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quinta-feira, 20 de março de 2025

O Novo "nazifascismo"


Não deixa de ser curioso.

Os Estados Unidos e a Rússia (herdeira da antiga União Soviética, que então incluía a Ucrânia), foram os principais responsáveis pela derrota do nazi-fascismo no século XX.

Os judeus,  os povos do leste e da antiga União Soviética foram os que mais sofreram como a violência do nazismo.

Os judeus fundaram Israel como consequência da violência que sobre eles se abateu com o Holocausto.

E o que vemos hoje?

Estados Unidos,  Rússia, Ucrânia e Israel,  nesse passado “antifascista” os principais combatentes ou vitimas do nazi-fascismo, são hoje os responsáveis pela disseminação, a nível mundial, dos ideais da extrema-direita, um novo "Nazismo", com várias vertentes e variantes, nalguns casos combatendo-se entre si, adaptado aos dias de hoje (a Rússia de Putin, algumas milícias e batalhões  ucranianos, os Estados Unidos de Trump e Israel de Nethanyhu).

Uma total e preocupante inversão e desrespeito pelo  passado histórico dessas nações e povos.

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Os “descendentes” dos “Kapos” estão no governo de Israel?


A História da Palestina e de Israel não começou com os criminosos ataques terroristas do Hamas no dia 7 de Outubro.

As crianças Israelitas, barbaramente mortas nesse ataque, não foram as primeiras mortas naquele território. Entre Janeiro e o dia 7 de Outubro, o exército israelita e/ou os colonos extremistas e armados lançaram o terror entre os palestinianos da…Cisjordânia…, e mataram cerca de 40 crianças palestinianas, e continuam a matar actualmente com o pretexto de acabar com terroristas. Note-se: estamos a falar da Cisjordânia, não da Faixa de Gaza!!!

O rapto de civis, feitos reféns pelo Hamas, é um crime de guerra e um acto bárbaro e inconcebível, mas a prisão de milhares de palestinianos, sem julgamento, alguns há décadas encarcerados, pelos motivos mais ridículos, pelo Estado Israelita, vai no mesmo sentido do desrespeito pelos mais elementares Direitos Humanos e judicias.

O Hamas foi crescendo e ganhando influência entre os palestinianos com a conivência (alguns referem mesmo o apoio) dos governos de Israel, com o objectivo, não só enfraquecer a Autoridade Palestiniana, como  de tornar o conflito numa guerra religiosa entre fanáticos judeus e fanáticos muçulmanos, justificando assim o terrorismo de Estado de Israel contra o terrorismo do Hamas.

Aliás, está por explicar a facilidade com que o grupo terrorista entrou em território israelita com tanta facilidade e ocupando-o durante horas quando é sabido, dito por quem conhece a zona, que nem um coelho atravessa o "muro" sem desencadear uum rápido alarme. Só com conivência de autoridades israelitas é que esse ataque foi possível. Basta ver que beneficiou com a situação!

Ao longo de décadas o Estado de Israel nunca cumpriu a maior parte das resoluções da ONU, gozando da impunidade de que poucos Estados gozaram por não as cumprirem.

Quando tudo se encaminhava para uma solução de paz duradoura, um fanático extremista judeu assassinou Isac Rabin. Hoje a “família” política e religiosa desse terrorista governa Israel.

Após a queda da União Soviética emigraram mais de 1 milhão de “judeus” (??) de origem russa ou do leste da Europa para o Estado de Israel, com mais direitos que a maior parte dos palestinianos nascidos nesse território, a maior parte deles com tendências racistas e extremistas, atitude hoje dominante na maior parte dos países de leste (Hungria, Polónia, Tchéquia, Eslováquia, Ucrânia e Rússia), desequilibrando a balança política de Israel para a extrema-direita.

Membros do actual governo de Israel, ou que lhes são próximos, como a esposa do primeiro-ministro, desvalorizam o carácter humano dos palestinianos, classificando-os todos como animais, ou mesmo abaixo destes, para “não ofender os animais”, como afirmou a primeira dama, com o objectivo de justificar o tratamento dado aos civis de Gaza, numa prática, aliás, copiada dos nazis, que faziam o mesmo em relação ao judeus para justificarem a desumanidade do tratamento dado a esse povo e o próprio Holocausto.

