Recordar a História do Cine Clube de Torres Vedras (clicar para ler)
Os dias que rolam, numa visão plural, pessoal e parcial de um mundo em rápida mutação. À esquerda, provocador e politicamente incorrecto, mas aberto à diversidade...as Pedras Rolam...
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domingo, 14 de abril de 2019
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Homenagem a Manuel de Oliveira - 1
Anos 60.
O movimento cineclubista prestava então especial atenção à obra de Manuel de Oliveira.
Aqui reproduzimos três "capas" de outros tantos boletins do Cineclube do Porto dedicas a sessões de homenagem a Manuel de Oliveira.
Os cineclubes, em especial o Cine Clube do Porto, tiveram um importante papel na divulgação da obra do cineasta, contribuindo para que a sua obra escapasse à censura e não caísse no esquecimento.
Esta é uma maneira de recordar essa faceta da obra de Manuel de Oliveira e de o homenagearmos:
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Manuel de Oliveira
sexta-feira, 21 de maio de 2010
As idéias mais originais e criativas continuam a falar francês...
Noticia o Público de hoje que os liceus franceses vão ter à sua disposição um “cineclube virtual com 200 títulos do cinema clássico, de O Desprezo a Citizen Kane (…) para serem incluídos nas aulas de Literatura ou História ou mesmo para que, em aulas extras, sejam mostrados aos alunos”.
Tem esse projecto a designação de Cinélycée.
Esta iniciativa vem na sequência da reforma das escolas secundárias francesas, iniciada no ano passado, tendo então o Presidente Nicolas Sarkozy defendido a criação nas escolas “de um equivalente moderno ao antigo cineclube”.
"Vivemos numa situação improvável e perigosa, em que a cultura cinematográfica dos nossos alunos parece inversamente proporcional à quantidade - que é imensa - de imagens e vídeos que consomem todos os dias", disse Sarkozy, citado pelo jornal The Independent. "É urgente desenvolver o seu olhar crítico e ancorar a sua relação com a imagem em movimento numa herança cultural." .
Ainda de acordo com a mesma notícia, o ministro da Cultura, Frédéric Mitterand, “defendeu o visionamento de filmes clássicos não só para conhecimento cinematográfico, mas também para educar sobre a realidade do século XXI. "Citizen Kane é um filme notável para se perceber as maquinações do poder, as maquinações da ambição", disse Mitterand na quarta-feira. "Podemos compará-lo com figuras contemporâneas que são ambiciosas, que querem conseguir algo, e temos uma maneira extraordinária para as perceber".
Referindo-se a esse projecto o conhecido realizador Costa Gravas, presidente da Cinemateca francesa, defendeu que, se ensinamos " literatura, música e teatro na escola”, é importante “ ensinar também cinema (...) porque as imagens têm um papel na nossa sociedade e é muito importante aprender a descodificar as imagens”.
Pessoalmente, enquanto estive ligado ao movimento cineclubista defendi, aí pelos anos 80 do século passado, que era fundamental, para a sobrevivência dos cineclubes, uma maior ligação às escolas, considerando até a importância pedagógica de se aprender a ver cinema, num mundo dominado pelos códigos da imagem.
Considerava mesmo que sairia mais barato apostar na criação de um público informado e formado para o cinema, do que os apoios que já então se davam à produção individualizada.
Mais recentemente tenho defendido a utilização do cinema na escola com objectivos pedagógicos, uma forma mais credível de ocupar os tempos livres dos alunos na escola do que as famigeradas e destabilizadoras aulas de substituição.
Claro que equipar as escolas nesse sentido teria alguns custos, mas seriam rapidamente e rentabilizados pelos efeitos culturais assim obtidos.
Pode ser que alguém com responsabilidades na estrutura do ensino em Portugal, que veja o ensino para lá das estatísticas ou das preocupações financeiras, leia aquela notícia inspiradora e adapte o modelo ao nosso ensino.
Recorde-se que o nosso país teve, e ainda tem nalgumas localidades, um dinâmico e criativo movimento cineclubista.
È pena que as nossas elites andem mais preocupadas com as questões financeiras e menos com as questões culturais e educativas. Aquelas não têm grande futuro. Estas são o futuro.
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segunda-feira, 30 de novembro de 2009
O Porto merece...
(Porto, 1944)
A cidade do Porto está, desde há largos anos, enraizada na História do Cinema Português, cidade impar como geradora de dinâmicas e criatividades várias no universo da 9ª Arte.
