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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Solidariedade para com os Curdos!

(Carmelo Kalashnikov - Cartoonmovement.com)

Os curdos estão, mais uma vez, a ser vítimas de massacres e perseguições, com a conivência do mundo ocidental e em especial da NATO.

É significativo que o actual secretário da NATO apareça a defender, mesmo que veladamente, como é aliás o timbre do cínico  Jens Stoltenberg, as posições da Turquia.

Mais uma vez temos o principio de “dois pesos, duas medidas”.

Se aquilo que está a ser a atitude Turca em relação aos curdos na Síria fosse levada a cabo pelo Irão, pela Venezuela ou pela Coreia do Norte, a atitude seria outra.

Ou seja, um país da NATO pode violar todas as regras internacionais e pisar os mais elementares Direitos Humanos, só porque é…membro da NATO.

Claro que se ouvem condenações, “pareceria mal” se não o fizessem, mas tudo não passa de mera retórica, sem qualquer consequência.

“Percebe-se” o “medo” em encarar a condenável atitude do governo turco em relação aos curdos : o exército turco é um dos exércitos mais poderosos no seio da NATO, na Europa só ultrapassado pelos britânicos; a NATO tem importantes e estratégicas bases militares na Turquia, como recordou o Cínico Stoltenberg, para justificar a apatia ocidental em relação à Turquia; a União Europeia “comprou” ao governo turco a manutenção de verdadeiros campos de concentração para conter os refugiados das guerras financiadas e armadas pelo ocidente no Médio Oriente, ficando refém do autoritário Erdogan.

No meio de tudo isto a razão está do lado dos Curdos.

Foram os Curdos que tiveram um papel crucial no combate ao Estado Islâmico, como já tinham tido anteriormente no combate ao ditador iraquiano Saddam Hussein.

Agora foram abandonados aos superiores interesses da NATO e dos Estados Unidos, caindo nos braços dos Russos e do ditador Assad.

A traição do ocidente e da Europa ao legitimo direito de criação de um Estado Curdo independente não é nova.

Historicamente os curdos tiveram origem no povo Medo, oriundo da Ásia Central, quando ocuparam a cidade assíria de Nínive em 612 a.C.

Durou pouco tempo essa primeira autonomia. Os Persas dominaram a região em 550 a.C.,  iniciando-se aí a sua saga de perseguições e massacres.

Após a 1ª Guerra mundial, com o desmembramento do Império Otomano, o Tratado de Sévres, de 1920, defendeu a criação de um Estado Curdo, o Curdistão, ideia logo rejeitada pelos turcos.

Com o Tratado de Lausanne, em 1923, o território do que devia ser o Curdistão foi integrado, na sua maior parte, na actual Turquia, e nos novos Estados então criados do Iraque e da Síria e, em menor quantidade, no Irão.

Perseguidos por todos, com maior ou menor violência, os curdos têm lutado, desde então, pela sua independência.

Calcula-se quase metade dos curdos, cerca de 14 milhões,  vivam no território turco, onde representam 20% da população deste país.

Entre 1984 e 1999 o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) entrou em guerra aberta contra o exército turco, recorrendo a actos de extrema violência, de terrorismo até. Isso não evitou a sua contenção e, a partir de então o exército turco tem procedido a uma verdadeira limpeza étnica na região, dispersando ou massacrando os curdos e varrendo do mapa mais de três mil aldeias e vilas curdas.

No Iraque, onde está a segunda maior fatia do território curdo, representando 15 a 20% da população deste massacrado país, a situação não foi muito melhor, principalmente durante o governo do ditador Saddam Hussein, apoiado militarmente pelo ocidente na sua guerra contra o Irão, ocidente esse que, enquanto lhe convinha manter o apoio ao ditador do Iraque, fechou os olhos aos massacres e perseguições contra o povo curdo neste país. Só a partir de 1991 a sua situação começou a melhor, quando, no território curdo no Iraque, foi estabelecida, pelo Conselho de Segurança da ONU, uma zona de exclusão aérea que permitiu a criação do Curdistão Iraquiano, que passou a gozar de grande autonomia. Recentemente foi a sua região uma das que  mais sofreu  com a expansão do Estado Islâmico.

O território curdo espalha-se ainda pela Síria, pelo Irão e, em número bem menor, pelo Líbano e pela Arménia.

Na Síria, centro do actual conflito, representam quase 10% da população, são cerca de 2 milhões, concentrados mais no norte e nordeste, sendo a maior minoria étnica deste país em guerra civil. Também aqui, embora com menos violência do que a sofreram no Iraque de Sadam ou na Turquia, têm sido perseguidos, uma perseguição que é essencialmente cultural, com a proibição do uso da sua língua e das suas tradições e de assimilações mais ou menos forçadas.

Contudo, o  papel crucial dos curdos no combate ao Estado Islâmico granjeou-lhe apoio e simpatia por parte do Ocidente e eram, até há poucas semanas, o principal aliado dos Estados Unidos no combate contra aquele estado terrorista.

