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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Esta pode ser "A BOA NOTÍCIA": Ramos Horta defende que o Brasil, Angola e Timor devem comprar dívida portuguesa para moralizar os mercados.

Fonte: Agência Lusa , Publicado em 18 de Abril de 2011

“O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, defendeu hoje que o seu país, juntamente com Angola e o Brasil, devem negociar diretamente com o próximo governo português a compra de dívida, para moralizar os mercados

“Ramos-Horta defende uma concertação de esforços entre Brasil, Angola e Timor-Leste, e eventualmente Moçambique, para comprar dívida portuguesa, negociando diretamente com Portugal.

"Vamos aguardar pelas eleições. Em período eleitoral seria absurdo fazermos algo, com os constrangimentos de um governo em gestão, naturalmente mais preocupado com as eleições. Vamos aguardar pelo novo governo que sair do dia 5 de junho", declarou em entrevista conjunta à Lusa e RTP.

“O Presidente timorense considera que "é a oportunidade de intervir para moralizar o mercado financeiro internacional" e dar substância à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), "que não se pode ficar por declarações de intenção no final das cimeiras de chefes de governo e chefes de estado".

"Havendo condições para a CPLP intervir com visibilidade e com impacto vamos intervir. Por isso espero que o Brasil tenha a mesma visão e sentido de estado. O Brasil tem defendido ao longo dos últimos anos uma nova ordem económica internacional mais justa e esta é a altura de fazermos por isso", sustentou.

"Quanto a Angola, não me parece que haja dificuldades, até porque já está a investir fortemente em Portugal. Timor-Leste, claro que com uma dimensão muito menor, também tem alguma liquidez", disse.

“José Ramos-Horta esclareceu que o plano não é comprar dívida portuguesa a um ano, o que na sua perspetiva seria participar na especulação e não ajudaria em nada a economia portuguesa.

"O que defendo é um investimento concertado a cinco e a 10 anos, com um juro comercial negociado diretamente com Portugal. Contando com o peso do Brasil, com isso conseguiríamos arrastar para baixo o juro elevadíssimo que é praticado e que está a minar as finanças portuguesas", esclareceu.

“Para o Presidente timorense, a concretizar-se esse plano, será um marco na história financeira mundial.

"Serão três países do terceiro mundo a fazer baixar os juros insustentáveis que são impostos a um país europeu amigo, e sem prejuízo do nosso interesse porque o juro a cobrar seria superior ao que temos vindo a receber das aplicações no tesouro americano", conclui”.

Esta pode ser uma alternativa à decadente Europa e, a prazo, ao moribundo euro.
Assim haja vontade e imaginação por parte dos nossos políticos. Infelizmente estes fazem parte do problema.
É bom recordar que Portugal existe como país porque fez o seu caminho à margem da "Europa".
Agora que a Europa representa tudo o que existe de mais degradante e decadente do ponto de vista social, político e económico e que não passa do tão sonhado "espaço vital" dos alemães, países com Portugal só têm a ganhar se procurarem alternativas fora da Europa e, a prazo, fora do euro.
E estamos muito melhor que a maior parte dos países europeus, pois temos o privilégio de privar com países como o Brasil, Angola e, por, intermédio de Timor e Macau, com a China e o continente asiático.
Se continuarmos agarrados à Europa, vamos afundar-nos com ela .
O futuro está na CPLP e, em conjunto com a Espanha, nas relações com a comunidade de países latino-americanos.
Deixemo-nos de "tretas" e vamos procurar solução fora dessa Europa dos egoismos nacionalistas.
Continuar na "Europa" espera-nos a miséria, económica, social, política e cultural, até talvez a guerra.
As crises podem ser uma oportunidade. Vamos repensar este país e preparar alternativas à "Europa" e ao euro.
Foi sempre a procurar alternativas à Europa que Portugal singrou.
Temos o nosso "espaço vital" que é o mar. Temos o nosso trunfo nas relações com o mundo, que é a língua.
Só é preciso vontade!





quinta-feira, 22 de julho de 2010

CPLP - A Caminho do Descrédito!?

Já aqui defendemos que, face à incapacidades dos burocratas e líderes políticos da União Europeia em resolver a crise actual, em grande parte potenciada pela irresponsabilidade das medidas ditas “anti-crise” por eles propostas, Portugal só tinha a ganhar em virar-se, cultural, económica e politicamente, para organizações alternativas à EU.

Uma dessas organizações é, quanto a nós, a CPLP.

Contudo, esta organização, que vai realizar a partir de amanhã uma cimeira em Luanda, corre o risco de, em vez de se apresentar como uma organização internacional credível, dar um autêntico “tiroo no pé” com a previsível aceitação da adesão da Guiné Equatorial à CPLP.

Já seria grave, e até ridículo, aceitar a adesão de um país que nada tem a ver com a língua e a cultura portuguesa.

Mais grave ainda é o facto desse país ser um dos piores exemplos africanos no que respeita à defesa dos Direitos Humanos.

A Guiné Equatorial é uma das mais sangrentas ditaduras de África, situação que, aliada ao facto de ser um dos países mais corruptos do mundo, faz desse país um daqueles onde a desigualdade é mais gritante e escandalosa, tanto mais que se apresenta com um dos PIB mais elevados do mundo (muita acima de Portugal) graças à sua economia baseada no petróleo, que lhe tem garantido o fechar dos olhos do ocidente à situação interna desse país.

Contudo, será bom recordar que a NATO, que se apregoa como uma organização defensora dos Direitos Humanos, aceitou como fundador o Portugal de Salazar; ou que a EU, na pressa de se antecipar à expansão económica da nova Rússia para o ocidente, aceitou a adesão de vários países do leste europeu liderados por políticos corruptos; ou ainda, que o tão apregoado comércio livre ocidental, abriu as portas à expansão económica baseada no dumping social de países como a Índia, onde quase não existem direitos sociais, ou a China, onde não existem direitos políticos.

Por isso, poucos são aqueles que têm credibilidade para atirar pedras à CPLP se esta, erradamente quanto a nós, resolver aceitar a adesão daquele país.