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quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Animem-se…o mundo não é só “Trump”, também há Jane Goodall




Esqueçam a boçalidade ignorante e arrogante de Trump e seu amigos.

Esqueçam a “lambe-botice” sabuja dos líderes europeus na cimeira da NATO perante o dono da “coisa”, que só veio dar razão à idéia que a NATO está obsoleta.

De facto a NATO está obsoleta, mas não é pelas razões apontadas por Trump.

Está obsoleta porque, desde o final da Guerra Fria, só fez asneira, principalmente no Médio Oriente e na Líbia, criando o monstro “Daesh”...

Está obsoleta porque devia ter-se tornado numa força europeia, mais independente dos Estados Unidos.

Está obsoleta porque, em vez de servir para humilhar a Rússia, criando as condições para a criação do “monstro” Putin, devia ter-se tornado uma força de pacificação de toda a Europa.

Está obsoleta porque continua a  revelar falta de coragem para pôr um outro monstro que vive no  seu seio, o “quase ditador” Turco Erdogan, no seu lugar.

Está obsoleta porque devia ter-se tornado uma força ao serviço da humanidade e da defesa dos direitos humanos, controlada pela ONU, e não pelos falcões das negociatas do armamento.

Nesta visita que acentuou o monstro “trumpista” que o mundo tem entre mãos, que incluiu uma grande negociata de armamento com a Arábia Saudita que vai reforçar o poder do terrorismo jhiadista, apenas um homem, quase solitário, pôs o “monstro” no lugar.

Esse homem foi o Papa Francisco que ainda por cima respondeu ao cinismo ignorante do “monstro” com uma resposta adequada ao que este representa, oferecendo-lhe as suas encíclicas sobre a paz e a defesa do ambiente, exactamente os dois temas que tornam Trump um homem perigoso

No meio de uma semana marcada pelo horror de Manchester e pelo horror de Trump, Portugal foi mais uma vez excepção, tendo sido visitado por uma mulher como Jane Goodall.

Jane Goodall é um exemplo de humanidade, de conhecimento, de curiosidade sobre a vida, de humildade, mostrando como os seres vivos são muitas vezes mais humanos do que os homens ou como os homens não estão assim tão afastados da selva.

Para quem lida todos os dias com animais não se surpreende com as conclusões de Jane Goodall sobre o comportamento animal, sobre as capacidades “humanas” que estes nos revelam todos os dias.

Enquanto alguns, cada vez mais, procuram todos os meios para destruir o ambiente, sem respeito pelas outras espécies,  nem respeito pela  humanidade, outros, felizmente ainda muitos, como Jane Goodall, manifestam-se todos os dias em prol da preservação doplaneta e de todos os seres vivos que o habitam.

É reconfortante que existam pessoas como o Papa Francisco ou Jane Goodall no meio desta verdadeira “selva” em que se está a tornar-se a humanidade.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

PARA QUE É QUE NOS SERVE A NATO

O século XVIII foi o século das “luzes”, o século XIX o século da liberdade, da igualdade e da abolição da escravatura, o século XX, o da afirmação da democracia e dos Direitos Humanos e Sociais.

O século XXI devia ser o século da abolição da guerra como modo de resolver os conflitos entre os homens.

Infelizmente, o início deste “novo” século tem sido marcado pela violência mais abjecta (11 de Setembro, Iraque, Afeganistão…), pela afirmação do militarismo (Irão, Coreia do Norte, um pouco por toda a África e Médio Oriente…) e pela marginalização da única organização credível, a ONU.

Se acrescentarmos a tudo isto o retrocesso social que muitos defendem, numa verdadeira guerra social lançada pelos sectores político/financeiros contra quem trabalha e produz, com repercussões que ainda não são possíveis de prever, assim como o abismo ambiental para onde a ganância economicista nos está a atirar, este século promete ser um dos mais negros da história da humanidade .

É neste contexto caótico que organizações como a NATO encontram “sentido” e “credibilidade”.

Nascida para defender a Europa Ocidental da expansão soviética, numa altura em que Stalin ainda governava, a NATO, que foi anterior à criação do Pacto de Varsóvia, perdeu grande parte do seu sentido com o fim da guerra fria.

Além disso é uma organização de duvidoso sentimento democrático, não só pela forma como os Estados Unidos a dominaram durante décadas, mas também por não lhe repugnar ter aceitado como fundador o Portugal de Salazar ou o aliar-se às mais abjectas ditaduras.

Organização defensiva, após a queda do muro de Berlim o mais lógico era dissolver-se, criando a Europa a sua própria política de defesa, eventualmente colaborando com os Estados Unidos, preferencialmente no seio da ONU.

Contudo, nesta, como noutras situações, os líderes europeus mostraram-se totalmente incompetente para traçarem um caminho comum, numa história que agora se repete na política financeira.

Com o pretexto de combater o terrorismo, os Estados Unidos quiseram transformar a NATO numa espécie de polícia do mundo, ao mesmo tempo que procuravam esvaziar a ONU do seu poder e competência.

É a assim que a NATO, condenada a desaparecer se o mundo fosse um mundo justo, se reforçou militarmente com as suas intervenções criminosas na Sérvia, no Iraque (aqui num papel totalmente subalterno em relação ao “dono” norte-americano) e no Afeganistão.

Quando uma das esperanças do fim da guerra fria era o reforço da capacidade de liderança mundial da ONU e o desinvestimento no militarismo, o que aconteceu foi o inverso: um crescente reforço do militarismo agressivo e uma crescente dependência do ocidente em relação aos desígnios estratégicos norte-americanos, situação que conhece alguma acalmia durante este interregno da governação de Obama, mas que, não haja ilusões, irá regressar em força e ainda mais agressivo quando os republicanos regressarem ao poder.

Num mundo justo, onde os direitos dos povos fossem respeitados e a ONU assumisse as funções para as quais foi fundada, a NATO seria uma organização de párias, condenada ao fracasso.

Que ninguém se iluda: no mundo em que vivemos a NATO continuará a ser uma organização temida e pujante, que alimentará uma lucrativa industria militar e de morte , justificando-se com a existência de inimigos abjectos como os terroristas e os exércitos de Estados párias.

Uns não podem sobreviver sem os outros

São as duas faces da mesma moeda.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

HOMENS DA LUTA PROMETEM "AGITAR" A CIMEIRA DA NATO!

O conhecido grupo de humoristas "Homens na Luta" lançaram um "concurso de idéias" na sua página do facebook para propostas da melhor maneira de "comemorar" a realização da Cimeira da Nato em Lisboa.
Vejam AQUI algumas dessas "propostas"...
Vamos a isso, pá!