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quarta-feira, 3 de julho de 2019

Liderança da União Europeia – de “Mao” a…”Piao”!!!


(Autor: Arend Van Dam/ Political Cartoon)

Parece que os burocratas do “politburo de Bruxelas” não perceberam a mensagem das urnas e insistem em decidir à revelia da vontade dos seus cidadãos e mesmo contra estes.

Em vez de apresentarem candidatos aos lugares cimeiros que representassem sinais de mudança nas políticas de austeridade e nas politicas de destruição de direitos socias, para combater o crescimento do populismo e aproximar os cidadãos do projecto europeu, o “politburo de Bruxelas” apostou mais uma vez numa combinação entre cinzentismo e continuidade, reforçando o pilar “austoritário”.

O Conselho Europeu impôs mais uma vez um modelo de escolha de lideranças que não se mostra muito diferente do velho “centralismo democrático” de tipo “comunista”, impondo-se ao único órgão democraticamente legitimo, o Parlamento Europeu.

Foi uma cedência em toda a linha ao grupo de Visegrado, o das “democracias iliberais”.

Ursula von der Leyen para presidente da Comissão Europeia representa a imposição das politicas alemãs para a União Europeia, reforçando a componente “austoritária” que tão maus resultados deu nos últimos anos (maus resultados para os cidadãos, mas bons resultados para o corrupto sector financeiro que domina a Europa, os “donos disto tudo”…), agravado pelo facto de, ao contrário de Merkel, que aprendeu alguma coisa com a “crise”, aquela política é mais “papista de que o papa”.

A escolha de Charles Michel, actual primeiro-ministro belga, “liberal” (seja lá o que isto for), para presidir ao Conselho Europeu é mais uma cedência ao “establishment” do “politburo de Bruxelas”.

Mas a “cereja no topo do bolo” é a nomeação da nossa bem conhecida Christian Lagarde, um dos rostos da “nossa” Troika de triste memória, para a presidência do Banco Central Europeu.

Para “amenizar” tentam vender-nos a mensagem “politicamente correcta” de dois desses cargos serem, pela primeira vez, ocupados por mulheres, como se o género anulasse a ideologia ou as politicas.

Não é o uso de “sais” que altera as politicas e, neste caso, como em muitos outros, “elas” chegam a esses lugares cimeiros porque se comportam … como “homens”.

Ou seja, embora ainda não esteja tudo definido, é caso para dizer que, na Europa, mudámos de “Mao” para “Piao”, ou, em bom português, de “cavalo para Burro” (ou “burra”, para não ofender o “género”).

Mais um “contributo” para transformar  o “caminho” dos populistas de extrema direita …numa via rápida!

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O Regresso dos “Sacanas sem lei”



Não se pode falar propriamente de regresso, porque eles sempre têm andado por aí e este ano tem sido fértil na sua disseminação. Mas ao longo deste mês , o último de um ano trágico, eles têm voltado a ocupar, quer as primeiras páginas dos jornais, quer, noutros casos, o silêncio conveniente da mesma comunicação social.

Mas vamos a eles:

Por cá os representantes patronais têm-se comportado de modo miserável na concertação social, usando todas as munições da chantagem ao seu alcance para travarem um mísero aumento do salário mínimo (já por AQUI demonstrámos que qualquer ordenado inferior a 700 euros é um autêntico roubo…).

Essa posição está em linha com o comportamento da “sacanagem” do politburo de Bruxelas (Comissão Europeia, Eurogrupo, Eurofin, BCE….) em relação à Grécia. Depois de terem imposto um programa de austeridade que lançou 1/3 dos gregos para a miséria, resolveram elevar o nível de chantagem sobre aquele país, talvez como aviso ao resto da Europa, suspendendo as medidas de alívio da dívida, a propósito de duas medidas propostas no orçamento da Grécia. E quais são essas medidas? Pasme-se: restaurar o 13º mês para os reformados com pensões até os …615 euros, e adiar a subida do IVA nas ilhas do Mar Egeu que têm recebido os milhares de refugiados que fogem das guerras do Norte se África e do Médio Oriente. Aliás, esta última medida está em linha com toda a hipocrisia do politburo de Bruxelas em relação à situação dos refugiados que resultaram de conflitos alimentados, por omissão, irresponsabilidade ou intervenção de faco,  pela própria União Europeia (Iraque, Líbia, Síria, Egipto…).

