A FORMA E A LUZ: Inauguração de 2 exposições de 2 artistas Torriens...: A Cooperativa de Comunicação e Cultura inaugura 2 exposições de 2 artistas plásticos torrienses, no próximo Sábado, dia 24 de Outubro (ver mais clicando em cima ou AQUI).
Os dias que rolam, numa visão plural, pessoal e parcial de um mundo em rápida mutação. À esquerda, provocador e politicamente incorrecto, mas aberto à diversidade...as Pedras Rolam...
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sexta-feira, 23 de outubro de 2020
Inauguração de 2 exposições de 2 artistas Torrienses.
A FORMA E A LUZ: Inauguração de 2 exposições de 2 artistas Torriens...: A Cooperativa de Comunicação e Cultura inaugura 2 exposições de 2 artistas plásticos torrienses, no próximo Sábado, dia 24 de Outubro (ver mais clicando em cima ou AQUI).
quinta-feira, 19 de setembro de 2019
Exposição de José Santa Bárbara no Espaço das Arte da Festa do Avante
A FORMA E A LUZ: Exposição de José Santa Bárbara no Espaço das Arte da Festa do Avante...: Este ano a obra de José Santa Bárbara foi alvo de uma exposição retrospectiva da sua obra no espaço Artes da Festa do Avante (clicar para ver mais)
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quarta-feira, 18 de novembro de 2015
HOMENAGEM A PARIS - Os Pintores de Paris
A FORMA E A LUZ: HOMENAGEM A PARIS - Os Pintores de Paris: Ver a cidade de Paris e a vivência dos seus habitantes pelos "olhos" de alguns dos pintores que nela nasceram e/ou viveram (clicar para ver mais).
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terça-feira, 3 de novembro de 2015
Campanha Pública para a aquisição da obra "Adoração dos Magos"..
A FORMA E A LUZ: Campanha Pública para a aquisição da obra "Adoraçã...: Está a decorrer uma campanha, lançada pelo Museu Nacional de Arte Antiga para a aquisição pública da obra de Domingos Sequeira ...(clicar para ler tudo).
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terça-feira, 27 de outubro de 2015
Exposição de Alfredo da Conceição, um marco do desenho Biológico em Portugal
A FORMA E A LUZ: Exposição de Alfredo da Conceição, um marco do des...: Abriu ao público, no passado sábado, 24 de Outubro, na Biblioteca da Fundação Manuel Viegas Guerreiro, em Querença, no Algarve...(clicar para ler mais)
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Enfim, a História Aproxima-se dos Povos - o século XVIII em Portugal visto por uma historiadora brasileira - um texto escolhido por Maria Laura Madeira.
Enfim, a História aproxima-se dos povos
por Maria Laura Madeira
A História vai-se aproximando dos povos e realizando o velho sonho de discretos investigadores, aos quais interessa sobremaneira, antes das ditas façanhas, entender e fazer entender os conceitos por que se pautaram...
Alguns povos, como o nosso, sofrem ainda hoje como vítimas dum conceito feudal da organização social, levado ao extremo, e até contando com a anuência servil dos povos. Afinal, já nos nossos dias, vemos como os deputados se auto-promoveram com vencimentos e regalias muito acima dos governados, sem lhes importar a miséria e a injustiça lançadas sobre a grande maioria deles. Entre outros escândalos, que vamos conhecendo. Esquecem um princípio fundamental da República: o exemplo.
Sem embargo de termos alcançado entretanto um nível cultural que já nos permitiria ser bem mais exigentes no cumprimento de princípios fundamentais. A Educação e a Cultura, como a Cidadania, deverão merecer-nos o maior dos cuidados, para que o sentido crítico e a liberdade de expressão efectivamente se exerçam e dêem frutos nas novas gerações.
Ou continuaremos pasmados, manipulados, fascinados como tolos diante do exibicionismo de alguns, perigosamente, como no tempo de D. João V e de suas frívolas cortes e ambições...(como exemplo).
Parabéns aos jovens historiadores e investigadores que enfim se debruçam e esmiúçam o testemunho suado e sofrido dos que sempre ficaram à margem da História...A civilização agradece.:
MLM/2014
P.S. A Globo passa pelas 20 horas uma novela notável, que já tem uns aninhos, acerca de como nasceu a cidade do Rio de Janeiro, logo a seguir à libertação dos escravos e ao aparecimento das actuais «favelas». A não perder, na linha do que atrás deixei dito.
