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segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Homenagem ao professor Samuel Patty


Samuel, professor de História e Geografia, foi decapitado nos arredores de Paris porque quis debater com os seus alunos a liberdade de expressão, numa aula de educação moral e cívica, o equivalente francês das nossas aulas de educação cívica.

Felizmente o nosso país ainda é o país dos "brandos costumes" e os fanáticos religiosos de cá ainda se ficam pelos abaixo assinados contra aquelas aulas de educação cívica.

Em homenagem ao professor Samuel, aqui reproduzimos algumas das páginas da edição do Liberation dedicadas ao criminoso atentado.







terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Isabel dos Santos; de ponta do "iceberg" da actuação do sistema financeiro neoliberal, a “peão” sacrificado pela "máfia" financeira de Davos.



Não deixa de ser curioso aparecer por aí tanta gente que só agora descobriu que a fortuna de Isabel dos Santos foi construída na corrupção e à custa da miséria da população angolana.

Ainda não há muito tempo a dita senhora era endeusada pelo jornalismo económico, pelo sector económico e por grande parte da classe política do centrão.

Sobre o que está em causa, leia-se AQUI a reportagem do Diário de Notícias.

Quando, no tempo de Sócrates e da “troika”, muitas empresas precisaram do seu dinheiro para se salvarem, nunca perguntaram a origem desse dinheiro.

Quando muitos políticos desempregados arranjaram emprego à custa de empresas financiadas por Isabel dos Santos, também nenhum se interrogou sobre o financiamento das ditas empresas.

O caso mais emblemático é o caso do Banco Eurobic. Fundado tendo por base a nacionalização e posterior privatização de um outro banco falido, o ministro que tomou a decisão, Teixeira dos Santos, é hoje o presidente desse banco “criado” com capitais de Isabel dos Santos. Nas origens do banco esteve outro tubarão da política financeira do centrão, Mira Amaral (leia-se, a propósito, o seguinte artigo, escrito AQUI já há dois anos).

Já agora, para memória futura, registem-se aqui algumas empresas, uma já extintas, outras não, que estiveram na base ou beneficiaram (ou contribuíram para) da fortuna e da influência política de Isabel dos Santos:

- Sonangol ;
- Santoro;
- GALP;
- Banco BIC, hoje EuroBic;
- Angola Diamond Corporation;
- Terra Verde (agropecuária);
- IDUKA, agência imobiliária em Braga;
- Unicer;
- etc, etc, etc,……

Detém ainda uma parte do jornal “Sol”.


(Fonte: Diário de Notícias) 


Convém ainda recordar que o investimento de Isabel dos Santos e das “suas” empresas em Portugal, iniciado com Durão Baroso, mas que conheceu um boom na era Sócrates, contou com a “colaboração” de empresas como a corticeira Amorim, a Amorim Energia,  o extinto Banco Espírito Santo, a rex-PT,  a NOS, a Mota-Engil,  a CGD , a Galp, o BCP, o Santander, a Sonae, a Efacec…

Entre os “quadros” que em Portugal beneficiaram ou ajudaram a influência política e financeira de Isabel dos Santos, encontram-se nomes, alguns entretanto “reformados”, como o ex-ministro do PSD Mira Amaral,  António Monteiro, Tavares Moreira, outra figura do PSD, ou António Pires de Lima, figura de destaque no CDS e nos tempos da “Troika”.

Leia-se, a propósito, este  artigo sobre  "os laços de Isabel dos Santos com a elite económica portuguesa".

Caída em desgraça, muitos dos mafiosos, que beneficiaram e promovem as mesmas práticas de fuga a impostos, lavagem de dinheiro e compadrio político-financeiro, como  os vampiros de Davos, vieram agora, apressadamente, tirar-lhe o tapete.

Um dos casos mais significativos foi a da consultadoria PWC que, durante anos andou a legitimar os negócios de Isabel dos Santos e que agora se apressa a cortar relações com ela. Se eu fosse investidor, apressava-me a riscar essa empresa nas decisões dos “meus” negócios, pois, ou essa empresa foi conivente com a corrupção da empresária angolana ou, se não sabia de nada, é incompetente na sua área de negócio.

