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domingo, 15 de março de 2020

COVID-19 : A irritante inoperância da União Europeia.



Afinal, a incapacidade da União Europeia em lidar com a grave situação do migrantes não tem a haver apenas com incompetência ou cedência ao “populismo” dos seus líderes.

É mesmo por falta de humanidade das instituições e dos líderes da União Europeia, como se vê agora com a crise do “coronavírus”.

A Itália, depois de apelar à União Europeia por ajuda, recebendo apenas respostas retóricas, acabou por receber a solidariedade de onde menos se podia esperar, da China, que enviou material e médicos para ajudar o país.

Da União Europeia apenas ouvimos a retórica habitual, do “deficit” para aqui, do cumprimento das regras financeiras para acolá, tudo regado em milhões “prometidos”, mas, com já sabemos de experiências anteriores, a pagar no futuro pelos cidadãos, com o “juro” habitual das “reformas estruturais” (cortes salariais e nas pensões, aumento de impostos, cortes nos direitos sociais e no Estado Social), pois os lucros do sector financeiro e os “mercados”, esses são intocáveis.

Não existe coordenação nas medidas, nem coordenação na ajuda, ou no controle de fronteiras. 

É cada um por si, apesar da bonita retórica, politicamente correcta do “somos todos italianos”!.

Por agora há que combater o vírus, apoiar os profissionais de saúde no seu trabalho esforçado, seguir as recomendações das autoridades nacionais e ajudar as pessoas em dificuldade.

Depois temos todos de “ajustar” contas com a burocracia de Bruxelas para que, mais uma vez, essa gente não nos venha cobrar para salvarem a face do sistema financeiro que alimentaram.

Espero que os cidadãos, passada a crise, ponham os burocratas de Bruxelas na ordem, de uma vez por todas, exigindo uma Europa para os cidadãos, mais humana, solidária e social, e não mais para os “cifrões” dos “mercados “ e dos especuladores financeiros.

Ponham-se a pau. Os cidadãos europeus estão a enfrentar o vírus, mas também estão atentos e fartos da inoperância dos burocratas de Bruxelas e não aceitam mais austeridade em nome da salvação do “mercados”.

Caros burocratas, nada vai voltar a ser como era!

sexta-feira, 17 de maio de 2019

A Europa que eu queria



Se calhar, antes de pensarmos onde votar, ou mesmo se vamos vota nas próximas eleições europeias, talvez fosse bom pensar que Europa queremos, e depois ver qual o partido cujo programa e prática (mais que o programa, é a prática que define um partido politico) que está mais próximo daquilo que defendemos.

Em primeiro lugar, uma Europa solidária com os que cá vivem e trabalham e com aqueles que querem viver por cá. Para isso tem de aprofundar a construção do Estado Social, combatendo a precariedade, os salários e as pensões baixos, e defendendo quem trabalha e os direitos sociais básicos (educação, saúde, transportes, habitação, trabalho…);

Em segundo lugar, uma Europa que combata eficazmente a corrupção, através de um sistema fiscal equilibrado ( que não permita os off-shores em concorrência desleal com os cidadãos , as empresas e os Estados), com regras que penalizem os desvarios do sistema financeiro e com um sistema de justiça célere, acessível e que penalize fortemente quem se serve dos cargos públicos e políticos para enriquecer e enganar os cidadãos;

Em terceiro lugar, um Europa menos desigual, nas oportunidades, nas leis do trabalho, nas reformas e nos salários, onde a livre circulação de pessoas seja mais importante que a livre circulação de capitais e mercadorias;

Em quarto lugar, uma Europa criativa, progressista e inovadora, em termos culturais, educativos e tecnológicos;

Em quinto lugar, uma Europa que ponha o bem-estar geral dos cidadãos acima das negociatas do mundo financeiros e dos interesses das grandes empresas;

Em sexto lugar, uma Europa que seja pioneira e eficaz no combate à crise ambiental, na defesa da vida animal e da natureza e apostando fortemente em energias não poluentes, penalizando fortemente pessoas e empresas que contribuam para agravar a poluição;

Em sétimo lugar, que funcione, a nível mundial e nas instâncias e instituições onde os seus países têm lugar, como um exemplo na defesa da paz, dos Direitos Humanos e dos Direitos Sociais;

Por último, e embora todos usem a defesa da Democracia e da Liberdade nos seus slogans, estes principio devem ser apanágio e conclusão lógica da aplicação dos outros sete princípios, sob pena de não passarem de mentirosas palavras vãs e oportunistas.

Agora é olhar para a prática dos partidos que se propõem representar-nos no Parlamento Europeu e escolher o partido que mais se aproxima da tal Europa que queremos.

quinta-feira, 14 de março de 2019

O “Documento” de Macron sobre a Europa: uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma.



Só agora tive oportunidade de ler o tão badalado texto de Emmanuel Macron sobre o futuro da Europa, “Por um Renascimento Europeu”.