Mlaura
Heranças de Portugal
Paço Real - Lisboa
(pintura a óleo do séc. XVIII)
"Apesar da forte influência inglesa na economia, e que aumentava cada vez mais a ponto do historiador britânico Eric J. Hobsbawn (1920-2012) se referir a Portugal como colônia não oficial do Império Britânico no século XIX, a França era o modelo em termos de moda, cultura e vida cortesã no Brasil Colonial. Após terminada a Unificação Ibérica, em 1640 (vista pelos portugueses como uma humilhante dominação que durou 80 anos), criou-se uma atmosfera de rejeição aos hábitos da Espanha, passando assim a França a ser a grande fonte inspiradora.
Dom João V![]()
"Dom João V (1689-1750) sonhava em passar para a História como o Rei-Sol lusitano. O monarca e os nobres copiavam as roupas e os acessórios franceses, e sempre com grande ostentação. Vários viajantes relataram os excessos da elite lusitana. Lisboa, porém, não estava nem perto de se tornar Paris. Nem todos as sedas, rendas, joias e perucas conseguiam disfarçar a precária situação financeira de Portugal. Ainda assim, o ouro e os diamantes levados do Brasil alimentavam as manias da nobreza empobrecida.
Rainha Dona Maria Ana
"As atividades sociais e culturais em Lisboa eram poucas. O rei e a rainha não transformavam o cotidiano em um espetáculo, como era comum em Versalhes. As trocas de roupas não eram um ato público, o casal real fazia as refeições sozinho, o rei caçava com poucos acompanhantes. A rainha Dona Maria (1683-1754) era chamada de carola à boca pequena, só saindo para ir às missas. As construções também seguiam o estilo da corte. O Paço Real, o Rossio, os palacetes dos nobres mais importantes, todos apresentavam o mesmo ar pesado e sem imaginação (Lilia Schwarcz discute detalhadamente este tema em “A Longa Viagem da Biblioteca dos Reis”). O Convento de Mafra, era a mais grandiosa obra do barroco português e a menina dos olhos de Dom João V, mas era um Palácio-Convento considerado feio e faraônico (ver o belíssimo “Memorial do Convento”, de José Saramago).
Convento de Mafra![]()
"Não havia praticamente vida social. Com exceção de alguns espetáculos teatrais e dos eventos religiosos (missas, procissões e autos-de-fé), os nobres não tinham muito o que fazer. As artes, como pintura, escultura, música, teatro, ópera e até literatura (terreno onde sempre floresceram grandes nomes lusitanos), enfrentavam uma fase de marasmo. Somente a religião vivia um furor cada vez maior. Diziam as más línguas que Dom João V era tão católico, que buscava as amantes entre as freirinhas dos conventos…A religiosidade exacerbada, nos moldes da Idade Média, era uma das peculiaridades da sociedade portuguesa. A Europa via os portugueses como supersticiosos e ignorantes.
Procissão portuguesa séc. XVIII
"O que aconteceu com as glórias e as conquistas lusitanas? Como explicar a penúria que convivia com abundância de ouro, diamantes, açúcar e escravos do Brasil? Além de apegado à Igreja, que é uma instituição essencialmente conservadora, Portugal sempre se manteve isolado em relação às novidades e ideias que transformaram o mundo. A Reforma Protestante, o Iluminismo, os ideais das Revoluções Francesa e Industrial, os conflitos dos Estados Unidos, tudo sempre parecia chega atrasado a Portugal, ou a nem mesmo interessar aos lusitanos (salvo a pequenos grupos da elite), que insistiam em olhar para o passado das grandes navegações. Na economia, Portugal se contentava em esbanjar o ouro brasileiro em projetos grandiosos e inúteis. Sem investimentos em infraestrutura, sem se preocupar em fortalecer as manufaturas e as indústrias incipientes, a economia portuguesa afundava rodeada de riquezas. Nem os esforços de Dom João V, nem a mão de ferro do Marquês de Pombal (1699-1782) conseguiram reverter a situação.