A forma desproporcionada como o governo extremista de Benjamin Netanyahu reagiu ao ataque terrorista do Hamas configura, cada vez mais, um crime de guerra, tal como o comprovam organizações no terreno, como a ONU, a AMI, Os Médicos Sem Fronteiras, a Amnistia Internacional, a Cruz Vermelha, a OMS, a UNICEF, Repórteres Sem Fronteiras, Human Rights Watch e muitas outras.

A reacção do governo de Israel à acusação dessas organizações é acusá-las de “pactuarem com o terrorismo”, atitude idêntica à de outros ditadores e criminosos quando são confrontados por essas mesmas organizações pelos seus crimes contra a humanidade.

Ao que parece, a actuação do  actual governo de Israel, usando e abusando da chantagem moral com o terrível passado dos judeus, só pode envergonhar a memória das vítimas do Holocausto e as vítimas do anti-semitismo ao longo da História.

Só pode haver duas explicações para essa imoralidade, ou essa gente nada tem a haver com as vítimas do Holocausto, e obtém a classificação de judeu por puro oportunismo (como, aliás, se passa por cá com a venda de identidade sefardita a oligarcas russos e outros criminosos), ou então essa gente é descendente dos “kapos”, e aprenderam bem a lição com os nazis!!!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

No 75º aniversário da libertação de Auschwitz


(Foto publicada pelo Spiegel, de um conjunto inédito de um "álbum de fotografias das SS", que pode ser visto AQUI) 


Passam hoje 75 anos sobre a libertação do campo de concentração da Auschwitz por parte do Exército Vermelho.

O Holocausto foi o maior crime praticado por “humanos”.

Não existe nenhum outro crime que lhe seja comparável, pela frieza, pela organização, pela pura desumanidade.

Comparar o Holocausto com qualquer outro crime contra a humanidade é vulgariza-lo.

Claro que, só nos últimos 100 anos, foram cometidos os mais hediondos e terríveis crimes contra gente indefesa, do Gulag soviético, aos massacres norte-americanos no Vietname, dos crimes de Pinochet e de outras ditaduras latino-americanas, aos crimes do governo sionista contra os palestinianos, dos crimes do Uganda aos crimes da guerra civil angolana, dos crimes do Apartheid aos crimes racistas nos Estados Unidos, dos crimes dos maoistas na China aos crimes dos japoneses na primeira metade do século XX , dos   crimes do colonialismo aos crimes do terrorismo islâmico.

A lista é interminável, mas, mesmo assim, qualquer desses terríveis crimes fica muito aquém do Holocausto, não apenas pelo número e pela concentração temporal dos crimes, mas pela frieza, violência, desumanidade, calculismo, organização  e imprevisibilidade deste último.

Muitos dos crimes acima referidos tiveram, “apesar de tudo”, a sua “lógica” ou foram perpetrados “no calor do momento”, por "excesso de zelo" ou "descontrole", e , ao contrário dos organizadores do Holocausto, os seus criminosos autores não se vangloriavam publicamente dos seus actos.

Sem que nada disto sirva para desvalorizar ou desculpar esses crimes, as vítimas daqueles crimes sabiam, muitas vezes, porque eram as vítimas: adversários políticos, combatentes, resistentes, populações em cenário de guerra…

Pelo contrário, no Holocausto, a maior parte das vítimas nunca tinham esboçado um acto de resistência, não tinham ideologia política, eram pessoas vulgares, nem percebiam muitas vezes a razão da sua detenção.

“Apenas” não pertenciam à “raça superior”, eram judeus (muitos não professavam), eram ciganos ou eram eslavos ( e, se os nazis vencessem, a lista estender-se-ia a latinos e africanos…).

Pior ainda, muitas das vítimas do Holocausto, nem sabiam ao que iam e, para evitar incontroláveis cenas de pânico, os nazis orquestravam a chegada aos campos, para disfarçar o destino dos prisioneiros.