Uma das organizações da troika que mais se tem empenhado na chantagem sobre a Grécia é o FMI, a mesma organização liderada por uma, sabe-se agora,  criminosa, condenada em França por, no mínimo, ter sido negligente num negócio que custou aos contribuintes franceses 400 milhões de euros, sendo contudo “perdoada” de cumprir pena de até um ano de prisão, apenas porque lidera aquela organização, a principal responsável pelo desastroso programa de austeridade na Grécia e noutros países da Europa.

Mas o ano que agora se aproxima arrisca-se a ser o ano dos “grandes sacanas sem lei”, com a Russia liderada por um homem com Putin, a Turquia com Erdogan, e, acima de todos, os Estados Unidos com a liderança de um Trump, secundados por uma enxame de “pequenos” mas perigosos “sacaninhas” (Orban na Hungria, Kacynski na Polónia, Maduro na Venezuela, Eduardo dos Santos em Angola, Assad na Síria, Duterte nas Filipinas, Kim Jong-un na Coreia do Norte, sem esquecer governos como o neo-fascista da Ucrânia ou os radicais e extremistas e/ou ditatoriais  de Israel, da Arábia Saudita,  da China,  do Egipto,  do Irão…). E a situação do próximo ano arrisca-se a ficar ainda pior, podendo acrescentar mais alguns “sacaninhas” à lista, com LePen em França à cabeça, e outros candidatos a “sacanas” do próximo ano nos países nórdicos e do leste e na própria Alemanha…

Mas o candidato mais provável a “super-sacana”, a pairar perigosamente sobre todos, é Donald Trump, que tem vindo a indicadr como seus “empregados” e conselheiros numa futura administração: um tal Bannon, responsável por um site de notícias falsas da extrema-direita, para conselheiro principal do presidente; um tal Flynn, general reformado, com negócios com Putin e Erdogan, para conselheiro da segurança nacional; um tal Tillerson, presidente de uma petrolífera, amigo de Putin, como secretário de estado; um tal general “Mad Dog” Mattis, defensor de um ataque armado ao Irão, um falcão do aparelho militar norte-americano, como secretário da Defesa e líder do Pentágono; um tal Session, racista declarado, que odeia imigrantes , para Procurador-Geral; um tal Steve Mnuchin, oriundo da “máfia” das Finanças, a Goldman Sachs, para secretário do tesouro; um tal Puzder, dono de uma cadeia de fast-food conhecida por violar legislação laboral e por tratar mal os seus trabalhadores, para secretário do Trabalho; um tal Carson, que defende a eliminação de verbas para os programas socias, para secretário da habitação; um tal Perry, que defende o total desregulamento da actividade petrolífera e defensor da energia nuclear, para secretário da energia; um tal Friedman , defensor da política agressiva do governo de Israel contra os palestinianos e da construção de mais colonatos judaicos na Cijordânia, para embaixador em Israel. Por último, a cereja no cimo do bolo,um tal Pruitt, um céptico das alterações climatéricas e critico de medidas de defesa ambiental tomadas por governos anteriores, para administrar a agência de protecção ambiental.

De facto, o ano que se aproxima anuncia-se como terreno fortemente competitivo para todo o tipo de “sacanas sem lei”…( e não falámos do ISIS, dos fanáticos “rebeldes” anti-Assad, da Al-Quaeda…mas esses estão par além da sacanisse, são bandidos e criminosos a soldo de muitos daqueles “sacanas” acima nomeados…)

 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

OH SENHORA LAGARDE E SENHOR BARROSO!!!: ... É PRECISO MUITO DESCARAMENTO!!

Esta gente já não tem um pingo de vergonha na cara.

No mesmo dia em que o FMI, qual virgem inocente (Lagarde virgem???), veio dizer aquilo que qualquer pessoa de bom senso e a viver no mundo real, sem  formação económica, sem um título de uma qualquer universidade de nome pomposo, sem o salário milionário, isento do pagamento de impostos,  de um economista do FMI, já sabia há muito tempo, ou seja, que as medidas de austeridade estão a afundar os países sujeitos aos programas de ajustamentos impostos por essa mesma instituição, o “ditador” (alguém que governa sem legitimação democrática) Durão Barroso, o patético sr.Rompoy e o sinistro sr. Schäube continuam a insistir na mesma receita de austeridade de sempre.