Muitos que agora batem com a porta nunca se preocuparam com a origem de tanta riqueza, apesar de tantos avisos ao longo do tempo.

No fundo, toda essa gente sabe que essa riqueza e o seu tipo de negócios só se constrói fugindo ao fisco, roubando populações inteiras, destruindo o ambiente, colocando dinheiro em off shores, traficando influências entre o mundo da política e da alta finança.

Enquanto tudo corre bem, gentalha como a Isabel dos Santos anda nas boas graças, até porque também deu dinheiro a muitos dos seus actuais detractores.

Mas a procissão ainda vai no adro.

Isabel dos Santos não roubou sozinha e, se ela cair, vai ser uma razia na banca portuguesa, nalgumas esferas políticas do centrão, em conhecidos escritórios de advogados, e em grandes empresas onde pontificam GEO’s de renome, muitos colocados nesses cargos pelos favores políticos que fizeram à dita senhora.

Também o Banco de Portugal e o Ministério Público vão sair chamuscados de toda esta situação, porque, ao longo do tempo, ignoraram o alerta de jornalistas, de alguns políticos, e muita gente.

Desconfia-se mesmo da conivência do Banco de Portugal e do Ministério Público, bem como de uma grande parte do sector financeiro em Portugal e na Europa, com a situação agora publicamente denunciada.

Ainda hoje ouvi uma comentadora de economia a "justificar"  Isabel dos Santos com a desculpa de que ela fez o que é normal fazer-se no sector financeiro por essa Europa fora, só sendo escandaloso porque envolve um país africano pobre.

A atitude dos mafiosos do Forum de Davos dá razão a essa jornalista.

De facto, o tipo de actuação de Isabel dos Santos é igual ao tipo de actuação do sector financeiro do sistema neoliberal: fugir ao controle e à regulamentação através do recurso a paraísos fiscais, envolver a classe política dos seus negócios, de modo a influenciarem as políticas financeiras, económicas, sociais e fiscais dos governos, e explorar e delapidar os recursos naturais do planeta, apesar dos custos sociais e ambientais.

Tal como a máfia, o poder financeiro mundial, representado no Forúm de Davos, tem de “eliminar” aqueles que, no seu meio, caiam em desgraças, para desviarem as atenções das suas malfeitorias e não caírem com eles.

Vai ser divertido ouvir e ler por aí alguns comentários de jornalistas e comentadores da área económica e financeira que sempre legitimaram os métodos de actuação que foram seguidos por Isabel dos Santos .

Aguardam-se cenas dos próximos capítulos.



segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Diário de Notícias dá grande destaque ao Festival de BD da Amadora

BêDêZine: Diário de Notícias dá grande destaque ao Festival ...: (clicar para ler) No Sábado o DN homenageava o Festival de BD da Amadora com uma edição totalmente ilustrada por cartoonistas e autores portugueses de BD.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Governo deu indicações para esconder prejuízos do BPN



A Antena 1 divulgou hoje  (clicar para ouvir e ler a notícia) o resultado de uma investigação que pode ser a verdadeira "Bomba Atómica" desta campanha eleitoral.

Segundo essa investigação, o governo, via Maria Luís Albuquerque, que era na altura secretária de estado, deu indicações à Parvalorem para esconder prejuizos do BPN com o objectivo de reduzir artificialmente o défit orçamental de 2012 (leia-se, enganar a troika e os portugueses) em mais de 100 milhões de euros.

Segundo  o desenvolvimento dessa notícia na página on-line do Diário de Notícias ( e que pode ser lida integralmente clicando em baixo) num documento enviado à tutela, "a Parvalorem anunciou que "após o trabalho cirúrgico conseguimos reduzir o valor das imparidades de 577 milhões de euros para 420 milhões de euros".


No mesmo dia, "a empresa recebeu um agradecimento de Maria Luís Albuquerque, referindo que queria uma redução ainda superior, mas a admitir que talvez "não fosse possível melhor".