Toda a organização dos campos obedecia à frieza de uma “simples” organização administrativa, com registos, “metas” de “produtividade”, e toda uma burocracia do horror.

Se a negação do Holocausto é crime, a sua evocação não pode ser vulgarizada com comparações ou, ainda menos, com o abjecto aproveitamento político por parte do sionismo.

A intolerância, o desrespeito pelos “adversários”, o fanatismo ideológico e religioso, a xenofobia foram as sementes desse grande crime, e são as sementes de outros crimes contra a humanidade.

Numa época em que essa intolerância, desrespeito pelos “adversários”, fanatismo ideológico e religioso e xenofobia estão em crescendo, mesmo nas sociedades mais estáveis e democráticas, mesmo em circunstâncias diferentes, será importante manter viva a memória desse crime ignóbil.

Holocaustos, nunca mais!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Portugueses no Holocausto - uma exposição no CCB

"Trabalhadores Forçados Portugueses no IIIº Reich - memória, responsabilidade, futuro" é o título de uma exposição que está no CCB (sala no 1º andar da entrada sul) e pode ser visitada até 22 de Janeiro de 2018.

A exposição e os vários materiais aí revelados tem por base um trabalho de investigação académico, pioneiro, liderado pelo professor Fernando Rosas, realizado pelo Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, com base numa equipa de cinco investigadores, entre eles a torriense Cristina Clímaco.

A exposição revela o uso de trabalhadores forçados para apoiar a economia nazi, não só no esforço militar, mas também por muitas empresa alemãs, alguma ainda existentes.

Entre esses trabalhadores estiveram muitos portugueses e este é o tema fulcral desta exposição, que enquadra a situação destes no contexto da 2ª Guerra.

Embora nem todos os trabalhadores portugueses fossem forçados, muitos acabaram no esquema do trabalho forçado, que usava a rede de mais de 40 mil campos de concentração existentes na "grande Alemanha" como base de recrutamento.

Embora nem todos esses campos fossem campos de extermínio, sabe-se que cerca de 70 portugueses viveram, e muitos morreram, nestes campos.

Esta exposição procura assim homenagear os muitos portugueses que viveram o terror nazi.

A revista Visão História editou um número especial dedicado a esta exposição e que é um excelente auxiliar para acompanhar a visita.

Aqui deixamos algumas imagens dessa exposição.



































terça-feira, 27 de janeiro de 2015

No 70º Aniversário da Libertação de Auschwitz : Portugueses nos campos de concentração

Esta é uma história ainda pouco conhecida e só recentemente divulgada por uma excelente reportagem do jornal Público:

Nos 70 Anos da Libertação de Auschwitz: Da libertação à construção do Holocausto (jornal Público)

Nos 70 anos da libertação de Auschwitz por IRENE FLUNSER PIMENTEL

Nos 70 anos da libertação de Auschwitz (reportagem do Jornal Público).

No 70º aniversário da Libertação de Auschwitz: Hitchcock: "Memoria de los campos de concentración", documental subtitulado em espanhol.

Alfred Hitchcock fez parte da equipa de cineastas aliados que acompanharam e filmaram a libertação dos campos de concentração. ( podem ler AQUI as circuntâncias dessas filmagens e da descoberta desse filme esquecido durante anos)

O filme que aqui reproduzimos está legendado em espanhol. Esse filme de Hitchcock será hoje exibido no Primeiro Canal da RTP depois das 23 e 30 horas.

Aqui fica uma versão desse filme, com forma de recordar o 70º aniversário da libertação de Auschwitz: 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

"German Concentration Camp Factual Survey", o documentário mais realista sobre o holocausto, exibido hoje em Lisboa.


Vai ser hoje exibido, na Culturgest, pelas 22horas um dos mais impressionantes filmes sobre o Holocausto.

Quinta-feira voltará a ser exibido no Cinema Ideal, ao fim da tarde, no âmbito do festival Doc-Lisboa.

O filme foi montado por Alfred Hitchcock, tendo por base a recolha de imagens feita pelos aliados no momento em que libertavam os campos de concentração, mas, a necessidade da realpolitik em relação ao futuro da Alemanha, a questão palestiniana e de Israel, que levantava muitos problemas políticos aos interesses britânicos no Médio Oriete, e o anunciar da guerra fria levaram a que o filme caisse no esquecimento e se "perdesse" num arquivo histórico, até voltar agora a ser recuperado.