O sr. Barroso vai ainda mais longe no seu desplante, ao sacudir responsabilidades pelas decisões de austeridade desastrosas, tentando responsabilizar apenas os governos fantoche que governam os países em dificuldade pelo efeito das medidas:


É preciso de facto muito descaramento.

Não é preciso ser economista, andar a estudar nas mais “prestigiadas” universidades de economia do mundo, ou receber salários milionários para trabalhar em  “prestigiadas”(!!!), instituições internacionais (Comissão Europeia, OCDE, FMI, BCE…), para perceber que um aumento brutal de impostos, cortes radicais nos salários e desrespeito criminoso por direitos sociais iriam conduzir países como Portugal, Grécia, Irlanda, Espanha, Itália, e, a prazo, França e até, no futuro próximo, a própria Alemanha, a um aumento gigantesco do desemprego, da miséria e da pobreza, das desigualdades socias, da recessão, e da conflitualidade social, sem sequer  conseguir cumprir, antes agravando,  aquele que se tornou o objectivo esquizofrénico dessas instituições de baixar o deficit e a divida soberana.

Enfim, pelo menos há uma parte da Troika que começa a abrir os olhos para a realidade, só que provavelmente já vem tarde demais, pelo menos em Portugal, pois, por aqui, temos um governo incapaz de reconhecer erros, até porque, reconhecer os erros punha em causa o único programa deste governo que é cumprir cegamente o programa de saque da Troika, governar para “além da troika”, aproveitando-se da crise para justificar a diabolização dos funcionários públicos e dos trabalhadores e para impor o seu programa de destruição do Estado Social,  e ser o “bom aluno” de uma “escola” rasca (a Comissão Europeia e BCE) com “professores” ignorantes e irresponsáveis (Barroso, Rhen, Constâncio, Rompoy , Merkel …).

Como escrevia hoje no Jornal de Negócios o jornalista celso Filipe, a “Comissão Europeia pertence à categoria daqueles que acertam no euromilhões depois dos números serem conhecidos”, instituição que, após “uma aturada reflexão” conseguiu “descortinar a existência de uma “fissura” social e política em Portugal”. Apesar disso, aquela mesma Comissão Europeia, pela voz do patético Rompoy e do sinistro Schäube reforçaram ontem , o primeiro que “Portugal está no bom caminho” e o segundo na necessidade de continuar com as mesmas medidas de austeridade.

Essa gente começa a ser perigosa para os cidadãos da Europa e para a própria sobrevivência da União Europeia como projecto de paz, projecto esse que, paradoxalmente, recebeu hoje o Prémio Nobel da Paz, prémio que vem à revelia do momento histórico dessa instituição governada por um conjunto de burocratas incompetentes, irresponsáveis, desumanos, ao serviço dos especuladores financeiros  e socialmente criminosos, que estão a pôr em causa a paz social e, a prazo, a paz política do espaço Europeu.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

OS "BELOS" ROSTOS DO MAL.



Vestem bem, lavam-se em perfumes caros, mantem a linha e uma imagem de glamour…mas o que lhes sobra do culto da imagem para a comunicação social é a arrogância, a ignorância e a total insensibilidade social, que disfarçam com propagandeadas preocupações caritativas e cínicas “preocupações”  pelos “pobrezinhos” que eles próprios semearam com a sua política.

Esta é a imagem que se aplica ao comportamento da srª Lagarde, presidente dessa tenebrosa organização de lavagem das responsabilidades do sector financeiro e responsável pela generalização da miséria que se abate sobre cidadãos cumpridores e trabalhadores por esse mundo fora.

A srª Lagarde revelou ontem uma total falta de respeito pelo sofrimento que a sua organização e os seus aliados têm vindo a causar ao gregos (…e não só…), misturando alhos com bugalhos, como se as crianças gregas tivessem de sofrer mais que as crianças da Nigéria para expurgar os “pecados” dos seus pais, como se fossem os filhos daqueles que provocaram o descalabro da Grécia que sofrem com os crimes financeiros do pais.

Na Grécia, como em Portugal e um pouco por todos os sítios por onde anda o FMI a apregoar e a impo o seu modelo, não são os que fugiram aos impostos, lavando dinheiro nos off-shores, especulando na bolsa, ou “simples” corruptos que levaram o mundo à beira do precipício, que estão a “pagar” pelos seus crimes.

