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quinta-feira, 18 de março de 2021

No Moinho do “Casal do Aleixo”


Avista-se de muitos pontos da cidade e é visível em muitos postais antigos do princípio do século passado.

Avisto-o todos os dias da minha casa e, quando vim viver para aqui, há uns 25 anos, ainda ele trabalhava.

Depois deixou de trabalhar, os panos das velas romperam-se e tornou-se uma espécie de fantasma a recortar o cimo da serra a nordeste do centro da cidade e a nascente da minha casa.

Fica no alto do Bairro Vila Morena, a seguir aos depósitos de água e do Casal do Aleixo.

Embora o aviste todos os dias, nunca tinha ido até lá.

Tem de se ir a pé alguns metros, a partir dos depósitos, numa subida ingreme, mas vale a pena, pois tem-se uma das vistas mais magníficas sobre a cidade e os montes e vales circundantes, até ao litoral do concelho, avistando-se a cidade de um lado e o vale dos Cucos do outro.

Finalmente, no último domingo, pus-me a caminho e tirei estas fotos, com uma máquina mais antiga e de reserva, prometendo voltar lá com outra mais potente.






quinta-feira, 1 de outubro de 2009

MOINHOS DE ZAANSE SCHANS (Holanda)















Com a força motriz destes e outros moinhos, os holandeses conseguiram drenar as àguas dos polders e conquistar parte do seu país ao mar.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Centenários - 16 - O Rio Vizela e Rio Ave


Na Ilustração Portuguesa de 5 de Abril de 1909 publicava-se uma extensa reportagem sobre o Rio Ave, e os seus afluentes, com destaque para o rio Vizela, num texto da autoria de Alfredo Guimarães e com “clichés” de Gaspar Ferreira.
Refere a reportagem a importância da presença “antiquíssima” dos moleiros nas margens desse rio.
O moleiro era reconhecido por ter “uma família com costumes differentes da dos lavradores de que é visinho; e o seu trabalho isola-se por completo dos trabalhos agrícolas que o cercam”.
Descreve depois “uma colónia de moleiros”, em Brito, “que se distingue facilmente pela cor ruiva das suissas, pelas sardas ameladas das faces, pela escolha do vestuário claro, quasi sempre cor de mel.
Depois vai descrevendo o percurso daquele rio minhoto, com os seus afluentes, recantos, locais e paisagens.
É a reportagem fotográfica que acompanha essa extensa descrição que hoje divulgamos.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Velhos Moinhos de Vila Seca (Maxial-Torres Vedras)





Zumbidos do Vento

No cimo de montes e serras, eles parecem guardiões dos férteis vales do oeste, embelezados no Outono pelos tons avermelhados dos vinhedos.
São os moinhos do oeste, cuja origem se perde em penumbra secular, à volta dos quais nasceram lendas, escreveram-se histórias, viveram-se amores e ódios.
Conta-se que foram usados para disfarçar peças de artilharia quando das invasões francesas.
Existem várias versões sobre a sua implantação na Península Ibérica. Uns atribuem-na aos árabes, outros aos cruzados cristãos. De concreto, sabe-se que a primeira referência à existência, na Europa, de um moinho de vento, de eixo horizontal, foi registada em Inglaterra em 1185. Em Portugal a sua presença é identificada pela primeira vez num documento de 1303.
Os moinhos do oeste seguem, em geral, o modelo mediterrânico: uma torre de pedra cilíndrica, em alvenaria, com a base ligeiramente maior, de dois pisos, porta virada a sul e tecto de forma cónica, apoiando o eixo horizontal, onde se fixam quatro velas de tela.
O funcionamento desses belos e mágicos monumentos lembra velhos veleiros, lutando contra o vento no meio de montes ondulantes.
São cada vez em menor número os moinhos a funcionar na região, mercê da modernização da indústria de moagem. Daí que assistir ao trabalho do moleiro seja um raro e fascinante espectáculo , cheio de poesia, embalada na musicalidade característica dirigida pelo som dos búzios, nos mastros em movimento.
Feitos de cantarinhos em cerâmica, ou apenas de pequenas cabaças ou canas rachadas, os búzios parecem dar vida própria a cada moinho, levando-nos ao mundo maravilhoso de D. Quixote de La Mancha.
Correr o nosso Oeste, observando os velhos moinhos, aproveitando as tarde ensolaradas deste quase início de Primavera , é um prazer cada vez mais raro, numa paisagem invadida pela nova geração dos gigantescos, futuristas e friamente metálicos moinho eólicos, que agora cobrem, com a sua sombra, o espaço daqueles velhos sobreviventes.

Velhos Moinhos de Vila Seca (Maxial-Torres Vedras)