Abandonados agora pela irresponsabilidade de Trump e pelo cinismo da NATO e da União Europeia, aproximaram-se da Rússia e do ditador sírio Assad, para se defenderam do massacre do exército turco.

Tal como os judeus no passado, e os palestinianos no presente, os curdos merecem respeito e, principalmente, o direito a terem um Estado.

Apesar das dificuldades chegou a hora dos Curdos.

Se existe causa justa no presente, sobre a qual não temos qualquer dúvida sobre de que lado estamos, ela  é a causa Curda.

Ficar calado é pactuar com o cinismo e a irresponsabilidade nas relações internacionais e, é pactuar com  a violação dos mais elementares direitos humanos perpetrada por Erdogan e, no
 imediato, é apoiar o renascimento do Estado Islâmico.

Esta é daquelas causas em que cada um deve definir de que lado está.

Nós estamos do lado dos curdos.



quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

"JE SUIS" ALEPO...mas também sou Mossul,sou Palmira, sou.....


Apesar de não existirem notícias de fontes independentes sobre a batalha pela libertação de Alepo, não há duvida que esta cidade se tornou um símbolo (mais um…) do sofrimento humano.
De quem é a culpa? Do regime ditatorial Sírio e da Rússia que não olham a meios nem a alvos para controlarem a cidade mártir? Dos terroristas apoiados pelo ocidente que fazem as populações reféns das suas atrocidade?
 
Para isto não tenho resposta.
O que eu sei é que aquela população tem sofrido o que é humanamente insuportável, entalada entre os cegos bombardeamentos dos canhões do regime e da aviação russa e as atrocidades dos terroristas apoiados pelo ocidente e pela Turquia.
O que eu sei é que vejo imagens (manipuladas?) de alegria dos habitantes que fogem para o lado da cidade controlada pelo exército sírio, enquanto outros fogem em desespero para território controlado pelos terroristas associados à Al  Qaeda ou ao Daesh.
O que eu sei é que este é o trágico resultado da desastrosa “primavera árabe” e da tentativa de “exportar a democracia” para países como o Iraque, a Síria ou a Líbia, como se a democracia se construísse com guerras e invasões ou apoiando militarmente “oposições” formadas por fanáticos e não na vontade das populações que as sofrem no terreno.
 
O que eu sei é que existem dois pesos duas medidas e as forças apoiadas por Assad, pelo Irão ou pela Rússia são justamente condenados pelas atrocidades cometidas, mas as forças apoiadas pela  Arábia Saudita, pela Turquia e pelos Estados Unidos podem cometer as mesmas atrocidades, naquela ou noutras cidades do Médio Oriente ou do Norte de Africa, e são elogiadas porque  são combatentes da “liberdade” e da “democracia” .
Eu sou Alepo…mas também sou Palmira, também sou Mossul, também sou Tripoli, também  sou Cairo, também sou Damasco, e.... também sou……….humanidade!!!!!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Bana Alabed : uma criança de 7 anos escreve-nos de Alepo.

O jornal Público noticia a corajosa atitude de uma criança de 7 anos, Bana Alabed, que nos relata o seu dia a dia na martirizada cidade síria de Alepo, através da sua página do Twitter (AQUI).
 
É por estas e por outras que a ONU precisa urgentemente de mais liderança (ou + Guterres!!) e menos burocracia (ou menos Georgieva!!!).
 
Alabed e outras crianças sírias exigem-nos isso!!!
 
 

 

terça-feira, 27 de setembro de 2016

ALEPO - Vergonha para a Humanidade.

Em baixo reproduzimos a capa de hoje do jornal "Liberation" que resume bem a dramática situação que se vive na cidade Síria de Alepo.
Uma população entalada entre o terrorismo de Estado de Assad, apoiado pela Rússia, e o terrorismo islamita, apoiado pelo ocidente, procura resistir ao terror diário, perante a passividade do Mundo.
Até quando?



 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Síria - Jornalismo do cidadão. "Estamos a arriscar as nossas vidas"


Em nome da verdade e da liberdade, jovens sírios arriscam a vida para fazer passar para o mudo notícias do que se passa no território do  autoproclamado "Estado Islâmico".

Uma luta perigosa e desigual contra aquele "Estado" terrorista.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Síria: “Moderados”, apoiados pelo ocidente, cometem e gabam-se de crime de guerra

(fotografia de alguns dos criminosos de guerra, mostrando restos do pára-quedas do piloto russo abatido)

Devo confessar que fiquei perplexo ao ver, na terça-feira à noite, o comandante de um grupo, dito “moderado”, apoiado pela Turquia e pelos Estados Unidos, que combate o Assad na Síria, gabar-se de ter disparado sobre pilotos russo que se tinham ejectado de um avião abatido, em circunstâncias ainda por esclarecer.

Desde a segunda-guerra mundial que disparar sobre pilotos aviadores que se ejectam de pára-quedas depois dos seus aviões serem abatidos é considerado um dos piores crimes de guerra, o mesmo acontecendo quando se assassinam prisioneiros de guerra.