Sebastião José de Carvalho e Melo![]()
"A vida na corte no Antigo Regime era um jogo complexo de aparências. Portugal tentava seguir este modelo mesmo com uma corte pobre e pequena. E continuou insistindo nestes hábitos cortesões, mesmo quando já estavam obsoletos. Sabemos que no Brasil as coisas foram muito semelhantes: uma elite sem título que vivia de aparências, investindo o que podia e o que não podia em tecidos, joias, roupas, sapatos, escravos, carruagens e liteiras.
Senhora brasileira do séc. XVIII
"A herança portuguesa é paradoxal e cheia de interrogações, sem deixar de ser também bela e rica. Conhecendo-a. podemos refletir bastante sobre a realidade brasileira e sobre alguns hábitos de tempos passados, que permanecem até hoje entre nós".
Texto do historiadora Márcia Pinna Raspanti
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
A FORMA E A LUZ: Acordar dentro de um quadro
A FORMA E A LUZ: Acordar dentro de um quadro (clicar para aceder ao video)
quarta-feira, 30 de março de 2011
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
No 25º aniversário da morte do poeta José Gomes Fereira
Passsam hoje 25 anos sobre a morte do poeta José Gomes Ferreira.
Fica aqui uma breve evocação com a reprodução de um retrato do poeta pintado por Mário Dionísio em 1989 e de um poema do escritor:
O nosso mundo é este
Vil suado
Dos dedos dos homens
Sujos de morte.
Um mundo forrado
De pele de mãos
Com pedras roídas
das nossas sombras.
Um mundo lodoso
Do suor dos outros
E sangue nos ecos
Colado aos passos…
Um mundo tocado
Dos nossos olhos
A chorarem musgo
De lágrimas podres…
Um mundo de cárceres
Com grades de súplica
E o vento a soprar
Nos muros de gritos.
Um mundo de látegos
E vielas negras
Com braços de fome
A saírem das pedras…
O nosso mundo é este
Suado de morte
E não o das árvores
Floridas de música
A ignorarem
Que vão morrer.
E se soubessem, dariam flor?
Pois os homens sabem
E cantam e cantam
Com morte e suor.
O nosso mundo é este….
( Mas há-de ser outro.)
JOSÉ GOMES FERREIRA
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
TIZIANO EM SEVILHA
Foi ontem oficialmente inaugurada em Sevilha, sendo visitável a partir de hoje, a exposição dedicada à colecção da Casa de Alba.
Está Patente até 10 de Janeiro do próximo anos no Museu de Belas Artes de Sevilha e reúne pinturas, tapeçarias, esculturas, jóias e documentos que têm estado guardados nos palácios de Lira, em Madrid, e de Dueñas , em Sevilha.
A casa de Alba representa uma das mais poderosas famílias da nobreza espanhola, com mais de 500 anos, com ligações às coroas inglesa e portuguesa, existindo quem defenda a ligação de Cristovão Colombo a essa família.
Possuidora de um importante espólio artístico, gerido pela Fundação Casa de Alba, reunido agora pela primeira vez em Sevilha, naquela que é já considerada uma das mais importantes exposições deste ano no país vizinho.
Em destaque vai estar o célebre quadro “Retrato do Duque de Alba” , do pintor renascentista Ticiano (ou Tiziano).
Podem ser vistas ainda obras de Luca Giordano, pintor italiano do século XVII, Joaquim Sorolla (1863-1923), pintor valenciano, muito influenciado pelo realismo e pelo impressionismo, Ignacio Zuloaga (1870-1945), pintor basco com influências pós-impressionistas, ou o mais célebre Pablo Picasso, num total de quarenta obras pertencentes àquela fundação.
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Recordando Filippo Lippi
Passa hoje o 540º aniversário da morte do pintor renascentista Frei Filippo Lippi.
Nascido por volta de 1406, faleceu no dia 9 de Outubro de 1469 deixando obra significativa na região da Toscânia.
É um dos artistas referidos na obra de Vasari “A Vida dos Artistas”.
Nascido em Florença em 1421, entrou para a Ordem dos Carmelitas, por imposição familiar, dedicando-se pouco aos estudos, mas ocupando grande parte do seu tempo a desenhar.
As suas qualidades artísticas chamaram a atenção dos seus superiores que o apoiaram na sua carreira artística, vindo a receber diversas encomendas doa Médicis, pintando os frescos da capela desta família.