Estes, aliás, têm sido os principais protegidos pelas medidas impostas pelo FMI, até porque são estes que pagam o guarda-roupa da srª Lagarde (antes pagavam as orgias do sr. Strauss Kahn…).

A “preocupação” que a srª Lagarde revelou pelas crianças da Nigéria, para desvalorizar o drama das crianças e idosos pobres da Grécia é do mais puro e abjecto cinismo, ou não fosse exactamente o tipo de políticas preconizadas e impostas pelo FMI que estão por detrás da dramática situação social em África e em muitos outros cantos do mundo.

Ignora ainda a srª Lagarde que na própria Europa “civilizada” persistem cada vez mais, como resultado da “austeridade” imposta e preconizada por si e pala sua amiga Merkel, autênticas ilhas de miséria “africana” que se espalham rapidamente por vários países europeus, formadas por desempregados em desespero, por reformados com pensões de miséria, por trabalhadores precários e mal pagos, no seio das quais vivem as tais crianças que a srª Lagarde resolveu ofender.

Já que a srª Lagarde tem tanta soberba para falar de alto para os miseráveis que a sua organização anda a semear, gostaríamos de a ver tratar com a mesma coragem e soberba os seus patrões do mundo das finanças, da política e do mundo das grandes empresas, os verdadeiros responsáveis pela grave situação da Europa.

Se é assim uma pessoa tão corajosa, frontal e desassombrada, tenha coragem para exigir o fim dos offshores, o combate eficaz à corrupção financeira e ao tráfico de influências, exigindo que as grandes empresas, o sector financeiros, os accionistas, a especulação financeira paguem os impostos devidos, pelo menos da mesma forma equitativa que é exigida aos cidadãos e às pequena e médias empresas.

E já agora, se anda tão preocupada com a miséria das crianças africanas, faça uma doação de metade do seu guarda-roupa e podia assim ajudar muitas centenas dessas crianças na sua alimentação e na sua educação.

...um pequeno à parte: a sr. Lagarde com um vencimento anual de 380 mil euros ...não paga impostos...está isenta porque ..."ocupa um cargo diplomático"!!!!....

Se não tem coragem para falar no mesmo tom aos “poderosos”, então remeta-se  à contenção de linguagem e de respeito que devia ser exigido pelo cargo que ocupa, cargo aliás que “conquistou” de um modo algo obscuro e ainda mal esclarecido…

Christine Lagarde: os pais das crianças gregas "têm de pagar os seus impostos" - Mundo - PUBLICO.PT (clicar para ler a notícia).

VAMOS TODOS RETRIBUIR-LHE O GESTO? Greeks are against Lagarde.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Lagarde eleita para o FMI - mais uma batalha ganha pelo poder financeiro...


A previsível eleição de Christine Lagarde para a Presidência do FMI representa um grave retrocesso nas mudanças que se vinham a registar nos últimos tempos nessa organização, onde as preocupações sociais estavam a ganhar progressivamente terreno aos interesses dos mercados financeiros.

A sua eleição é ainda uma pesada derrota para os países emergentes, incapazes de se unirem para fazerem frente à decadente União Europeia.

A diferença entre o FMI antes de Lagarde e o FMI depois de Lagarde pode ser exemplificado com o que se passou em Portugal durante as negociações com a “troika”: se bem se recordam a dureza das condições impostas a Portugal teve a mão do BCE e da Comissão Europeia, mostrando-se o FMI mais “moderado” na imposição dessas medidas, para além do facto de as organizações europeias imporem um juro bem mais alto do que o imposto pelo FMI. Estávamos nos tempos do FMI pré-Lagarde. Nessa altura, Lagarde estava do lado das instituições europeias que nos impuseram, a nós e ao FMI, as condições de austeridade e os juros incomportáveis, à custa dos sacrifícios dos mais desfavorecidos, das medidas sociais e do aumento do desemprego.

Agora com Lagarde a controlara o FMI é o regresso do velho FMI de sempre, fanaticamente neo-liberal e que tanto mal fez aos povos do mundo.

Na “guerra” que os “ricos” declaram aos povos do mundo (nas palavras insuspeitas de um responsável por uma empresa de rating, um dos “braços armados” dessa “guerra”), o poder financeiro dos primeiros ganhou mais uma importante batalha.

...entretanto Lagarde enfrenta em França um processo judicial, cujos contornos podem ser lidos na seguinte notícia: