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terça-feira, 23 de maio de 2017

Manchester no roteiro do terror



Falar em banalização do mal já  começa a ...tornar -se banal!

Ontem foi a vez de Manchester ficar registada no roteiro do terror que se tem vindo a desenhar por esse mundo fora.

O atentado de ontem foi um dos mais mortíferos e violentos dos últimos tempos em solo Europeu.

Foi muito diferente aos últimos atentados, que usavam meios rudimentares para espalhar o terror.

Alguns comentadores já se tinham mesmo  apressado a declarar o declínio do terrorismo na Europa, pois, segundo eles, o terrorismo era agora obra de lobos solitários, com poucos meios ao seu dispor.

Pelo contrário, aquilo que se sabe deste atentado em Manchester, com recurso a um bombista suicida, denota o regresso a alguma sofisticação e organização, mais de acordo com o tipo de actuação da Al-Khaeda, recentemente transformada em “aliada” do ocidente na luta contra Assad na Síria, do com o tipo de actuação do “Estado Islâmico”.

Por outro lado, não deixa de ser tristemente “irónico” que o regresso de atentados sofisticados à Europa ocorra na semana em que o novo presidente norte-americano realizou a sua primeira visita oficial ao estrangeiro, iniciando-a na Arábia Saudita.

A Arábia Saudita é o principal financiador do terrorismo da Al-khaeda e do Estado Islâmico, mesmo que não o faça a nível oficial, ou, vou dar de barato, à margem das autoridades oficiais desse país reacionário.

Recorde-se também, que essa mesma visita serviu para selar um negócio de biliões de dólares em armamento militar, entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita.

Desconfio que parte desse armamento vai surgir mais tarde nas mãos dos jhiadistas apoiados, directa ou indirectamente, pela Arábia Saudita, entre os quais os do Daesh e da Al-khaeda….

Mais do que irónica, não deixa de ser preocupante que o presidente Trump escolha como alvo o Irão, exactamente dias depois de deste país ter escolhido um “liberal” para dirigir aquele que é o principal inimigo da Arábia Saudita na região.

Com tanta irresponsabilidade e voluntarismo na forma como Ocidente tem dirigido as suas relações internacionais, nomeadamente no Médio Oriente, criando a condição para a proliferação do terrorismo jhiadista, temos de temer que o horror de Manchester seja apenas uma “passagem” para outros momentos de terror, não só em solo Europeu, mas um pouco por todo o mundo.

É a banalização do mal…ao serviço dos negócios do armamento, do petróleo e do poder financeiro…

quinta-feira, 16 de julho de 2015

A Boçalidade do Mal :


Esta fotografia vai ficar para história.

Foi divulgada na passada segunda-feira, por ocasião de uma reunião do Eurogrupo, após a “reeleição” de Dijsselbloem para a sua presidência, um dia depois de a Grécia e o seu governo terem sido humilhados por essa instituição não-democrática.

É a banalização do mal em todo o seu esplendor, o mal do século XXI preconizado por burocratas ao serviço do corrupto poder financeiro, o mal de “rosto humano” e sorridente.

Hoje , para essa gente, os cidadãos europeus são meros números estatísticos e as suas escolhas contam muito pouco.

Gente que nos governa sem nunca ter sido submetida ao voto popular e que vive acima das possibilidades de qualquer simples cidadãos europeu.

Por isso estão tão felizes e sorridentes, depois de mais uma sessão de malfeitorias.

O mal dos nossos dias não precisa de se socorrer das prisões, dos campos de concentração ou do poder das armas, basta sufocar-nos com o poder do dinheiro e da burocracia que nos impõe um modelo de sociedade empobrecida, desigual e amoral.

Hoje não são precisos Hitler´s ou Stalin´s, basta-lhes o poder de sufocar os povos em dívidas eternas e em futuros de exclusão alargada.

Nem a democracia tem qualquer valor, pois a escolha dos cidadãos está submetida aos ditames de acordos impostos pela força do dinheiro e de nada vale eleger quem nos defenda, porque serão humilhados e chantageados como o foram os gregos.

A liberdade essa está maniatada por grandes órgão de desinformação, onde manda a voz do dono, o poder financeiro que define os “critérios editorias” que melhor se adaptam às necessidades das instituições “credoras”, onde enxameia pequenos gobelzinhos da propaganda, onde a mentira várias vezes repetida se torna a verdade da lógica dos “mercados” e dos “credores”.

Aquela fotografia encarna a boçalidade do mal, as figuras sinistras que mandam nesta Europa da austeridade, da desigualdade e do empobrecimento.

Aquela fotografia vai ficar para a História! (tal como as que reproduzimos em baixo também ficaram):