Se depois disto as próximas sondagens continuarem a dar uma vitória folgada à coligação de direita ou, pior do que isso, se essa vitória se confirmar no Domingo, algo vai muito mal neste país.

Pior que isso, depois do escândalo dos Swaps, à ministra Albuquerque só restará a demissão, seja qual for o desfecho eleitoral.

Governo deu indicações para esconder prejuízos do BPN - Economia - DN

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A "última" crónica de Baptista Bastos : "Ponto final" - DN


Mais um jornal que cai, definitivamente,  nas mãos dos grandes interesses financeiros, o Diário de Notícias.

Claro que, hoje em dia, um jornal com as dimensões do histórico Diário de Notícias só pode sobreviver tendo atrás de si uma estrutura financeira sólida.

O problema é que, cada vez mais, essa estrutura financeira é dirigida por quem olha para um jornal, não como uma produto cultural que pode garantir o prestígio do próprio proprietário, que era muitas vezes um grande capitalista culto, interessado pelo "produto" jornalistico, mas por gente anónima, inculta, a nadar em dinheiro, que vê no jornal apenas mais uma mercadoria a rentabilizar, a usar para fazer propaganda ao seu modelo de sociedade e favores ao poder político que lhe pode garantir os negócios e o lucro.

Longe vai o tempo em que um jornal era fundado e mantido por gente que tinha paixão pelo jornalismo.

Hoje qualquer pequeno jornal, para sobreviver, tem de ter atrás de si uma estrutura financeira controlada por accionistas que apenas olham para os lucros e as audiências, ávidos de prestigio e lucro fácil, a maioria dos quais desconhecendo o que é um jornal, muitos sem hábitos de leitura jornalistica ou literária.

Por isso é natural que, quando esses interesses financeiros nos lançam na autêntica guerra civil social em que vivemos se procurem livrar rapidamente de vozes incómodas.

Foi o que aconteceu agora com Baptista Bastos, despedido sem apelo nem agravo das páginas do Diário de Notícias, onde mantinha uma das mais lucidas crónicas de opinião.

Aliás, Baptista Bastos faz igualmente parte de uma geração de cronistas de imprensa que está em vias de extinção, substituídos por "comentadores" e "opinion makers" que têm como principal tarefa isso mesmo, levar-nos ( e "lavar-nos")  a aceitar as decisões do pensamento único neoliberal dominante, 

Baptista Bastos é talvez o ultimo grande cronista dessa geração de gente culta, informada, de espírito crítico e livre, incorruptiveis, que não se venderam aos modismos dominantes, combativos e corajosos, de que faziam parte outros brilhantes jornalistas que, noutros tempos, frequentavam as páginas do "Diário de Lisboa", do "República", de "A Capital" ou do "Diário Popular", talvez não por acaso já todos desaparecidos na voragem do final do século passado.

Augusto Abelaira, Jacinto Baptista, Acácio Barradas, Adelino Cardoso, Norberto Lopes, Mário Mesquita, Artur Portela filho, Frenando Assis Pacheco, Mário Castrim, Urbano Tavares Rodrigues, Luís Stau Monteiro, José Cardoso Pires, José Saramago, Eduardo Prado Coelho, Álvaro Guerra, José Gomes Ferreira, Manuel António Pina, foram alguns desses grandes cronistas, muitos também grandes jornalistas e escritores, que encheram as páginas daqueles jornais com as suas opiniões livres e frontais.

Hoje restava Baptista Bastos, obrigado a por um ponto final nas suas crónicas exemplares.

É essa crónica de despedida, ontem publicada no DN, que pode ser lida em baixo:

Ponto final - Opinião - DN (clicar para ler).

quinta-feira, 9 de junho de 2011

EDIÇÃO ESPECIAL DO DN _ O País que somos e onde temos sucesso



Por ocasião das comemorações do Dia de Portugal, o Diário de Notícias promete para amanhã uma edição especial, comemorativa da data.