O que li não justifica o alarido à sua volta.

É um texto vazio, retórico, cheio de frases óbvias, sem uma única ideia nova para salvar  o trágico descalabro do projecto europeu.

Baseia-se em três temas fundamentais: Liberdade, Protecção e Progresso.

Em relação à liberdade meia dúzia de frases feitas, que ficam sempre bem em qualquer discurso bonapartista, culpando as “potências estrangeiras” (??)  e a internet pelo enfraquecimento da democracia na Europeia.

No capítulo da “protecção”, revela a mais abjecta cedência, embora de forma enviesada, ao discurso popular-nacionalista, enquanto, por outro lado, faz uma referência óbvia, mas inconsequente, ao dumping social que tem corroído o Estado Social europeu.

“Esquece-se” da responsabilidade que as chamadas “reformas estruturais”, por si defendidas em França, têm tido para a desprotecção do factor trabalho.

“Esquece-se” igualmente da cedência das instituições europeias ao sector financeiro, essa sim, a verdadeira causa pelo descrédito dos cidadãos europeus em relação às Instituições Europeia e que os têm atirado para os braços do nacional-populismo.

“Esquece-se” também de referir o papel dos paraísos fiscais no seio da União Europeia que estão na origem das crescentes desigualdades fiscais que beneficiam economicamente uns países em detrimento de outros, dentro da mesma comunidade e até da mesma zona monetária.

Por fim, quando fala do “Progresso”, apresenta as soluções óbvias, mas inconsequentes e cheia de frases retóricas que, espremidas, dão em nada.

Por exemplo, defendendo um “escudo social” que “garanta a mesma remuneração no mesmo local de trabalho e um salário mínimo europeu, adaptado a cada país”[sublinhado nosso], tem a preocupação de, ao contrário do que faz no resto do texto, pormenorizar que o mesmo salário não é extensível para todo a Europa e para o mesmo trabalho, mas apenas para o “mesmo local”, o que é bem diferente, o mesmo fazendo em relação ao salário mínimo, diferenciando para “cada país”.

Ora, o que seria novo e admissível era que, pelo menos nos países com a mesma moeda, que estão obrigados às mesmas regras financeiras e ao controle das “troikas”, o salário devia ser igual em toda a zona euro para a mesma actividade.

Tanta preocupação em limitar essa aparente “boa” idéia revela que é incapaz de questionar uma das causas do descrédito do actual projecto europeu que é a diferença de tratamento nos direitos sociais entre vários países, beneficiando sempre os mesmos países(Alemanha e…França) e os mesmos sectores sociais (grandes fortunas e sector financeiro e detrimento dos trabalhadores e reformados).

O resto é uma meia dúzia de verdades óbvias sobre o ambiente e a economia digital, que ficam sempre bem, mas suficientemente  vagas para não tocar nos verdadeiros interesses que beneficiam do descalabro ambiental (começando pelas opções energéticas francesas…) e da economia digital (que pode destruir empregos e desvalorizar o factor trabalho, “coisas” que pouco preocupam Macron).

Enfim, se é com este programa e este discurso que os “salvadores” do projecto Europeu contam para “renovar” a Europa e entusiasmar os cidadãos europeus pela sua construção, afastando-os dos braços do nacional-populismo que corrói esse projecto, é de temer o pior cenário.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

“Solidariedade Flexível”, a nova “causa” dos líderes Europeus.



Sem acordo sobre “o que fazer” em relação aos refugiados que fogem das guerras e da miséria, os lideres europeus encontraram um novo eufemismo para disfarçara as divergências : “Solidariedade Flexível”.

À boa maneira da linguagem “lilicaneçiana”, o caquético Jean-Claude Junker resumiu o conceito nos seguintes termos: “Há países que aceitam refugiados e há países que não querem receber refugiados” (!!!!).

A “Solidariedade Flexível” passa  por certos países (principalmente os “iEuropeus” e “iliberais” países do Grupo de Visagardo (Hungria, Polónia, república Checa e Eslováquia), aos quais se juntou a Itália), pagarem para manterem as suas fronteiras fechadas aos emigrantes.

Será bom recordar que todo este drama da emigração foi provocada por atitudes erradas, quer do ponto de vista militar, quer do ponto de vista económico, tomadas pela Europa, ao longo de séculos, mas que se acentuou nas últimas décadas, que geraram as guerras e a miséria da  qual essas população fogem.

É de enaltecer, contudo, a posição do primeiro ministro do Luxemburgo sobre aquele desumano disparate  que renega os tão propagados “valores europeus”, apenas secundado por Macron.

Indignado, Xavier Bettel, afirmou: “Sei que agora se discute a possibilidade de pagar pela solidariedade (...), mas esta não é uma questão de mercado. Estamos a falar de pessoas, não de tapetes. Quando começamos a discutir o preço do migrante, é uma vergonha para todos nós”.