Essa notícia foi confirmada pelas notícias ontem e hoje publicadas na imprensa escrita e pelas imagens em baixo reproduzidas.

Um dos pilotos conseguiu escapar e acabou por ser resgatado. O outro morreu, abatido quando ainda descia de pára-quedas.

Os terroristas que praticaram esse acto bárbaro não pertencem , nem á Frente al-Nasura, braço armado da Al-Qaeda na Síria, nem ao auto-proclamdo “estado islâmico”, mas às milícias turcomanas Alwiya al-Ashar, armadas e apoiadas pela Turquia, pelos Estados Unidos e pela NATO.

Fiquei ainda mais perplexo quando, em conferência de imprensa, o porta-voz da NATO, não só não condenou esse acto bárbaro, como o tentou justificar.

Este acontecimento vem assim dar razão ao ditador Assad e a Putin, quando afirmam que todas as milícias que combatem o governo sírio são terroristas e devem ser combatidas como tal e por igual. 

Aguarda-se agora que a ONU desencadeei os mecanismos habituais para levar aquele comandante e aquelas milícias a tribunal de guerra.

A Prova do crime de Guerra:

terça-feira, 29 de maio de 2012

SOLIDÁRIOS COM OS SÍRIOS: CARTOON´S MANCHADOS DE SANGUE

O que se passa na Síria resume toda a hipocrisia em que assenta a actual política internacional.
Desde que Bush anulou a importância da ONU, isolando-a e substituindo-a  pelo mero poder das suas armas, nunca mais voltou a paz  ao mundo, situação que, por enquanto vai poupando a Europa.

A situação no Médio Oriente tem sido especialmente dramática, onde dominam regimes ditatoriais e sanguinários.

A manutenção desses regimes, muitos há décadas, só se tornou possível com a conivências do ocidente e dos interesse estratégicos naquela região.

A maior parte deles é mantido pelas armas que, legal ou ilegalmente, lhes são vendidas pelo ocidente e com o apoio financeiro e técnico do ocidente (ao qual podemos acrescentar o apoio das chamadas “potências emergentes”, como a China e a Rússia…).

A forma criminosa como o ocidente se portou na Líbia, parecendo mais preocupada em eliminar fisicamente Kadhafi, que sobrevivia nas últimas décadas graças ao apoio desse mesmo ocidente, mas que, na hipótese de ser derrubado na rua, podia revelar todos os segredos dessa obscura relação e do tráfico de influências do regime com os políticos de países como a Itália, a França, a Grã-Bretanha e até Portugal , acabou por fragilizar e desacreditar a maior parte dos movimentos da chamada “Primavera Árabe”, cada vez mais dominada por grupos de fanáticos islamitas, muitos deles próximos da Al-Qaeda, e usando os mesmos métodos criminosos do regime deposto.

Essa hesitação da comunidade internacional e das organizações de defesa dos direitos humanos, que passaram a temer situações como as da Líbia, foi aproveitada pelo regime criminoso da Síria para intensificar a sua repressão sobre a oposição, da forma criminosa que se sabe.

Numa guerra civil, a pior de todas as guerras, não existem bons nem maus, mas, de qualquer modo, quem tem o poder reconhecido internacionalmente tem a dupla responsabilidade de respeitar e fazer respeitar os direitos humanos e por cobro à violência.

O regime ditatorial de Assad não sabe, nem quer acabar com a violência, e a comunidade internacional está desacreditada.

Havia duas maneiras de asfixiar o regime: uma era cortar o fornecimento de armamento ao país, fazendo cair pesadas penas sobre os negociantes de arma da região, denunciando-os publicamente e revelando os nomes de pessoas e empresas envolvidas; a outra era congelar todas as contas dos dirigentes militares e políticos da Síria, denunciando também os políticos e os sectores financeiros que estão por detrás do apoio económico ao regime.

Infelizmente o Ocidente, tal como aconteceu com a Líbia, está fortemente comprometido com um regime que lhe foi útil na Guerra do Iraque, no combate aos movimentos palestinianos e na perseguição aos movimentos islamitas.

Enquanto esperamos que organizações internacionais como a ONU, a Liga Árabe, a União Eurpeia e a Nato percam a vergonha e se deixem de atitudes simbólicas de condenação, e passem a uma acção concertada contra o regime corrupto de Assad, resta o poder dos cartoons, como denuncia eficaz da situação, muito mais certeira para denunciar os criminosos da Síria do que todo o arsenal financeiro e militar do ocidente que, comprometido com os regimes corruptos e criminosos da região, se mostra, até agora,  incapaz de reagir:






Cartoons: THE INDEPENDENT

Síria - a Voz da Resistência: Syrian Actress Protests Regime


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Marionetas Contra o Ditador Sírio:



Uma forma de combater um regime sanguinário como o da Síria, onde vigora uma feroz censura, pode ser através do humor, neste caso através de uma série que está a ser um êxito entre os meios da oposição ao ditador.
Chama-se essa série Tuup Gun e apresentamos aqui um dos seus últimos episódios.