Algumas das imagens desse filme podem ser vistas no documento que reproduzimos em cima,  disponível no Youtube.

Uma análise detalhada sobre o filme, da autoria de António Araújo, pode ser lida na edição do Público de hoje, e que reproduzimos  AQUI .

Costuma-se dizer que quem esquece o passado volta a repetir esse passado, daí a importância de filmes e documentos como este.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O "NAZI-LIBERALISMO":




Entre os vários livros que fui lendo nos últimos meses, algures entre a ficção e o ensaio histórico, passou-me pelas mãos um pequeno volume histórico, da autoria do norte-americano Paul Maracin, “A Noite das Facas Longas”.

O autor, antigo investigador criminal no Gabinete do Procurador de San Diego e actual colaborador no The Wall Streeet  Journal, tem-se dedicado na sua reforma à investigação sobre a IIª Guerra Mundial.

Neste livre analisa a ascensão dos nazis ao poder e a luta entre facções do Partido Nazi que desembocou nessa noite de 30 de Junho para 1 de Julho de 1934, que foi uma noite de ajuste de contas entre Hitler e os seus rivais internos no Partido Nazi, em especial contra Röhm e as SA, mas que aproveitou para ajustar contas contra todos os que se tinham oposto a Hitler ao longo da sua vida política.

A grande burguesia alemã, o sector financeiro e o exército, que até aí olhavam para Hitler com alguma condescendência e desconfiança, viram na eliminação das SA um sinal de “civilidade” de Hitler, que eliminava e domesticava assim a ala mais populista, irrequieta,  e “obreirista” dos nazis, que até aí os servira na perseguição aos sindicatos, aos socialistas e aos comunistas e que agora se tornava “um deles”, sem os indisciplinados membros das SA a incomodar a “normalidade” das suas vidas.

Mas o que mais me impressionou neste livro foi, na breve biografia que o autor traçou dos mais destacados líderes do nazismo, alguns pontos em comum entre alguns deles: a aversão ao trabalho, a utilização da política como forma de ascensão social de muitos deles e arrogância do seu carácter sem ética social.

A maior parte deles eram pessoas falhadas, que, em circunstâncias históricas normais, nunca teriam passado do anonimato e teriam, provavelmente, levado a vida normal da pequena burguesia e das classe mais desfavorecidas.

Como é que uma sociedade culta e esclarecida, como era a alemã do principio do século confiou o poder a esse tipo de gente é uma incógnita que ainda hoje continua a motivar intensos debates entre historiadores, sociólogos e politólogos.

O que mais me impressionou foi, com as devidas distâncias históricas, algumas semelhanças nos percursos pessoais na actual geração de políticos europeus com a carreira política das elites nazis.

Gente medíocre, que quase nunca trabalhou ou geriu uma empresa, ou, quando o fez, foi totalmente incompetente  e desastrosa, sem um conhecimento da história europeia, pouco dados à cultura, ascendendo ao poder à sombra do mais abjecto oportunismo e carreirismo politico, navegando entre as juventudes, as concelhias e os congressos partidários, com falta de ética social, que olham para os cidadãos ora como meros “eleitores”, “contribuintes” ou números estatísticos.

Esta gente se tivesse vivido em plena Alemanha dos anos 30 não desdenharia participar e dar o seu contributo para levar os nazis ao poder.

Hoje o nazismo é politicamente incorrecto, e, à distância, sabemos do criminoso desfecho da sua política.

Mas os nazis eram gente “normal”, ambiciosa, bem comportada perante o poder dos mais fortes, apoiado pelo poder financeiro, tal como muito dos políticos que dominam as instituições e os governos europeus dos nossos dias.

Tal como aqueles, a maior parte dos actuais lideres políticos europeus têm o mesmo desprezo pelos cidadãos em geral e por alguns grupos em particular.