Quando os líderes da União Europeia cedem à chantagem da extrema-direita “populista” (eu usaria o termo correcto: “fascista”, mas isso sou eu a divagar!!!...) então é caso para se dizer que está o caminho aberto para a legitimação e crescimento dessa mesma extrema-direita…

O “medo” e a cedência é o  caminho mais rápido para levar o “populismo”  e a sua retórica ao poder na Europa, basta olhar para a História, assunto que não é do interesse dos lideres Europeus que só veem cifrões!!

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Eleições na Alemanha: A Europa JÁ NÃO SEGUE dentro de momentos...

O investigador francês Patrick Moreau, especialista no estudo da extrema direita alemã e autor do livro editado este ano em França "A Alemanha: o sonho da extrema direita", declarou em entrevista ao jornal Liberation, no passado dia 22 , que, se o AfD, o mais forte partido da extrema direita alemã, obtivesse uma votação de 14%, o sistema político alemão entrava em colapso.

Por sua vez o analista Joerg Farbig, ouvido em vésperas do acto eleitoral pala jornalista do Público Maria João Guimarães, referia-se à possibilidade de Merkel "perder mesmo vencendo"se o seu resultado se ficasse pelos 34-36%  (edição de 24 de Setembro) .

Ora, o pior acabou por se confirmar: não só a extrema direita entrou pela primeira vez no parlamento alemão desde o final da 2ª guerra, obtendo um resultado próximo daqueles 14%, como o resultado de Merkel ainda foi pior do que o previsto pelo analista alemão, quedando-se abaixo dos 33%...

O resultado final ( não o das projecções) acabou por ser o seguinte (Fonte- Spigelonline):

CDU ( os Democratas Cristão de Merkel em coligação com os conservadores de direita da Baviera) : 32,9%, elegendo 246 deputados, menos 65 que na anterior legislatura, o segundo pior resultado da sua história (pior só em 1949);

SPD (social-democratas) - 20,5%, elegendo 150 deputados (menos 40 que em 2013), o pior resultado da sua história;

AfD (extrema direita neo-nazi) - 12,6%, elegendo pela primeira vez deputados para o parlamento, um total de 94;

FDP ("liberais", radicais da direita neoliberal) - 10,7%, regressando ao parlamento, após um interregno de uma legislatura e elegendo 80 deputados;

Die Linke ( Esquerda, formada pelos antigos comunistas e por dissidentes do SPD) - 9,2%, elegendo 69 deputados, mais 5 que nas últimas legislativas;

Verdes - (centro esquerda) - 8,9%, elegendo 67 deputados, mais 4 que na eleições anteriores;

Outros partidos: 5% ( não elegeram deputados, mas aumentaram a votação em cerca de 1%).

Registe-se que a abstenção foi inferior a 25%. 

Como se vê, deu-se a impensável derrocada do "centrão" alemão, o que muito vai dificultar a vida a Merkel.

Esta só pode governar em três cenários:

- retomando a grande (cada vez "menos grande") coligação com os social-democratas;

- governando em coligação como os verdes e os "liberais";

- governando em minoria, com acordos parlamentares.

O primeiro dos casos, aquele que mais podia agradar aos europeístas, em especial a Macron e que podia garantir um mudança de rumo no projecto europeu, em favor dos cidadãos e dos países do sul, não parece provável, visto que o líder do SPD já anunciou o fim dessa coligação, pois arriscava-se a fazer o seu partido desaparecer do mapa eleitoral e deixava a oposição entregue à extrema direita e à esquerda do Die Linke, este último partido disputando o eleitorado dos social-democratas.

O segundo caso é o que é apontado como mais provável, mas é uma grande incógnita, dado o antagonismo entre verdes e "liberais" , nos antípodas políticos no que diz respeito ao modelo económico, financeiro e social. Se for para a frente este modelo, pode revelar-se desastroso para o futuro da CDU e até para a Europa inclusiva defendida por Macron e Juncker. A actual liderança "liberal" está mais próxima da extrema-direita e dos eurocepticos e é defensora da continuação das "reformas" estruturais "austeritárias" que devastaram o sul da Europa.

Um governo minoritário com acordos pontuais à direita e à esquerda no parlamento não faz parte da tradição alemã e conduziria a eleições antecipadas a breve prazo.

Uma "geringonça" à alemã também não é possivel, já que os três partidos de esquerda, SPD, Die Linke e Verdes, que juntos recolheram quase 40% dos votos, e que estão unidos nalguns parlamentos regionais, não conseguem uma maioria parlamentar.

Ou seja, seja qual for o cenário que se segue, a tradicionalmente estável Alemanha entra numa deriva politicamente caótica`à qual as suas elites tradicionais não estão habituadas e que vai ser explorada até à exaustão pela extrema-direita.

E com essa deriva deitam para o lixo da história os projectos de Macron e Juncker em relação a uma renovação do projecto europeu, com graves consequências a prazo para todos, em especial para os países do sul.

