologia” política de José Sócrates é fácil a quem tenha algum bom senso e alguma preocupação de cariz social, colocar-se à esquerda do “bando” de Sócrates.

É caso para dizer que, perante este PEC e esta “rapaziada” que manda no PS até o meu cão ladra à esquerda de José Sócrates .