Hoje os trabalhadores, os funcionários públicos e os pensionistas substituem os judeus como a “escória” a abater por esses novos políticos, como os “bodes expiatórios” das incompetência das suas desastrosas políticas económicas e socias.

Hoje não usam camisas negras ou castanhas, mas uma postura formatada que não dispensa a nova farda do fato e gravata, vivendo das aparências.

Hoje não têm a máquina propagandista de Gobbels , mas uma miríade de jornalistas e comentadores, principalmente nas televisões, a tratar da propaganda ao seu programa único de “combate” à austeridade, ao défit e de salvação do corrupto sistema financeiro, seguindo a valha máxima nazi segundo a qual, uma mentira várias vezes repetidas acaba por se tornar verdade.

Mas hoje, tal como ontem, desprezam as leis e as constituições, os compromissos com os cidadãos, as liberdades e garantias socias.

Mas hoje, tal como ontem, limitam-se a obedecer ao sector financeiro, sem ética ou vergonha, que os coloca no poder para melhor servir os interesses desse sector, que não se importa de negociar com criminosos, desde que obtenham lucros. 

Hoje não é preciso assassinar ninguém, a não ser em casos extremos, para levar a àgua ao seu moinhos, basta ameaçar com o desemprego, com a penalização salarial, com o confisco puro e simples dos rendimentos das pessoas, ou com o medo de um futuro sem esperança para os cidadãos e seus familiares.

Hoje não é preciso levar ninguém para campos de concentração, basta retirar direitos sociais e lançar milhões no desemprego e ao empobrecimanto para retira o futuro e a esperança de vida aos cidadãos.

Hoje não é preciso invadir países com exércitos   para os saquear, basta impor um resgate financeiro para saquear um país.

Hoje, um homem com Hitler sentir-se-ia bem na pela de qualquer banqueiro, comissário europeu ,  de qualquer burocrata do BCE…

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Dívidas de Guerra : Grécia vs Alemanha. O próximo duelo joga-se nos tribunais internacionais


Durante a IIª Guerra Mundial a Grécia foi devastada pela ocupação nazi. Os estragos na altura, quer os materiais quer, os mais graves, os humanos,foram calculados, no final da guerra, num valor acima dos dez mil milhões de dólares, que, ao preço actual, equivalem a cerca de 160 mil milhões de euros.

Entretanto os aliados resolveram, em vez de repetir os erros do tratado de Versalhes, perdoar essa dívida ou  permitir que ela fosse paga ao longo de várias décadas a juros baixos.

Foi esta atitude dos aliados que permitiu que a Alemanha tivesse recuperado da situação de total devastação humana e social que herdou da aventura nazi.

Mais tarde, no final do século XX, a Alemanha voltou a receber o apoio dos países de União Europeia para conseguir que a unificação se fizesse sem grandes sobressaltos.

Ao que parece a Alemanha da srª Merkel esqueceu-se da palavra solidariedade e apenas está interessada em salvar o corrupto sistema financeiro alemão, à custa da miséria dos povos do sul.

A Alemanha resolveu aplicar aos países em dificuldade as receitas do Tratado de Versalhes, em vez das receitas do Tratado Marshal que permitiram mais de trinta anos de prosperidade e desenvolvimento na Europa Ocidental.

Então, já que é para desenterrar o passado, fazem bem os gregos em recordar a dívida perdoada que, em valores actualizados, davam para pagar toda a dívida grega... e ainda sobrava dinheiro.


Mas também Portugal tem uma dívida a receber da Alemanha, que foi perdoada, estabelecida à luz do tratado de Versalhes, dívida essa que ultrapassa, em valores actualizados, mais de 2 mil milhões de euros (quando Portugal exigia, na altura, cerca de dez mil milhões de euro). (ver AQUI).

Ou seja, Portugal perdoou à Alemanha mais mil milhões de euros do que aquilo que os banqueiros alemães da troika exigem que Portugal pague para tapar o "buraco" "provocado" pela decisão do tribunal Constitucional.

Se a Alemanha e os seus capachos da Comissão Europeia e do BCE querem fazer contas, é bom que as façam de forma correcta....A Alemanha que comece por pagar o que ficou a dever à Europa por causa das duas guerras que provocou...

domingo, 27 de janeiro de 2013

NO DIA INTERNACIONAL EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DO HOLOCUSTO: An Alfred Hitchcock documentary on the Nazi Holocaust.