É caso para dizer, contrariando alguns "europtimistas", que consideravam que, depois da vitória de Macron (que está também em queda em França, tendo sofrido ontem uma pesada derrota na eleições para o Senado), e da "previsivel" vitória confortável de Merkel a Europa ía ser salva, que, afinal....a Europa JÁ NÃO SEGUE DENTRO DE MOMENTOS...

terça-feira, 28 de março de 2017

Contra as "troikas" a o Politburo de Bruxelas, Eu, EUROPEU me confesso


A minha cultura, as minhas memórias, os meus valores e as minhas convicções são todas “europeístas”.

Nasci num país que ligou a Europa ao mundo, nem sempre pelas melhores razões e raramente da forma mais humana.

Nasci num país e fui criado num regime que copiou os tiques e os métodos de uma ideologia que nasceu na Europa, o fascismo  ( como nasceram na Europa o anarquismo, o liberalismo, a democracia, o comunismo, a social-democracia...).

Nasci num país e fui criado num regime que, na minha juventude, era ainda a última encarnação de uma atitude europeia face a outros povos, uma regime colonialista que sonhava com a preservação de um Império.

Nasci num país que tinha como religião oficial o cristianismo e onde a Igreja, para o bem e para o mal, tinha um poder imenso sobre os valores incutidos e o quotidiano de todo um povo.

Nasci e vivi num  país outro que lutou pelo ideal democrático e liberal ou partilhou ideologias alternativas ao Estado Novo, todas, para o bem e par o mal, criadas e fomentadas no espaço Europeu.

Muito da cultura que me incutiram na infância e na juventude, ora como modelo, ora com contraponto a esse modelo, foi toda ela uma cultura europeia ou “ocidental”, na musica, na literatura, no cinema, na banda-desenhada, nas artes plásticas…
 
Por isso não alinhei na euforia provinciana à volta da adesão a um dos modos possíveis de ser Europeu, pertencer à então CEE, como aconteceu em 1986.

Na altura existiam outros organismos parecidos, a EFTA, mais a norte e dominada pela Grã-Bretanha, e da qual o Estado Novo salazarista tinha sido um estado fundador e o COMECON, o equivalente económico nos estados do leste da Europa, ditaduras ditas “democracias populares”, lideradas pela União Soviética.

Curiosamente a EFTA ainda existe, formado apenas por 4 países, mas que são os países mais prósperos da Europa, a Noruega, a Islândia, a Suiça e o  Liechtenstein.

Para mim sempre pertencemos, para o bem e para o mal, à história, cultura e sociedade Europeias, um conjunto mais vasto e abrangente e culturalmente mais diverso e rico do que a actual União Europeia.

Por isso também não embarco na actual confusão reinante de rotular toda e qualquer crítica à deriva anti-democrática e anti-social reinante nas decisões tomadas pelas instituições “europeias”, como sendo “populismo” ou “eurocepticismo”.

Criticar o modelo “austeritário” imposto pelo politburo de Bruxelas, criticar a falta de democracia reinante nas instituições europeias, ou criticar as desigualdades crescentes provocadas pela forma como o “euro” foi implementado,  não é ser “euroceptico” ou “populista”, mas é, pelo contrário, alertar para os verdadeiros perigos que um projecto, com uma origem generosa de defesa na abertura de  fronteiras, no combate às  desigualdades sociais e na garantia de direitos sociais humanos e políticos, está a correr às mãos da actual elite que a dirige, cativada pelo corrupto poder financeiro.

De facto, é essa mesma deriva “austeritária” e “financista” que leva a fenómenos como o “Brexit” e está a gerar e a dar força ao verdadeiro populismo, que tem um nome que muitos temem pronunciar: neo-fascismo.

Criticar e encontrar alternativas a essa deriva da União Europeia, protagonizada por instituições burocratizadas  e reféns do poder financeiro,   e pelas suas actuais elites coniventes com  esse poder, é a única maneira de salvar um projecto que tem potencialidades para melhorar a vida dos cidadãos europeus e para se tornar uma verdadeira alternativa que, como o fez noutras alturas, combine a democracia e a liberdade com o combate às desigualdades sociais e a manutenção de direitos sociais, universais e humanistas.

Continuar na deriva actual, isso sim é condenar o projecto europeu à sua destruição e abrir caminho às derivas “populistas” xenófobas e neo-fascistas, fazendo a Europa regressar às suas guerras fratricidas de sempre.

Por isso, parem de me chamar “populista” e “eurocéptico” cada vez que defender uma Europa mais justa e humana, ou criticar a deriva “austeritária” imposta pelo “politburo” de Bruxelas.

Ser Europeu é defender a democracia, a liberdade, a justiça social e os direitos socias.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Há 30 anos que “somos” “europeus”


Passam este mês trinta anos sobre a entrada oficial de Portugal na então “CEE”.

O “saloioismo” nacional sempre fez alarde da nossa adesão à “Europa”, esquecendo-se que Portugal sempre foi Europeu, não só geográfica, como historicamente, e neste último aspecto, bem mais Europeu que muitos outros.

