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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Mandela para Sempre!


São raros os líderes políticos que podem ser recordados como Mandela, conseguindo reunir um consenso unanime de pesar à sua volta.

Na minha vida apenas me recordo de outros dois nomes capazes de ombrear com Mandela: Gandhi e Martin Luther King.

A forma como outros políticos e governos se posicionaram em relação a figuras como essas, nos momentos cruciais e não à posteriori, revelam a diferença entre os grandes políticos e as figurinhas liliputianas que governam o mundo actual, como são os tristes casos "locais" de Cavaco Silva ou Durão Barroso.

Hoje todos querem colar-se á figura de Mandela, mas nenhum deles soube revelar-se diferente e inovador nas horas decisivas e essas são as verdadeiras marcas das suas atitudes políticas.

Nenhum desses liliputianos políticos teria sequer chegado aos calcanhares do nossos Aristides de Sousa Mendes, quanto mais à de um Mandela!!!

Voltando ao que interessa, Mandela deu-nos uma grande lição de luta e humildade, mostrando que é possível lutar por um ideal sem o trair e sem esquecer o essencial de qualquer luta justa que é a de defender a liberdade, mesmo a dos nossos “inimigos”. Como Mandela sempre defendeu “podemos perdoar, mas não podemos esquecer”.

Hoje a África do Sul ainda não é o país justo que Mandela almejava, mas sem a tolerância e a liberdade que ele colocou como ponto de partida, mas nunca com ponto de chegada, tudo teria sido muito pior e irreversível.

Mandela deu uma grande lição, em primeiro lugar aos regimes ditatoriais e corruptos que continuam a proliferar no continente africano, mas também às atitudes cobardes e titubeantes de muitos líderes “democráticos” e ocidentais, que tudo fizeram para, no mínimo, não beliscar o regime do apartheid.

Mandela não foi um deus, sempre assumiu as suas fraquezas humanas, mas esteve muito próximo do conceito grego de “herói”, isto é, um humano, com todos os seus defeitos, que se coloca ao nível dos deuses.

Muitos daqueles que agora, hipocritamente, o homenageiam, só vão conseguir, quanto muito, preencher uma pequena  nota de rodapé nos anais da história da humanidade, ofuscados por figuras como Mandela, que eles, diga-se em abono da verdade, nunca  compreenderam.

Num mundo, com destaque para a Europa, onde dominam na política pequenas figurinhas liliputianas, sem um rasgo de imaginação nem respeito pelos desejos dos seus povos, Mandela é, cada vez mais, uma figura de referência e uma esperança para os que acreditam  num mundo possível, mais justo e mais humano.

Vamos esperar muitas décadas até que ao mundo se revela outra figura como Mandela.
É por isso que a existência de Mandela nos vai fazer muita falta.

Foi um privilégio ter partilhado uma época onde vivemos com Mandela.

Até sempre Nelson Mandela!!

Ao minuto: “Longa vida ao espírito de Nelson Mandela” - PÚBLICO(clicar para acompanhar a cerimonia de homenagem a Mandela).

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Morreu Nelson Mandela

Foi um privilégio viver na mesma época de Nelson Mandela.
(Podem acompanhar AQUI um site sul-africano de tributo a Mandela).

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

“À Procura de Sugar Man” - Um documentário sobre a integridade



INTEGRIDADE : esta é uma palavra que escasseia no discurso político, no discurso jornalístico e no discurso cultural dos nosso dias.

“À Procura de Sugar Man”, de Malik Bendjelloui  é um documentário sobre o modo como se podem conjugar a  integridade, os valores e o talento numa sociedade marcada pelo espectáculo constante, pelo carreirismo a toda o custo e pela falta de respeito pelo ser humano.

O documentário, que ganhou o óscar, conta-nos a fabulosa história de Sixto Rodriguez, um talentoso musico que gravou dois álbuns entre 1968 e 1970 e que desapareceu tão depressa como apareceu.

Por um acaso da história, um dos seus álbuns chegou à África do Sul na época do apartheid e o talento da sua musica e a crueza esclarecida das suas letras representaram uma lufada de ar fresco, entre a jovem comunidade branca que não se sentia bem naquela regime.

As músicas de Rodriguez começaram a circular clandestinamente entre grupos de jovens brancos contestatários e o seu nome tornou-se tão famoso, na África do Sul, como um Bob Dylan ou os The Beatles.

Contudo ninguém sabia do paradeiro de Rodriguez e circulavam as mais incríveis lendas, tudo apontando para a sua morte trágica e precoce.

Com o fim do regime do apartheid  cresceu a curiosidade sobre o destino do musico.

 O filme retracta exactamente a investigação que alguns fãs de Rodriguez levaram a efeito, conduzindo-os a um desfecho imprevisível. 

Afinal Rodriguez estava vivo, morando num subúrbio da decadente cidade norte-americana de Detroit.

