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domingo, 16 de outubro de 2011

15 de Outubro - Dia Mundial da Indignação- o fim de um ciclo, o início de quê?


As manifestações que ontem tiveram lugar em 80 países do mundo, Portugal incluído, tiveram impactos diferentes.


Foram gigantescas em Madrid e degeneraram em violência em Roma, curiosamente as capitais dos dois países que estão na mira dos ataques especulativos dos piratas das agências de rating, foram mais pacíficas em Bruxelas e noutras capitais do mundo, e conheceram um recuo em Portugal, se nos lembrarmos, das manifestações do principio deste ano.


No geral, contudo, este tipo de manifestações parece começar a esgotar-se, ao mesmo tempo que revela uma crescente desorganização e até desespero, por parte de quem nelas participa.


O esgotamento destas manifestações pode ter várias explicações, ou talvez seja o resultado da combinação de todas elas:


- muitos acharão que isto já não se resolve de forma pacífica e talvez pensem que começa a ser tempo de responder à letra ao “terror”  que sistema financeiro lança sobre os cidadãos;


- outros começam a deixar de acreditar nas formas democráticas de manifestação, e aqui existirão duas tendências, uma que aposta no regresso dos fantasmas do passado (comunismo, fascismo….), outra que continua a apostar na democracia, mas noutra democracia em que os cidadãos tenham mais poder, ambas legitimando-se na falta de democracia das instituições europeias e financeiras que declararam esta guerra aos cidadãos;


- muitos ainda consideram que é tempo de pensar um programa mínimo de acção, questionando a ideologia difusa dos protestos, considerando a urgência em encontrar uma alternativa à actual fase selvagem e neo-liberal  do capitalismo;


 - muitos ainda continuam a acreditar nas maneiras formais de fazer política, combatendo a situação através da sua participação política em sindicatos e partidos políticos anti-capitalistas;


- muitos outros ainda se encontram de ressaca face às últimas medidas governamentais e talvez comecem a assumir uma atitude mais hedonista, segundo a qual cada um se deve salvar como puder, sem esperança numa melhoria da situação.


Seja qual for a razão para o esgotamento deste tipo de manifestações, o que parece evidente é que o desespero e a desorientação começam a tomar, cada vez mais, conta das ruas e das vidas das pessoas, e isso já se começa notar.


Por isso esta jornada do 15 de Outubro representa uma mudança e o início de uma nova etapa…só não se sabe ainda em que direcção….

sábado, 15 de outubro de 2011

15 de Outubro - Dia Mundial da Indignação - As primeiras imagens.


A cobertura na comunicação social portuguesa, com raras excepções, está a ser miserável.
O mote está lançado: estando tudo a correr bem na maior parte do mundo, destacam apenas um acto isolado de vandalismo em Roma.
Temos a comunicação social que merecemos? Por mimacho que não..


























Aqui ficam as primeiras imagens deste dia de indignação, recolhidas aqui na net

O Som do Dia - 3 - Imagine, um Hino para 15 de Outubro, Dia Mundial da Indignação

15 de Outubro -o "Dia Mundial da Indignação" já começou...Nova Zelândia e Austrália dão o tiro de partida ao dia dos indignados.

15 de Outubro - "Dia Mundial da Indignação":

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A História Humana já conheceu muitas desgraças e misérias, mentiras, injustiças e crimes, guerras e revoluções.

Mas, apesar disso, depois de ultrapassados esses períodos maus, vinha sempre um salto em frente, as condições de vida iam melhorando e, pelo menos, a percepção do mal levava a humanidade a procurar soluções que evitassem o regresso ao passado.

Muitos dos actuais profetas da inevitabilidade da perda de direitos sociais ( e por tabela, e a seu tempo virão os políticos) em nome de um futuro de miséria para 99% e de grande prosperidade para os restantes 1%, são os mesmos que nos venderam o século XXI como um século glorioso de pujança neo-liberal, o “fim da história”, precursora do pensamento único, sem alternativas à selvajaria capitalista.

As grandes crises, que levaram a grandes conflitos e a revoluções violentas, tinham geralmente como causa grandes catástrofes alimentares, sociais, naturais, ou militares.

Só isso justificava a interrupção de um caminho mais justo e humanos que todos procuravam e defendiam (com sinceridade ou não), o qual era retomado quando esses conflitos passavam.

Pela primeira vez na história não vivemos um momento de grande retrocesso social e humanos causado por uma guerra ou por uma catástrofe natural, mas apenas porque uns tantos gananciosos, ligados ao mundo financeiro, viram na criação de uma crise artificial um modo de rápido de enriquecimento.

Não tendo havido uma guerra ou uma grande catástrofe natural, haver ou não dinheiro, que é a base da liberdade de cada um num sistema capitalista, não depende do clima, como parece que nos querem convencer, mas apenas das opções políticas.

Também pela primeira vez na história o discurso das elites dominantes, vinculadas pelos seus aparelhos ideológicos, não promete que depois da tempestade venha a bonança. Antes pelo contrário, pretende vender-nos um mundo ainda mais injusto, uma crise sem fim e o retrocesso social e humano como única “alternativa” e como algo natural e normal paras as sociedades do futuro.

Mas toda essa gente, políticos, economistas, banqueiros, comentadores de serviço e tantos outros à sua boleia, que nos pretende vender como inevitável um futuro ainda pior para todos nós e para os nossos filhos, talvez venha a ter uma grande surpresa no próximo dia 15 de Outubro….

…É que há cada vez mais razão para gritar a indignação à escala global.