Foi nessa cidade, é bom recordá-lo, que nasceu o cinema português, pela mão de Aurélio Paz dos Reis(1862-1931), que nela obteve as primeiras imagens da sua autoria, a saída dos operários da Fábrica Confiança, e nela projectou pela primeira vez as suas curtas metragens no Teatro Príncipe Real, actual Teatro Sá da Bandeira, no dia 12 de Novembro de 1896.
(Aurélio Paz dos Reis,o "pai" do cinema Português)
No ano em que falecia Paz dos Reis, em 1931, estreava-se a primeira obra de Manoel de Oliveira, “Douro, Faina Fluvial”, uma referência na história do cinema documental, sendo o próprio Oliveira o mais consagrado cineasta português, o mais antigo em actividade a nível mundial.
Manoel de Oliveira
As iniciativas ligadas ao cinema têm sido uma constante na vida cultural do Porto, desde a existência, ao longo do século XX de um dinâmico movimento cineclubista, até à realização de festivais de cinema com a projecção mundial do Fantasporto, este fundado, como “mostra”, em 1981.
Ainda no que respeita ao Movimento Cineclubista, recorde-se que nasceu no Porto o primeiro Cineclube Português, a “Associação dos Amigos do Cinema”, que funcionou entre 1926 e 1927. Seguir-se-iam outras iniciativas do género, como a fundação do Clube Português de Cinematografia em 1945, que deu origem ao histórico Cine-Clube do Porto, o Cine-Clube Universitério do Porto, em 1955, o Clube Universitário de Cinema em 1959, ou, mais recentemente, nos anos 80, o Cine-Clube do Norte, entre outras iniciativas do género.
No seio desse movimento destacaram-se vários e inovadores estudiosos do fenómeno cinematográfico, como Henrique Alves Costa (1910-1988), tornando-se o Porto o centro de uma região, o Norte do país, onde o movimento cineclubista e o interesse pelo cinema encontrou sempre um grande entusiasmo.
(O primeiro filme português foi feito no Porto - Saída dos operários da Fábrica Confiança- 1896)
Por tudo isso, a cidade do Porto é mais do que merecedora da criação de um pólo da Cinemateca Nacional, como ontem foi anunciado pela Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, que acrescentou desejar que esse pólo se tornasse a sede do valioso acervo de Manoel de Oliveira, actualmente ao cuidado da Casa do Cinema Manoel de Oliveira.
Haja vontade política e o necessário apoio financeiro, e o Porto pode tornar-se o grande centro do Cinema Português.
(cena do Filme de Manoel de Oliveira "Douro, faina fluvial" - 1931)
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terça-feira, 23 de junho de 2009
A Arte do Cineclubismo - 18 - Centro de Estudos Cinematográficos de Coimbra.
A cidade de Coimbra foi um dos centros mais activos do cineclubismo português do pós-guerra.
Logo em 1946 era fundado o Círculo de Cultura Cinematográfica de Coimbra, considerado um dos primeiros cineclubes portugueses, sendo fundado, em 1949, o Clube de Cinema de Coimbra.
Por sua vez, surge nos anos 50 0 Centro de Estudos Cinematográficos, ao que julgamos ligado aos estudantes da Universidade de Coimbra.
É desta última associação que apresentamos um conjunto de belas xilogravuras,todas da autoria de António Pimentel (Tópi), datadas de 1959.

quarta-feira, 27 de maio de 2009
A Arte do Cineclubismo - 17 - CCC (recordando o cineclubista Bénard da Costa)
Criado em 1956, o Centro Cultural de Cinema de Lisboa (CCC) foi um dos cineclubes mais dinâmicos dos “anos de brasa” do cineclubismo português.Definia-se como um “cine clube de universitários para uma cultura cinematográfica cristã” e foi aí que João Bénard da Costa se iniciou no gosto pelo cinema, entre 1957 e 1960.
Apresentamos hoje um conjunto capas dos boletins de algumas das sessões realizadas por aquele cine clube, nos anos 50 e 60.
Destacamos aquela dedicada ao Western, cujo interior inclui um texto, escrito a meias entre o recentemente falecido director da Cinemateca e Alberto Vaz da Silva, sobre Nicholas Ray, um dos mais destacados cineastas desse género cinematográfico.
Nos boletins do CCC podemos encontrar vários textos de crítica cinematográfica da autoria de, entre outros, Pedro Tamen, Nuno Bragança e Francisco Sarsfield Cabral.
Uma das particularidades desses boletins era incluir uma nota a explicar “porque exibimos este filme”.
Recordar os programas do CCC é uma forma singela de homenagear a memória de João Bénard da Costa.
terça-feira, 5 de maio de 2009
A Arte do Cineclubismo - 16 - Vasco Granja Cineclubista (C.C. Imagem)
Uma das facetas menos conhecidas de Vasco Granja foi a sua passagem pelo Movimento Cineclubista nos anos 50.
Membro activo do Cineclube Imagem de Lisboa, logo aí revelou o seu interesse pelo cinema de animação.
Ao contrário do que se pensa, parece que o cinema de animação antecedeu o seu interesse pela Banda Desenhada.
Divulgamos hoje, na “Arte dos cineclubismo”, o “rosto” de dois boletins do Cineclube Imagem, onde se encontram textos de Vasco Granja.
Em Outubro de 1958 anunciava-se a exibição do cinema de animação de Norman McLaren, uma das paixões de V. Granja, na secção de “Formato Reduzido” daquele Cineclube.
Um texto de Vasco Granja intitulado “dois criadores do cinema canadiano – Norman Mc Laren e Colin Low”, antecede a lista de curtas metragens a exibir nessa data, complementando igualmente a informação sobre as sessões do mês anterior.
Neste mesmo boletim é divulgada uma saudação de Norman Mc Laren ao cineclube Imagem, que enviou igualmente vários desenhos da sua autoria, os “pássaros maclareanos”, que ilustram esse boletim.
No outro boletim que nós reproduzimos, com um desenho de Relógio, Vasco Granja publica outro texto sobre outra sessão de formato reduzido, realizada por aquele Cineclube, sobre o “cinema etnográfico”.
Homenageamos assim a memória de Vasco Granja.
Membro activo do Cineclube Imagem de Lisboa, logo aí revelou o seu interesse pelo cinema de animação.
Ao contrário do que se pensa, parece que o cinema de animação antecedeu o seu interesse pela Banda Desenhada.
Divulgamos hoje, na “Arte dos cineclubismo”, o “rosto” de dois boletins do Cineclube Imagem, onde se encontram textos de Vasco Granja.
Em Outubro de 1958 anunciava-se a exibição do cinema de animação de Norman McLaren, uma das paixões de V. Granja, na secção de “Formato Reduzido” daquele Cineclube.
Um texto de Vasco Granja intitulado “dois criadores do cinema canadiano – Norman Mc Laren e Colin Low”, antecede a lista de curtas metragens a exibir nessa data, complementando igualmente a informação sobre as sessões do mês anterior.
Neste mesmo boletim é divulgada uma saudação de Norman Mc Laren ao cineclube Imagem, que enviou igualmente vários desenhos da sua autoria, os “pássaros maclareanos”, que ilustram esse boletim.
No outro boletim que nós reproduzimos, com um desenho de Relógio, Vasco Granja publica outro texto sobre outra sessão de formato reduzido, realizada por aquele Cineclube, sobre o “cinema etnográfico”.
Homenageamos assim a memória de Vasco Granja.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Um Couraçado na Revolução
Depois do 25 de Abril a liberdade chegou igualmente ao cinema.
Perseguida pela Censura , em Portugal, por razões óbvias, a cinematografia soviética conheceu um renovado interesse por parte da programação cineclubista após o 25 de Abril.
Um dos cineastas “malditos” da censura portuguesa (mas, sabe-se hoje, também da censura soviética e stalinista) foi Siérguiei Eisenstein, nascido em Riga em 23 de Abril de 1898.
Uma das suas obras mais emblemáticas, mas também uma das mais perseguidas, foi “O Couraçado de Potiômkine”, rodado em Odessa em 1925, e que retrata o motim a bordo daquele couraçado em 1905.
A seguir ao 25 de Abril quase todos os cineclubes “disputavam” entre si a possibilidade desse filme histórico.
Contudo, revelador de um tipo de vigilância diferente em relação aos cineclubes do “continente”, daquela que era exercida sobre os cineclubes “ultramarinos”, recordo-me de ter visto o boletim de um cineclube, não me recordo se angolano ou se moçambicano, onde se anunciava a exibição daquele filme clássico, isto ainda antes do 25 de Abril.