E o contacto com Rodriguez revelou um homem que nunca se interessou pela fama ou pelo êxito, consciente do seu talento, mas que levou uma vida simples, trabalhando na construção civil, tendo tirado um curso de filosofia, tendo criado três filhas a quem proporcionou cursos universitários e a quem ensinou, ao longo da vida, os valores da integridade e da cultura, mas que desconhecia o êxito e a importância que ainda hoje tem na África do Sul.

Na África do Sul, depois de o descobrirem  na década de 90, realizou mais de trinta concertos, enchendo estádios e grandes salas de espectáculo.

Mas o êxito que ele descobriu que tinha naquele país africano, duas décadas depois de ter deixado de editar musica, não o deixou deslumbrado, viu tudo aquilo com muita curiosidade e lucidez, doou todo o dinheiro que obteve como os concertos e continua a viver na velha casa de sempre, procurando continuar a viver a vida simples e anónima  que sempre levou em Detroit.

A fama nunca o atraiu e, contudo, teve-a à mão, pois a sua musica é de uma qualidade intemporal e as suas letra são de um profundidade avassaladora.

Talvez que a  crueza dos seus temas não se adaptasse ao optimismo dos anos 60.

Mas Rodriguez também nada fez para obter essa fama. Fez uma opção consciente. 

Entre a fama ou a simplicidade e a integridade da sua vida, preferiu a segunda opção. Quando no filme alguém o questiona sobre a oportunidade  que deixou escapar, sobre se não achava que podia ter tido uma vida “melhor” ele acrescentou “melhor…ou não!”.

Quando vivemos num mundo onde as pessoas estão viciadas no êxito fácil, tudo fazem para os seus quinze minutos de fama, onde, parafraseando uma personagem de Woody Allen, se é famoso por ser famoso, onde a comunicação social , principalmente a televisiva, promove a mediocridade em todas as áreas, a história da vida de Rodriguez é um edificante história humana, que nos faz recupera a esperança na humanidade.

…como eu percebo Rodriguez!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

UMA FOTOGRAFIA PARA REFRESCAR O DIA...

(Cabo,África do Sul.Fonte: N. Bothma/EPA/MAXPPP/ LE FIGARO)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

No 93º aniversário de Nelson Mandela, um dossier especial do El Mundo.



Nelson Madela festeja hoje o seu 93º aniversário.
Homens como Mandela fazem falta neste mundo egoista e preconceituoso em que este século nos transformou.
Homens como Mandela são demasiado grandiosos para acreditarmos que existem...mas mandela existe e mostrou ao mundo o que é a tolerância, o pacifismo, o combate às injustiças, o que é perdoar mas não esquecer.
Mandela foi grande demais para o século XX .
É uma honra vivermos na mesma época em que vive um homem como Mandela.
...Longa vida para Nelson Mandela!

"Nelson" - Um Tributo para Nelson Mandela

No Dia do seu 93º Aniversário: Longa Vida para Nelson Mandela

terça-feira, 15 de junho de 2010

Adormecer ao som das vuvuzelas

(foto de Dan Kitwood, Getty Images/Libération)

As vuvuzelas, para mal dos nossos pecados, tornaram-se o símbolo deste mundial.

Para além do incómodo que deve provocar a quem está num dos estádios do mundial e, em especial aos jogadores, nem delas nos vemos livre vendo os jogos à distância de uma televisão.

Entretanto descobri uma utilidade para o som das vuvuzelas: colocando o som do televisor baixinho, mantendo contudo aquele permanente zumbido, e com a ajuda da forma pouco entusiástica com que os primeiros jogos têm sido disputados, esse som funciona como um poderoso soporífero, pois já dei por mim a adormecer no meio dos jogos.

Entretanto, também a nossa selecção contribuiu hoje para o efeito soporífero deste mundial.


Resta a excelente selecção de fotografias hoje colocadas on-line pelo El País sobre o jogo de Portugal, e que pode ser vista AQUI.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Um Cartoon e uma mão cheia de fotografias no Primeiro Dia do Mundial...

Um Cartoon de Chapatte (Le Temps - Suiça)...


... e muitas fotografias (do El País) do primeiro dia:





Infelizmente, Mandela, o homem que merecia gozar este dia com alegria, viu-se abater a tragédia na família. Mas a sua "presença" pairou entre todos no inicio do evento :



O primeiro Jogo foi uma festa:



... e os franceses já se preparam :


Uma outra África do Sul - o projecto Umuzi photo Club


Neste dia de abertura do Mundial de Futebol da África do Sul, o primeiro realizado no continente africano, é uma outra África do Sul, longe dos holofotes da imprensa internacional ou das "estrelas" milionárias,  que os fotógrafos do projecto UMUZI PHOTO CLUB nos mostram, nesta selecção de imagens: