Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta centrão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta centrão. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Manuel Pinho, entre "promotor" do populismo e "coveiro" da democracia


Manuel Pinho é mais um que tem muito que explicar, (ver AQUI reportagem da Visão), contribuindo com mais um prego para o caixão da democracia e para promover o populismo, com o seu oportunismo e falta de vergonha cívica...é caso para dizer...com "amigos" destes o sistema democrático não precisa de inimigos...

Mas Manuel Pinho e o governo que o promoveu não são os únicos que devem uma explicação ao "povinho" (já para não falar no que terá de responder em tribunal) .

Ele é fruto dos tempos do “centrão” que “produziu”, primeiro à sombra do cavaquismo e depois do socratismo, casos como o BPN, o BPP,o BES, Caixa Geral de Depósitos, Tecnoforma, e tantos outros que nos conduziram à bancarrota e abriram caminho ao oportunismo populista do “ir além da Troika” do “passos-coelhismo”.

Deve-se a Pinho uma das frases mais escabrosas da história da democracia, quando, numa visita de negócios à China, apontou como uma das “vantagens” para se investir em Portugal a nossa “mão-de-obra barata”.

O tempo das negociatas entre banqueiros e políticos, e dos jogos de influência entre grandes empresários e ministros, que circulam do poder politico para o poder económico e vice-versa, com uma perninha como “visitor teacher” numa qualquer universidade, a quem devem favores e que forma as elites financeiras que nos conduziram à situação actual, deve ser definitivamente enterrado, para bem da democracia e para enterrar de vez o oportunismo populismo que se espalha como um vírus à sombra destes casos que, mais do que de politica, são casos de policia.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

O Grupo Bilderberg e os “trabalhos” de Rui Rio


Está cumprido o desígnio, traçado para Portugal, pelo influente e semissecreto Grupo Bilderberg em 2008 (sobre este grupo, leia-se o que escrevemos AQUI).

Esse grupo, conhecido por reunir os políticos, jornalistas , empresários e economistas mais influentes do mundo e acusado pelos seus detractores de funcionar como uma espécie de máfia que decide os destinos do mundo, e que costuma convidara e lançar figuras da sua confiança na vida politica, convidou em 2008 duas figuras, então de segundo plano nos respetivos partidos : António Costa e….Rui Rio.

Portuguesas, só costumam ser convidadas figuras do PS ou do PSD. Paulo Portas foi a única excepção.

Portugal tem direito a três convidados, escolhidos até 2015 por Pinto Balsemão, nada mais nada menos que o patrão dos órgãos de comunicação social que mais influencia têm em Portugal na “formatação” da opinião pública e, por isso, com poder para vender políticos com quem vende sabão…

Em 2015 Balsemão foi substituído na tarefa junto daquele grupo por Durão Barroso. O que é um facto é que nunca mais se ouviu falar nas reuniões daquele grupo.

Quando em 2008 António Costa e Rui Rio compareceram naquela reunião especulou-se sobre o destino que o grupo reservava àquelas figuras, falando-se na facilidade de entendimento entre eles para reforçar um bloco central em Portugal.

António Costa é hoje primeiro-ministro, mas talvez em circunstâncias não previsíveis por aquela elite de gente influente, dando-nos alguma esperança de que aquela gente pode ser contrariada democraticamente e os seus objectivos podem ser travados pelas circunstâncias da história,  apesar de todos os poderes manipulatórios que aquele grupo e outros do género (maçonarias , Opus Dei…) têm ao seu dispor.

Mas é um facto que os objectivos da “geringonça” estão praticamente cumpridos, que estamos a pouco mais de um ano de eleições legislativas, que os desentendimentos entre aliados no governo começam a ser frequentes e que um certo estilo “socrático”,  que estava adormecido no PS, começa a reerguer-se.

Ora, a imprevisível eleição de Rui Rio para liderar o PSD  parece surgir num momento chave para iniciar a reconstrução do centrão após as próximas eleições legislativas, até porque a “geringonça” está no limite do equilíbrio entre as imposições da burocracia de Bruxelas e o programa social da esquerda.

Claro que Rui Rio não tem o seu lugar seguro e também existe alguma imprevisibilidade na sua manutenção, já que o “passoscoelhismo” controla o grupo parlamentar e as estruturas do partido.

Rui Rio arrisca-se, caso não obtenha um bom resultado eleitoral, a ser um líder a prazo, abrindo caminho a um regresso triunfal de Passos Coelho e/ou de alguém que lhe seja próximo.

Mas, se as coisas correrem de "feição", com o aval do Presidente da República, que também já esteve em Bilderberg, corre-se o risco de assistirmos ao regresso do famigerado “centrão” de má memória, que nos conduziu à bancarrota “socrática” e ao “austeritarismo” troikista do “passoscoelhismo” e à vitória da estratégia antissocial daquele influente grupo de “opinião”.

Oxalá estejamos errados!