Executou obras para igrejas de Florança, Pádua e Prato. Nesta última localidade apaixonou-se por uma noviça, de quem teve um filho, Filippino Lipi que se tornou igualmente um famoso pintor, da escola de Botticelli.
Eis algumas das suas obras:
“Anunciação” (c. 1450), Pinacoteca de Munique.
Tríptico, exposto no Fitzwilliam Museum da Cambridge. Representa, no centro, a Virgem com a Criança, à esquerda S. João Baptista, à direita S. Jorge.
“A virgem e a criança” (1437), rodeadas de Anjos e de Santos (museu do Louvre).
“Anunciação em Presença de S. Julião" Claustro de S. Domingos, Prato, Itália.
Fresco da Catedral de Spoleto, na Úmbria, Itália.
“Madona com Anjos”, Florença
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009
O Bom Gosto Artístico do casal Obama.
A cadeia britânica BBC divulgou que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a sua esposa, decoraram a Casa Oval e as habitações privadas da Casa Branca com váriaspeças de arte moderna e abstracta.
A maior parte das obras provem da Galeria Nacional e foram emprestadas aos Obama, e foram escolhidas pelo casal revelando o seu bom gosto artístico .
Foram escolhidas peças de artistas conhecidos, como Edward Ruscha e Jasper Johns, e de outros menos conhecidas como as de Alma Thomas, uma pintora abstracta afro-americana dos anos 60.
(Fonte: El País, 8 de Outubro de 2009)
“Berkeley No.52 “ (1955), do artista Californiano Richard Diebenkorn, criador do expressionismo abstracto.
“I Think I’Il…” (1983) de Edward Ruscha, artista do movimeto “Pop Art”.
“Folk Family” (1944), de William H. Johnson.
“Nice”, do pintor francês Nicolas de Stael.
“Catlin e um índio atacando um búfalo” (1861/1869), de George Catlin.
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Disputa legal por uma obra de Vermmer
A obra de Johannes Vermeer “A arte da Pintura”, datada de 1665 e exposta desde 1946 no Museu de História da Arte de Viena, é reclamada pelos herdeiros de Jaromir Czernin.
A história teve origem em 1940, quando aquela obra, na posse de Czernin e cobiçada por Adolf Hitler desde 1935, foi comprada à força pelo ditador alemão, que chantageou o seu proprietário com o facto da esposa deste ter origem judaica.
A tentativa da família de Czernin tentar recuperar o quadro a seguir ao fim da Segunda Guerra falhou, mas agora os seus descendentes pensam que o Estado austríaco está em posição de restituir aquela obra , sem necessidade de tomarem outras medidas legais.
Aquele quadro de Vermmer é um dos maiores da autoria do pintor holandês, que viveu entre 1632 e 1675, e do qual só se conhecem 37 obras, sendo por isso muito raro a existência de obras suas disponíveis no mercado.
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sábado, 5 de setembro de 2009
Neste Fim de Semana, a última oportunidade para ver em Portugal a obra quase completa de Henri Fantin-Latour.
Este fim de semana é a última oportunidade para ver, na Fundação Calouste Gulbenkian, uma das mais completas exposições dedicadas ao pintor novecentista Henri Fantin-Latour.
Vivendo entre 1836 e 1904, foi um dos mais importantes pintores do final do século XIX, embora a sua importância tenha sido de algum modo ofuscado pela sua independência e pelo facto de não ter integrado qualquer escola então na moda, como o era então o impressionismo, apesar da sua relação de amizade com Édouard Manet, ou de explorar algumas das características desse estilo, como o uso da luz ou a técnica usada nas suas pinceladas esbatidas.
Foi um excelente retratista e as suas naturezas mortas revelam um vivacidade admirável
A sua obra cruzou várias influências, como o “romantismo”, sendo um grande admirador de Delacroix, o “realismo” ou o “simbolismo”, para além da sua admiração pelos clássicos holandeses, como Rembrandt.
A Gulbenkian é uma das instituições que possui algumas obras desse pintor, também aqui expostas.
A exposição encerra amanhã e depois só poderá ser vista em Madrid.
"Homenagem a Delacroix" 1864
"Naturalismo" 1880.
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sexta-feira, 26 de junho de 2009
Grande exposição da pintura modernista a partir de hoje em Bilbau

Abre hoje ao público, no Museu Guggenheim de Bilbau, a exposição intitulada “Do Privado ao Público – as colecções Guggenheim”, com as obras mais importantes das seis colecções que deram origem à casa mãe de Nova Iorque e outras trinta obras doadas a este museu em 2001 pela Fundação Bohen.