Pessoalmente, lembro-me da exibição do “Couraçado…” no Cineclube de Torres Vedras, numa sessão com uma cópia de 16 mm, na sala do Clube Artístico e Comercial, apinhada de público, na noite de … 27 de Setembro de 1974.
No final dessa sessão, logo aí os líderes políticos locais do MDP-CDE, do PSD, do PS, do PCP e muitos independentes, mobilizaram as brigadas para vigiar, ao longo da madrugada, as estradas do concelho, para travar a manifestação da chamada “maioria silenciosa”, convocada para Lisboa no dia seguinte, o “célebre” 28 de Setembro de 1974.
terça-feira, 14 de abril de 2009
A Arte do Cineclubismo - 14 - (C.C.Moura)
Continuamos hoje a divulgar as ilustrações em linóleo, editadas pelo Cine Clube de Moura nos seus catálogos .
As reproduções de hoje reportam-se a várias sessões realizadas entre 1961 e 1963.
Álvaro Fialho é o autor identificado de três dos linóleos reproduzidos, os referentes às sessões 47ª, 53º e 55ª.

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domingo, 5 de abril de 2009
A Arte do Cineclubismo - 13 - (CC. de Moura)
Fundado em 1959, o Cineclube de Moura foi um daqueles que editou um número considerável de gravuras em linóleo para ilustrarem os seus programas.
Infelizmente, nem sempre foram identificados os seus autores. No conjunto de dez boletins que hoje apresentamos, referente ao período entre 1959 e 1961, apenas se identificam a autorias de três das gravuras, duas de Álvaro Fialho (7ª e 9ª sessões), outra de Aníbal Falcate (10ª sessão).
Anote-se, a título de curiosidade, a presença, como palestrantes, de António Augusto Sales (8ª sessão) e de Roby Amorin (12ª sessão).
Oportunamente voltaremos a divulgar linóleos deste cineclube.
Infelizmente, nem sempre foram identificados os seus autores. No conjunto de dez boletins que hoje apresentamos, referente ao período entre 1959 e 1961, apenas se identificam a autorias de três das gravuras, duas de Álvaro Fialho (7ª e 9ª sessões), outra de Aníbal Falcate (10ª sessão).
Anote-se, a título de curiosidade, a presença, como palestrantes, de António Augusto Sales (8ª sessão) e de Roby Amorin (12ª sessão).
Oportunamente voltaremos a divulgar linóleos deste cineclube.
quarta-feira, 25 de março de 2009
A Arte do Cineclubismo - 12 - (CC. de Aveiro)
O Cine clube de Aveiro foi um dos primeiros fundados em Portugal, no ano de 1955.
Divulgamos hoje um conjunto de cinco linóleos que ilustravam os catálogos de divulgação das sessões realizadas ao longo de 1959, com destaque para a sessão nº 100, onde se exibiu o filme francês “As Grandes Manobras”, de René Clair .
Escrevia o dirigente local Jorge Monteiro que, para “as pessoas que acompanham com interesse o desenvolvimento cultural do país, o facto [de se realizar a 100ª sessão] tem, forçosamente, algum significado. Se bem que o C.C.A., não projecte a sua acção muito além da periferia da cidade e povoações mais vizinhas, o certo é que ele está integrado e serve um movimento de cultura que se amplia à escala da Nação”.
Destaque também para a exibição do filme sueco “Ela só dançou num Verão” de Arne Mattsson, que teve lugar a pedido dos sócios que, num inquérito realizado sobre as preferências cinematográficas destes, destacaram aquele filme.
Por ocasião da exibição do filme “A Estrada” de Federico Fellini, incluiu-se no boletim um texto de reflexão sobre o movimento cineclubista, da autoria do histórico Manuel Pina, onde fazia apelo á unidade desse movimento, contra “tudo e contra todos os que, dos mais variados campos e pelos mais variados processos, tentam travar ou desviar o nosso caminho” de difundir a “cultura através do cinema”.
Vários artistas colaboraram na execução das gravuras que ilustravam os programas, como Jeremias Bandarra, Pereira Lemos ou “Zé Penicheiro”, sendo a execução técnica dos linóleos da autoria de João Sarabando.
Divulgamos hoje um conjunto de cinco linóleos que ilustravam os catálogos de divulgação das sessões realizadas ao longo de 1959, com destaque para a sessão nº 100, onde se exibiu o filme francês “As Grandes Manobras”, de René Clair .
Escrevia o dirigente local Jorge Monteiro que, para “as pessoas que acompanham com interesse o desenvolvimento cultural do país, o facto [de se realizar a 100ª sessão] tem, forçosamente, algum significado. Se bem que o C.C.A., não projecte a sua acção muito além da periferia da cidade e povoações mais vizinhas, o certo é que ele está integrado e serve um movimento de cultura que se amplia à escala da Nação”.
Destaque também para a exibição do filme sueco “Ela só dançou num Verão” de Arne Mattsson, que teve lugar a pedido dos sócios que, num inquérito realizado sobre as preferências cinematográficas destes, destacaram aquele filme.
Por ocasião da exibição do filme “A Estrada” de Federico Fellini, incluiu-se no boletim um texto de reflexão sobre o movimento cineclubista, da autoria do histórico Manuel Pina, onde fazia apelo á unidade desse movimento, contra “tudo e contra todos os que, dos mais variados campos e pelos mais variados processos, tentam travar ou desviar o nosso caminho” de difundir a “cultura através do cinema”.
Vários artistas colaboraram na execução das gravuras que ilustravam os programas, como Jeremias Bandarra, Pereira Lemos ou “Zé Penicheiro”, sendo a execução técnica dos linóleos da autoria de João Sarabando.
sexta-feira, 20 de março de 2009
A Arte do Cineclubismo - 11 - (CC. do Beja)
Continuamos hoje a divulgação da “arte dos cineclubes”, através da divulgação de três linóleos que ilustraram os boletins de sessões do Cineclube de Beja, nos anos de 1962 e 1963.
No catálogo 118 daquele cineclube, comemorava-se o seu quinto aniversário.
Tinha sido em 13 de Novembro de 1957 que se tinha realizado a sua primeira sessão, recordando um dos históricos daquele cineclube, Valadas Esteves, os cinco anos passados “sobre a primeira vez que as luzes do Cine-Teatro Pax Júlia se apagaram para dar lugar” a essa sessão.
O mesmo cineclubista enfatizava a importância do evento num “burgo tão afastado e desinteressado dos problemas culturais do nosso tempo”.
No seu boletim 130 anunciava-se a presença de Manuel de Oliveira, no dia 30 de Setembro de 1963, na 89ª sessão daquele cineclube, jornada que se iniciou com um almoço de homenagem ao realizador português, seguida de palestra e pela exibição de “Douro, Faina Fluvial”, “O Pintor e a Cidade”, “Pão”, “Caça”, culminando com “Aniki-Bóbó”.
A obra de Manuel de Oliveira era presença habitual em sessões cineclubistas, que desempenharam um papel importante na divulgação da obra daquele cineasta.
Por último, reproduzimos a gravura que acompanhou o boletim de divulgação da sessão comemorativa do 6º aniversário do Cineclube de Beja, em Novembro de 1963.
O linóleo do boletim 118 era da autoria de Álvaro Fialho; o do boletim dedicado a Manuel de Oliveira era da autoria de Armando Alves; o da sessão 133 não está identificado.
No catálogo 118 daquele cineclube, comemorava-se o seu quinto aniversário.
Tinha sido em 13 de Novembro de 1957 que se tinha realizado a sua primeira sessão, recordando um dos históricos daquele cineclube, Valadas Esteves, os cinco anos passados “sobre a primeira vez que as luzes do Cine-Teatro Pax Júlia se apagaram para dar lugar” a essa sessão.
O mesmo cineclubista enfatizava a importância do evento num “burgo tão afastado e desinteressado dos problemas culturais do nosso tempo”.
No seu boletim 130 anunciava-se a presença de Manuel de Oliveira, no dia 30 de Setembro de 1963, na 89ª sessão daquele cineclube, jornada que se iniciou com um almoço de homenagem ao realizador português, seguida de palestra e pela exibição de “Douro, Faina Fluvial”, “O Pintor e a Cidade”, “Pão”, “Caça”, culminando com “Aniki-Bóbó”.
A obra de Manuel de Oliveira era presença habitual em sessões cineclubistas, que desempenharam um papel importante na divulgação da obra daquele cineasta.
Por último, reproduzimos a gravura que acompanhou o boletim de divulgação da sessão comemorativa do 6º aniversário do Cineclube de Beja, em Novembro de 1963.
O linóleo do boletim 118 era da autoria de Álvaro Fialho; o do boletim dedicado a Manuel de Oliveira era da autoria de Armando Alves; o da sessão 133 não está identificado.
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