Só a subserviência reverente da maior parte da elite  portuguesa ( na política, na comunicação social, nas universidade e na economia) ,em relação às instituições e aos burocratas europeus, actualizada no retracto de Fernando Pessoa sobre o  provincianismo da elite nacional do seu tempo (ler AQUI), embasbacada face ao “progresso” da “Europa”, explica que essa adesão nos tenha conduzido a esta última década perdida.

Por infeliz coincidência, os primeiros passos de adesão de Portugal à então CEE coincidiram com os governos cavaquistas (1985-1995) e grande parte dos fundos estruturais que beneficiaram economicamente o país foram canalizados para levar a efeitos políticas de “desenvolvimento” que, como se provou já neste século, contribuíram para beneficiar a especulação financeira e imobiliária, a substituição de uma rede de transportes públicos por uma discutível rede de auto-estradas( que implicou um forte aumento das importações, com reflexos no aumento da dívida pública, e com graves custos ambientais),  e a destruição do já de si rudimentar aparelho produtivo nacional (pesca, industria e agricultura), um desastre anunciado mas maquilhado pela euforia consumista das duas primeiras décadas que os fundos estruturais, mal canalizados para o consumismo desenfreado, fomentado pelos bancos, permitiram disfarçar.

Enquanto houve dinheiro e fundos estruturais foi possível, apesar de tudo, melhorar muitos do indicadores económicos e sociais, graças, principalmente, à forma como os governos de António Guterres conseguiram emendar a mão dos desvarios cavaquistas, mas foi “sol de pouca dura”.

Poucos suspeitariam que, trinta anos depois da adesão à então CEE, hoje União Europeia, o país estivesse a viver um retrocesso social e económico com as actuais dimensões e que a União Europeia estivesse a lutar pela sua sobrevivência como projecto  solidário e de desenvolvimento económico-social, muito por culpa da abdicação e destruição desse projecto, entregue à especulação financeira e a uma geração de políticos de vistas curtas.

Apesar de tudo, Portugal está hoje muito melhor do que estava em 1986, embora, a continuar-se por muito mais tempo com as actuais medidas “austeritárias”, impostas pelas instituições  não-democráticas europeias (Comissão, Conselho, Eurozona e BCE) e diligentemente aplicadas nos últimos quatro anos pela dupla Coelho-Portas,  tudo o que, ainda assim, se conquistou nestas últimas décadas, em direitos sociais, em melhoria das condições de vida, em consolidação da democracia, corre o risco de sobraçar e de conduzir o país (e o resto da Europa) para um desastre social, económico e político de dimensões inimagináveis.

Ainda vamos a tempo de mudar o rumo às coisas e reconduzir Portugal e a Europa ao sonho que a construiu, o da cidadania, da solidariedade, da democracia, da identidade cultural, do conhecimento e do combate às desigualdades.

Estes são também alguns dos desejos para  este ano que agora se inicia.

terça-feira, 27 de maio de 2014

"Eurocépticos" somos todos…ou quase todos


As palavras “eurocéptico” e “anti-europeu” têm sido o rótulo mais utilizado para comentar o resultado das últimas eleições para o parlamento europeu.

Nessa designação misturam-se os conformistas que não foram votar (onde cabem, no mesmo saco, os mortos que não foram retirados dos cadernos eleitorais, os que emigraram e não alteraram o seu recenseamento, os anarquistas, os doentes graves que não se puderam deslocar à mesa de voto,  os indigentes de todo o género que nem sabem que há eleições, o chamado lúmpen proletariado, os que estão sempre contra tudo e contra todos, os que se acham tão acima de tudo e que só votariam num partido que os tivesse como líder, alguns nazis e fascistas que não se revêem no modelo democrático, acompanhados nessa intensão por alguns stalinistas puros, os indiferentes e conformistas de todo o tipo, e claro, muitos intelectuais que, à custa de complicarem tanto o seu pensamento, não sabem em quem votar, e ainda alguns ingénuos que passam a vida à procura do partido puro e ideal que represente a sua pureza e ainda muitos antigos salazaristas que, por uma questão de princípio, nunca votaram depois do 25 de Abril…), os que, ao fim de 40 anos de democracia, ainda não sabem usar um voto e vão parar ao monte dos votos nulos  dos que resolvem descarregar toda a sua raiva e frustração inutilizando o seu próprio direito de escolha e os que, num acto de consciência cívica, não abdicam do seu direito de voto, um direito que em Portugal custou a vida e o conforto de muita gente para que ele fosse obtido e, não se identificando com o actual sistema partidário, mesmo assim se dão ao trabalho de se deslocar à sua secção de voto e votam em branco, o único dos três casos que merecia resultar em consequência política (por exemplo, retirando lugares eleitos…).