Criado pela Fundação Solomon R. Guggenheim em 1937, o museu nova-iorquino, cuja sede foi desenhado por Frank Lloyd Wright, dedicou-se a coleccionar obras do movimento modernista das primeiras décadas do século XX, sendo por isso inicialmente intitulado de museu neo-objectivista, exibindo a arte vanguardista da época, como as obras de Kandinsky e Mondrian.
Com o tempo integrou outras obras e doações, atravessando toda a história da arte do século XX até aos nossos dias.
Jackson Pollok é um dos artistas que foi bastante protegido pelo mecenato desse museu, beneficiando da protecção da herdeira, sobrinha do fundador, Peggy Guggenheim.
A colecção, a partir de hoje exibida em Bilbau, inclui obras de Kandinsky, Picasso, Juan Gris, Mondrian, Leger, Metzinger e Delaunay, Modigliani e Chagall, mas também obras dos impressionistas novecentistas, precursores do modernismo do século XX, Cézanne, Gaugin, Manet, Van Gogh e Seurat.
Para a comissária da mostra, Tracey Bashkoff, as colecções apresentadas, com origem em galeristas com gostos distintos, mas unidos pelo seu sentido visionário, pois todos compravam aquilo que chamavam “a arte de amanhã”, permitem fazer uma leitura da arte moderna desde a sua origem até ao início do século XXI.
A exposição, agora ao alcance do público ibérico, pretende dar, segundo os seus responsáveis, “uma imagem de que a grande colecção”, do museu de Nova Iorque, tem um fio condutor e de união que permite “uma leitura transversal” da arte moderna.
(fonte: EFE e El País)
Criado pela Fundação Solomon R. Guggenheim em 1937, o museu nova-iorquino, cuja sede foi desenhado por Frank Lloyd Wright, dedicou-se a coleccionar obras do movimento modernista das primeiras décadas do século XX, sendo por isso inicialmente intitulado de museu neo-objectivista, exibindo a arte vanguardista da época, como as obras de Kandinsky e Mondrian.
Com o tempo integrou outras obras e doações, atravessando toda a história da arte do século XX até aos nossos dias.
Jackson Pollok é um dos artistas que foi bastante protegido pelo mecenato desse museu, beneficiando da protecção da herdeira, sobrinha do fundador, Peggy Guggenheim.
A colecção, a partir de hoje exibida em Bilbau, inclui obras de Kandinsky, Picasso, Juan Gris, Mondrian, Leger, Metzinger e Delaunay, Modigliani e Chagall, mas também obras dos impressionistas novecentistas, precursores do modernismo do século XX, Cézanne, Gaugin, Manet, Van Gogh e Seurat.
Para a comissária da mostra, Tracey Bashkoff, as colecções apresentadas, com origem em galeristas com gostos distintos, mas unidos pelo seu sentido visionário, pois todos compravam aquilo que chamavam “a arte de amanhã”, permitem fazer uma leitura da arte moderna desde a sua origem até ao início do século XXI.
A exposição, agora ao alcance do público ibérico, pretende dar, segundo os seus responsáveis, “uma imagem de que a grande colecção”, do museu de Nova Iorque, tem um fio condutor e de união que permite “uma leitura transversal” da arte moderna.
(fonte: EFE e El País)
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domingo, 24 de maio de 2009
Aberto ao Público o "último reduto" de Picasso

A partir de hoje, e até ao próximo dia 27 de Setembro, está a aberta ao público, no Museu Granet de Aix-en-Provence, França, a exposição “Cézanne e Picasso”.
Simbolicamente, foi igualmente aberto ao público, pela primeira vez, o castelo de Vauvenargues, na mesma região, última morada de Picasso.
Neste castelo tudo se encontra tal e qual como o deixou Picasso quando morreu: “Picasso podia ter morrido ontem. É a sensação que produz visitar o castelo de Vuavenargues e “violar” o espaço do atelier onde trabalhava o mestre”, refere o jornalista do El Mundo Rubén Amón, na sua reportagem, publicada no site daquele periódico espanhol em 19 de Maio último, que antecedeu a abertura oficial de hoje.
