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segunda-feira, 20 de outubro de 2025

BURKA ou NÃO BURKA, EIS uma NÃO QUESTÃO.


Não me lembro de ver uma burka por aí.

O único sítio onde as vi em grande quantidade foi em Londres, às compras nos grandes armazéns, num país onde a burka não é proibida.

Aliás, o uso da burka é só aplicado obrigatoriamente nalguns países de islamismo radical, de língua inglesa, como na Arábia Saudita e no Afeganistão (não no Irão, a indumentária é diferente).

Uma coisa que vi recentemente e que me chocou foi ver uma família de judeus radicais em Antuérpia, o homem à frente e as mulheres atrás, com o uso obrigatório de perucas para esconder o verdadeiro cabelo. Mas com esses ninguém se mete.

Claro que sou contra essa obrigação e é aviltante para as mulheres que são obrigadas a usá-la.

Mas, em Portugal, o principal problema das mulheres é a violência doméstica, o machismo tóxico das ruas e das redes sociais, as desigualdades salariais e nas progressões de carreira.

 Não vejo os mesmos deputados preocupados com a Burka, e os seus apoiantes aqui nas redes sociais, a preocuparem-se no parlamento com a real situação das mulheres em Portugal referidas no parágrafo anterior.

Simbolicamente, "Burkas há" muitas ó meus palermas", como aquelas "usadas" nas redes sociais pelos que se escondem atrás do anonimato, dos falsos perfis e da cobardia que a distância permite para insultar, ofender, divulgar fake news e discursos de ódio e racistas.

Enfim, uma não questão para nos distrair dos reais problemas deste país.

 

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

“Politicamente Correcto” é…Politicamente Correcto!



Hoje, quem pretende justificar as opiniões mais absurdas, mais abjectas e reacionárias, trata logo de diabolizar o “politicamente correcto”.

Como se o politicamente correcto não fosse uma conquista civilizacional.

Politicamente Correcto, quer dizer isso mesmo: Politicamente Correcto! Qual foi a palavra que não perceberam?

Vamos ao dicionário:

Politicamente”: “que está de acordo com as regras da politica, da organização e gestão dos assuntos públicos, de administração e do poder”. Também pode significar agir com diplomacia, cortesia, delicadeza, com habilidade, astúcia e perspicácia (Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea, [ DLPC] Academia de Ciências de Lisboa, ed. Verbo, 2001).

Não é esse o tipo de actuação que todos defendemos em democracia e liberdade? Não é esse tipo de actuação que nós devemos exigir aos agentes e responsáveis políticos e da administração?

Pode-se dizer que, quando agem em proveito próprio, quando  se deixam corromper ou quando abusam do poder, tais agentes políticos…não estão a ser políticos. E devem ser penalizados por isso;

“Correcto” : “que está de acordo com as regras estabelecidas; que não tem falhas, que está certo,  que é exacto, que está de acordo com as regras estabelecidas de carácter ético e social, que age com delicadeza, que é justo (DLPC) .

Não é tudo isto que devemos exigir dos diversos poderes e dos responsáveis pela governação de um país? Não é esse o exemplo que devemos, não só exigir a nós próprios e dar aos nossos filhos, enquanto cidadãos, mas também aos principais agentes com responsabilidades no funcionamento das instituições democráticas, como agentes de autoridade, juízes, professores, jornalistas, médicos, gestores públicos, agentes económicos e financeiros?

Os antónimos de “correcto” são…errado, inadequado, incorrecto, desonesto, indigno, injusto, grosseiro inexacto… (Dicionário Houaiss de Sinónimos e Antónimos, ed. Círculo dos Leitores, 2007). É isto que queremos defender, quando diabolizamos o “politicamente correcto”?

Talvez o problema e a confusão comecem no estabelecimento do tipo de regras e códigos que devem obedecer a uma acção e atitude politicamente correctas.

Tenho por mim que a celebre frase da Revolução Francesa da Igualdade, Fraternidade e Liberdade é o ponto de partida, à qual se deve juntar a formação de um Estado Democrático e Constitucional, baseado na soberania de cidadãos livres e na separação de poderes.

Depois devemos acrescentar os avanços civilizacionais na melhoria das condições de vida da Humanidade e no respeito pela própria humanidade, tudo muito bem sintetizado na Declaração Universal dos Direitos Humanos.(clicar para a sua leitura integral).

Aliás, esta declaração devia ser de leitura e estudo obrigatório nas escolas e Universidade, e, já agora, de leitura obrigatória nos actos de contratação dos agentes acima referidos e, em especial, nos partidos políticos e nos órgãos de comunicação social.

Está lá quase tudo, sem segundas interpretações do que, quanto a nós, separa o que é politicamente correcto daquilo que é politicamente incorrecto.

A esse documento devemos acrescentar outros avanços civilizacionais, como a defesa do Ambiente, os Direitos das Crianças, os Direitos das Mulheres, os Direitos dos Animais, o respeito pelas minorias e a construção de um Estado Social .

Como pessoas não somos perfeitos, somos muitas vezes politicamente incorrectos, mas não devemos fazer jus dessas atitudes e imperfeições nem delas “programa politico” ou  argumento, e devemos exigir aos poderosos que, no mínimo, não defendam o ódio e a violência, respeitem os Direitos Humanos e Ambientais e os conhecimentos científicos, ou seja…sejam politicamente correctos.

Existem interpretações fundamentalistas e exageros na aplicação e defesa do que é politicamente correcto? Existem. Mas isso não anula o fundamental da defesa do que é politicamente correcto

O resto é conversa de gente ignóbil, ignorante, mal formada e mal intencionada, seja qual for a a sua origem ou formação politica social, cultural ou religiosa.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Última intervenção de Marielle Franco antes de ser executada no Rio de Janeiro

Assassinada no passado dia 14 de Março, Marielle Franco (1979-2018) era uma das mais conhecidas defensoras  dos Direitos Humanos e da causa feminista no Brasil.

Militante do Partido Socialismo e Liberdade tinha sido eleita vereadora da Câmara do Rio de Janeiro nas eleições municipais de 2016.

Era uma das criticas da polémica intervenção militar nos bairros mais problemáticos, denunciado os abusos da policia e dos militares.

Nascida num bairro problemático, começou a trabalhar aos 11 anos e formou-se na área de sociologia, com um mestrado.

O seu assassinato terá sido encomendado, sendo baleada por quatro vezes na cabeça, quando saia de uma sessão pública. O motorista que a acompanhava, Andersen Gomes foi igualmente assassinado.

Segundo a organização Human Rights Watch, este assassinato demonstra a "impunidade existente no Rio de Janeiro" e o "sistema de segurança falido" do estado brasileiro.

Quem procurar pelo seu nome no Youtube encontra várias mensagens de ódio contra Marielle, algumas já postadas após a sua morte.

Aqui divulgamos uma das suas últimas intervenções públicas:

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Malala vence o Nobel da Paz de 2014


Foi há poucos minutos anunciado o vencedor do Prémio Nobel da Paz deste ano, atribuido a Malala Yousafzai, Este é, finalmente, um Prémio Nobel da Paz merecido.

Malala tem-se batido pelo direitos das mulheres e das crianças à educação e já sentiu na pele o que é lutar pelos Direitos Humanos.

Que o seu exemplo frutifique e que se espalhe pelo mundo, é o nosso desejo.