Nesta designação os nosso comentadores e jornalistas também metem no mesmo saco os votantes nos partidos fascistas e neo-nazis que, pura e simplesmente, defendem o fim da União Europeia e o regresso a ditaduras antidemocráticas e nacionalistas, os partidos populista, das mais variadas matrizes, que se dividem entre os que defendem o fim da União Europeia,  os que “apenas” defendem o fim do “euro”, os que defendem simplesmente um novo caminho, mais próximo dos cidadãos, para a União Europeia, os partidos à esquerda que defendem a renegociação da dívida, subdividindo-se ainda, entre eles, entre os que estão contra a União Europeia, os que defendem a saída do euro,  os que defendem uma nova política em defesa dos cidadãos europeus e/ou os que defendem pura e simplesmente a manutenção do  Estado Social Europeu.

Ou seja, para muitos comentadores e jornalistas, eurocépticos e “antieuropeus” são todos os que defendem ideias diferentes daquelas que são defendidas pelos chamados partidos do arco do poder, isto é, os “liberais” do sr. Juncker ou os “socialistas” do sr. Schulz, que, no essencial, estão de acordo, ou seja, defendem as políticas de austeridade, com pequenas nuances , a “reforma” do Estado Social, a vontade dos “mercados” e a liderança alemã.

Se consideram que ser Europeu é apenas defender o que essas duas famílias políticas do “arco da austeridade” defendem, e reduzir as hipóteses de sobrevivência do projecto de União Europeia ao pensamento único neoliberal, então eu, e todos os atrás citados, somos “antieuropeus e eurocépticos”, e podem colocar todos no mesmo saco.

Se ser antieuropeu e eurocéptico é considerar que o Estado Social não deve ser limitado, para agradar aos “mercados” e fazer as vontades ao dumping social praticado pelos países emergente, procurando “adaptar” esse mesmo Estado Social ao “modelo social chinês”, então eu e todos os atrás citados, somos “antieuropeus e eurocépticos”.

Se ser antieuropeu é questionar a forma antidemocrática das grandes decisões, tomadas nas costas dos cidadãos pelo Conselho Europeu, pela Comissão Europeia, pelo Eurogrupo, pelo BCE e pelo FMI da srª Lagarde, escolhendo para os cargos de presidente do Conselho Europeu e da Comissão Europeia e para outros cargos burocratas gente que não foi sujeita ao sufrágio dos cidadãos europeus, então eu e todos os atrás citados, somos “antieuropeus e eurocépticos”.

Se ser antieuropeu e eurocéptico é considerar que a União Europeia tem de tomar um novo rumo, alterando os errados modelos de austeridade impostos pelas troikas, combatendo as crescentes desigualdades no seu seio, o escandaloso número de desempregados, nomeadamente entre os mais jovens, e a pobreza crescente, então eu e todos os atrás citados, somos “antieuropeus e eurocépticos”.

Se ser antieuropeu e eurocéptico é defender que, para que o euro possa sobreviver como moeda única, é necessário corrigir os erros do seu nascimento através de uma aproximação dos preços, dos salários, das pensões, dos juros e no sistema fiscal (não se pode admitir que se exija um deficit igual, não ultrapassando os 3%, a todos os países do euro, e depois existam disparidades de preços, juros, pensões, salários e de impostos que ultrapassem em muito aquele valor…), então eu e todos os atrás citados, somos “antieuropeus e eurocépticos”.

Se ser antieuropeu e eurocéptico é defender o fim  de paraísos fiscais no seio da própria União Europeia,  defender a penalização de  um sistema financeiro corrupto , combater  a fuga aos impostos de grandes empresas e criticar uma política de baixos salários e de redução de direitos laborais, então eu e todos os atrás citados, somos “antieuropeus e eurocépticos”.

Seria bom que os senhores comentadores soubessem distinguir o trigo do joio, aqueles que querem mesmo destruir a Europa e o seu projecto, daqueles que querem “apenas” um rumo diferente para o projecto europeu, alguns apenas a reposição do seu ideário fundador, combatendo o actual sistema antidemocrático de decisão, que afasta os cidadãos do projecto europeu.

Se esses comentadores ou, mais grave ainda, os burocratas da União Europeia e os partidos do “arco do poder” não distinguirem as diferenças e o significado político destas eleições, vão ser eles, e não os “eurocépticos” e “antieuropeus”, os principais responsáveis pela falência do projecto europeu.

Infelizmente as primeira declarações de Durão Barroso, de Lagarde e de Draghi após estas eleições vão no sentido de continuarem a não perceber (ou fingirem que não percebem) que, como muito gostam de dizer, “o mundo [a Europa] mudou” no dia 25 de Maio.


domingo, 24 de junho de 2012

Austeridade conduziu ao nazismo, alerta Banco Central Austríaco.

Pode ser um pouco exagerado e históricamente incorrecto fazer comparações destas, mas uma coisa é certa: o actual modelo de austeridade imposto aos cidadãos europeus não vai levar o projecto europeu a "bom porto".
Não se prevê o regresso do nazismo, mas a democracia, essa, está a sair fragilizada do processo e a abrir caminho a soluções anti-democráticas.
Costuma-se dizer que "quem avisa amigo é".

quinta-feira, 10 de maio de 2012

DO PÂNICO AO DISPARATE:Vitor Gaspar: "Eu não minto. Não engano. Não ludibrio" .