Todas as salas do castelo, desde o quarto de banho decorado pelo pintor com um fauno e árvores que cobrem a sua parede, até ao seu quarto, cuja cabeceira está decorada com a bandeira da Catalunha, revelam a presença ainda forte da vida daquele grande pintor.
Esta fortaleza foi adquirida por Picasso em 1958 e aí encontrou sepultura quando faleceu em 1973, estando junto de Jacqueline , num túmulo quase invisível, coberto por um montículo de erva fresca, próximo a uma escultura feminina, rodeada por cedros.
Picasso comprou este castelo por se encontrar nas proximidades da montanha de Sainte Victoire, que tinha sido o tema de 80 pinturas de Cézanne, que antecipou os caminhos do cubismo. Foi o modo de Picasso estar próximo daquele que considerava o seu mestre.
Nunca o tendo conhecido pessoalmente, sempre revelou grande devoção por Cézanne.
Numa carta enviada a Brassai, Picasso referia-se àquele pintor pós-impressionista como o seu “único mestre”: “Passei anos a contemplar os seus quadros. Passei anos a estudá-los”, confessava o artista espanhol.
Na exposição agora inaugurada no Museu Granet revela-se toda a influência de Cézanne na obra de Picasso.
Essa influência “pode apreciar-se” em diversos níveis, com explicou ao jornalista do El Mundo Ludmila Virassamynaikinen, a franco-indiana responsável por aquele museu: "Cézanne abriu o caminho da desconstrução e da descodificação das coisas e insistiu muito na solidez da arte”, explorando temas que Picasso repetiu: “as naturezas mortas, o fumador, o saltimbanco, a mulher”. A ambos pouco interessava “o narrativo e muito o formal”.
Esta exposição constrói-se no diálogo entre os dois pintores, “como se a linguagem vanguardista de Picasso olhasse de relance o património de Cézanne”.
Simbolicamente, foi igualmente aberto ao público, pela primeira vez, o castelo de Vauvenargues, na mesma região, última morada de Picasso.
Neste castelo tudo se encontra tal e qual como o deixou Picasso quando morreu: “Picasso podia ter morrido ontem. É a sensação que produz visitar o castelo de Vuavenargues e “violar” o espaço do atelier onde trabalhava o mestre”, refere o jornalista do El Mundo Rubén Amón, na sua reportagem, publicada no site daquele periódico espanhol em 19 de Maio último, que antecedeu a abertura oficial de hoje.
Todas as salas do castelo, desde o quarto de banho decorado pelo pintor com um fauno e árvores que cobrem a sua parede, até ao seu quarto, cuja cabeceira está decorada com a bandeira da Catalunha, revelam a presença ainda forte da vida daquele grande pintor.
Esta fortaleza foi adquirida por Picasso em 1958 e aí encontrou sepultura quando faleceu em 1973, estando junto de Jacqueline , num túmulo quase invisível, coberto por um montículo de erva fresca, próximo a uma escultura feminina, rodeada por cedros.
Picasso comprou este castelo por se encontrar nas proximidades da montanha de Sainte Victoire, que tinha sido o tema de 80 pinturas de Cézanne, que antecipou os caminhos do cubismo. Foi o modo de Picasso estar próximo daquele que considerava o seu mestre.
Nunca o tendo conhecido pessoalmente, sempre revelou grande devoção por Cézanne.
Numa carta enviada a Brassai, Picasso referia-se àquele pintor pós-impressionista como o seu “único mestre”: “Passei anos a contemplar os seus quadros. Passei anos a estudá-los”, confessava o artista espanhol.
Na exposição agora inaugurada no Museu Granet revela-se toda a influência de Cézanne na obra de Picasso.
Essa influência “pode apreciar-se” em diversos níveis, com explicou ao jornalista do El Mundo Ludmila Virassamynaikinen, a franco-indiana responsável por aquele museu: "Cézanne abriu o caminho da desconstrução e da descodificação das coisas e insistiu muito na solidez da arte”, explorando temas que Picasso repetiu: “as naturezas mortas, o fumador, o saltimbanco, a mulher”. A ambos pouco interessava “o narrativo e muito o formal”.
Esta exposição constrói-se no diálogo entre os dois pintores, “como se a linguagem vanguardista de Picasso olhasse de relance o património de Cézanne”.
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