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segunda-feira, 20 de junho de 2022

“Caiu um avião” (!!!)…nos estúdios da TV


No passado Sábado viveram-se horas de pânico…nos estúdios das nossas televisões.

Tudo começou com a CMTV a divulgar a notícia de um avião que estaria em dificuldades sobre os céus da região de Lisboa e que andava às voltas a “despejar combustível”, para poder fazer uma “arriscada” aterragem de emergência no aeroporto de Lisboa.

De imediato os restantes canais, não querendo ficar atrás do alarmismo da CMTV ou da possibilidade de poderem transmitir em directo um avião a despenhar-se sobre Lisboa, começaram a ocupar as suas emissões com o assunto.

Lá desfilaram os habituas “técnicos” e “especialistas”. Felizmente alguns deles eram mesmo técnicos e rapidamente desdramatizaram a situação.

Ninguém se lembrou do estado de ansiedade que essas reportagens podiam provocar junto dos familiares dos passageiros ou até, caso aquelas notícias chegassem a bordo, do pânico que iam provocar a bordo do avião.

Felizmente essas notícias não chegaram aos passageiros, pois os pilotos do avião fizeram aquilo que os jornalistas profissionais não fizeram, que era transmitirem a bordo as informações fiáveis sobre o que se passava.

Mais uma vez, a preocupação da maior parte dos estúdios das nossas televisões não foi informar, mas explorar os sentimentos de medo e desespero, pois são estes que dão audiências.

A informação televisiva, como se sabe, cada vez mais, não tem por objectivo esclarecer e informar, mas explorar os sentimentos mais primários das suas audiências, transformando a informação num espectáculo permanente.

Houve até um canal, a SIC, que chegou ao extremo de “informar” que sabia (a “SIC sabe”) , de “fonte segura”, que o avião ía afocinhar na pista e até já tinha em directo um “especialista em acidentes aéreos” para acompanhar os momentos de aterragem do avião.

Eu próprio fiquei apreensivo e com um aperto no estomago quando vi o avião, da varanda da minha casa, a sobrevoar Torres Vedras para se posicionar para a aterragem, pensando no pânico que devia ir no interior do aparelho.

Afinal, o que aconteceu foi uma situação normal e frequente, em que se seguiram as normas de segurança habituais, reinando a serenidade e a calma entre passageiros, que estavam devidamente informados sobre a situação e que, meia hora depois de resolvido o problema, seguiram viagem.

A concorrência com as falácias e agressividade das redes sociais e pelas audiências televisivas está a retirar credibilidade informativa à maior parte dos canais (com algumas, cada vez mais raras, excepções).

Resta-nos a credibilidade de (alguma) imprensa escrita e da rádio.

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

SIC “apanhada” em excesso de velocidade, ou, uma SIC cada vez mais “radical”!!!


No afã de procurar reportagens cada vez mais populistas, a SIC não tem problema em violar a lei…para mostra violações da lei.

A SIC ( e outros canais que vão atrás do “estilo” arrogante e agressivo desse canal) não se coíbe de confundir “reportagem” com perseguição “pidesca”.

Esse canal de “informação” escolhe os seus alvos de forma selectiva e parcial, recorrendo a todos os meios, de forma impune, e adoçando tudo com  uma narrativa moralista.

Numa reportagem difundida no principio desta semana, o objectivo foi perseguir um dos ódios de estimação desse canal e dos donos dele, o ministro Pedro Nuno Santos (outro dos alvos selectivos tem sido o ministro Eduardo Cabrita), para o “apanhar” em excesso de velocidade.

Não tenho simpatia especial por esses ministros, muito pouca pelo segundo, mas os fins não justificam os meios.

Deram-se mesmo ao trabalho de calcular uma viagem que Pedro Santos fez entre duas localidades, para mostrar o excesso de velocidade da comitiva oficial, ou seja, num percurso, quase todo feito em auto estrada ou via rápida, a deslocação foi feita uma média ligeiramente superior a 135Km/hora.

Para dar uns ares de “objectividade”, recorrendo aos manuais das escolas de jornalismo, a reportagem foi ver a lei e esta permite que as comitivas oficiais se desloquem sem limite de velocidade, tal como acontece com serviços de urgência e com os carros de polícia.

Como tinham de encontra alguma coisa que justificasse a reportagem, lá descobriram que a comitiva ministerial, em certos troços do percurso, desligava ou não usava a sinalização de urgência a que a lei obriga.

Só que, para o fazerem, os jornalistas tiveram de, eles próprios, violar a lei, deslocando-se em excesso de velocidade, que os mesmos, não sei se por ingenuidade se por pura arrogância e sentido de impunidade, resolveram exibir e filmar, mostrando o registo de velocidade do automóvel em que os mesmos se deslocavam, chegando mesmo a ultrapassar o carro do ministro.

Contudo “esqueceram-se” de um pormenor!!

Os “jornalistas” não estão incluídos na excepção da lei.

Ou seja, o ministro violou, parcialmente, a lei num ponto, ao não assinalar, ocasionalmente, o serviço de urgência.

Já os “jornalistas” violaram toda a lei, já que estão sujeitos às regras do comum dos condutores.

Por menos do que isso já eu tive de pagar uma multa de 200 euros, fiquei com dois pontos a menos na carta e ainda tive a carta cativada por 6 meses, com pena suspensa (era uma noite de chuva, ía a 110Km numa via dupla, de cerca de 100 metros, com separador central, de aceso a uma auto-estrada, com uma unica saida para um posto de gasolina, onde havia um radar e um sinal, escondido por um arbusto, indicando um limite de 70 Km/hora...) .

Quem violou a lei, de forma gritante, e ainda por cima exibido-o impunemente, foram os “jornalistas” da SIC!!

Espero que esse afã moralista, em perseguir ministros, para os apanhar em falta, continue tão empenhado quando, um dia destes, que espero que venha longe,  tivermos ministros da cor política dos donos da SIC.

E já agora, uma prova da “objectividade” desse “jornalismo” seria perseguir, do mesmo modo pidesco, Carlos Moedas, Cavaco Silva, Paulo Rangel, Rui Rio ou Passos Coelho, quando estes se deslocam para cerimónias publicas ou oficias!!!