 (Fonte - EL Páis: "...Contudo ainda se pode cortar mais alguma coisa")

A Vitória de Holland em França e a derrota dos lacaios locais da srª Merkel na Grécia e na Itália, mais o ataque dos “mercado” à Espanha, andam a por loucos os defensores do modelo de austeridade para a “recuperação” da Europa.
Como baratas tontas, multiplicam-se as declarações da srª Merkel, do Durão Barroso, dos comissários europeus, dos responsáveis pela banca alemã,  do BCE e todos os seus  mercenários da política, da economia e da imprensa, em defesa do actual modelo de austeridade ,em nome da salvação dos especuladores da banca e das finanças, em apoio dos “mercados”, insistindo no aumento da austeridade e do esforço dos cidadãos, dos trabalhadores e dos empresários produtivos para os salvar.
Por cá, o seu máximo representante o nosso ministro das finanças, o inclassificável Gaspar, teve um dia para esquecer:
- entregou um documento orçamental aos seus patrões da burocracia europeia onde assume aquilo que nega cá, ou seja, o aumento ou a manutenção dos altos níveis de desemprego em Portugal nos próximos tempos, resultado que coloca em evidência o falhanço do modelo de austeridade imposto por este governo aos cidadãos que trabalham, produzem e não fogem ao fisco;
- fez previsões de receitas fiscais incomportáveis para os cidadãos, que só poderão ser atingidas aumentando drasticamente os impostos sobre os que ainda têm trabalho (IRS) ou sobre os que produzem fora do circuito da especulação financeira (IRC), sem que se toque nos que fogem para os paraísos fiscais, nos lucros escandalosos da banca e das empresas do PSI 20, ou no combate à corrupção e à fuga aos impostos.
Enfim, tão preocupado em apresentar serviço aos seus patrões, até se esqueceu de entregar o documento no Parlamento, entregando depois, apressadamente, um documento em ….inglês.
O pânico começa a ser evidentes entre os defensores desta austeridade.

O REGRESSO DA RÚSSIA...








Ontem, um pouco por toda a Rússia, celebrou-se o Dia da Vitória, com o regresso dos velhos ícones, as medalhas, os retratos de Stalin, as foices e os martelos e os desfiles militares.
O regresso de Putin à presidência da Rússia vai ser marcado pela recuperação do lugar da Rússia no mundo, provávelmente de mãos-dadas com a China (ainda há poucas semanas realizaram manobras militares conjuntas).
Por cá a srª Merkel e a Comissão Europeia estão mais interessados em fazer mal aos seus cidadãos e em  insistir no modelo de  austeridade para "salvar" o moribundo projecto europeu.
Será que a srª Merkel e os seus lacaios pensam que conseguem fazer frente ao expansionismo russo-chinês sem contarem com os cidadãos europeus?
Ao contrário do que os seus dirigentes pensam, a  Alemanha sózinha não vai conseguir impedir o aumento de influência da Rússio a leste.
Para a Europa, entre Merkel e Putin, venha o diabo es escolha...

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Em França, na Grécia e na Europa, a escolha é : os cidadãos ou os "mercados"?


Ontem, em vários países da Europa, os cidadãos manifestaram o seu descontentamento em relação ao rumo que a Europa estava a tomar.

Hoje, os “mercados” respondem a essa preocupação com a mensagem do medo e da chantagem…e isto é apenas o início.

A “luta de classes” dos tempos actuais é cada vez mais entre, por um lado, os cidadãos, os trabalhadores,  os contribuintes e os empresários  produtores e, por outro lado, os “mercados”, isto é, os especuladores financeiros e os seus aliados nos governos, na Comissão Europeia e na maior parte da “imprensa de referência” por essa Europa fora.

Como se comprova pela sua reacção de hoje, os “mercados” não gostam da democracia, principalmente se esta der resultados que contrariam a sua estratégia, e muito menos de qualquer coisa que lhes “cheire” a “esquerda”.