As Nações Unidas declararam o dia 27 de Janeiro como o DIA INTERNACINOAL EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO.
Foi escolhida esta data porque é a do aniversário da libertação de Auschwitz-Birkenau pelas tropas  soviéticas, em 1945.
Recentemente foi divulgado em Inglaterra um filme com imagens recolhidas logo após essa libertação, com imagens recolhidas por vários cineastas britânicos, entre os quais Alfred Hitchcock, e por operadores de câmara do exército vermelho.
É esse documentário que hoje aqui reproduzimos,como foema de homenagear as vítimas do Holocausto.
 

domingo, 24 de junho de 2012

Austeridade conduziu ao nazismo, alerta Banco Central Austríaco.

Pode ser um pouco exagerado e históricamente incorrecto fazer comparações destas, mas uma coisa é certa: o actual modelo de austeridade imposto aos cidadãos europeus não vai levar o projecto europeu a "bom porto".
Não se prevê o regresso do nazismo, mas a democracia, essa, está a sair fragilizada do processo e a abrir caminho a soluções anti-democráticas.
Costuma-se dizer que "quem avisa amigo é".

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

August Landmesser, o homem que não fez a saudação nazi

Uma história actual.
Dos carneiros nunca rezará a história...apenas daqueles que, arriscando tudo, até a vida, se mantêm fiéis aos seus princípios.
Essa foi a história de August Landmesser que, no meio da multidão, se recusou fazer a saudação nazi...
Hoje as "saudações" que nos obrigam a fazer (...aos mercados, à austeridade, ao consumo, às modas, à perda de direitos....) são outras.
Mais uma vez é importante promover a coragem da rebeldia contra o unanimismo, seguindo o exemplo de Landmesser...

August Landmesser, o homem que não fez a saudação nazi - Mundo - PUBLICO.PT (clicar para ler a história)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Operação "Guerra Relâmpago" contra os nazis alemães

 O grupo "Anonymus" acaba de criar um site para divulgar o nome e endereço dos apoiantes e simpatizantes dos nazis alemães, cujos dados podem ser consultados em baixo:
#OpBlitzkrieg (clicar para ler)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O Passado nazi dos donos da BMW


Já nos tinhamos referido AQUI ao passado de colaboração nazi de muitas das empresas que sustemtam a economia alemã do pós-guerra.
Surgem agora mais dados novos sobre a colaboração da família que controla a BMW com o nazismo:

Emerge el pasado nazi de los dueños de BMW · ELPAÍS.com (clicar para ler).

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A Alemanha de Merkel, as empresas alemãs, o nazismo, a União Europeia e a actual crise financeira...


A Minha amiga Cecília Travanca fez-me chegar um artigo, transcrito igualmente no blog “A BEM DA NAÇÃO”, quanto a mim bastante esclarecedor e elucidativo sobre a atitudes das elites políticas, financeiras e económicas alemãs, com a srª Merkel à cabeça, para com os “povos inferiores e preguiçosos do sul” e , principalmente, sobre a sua atitude para estilhaçar o que resta do projecto europeu, nomeadamente a solidariedade e a subsidiariedade, dois objectivos que desapareceram do jargão europeísta desde que o Tratado de Lisboa entrou em vigor para fazer frete à dita senhora e ao seu amigo Sarko:

“Alemanha "rainha das dívidas"
"O historiador Albrecht Ritschl evoca em entrevista ao site de Der Spiegel  ( a entrevista, à edição inglesa desse jornal alemão, pode ser lido AQUI) vários momentos na História do século XX em que  a Alemanha equilibrou as suas contas à custa de generosas injecções de capital norte-americano ou do cancelamento de dívidas astronómicas, suportadas por grandes e pequenos países credores.
“Ritschl começa por lembrar que a República de Weimar viveu entre 1924 e 1929 a pagar com empréstimos norte-americanos as reparações de guerra a que ficara condenada pelo Tratado de Versalhes, após a derrota sofrida na Primeira Grande Guerra. Como a crise de 1931, decorrente do crash bolsista de 1929, impediu o pagamento desses empréstimos, foram os EUA a arcar com os custos das reparações.
“Guerra-fria cancela a dívida alemã
“Depois da Segunda Guerra Mundial, os EUA anteciparam-se e impediram que fossem exigidas à Alemanha reparações de guerra tão avultadas como o foram em Versalhes. Quase tudo ficou adiado até ao dia de uma eventual reunificação alemã. E, lembra Ritschl, isso significou que os trabalhadores escravizados pelo nazismo não foram compensados e que a maioria dos países europeus se viu obrigada a renunciar às indemnizações que lhe correspondiam devido à ocupação alemã.
“No caso da Grécia, essa renúncia foi imposta por uma sangrenta guerra civil, ganha pelas forças pró-ocidentais já no contexto da Guerra-fria.
“Por muito que a Alemanha de Konrad Adenauer e Ludwig Ehrard tivesse recusado pagar indemnizações à Grécia, teria sempre à perna a reivindicação desse pagamento se não fosse por a esquerda grega ficar silenciada na sequência da guerra civil.
“À pergunta do entrevistador, pressupondo a importância da primeira ajuda à Grécia, no valor de 110 mil milhões de euros, e da segunda, em valor semelhante, contrapõe Ritschl a perspectiva histórica: essas somas são peanuts ao lado do incumprimento alemão dos anos 30, apenas comparável aos custos que teve para os EUA a crise do subprime em 2008. A gravidade da crise grega, acrescenta o especialista em História económica, não reside tanto no volume da ajuda requerida pelo pequeno país, como no risco de contágio a outros países europeus.
“Tiram-nos tudo, "até a camisa"
“Ritschl lembra também que em 1953 os próprios EUA cancelaram uma parte substancial da dívida alemã – um haircut, segundo a moderna expressão – que reduziu a abundante cabeleira "afro" da potência devedora a uma reluzente careca. E o resultado paradoxal foi exonerar a Alemanha dos custos da guerra que tinha causado e deixá-los aos países vítimas da ocupação.
“E, finalmente, também em 1990 a Alemanha passou um calote aos seus credores, quando o chanceler Helmut Kohl decidiu ignorar o tal acordo que remetia para o dia da reunificação alemã os pagamentos devidos pela guerra.
“É que isso era fácil de prometer enquanto a reunificação parecia música de um futuro distante, mas difícil de cumprir quando chegasse o dia. E tinha chegado.
“Ritschl conclui aconselhando os bancos alemães credores da Grécia a moderarem a sua sofreguidão cobradora, não só porque a Alemanha vive de exportações e uma crise contagiosa a arrastaria igualmente para a ruína, mas também porque o calote da Segunda Guerra Mundial, afirma, vive na memória colectiva do povo grego. Uma atitude de cobrança implacável das dívidas actuais não deixaria, segundo o historiador, de reanimar em retaliação as velhas reivindicações congeladas, da Grécia e doutros países e, nesse caso,despojar-nos-ão de tudo, até da camisa". 21 Junho 2011
Álvaro José Ferreira”

A propósito do passado, que a actual elite politico/económico/financeira alemã procura esconder, vem também a propósito recordar o artigo, esta semana editado no jornal Público, sobre a colaboração do fundador da BMW (clicar para ler) (firma que continua controlada pelos descendentes desse senhor)  com o nazismo, beneficiando do trabalho escravo de milhares de prisioneiros, judeus e outros.
Esta prática, de utilização do trabalho escravo de mão-de-obra constituída por prisioneiros, já era conhecida como tendo sido usada por parte de outras grandes empresa, como a Néstlé, a Audi, a Delmer-Benz, a Siemens e tantas outras empresas, muitas delas ainda dominantes na Europa e no mundo de hoje.
Muitas destas empresas, e outras como a Volkswagen, ou as filiais alemãs da Ford e da General Motors, colaboraram igualmente no esforço de guerra nazi, lucrando imenso com isso, sem que tenham pago convenientemente pelos seus crimes. Por exemplo, e conforme refere aquela mesma edição do jornal “Público” também a empresa Hugo Boss beneficiou financeiramente com o fabrico de fardamento para as SS, usando igualmente mão-de-obra escrava.
Há ainda que acrescentar a colaboração da maior parte do sector financeiro alemão e de outros países (como a Suiça), no financiamento do nazismo e da guerra que Hitler levou a vários cantos do mundo (um dos países mais sacrificados foi exactamente a Grécia).
Também se sabe que o campo de concentração de Auschwitz foi financiado pelos maiores bancos alemães.
Recentemente veio também a público que a IBM colaborou activamente com o nazismo na organização de ficheiros que ajudaram a localizar os judeus europeus, aplicando-se os primeiros processos técnicos de construção de base de dados que estiveram na origem da informática.

(A propósito da colaboração de empresas alemãs, e outras, com o nazismo, podem ler AQUi mais informações).

O grave, na maior parte desses casos, é que muitos dos administradores e das famílias detentoras dessas empresas e desses sectores financeiros, e que enriqueceram à frente delas graças à sua colaboração com o nazismo e ao modo como se aproveitaram da abundante mão-de-obra escrava, continuaram a geri-las no pós guerra, uns tentando limpar a sua consciência apoiando causas humanitárias ou a formação do Estado de Israel, outros tentando esquecer e branquear esse passado, mas continuando a tratar os países e os povos com a velha arrogância e os preconceitos da origem nazi da maior parte dessas famílias, como se vê pelo seu comportamento actual.
A propósito da revelação das ligações da família que domina a BMW ao regime nazi e ao modo como muitos empresários alemães, principalmente os ligados ao sector financeiro, continuaram a beneficiar da benevolência e do perdão por parte dos povos europeus no pós-guerra, por via da guerra-fria, bem como das ajudas financeiras proporcionadas pela aplicação do Plano Marshal, pela adesão da Alemanha à CEE, pelas ajudas, com sacrifício da evolução do bem-estar da maior parte dos europeus, à reunificação (ainda me lembro dos discursos políticos da época, apelando à austeridade solidária, a favor do bem-comum de um país em dificuldades), e, por último, como principais beneficiários da criação da moeda única, mas que, na hora de lhes pedir solidariedade para com países em dificuldade, respondem com a arrogância do costume, pela voz da srª Merkel, acusando os povos do sul de serem preguiçosos, aldrabões (logo inferiores aos “arianos” do norte…), de trabalharem menos que os alemães (afirmação que já foi desmontada pela verdade das estatísticas…) ou defendendo a perda de soberania desses países, ao mesmo tempo que encara o leste da Europa como o sonhado “espaço vital” dos interesses alemães, a propósito de tudo isto, tomamos aqui as palavras de Filipe Luís, jornalista do semanário Visão, que na edição desta semana recordava o conteúdo do romance "O Protocolo Budapeste":

"No livro, Adam Lebor ficciona sobre um suposto directório de firmas alemãs, que teria como missão restabelecer o domínio da Alemanha, não pela força das armas, mas da economia. Um dos passos fulcrais seria a criação de uma moeda única que obrigasse os países a submeterem-se a uma ditadura orçamental imposta desde Berlim. O outro, descapitalizar os Estados periféricos, provocar o seu endividamento, atacando-os, depois, pela asfixia dos juros da dívida, de forma a passar a controlar, por preços de saldo, empresas estatais estratégicas, através de privatizações forçadas. Para isso, o directório faria eleger governos dóceis em toda a Europa, munindo-se de políticos-fantoche em cargos decisivos em Bruxelas – presidência da Comissão e, finalmente, presidência da EU".

… por vezes a realidade pode ultrapassar a ficção….

(Em nota de rodapé, convém recordar que muitas empresas e parte do sector financeiro  português beneficiaram igualmente da sua colaboração com o nazismo. Algumas das famílias que beneficiaram dessa colaboração e, no pós-guerra, da colaboração como o salazarismo e com a PIDE, são ainda hoje dominantes, quer no sector empresarial, quer, principalmente, no sector financeiro. Este tema tem sido estudado por Fernando Rosas e por António Louçã, entre outros).