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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Governo deu indicações para esconder prejuízos do BPN



A Antena 1 divulgou hoje  (clicar para ouvir e ler a notícia) o resultado de uma investigação que pode ser a verdadeira "Bomba Atómica" desta campanha eleitoral.

Segundo essa investigação, o governo, via Maria Luís Albuquerque, que era na altura secretária de estado, deu indicações à Parvalorem para esconder prejuizos do BPN com o objectivo de reduzir artificialmente o défit orçamental de 2012 (leia-se, enganar a troika e os portugueses) em mais de 100 milhões de euros.

Segundo  o desenvolvimento dessa notícia na página on-line do Diário de Notícias ( e que pode ser lida integralmente clicando em baixo) num documento enviado à tutela, "a Parvalorem anunciou que "após o trabalho cirúrgico conseguimos reduzir o valor das imparidades de 577 milhões de euros para 420 milhões de euros".


No mesmo dia, "a empresa recebeu um agradecimento de Maria Luís Albuquerque, referindo que queria uma redução ainda superior, mas a admitir que talvez "não fosse possível melhor".

Se depois disto as próximas sondagens continuarem a dar uma vitória folgada à coligação de direita ou, pior do que isso, se essa vitória se confirmar no Domingo, algo vai muito mal neste país.

Pior que isso, depois do escândalo dos Swaps, à ministra Albuquerque só restará a demissão, seja qual for o desfecho eleitoral.

Governo deu indicações para esconder prejuízos do BPN - Economia - DN

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Esta fotografia não é uma brincadeira de Carnaval...é mesmo o sinistro ministro das finanças da Alemanha a exibir o seu último "troféu de caça"..

Foi patética aquela imagem de uma feliz e sorridente Maria Luísa Albuquerque, tal colegial embevecida, ao lado do sinistro sr. Schãuble, ministro das finanças de Merkel.

Sinistras foram também as afirmações daquele corrupto ministro alemão (envolvido num escândalo de lavagem de dinheiro de um seu amigo traficante de armamento através de financiamentos ilegais ao seu partido (ver AQUI)…), mentindo sobre a realidade social e económica dos portugueses, ao elogiar o “bom resultado” da aplicação do programa de ajustamento em Portugal.

O sr. Schãuble ainda pode ter a dupla desculpa de, por um lado, estar do lado dos que beneficiaram com a crise ( o corrupto sistema financeiro europeu  que ele representa) e, por outro, poder estra mal informado e mal aconselhado sobre a realidade dos portugueses.

Já a Ministra das Finanças de Portugal tinha, no mínimo, a obrigação de defender os portugueses que foram espoliados e humilhados pelos erros do programa de “ajustamento” imposto pela troika .

Mas não. O que vimos foi aquele risinho alarve e uma declaração de “aluna” bem comportada, prometendo que iria continuar a aprofundar a aplicação do criminoso programa social e económico imposto pela troika.

Claro que a srª. Albuquerque se limita a confirmar declarações públicas do presidente da República e do seu governo liderado por Passos Coelho em defesa da austeridade, em muitos casos mais alemães que a própria Alemanha, revelando um misto de desorientação face ao novo discurso que vai surgindo cada vez e com mais peso no seio da União Europeias e, por outro, de extremismo e fanatismo político em defesa dessas medidas que estão a arruinar o projecto e os cidadãos europeus, oferecendo o poder de bandeja à extrema-direita e ao populismo.

Reconhecer os erros , como o fez horas depois o sr. Juncker( ver "Pecámos contra a dignidade" da Grécia e de Portugal, diz Juncker ), seria um desastre político para um governo e um conjunto de políticos, em Portugal e na Europa, que defenderam cegamente o programa imposto pela troika, indo mesmo “além da troika” e seria o descrédito total do programa político que foi imposto aos portugueses por Cavaco e Coelho que se comportaram como meros capatazes da troika.

Como português senti-me humilhado e ofendido por esse momento de total submissão aos coveiros do Estado Social Europeu, vendo o meus país ser exibido como mero troféu de caça ou um pin na lapela do sr. Schãuble.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

...Uma Mulher Muito Ocupada: Ministra aprovou financiamento da EP mas não conhecia detalhes do swap.

 (Fonte: Wehavekaosinthegarden)

Aqui há uns anos, um ministro do Barroso, "por acaso" hoje à frente de uma das maiores empresas privatizadas deste país, gabava-se de ser administrador de 12 empresas...

Esta gente, que anda a pular de empresa para empresa e chega a ministro não deve ter muito tempo para ler o que assina e todos os papéis que lhe passam pela frente.

Acredito pois no espanto da srª ministra quando olha para os papéis que assinou sem ler enquanto andou a administrar empresas públicas.

Não se pode admitir é que essa gente, que andou irresponsavelmente a assinar papéis sem os ler, acto que nos prejudicou a todos, ainda por cima em empresas públicas, a ganhar chorudos ordenados pagos por todos nós, continuem no activo, seja ele empresarial, seja ele político.

Já se percebeu que a srª ministra, enquanto administradora de empresas públicas foi incompetente e irresponsável.

Agora, enquanto ministra, ou é ingénua ou é mentirosa e não tem mais condições para continuar a ocupar as funções que ocupa, muito menos para impor mais medidas de austeridade aos portugueses, impostas exactamente por causa da irresponsabilidade de pessoas como ela.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Remodelação no Ministério das Finanças: A Caminho da Grécia..




Quando ontem, ao final da tarde, fui consultar as notícias na net, ao ver em destaque o nome de Maria Luísa Albuquerque, e antes de ler o resto, aí numa fracção de segundo ocorreu-me que ela se tinha demitido, por causa da trapalhada das “swaps”.

Qual não foi o meu espanto quando, continuando a ler a notícia, fiquei a saber aquilo que todos os portugueses já sabem, que a dita senhora vai substituir Vitor Gaspar, que tinha pedido a demissão.

Não me lembro, na história recente, de nenhum ministro que iniciasse o seu cargo tão fragilizado como Maria Luísa Albuquerque.

Dizem alguns comentadores que com esta nomeação passa a ser Passo Coelho a controlar directamente as finanças.

Pela fragilidade política da senhora, essa análise tem lógica, mas é o anunciar do descalabro total, pois Passos Coelho não tem competência para nada, muito menos para dirigir, por interposta pessoa, as finanças de um país que atravessa uma grave crise.

É caso para dizer da “nova” ministra das finanças que, “antes de o ser já o era”, pois, estando debaixo de fogo por causa das “swaps” não irá gozar de qualquer  benefício de dúvida por parte dos portugueses, e não irá durar muito tempo no cargo, arrastando consigo o governo em poucos meses.

Sem Relvas, e agora sem Gaspar, tendo na “oposição” interna do governo o único ministro que estaria à altura do cargo, Paulo Macedo, que, aposto, vai ser o próximo a sair, Passos Coelho vai revelar todo o esplendor da sua incompetência.

Só Cavaco lhe vale, mas esse será "enterrado" com este governo…

…e com tudo isto a Grécia já está “à vista”…