O rosto dessa luta dos “mercados” contra os cidadãos tem sido a chanceler alemã Angela Merkel, que ontem sofreu uma derrota em toda a linha: 

- em primeiro lugar em França, saindo derrotado o seu principal aliado em relação à sua estratégia de austeridade autoritária;

- em segundo lugar foi derrotada na Grécia, onde os partidos que aplicavam no terreno a sua receita sofreram um pesado revês:  a Nova Democracia, apesar de ter sido o partido mais votado, perdeu quase metade dos seus eleitores (de 33,4% em 2009, ficou-se agora pelos 18,88%, beneficiando do facto de o sistema eleitoral grego “oferecer” 50 deputados ao partido mais votado, ou seja mais do dobro do que aqueles que teria eleito se o voto fosse proporcional), e o Pasok a passar de primeira força política para a terceira (dos 43,9% devotos que obteve em 2009 apenas conseguiu uma percentagem de 13,2% nas eleições de ontem); 

- em terceiro lugar na própria Alemanha, nas eleições regionais em Schleswig-Holstein,  onde a coligação CDU/FDP, apoiada por Merkel, sofreu um forte revês, obtendo o pior resultado se sempre naquele estado desde 1950: os Social-democratas (SD), os verdes e os partidos regionais ficaram em maioria, apesar dos democratas-cristãos ainda terem ficado em primeiro lugar ( a pouca distância dos SD: resultado final: CDU -  30,9%, SD- 30,2, Verdes- 13,2, FDP – 8,2%).

Ainda se desconhece o resultado da primeira volta das eleições municipais em Itália, mas regista-se uma tendência para um abstenção que ultrapassou os 50% e uma vitória das listas cívicas sobre os partidos tradicionais que são responsáveis pela grave situação italiana.

Podemos juntar a tudo isto a recente vitória do Partido Trabalhista nas eleições municipais britânicas.

Sem dúvida que o que se passou em  França foi o mais importante desse conjunto de actos eleitorais do dia 6.

Veremos agora se François Hollande consegue resistir às pressões dos “mercados”, da srª Merkel e da Comissão Europeia para iniciar uma mudança de rumo no projecto Europeu, ou se vamos assistir, mais uma vez, á “traição” dos social-democratas às legitimas aspirações da sua base social de apoio, os trabalhadores, as classes médias, os empresários produtivoss, os  cidadãos em geral , "rendendo-se” aos “mercados” financeiros e à lógica da austeridade sobre os primeiros para "salvar" os segundos...

Veremos também se Hollande será o último representante dessa famigerada “Terceira Via” ou representará de facto o início de uma nova esperança para a esquerda democrática.

Esta é a última oportunidade da esquerda socialista e social-democrata para se redimir da traição da “terceira via”. Se voltarem a desiludir vão abrir a porta à extrema-direita. Se se colocarem ao lado dos cidadãos contra os “mercados” podem iniciar a recuperação da credibilidade do projecto socialista e democrático na Europa.

A situação Grega também é um bom indicador do desejo de mudança e, ao mesmo tempo, uma última oportunidade para credibilizar a democracia e a esquerda.

Em primeiro  lugar, ao contrário do que os comentadores destas bandas vão “ vendendo” por aí, os partido defensores da Europa ainda mantêm uma maioria sólida: Nova democracia (18, 88%) + Syriza (16,76%) + Pasok (13,2%) + Gregos Independentes, uma cisão da Nova Democracia (10,6%) e Esquerda Democrática (6,1%), perfazem 65,6%. Todos estes partidos defendem o projecto europeu. O que existe é uma interpretação diferente para esse projecto.

Infelizmente para muitos comentadores aqui em Portugal, qualquer crítica ao modelo de austeridade imposto pelos alemães é rapidamente conotado como ideologia “extremista”. É assim por exemplo que têm vindo a ser tratados o Syriza (uma espécie de Bloco de Esquerda, um pouco mais liberal) e a Esquerda Democrática (à esquerda do Pasok).

O facto mais preocupante das eleições gregas foi a entrada para o parlamento do partido nazi da Grécia, com 6,7% dos votos e 21 deputados eleitos. É  também um forte aviso, juntando-se à subida da extrema-direita em França,  para os que defendem a democracia e o projecto Europeu. 

Se a srª Merkel e a Comissão Europeia ignorarem os sinais destas eleições e  continuarem  no mesmo discurso e prática da austeridade sobre os cidadãos para proteger os especuladores dos “mercados”, se os socialistas  e social-democratas não se puserem ao lado dos trabalhadores e dos cidadãos contra os “mercados”,  não tenham dúvidas que a extrema-direita vai começar a subir por toda a Europa.

Esta é a última oportunidade para o projecto Europeu e, a prazo, para a Esquerda, para a Democracia, para a Paz e para a Prosperidade na Europa.

domingo, 6 de maio de 2012

AS FOTOS DO DIA - EUROPA A VOTOS:

2ª Volta das Eleições Presidenciais em França;

Eleições Legislativas na Grécia;

Eleições Legislativas na Sérvia;

Eleições Regionais na Alemanha;

Eleições Municipais na Itália

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Quem quer tramar François Hollande? (...e a França...e a Europa!!?)

Alguma imprensa francesa, independente das grandes empresas da comunicação social, teve acesso a um documento confidencial de uma empresa financeira, onde se indica a forma como o poder financeiro pretende destruir a candidatura de Hollande ou, no caso deste vencer as eleições francesas, levar os "mercados" financeiros a atacar a França , obrigando um Hollande presidente a ceder nos direitos do trabalho e na defesa do Estado Social.
A noticia pode ser lida integralmente em baixo: