Mostrar mensagens com a etiqueta José Mário Branco. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta José Mário Branco. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

A melhor canção sobre o 25 de Novembro : José Mário Branco - Eu vim de Longe


Quando o avião aqui chegou
Quando o mês de maio começou
Eu olhei para ti
Então entendi
Foi um sonho mau que já passou
Foi um mau bocado que acabou

Tinha esta viola numa mão
Uma flor vermelha na outra mão
Tinha um grande amor
Marcado pela dor
E quando a fronteira me abraçou
Foi esta bagagem que encontrou
Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei pra aqui chegar
Eu vou pra longe
Pra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos pra nos dar
E então olhei à minha volta
Vi tanta esperança andar à solta
Que não hesitei
E os hinos cantei
Foram feitos do meu coração
Feitos de alegria e de paixão
Quando a nossa festa se estragou
E o mês de Novembro se vingou
Eu olhei pra ti
E então entendi
Foi um sonho lindo que acabou
Houve aqui alguém que se enganou
Tinha esta viola numa mão
Coisas começadas noutra mão
Tinha um grande amor
Marcado pela dor
E quando a espingarda se virou
Foi pra esta força que apontou
E então olhei à minha volta
Vi tanta mentira andar à solta
Que me perguntei
Se os hinos que cantei
Eram só promessas e ilusões
Que nunca passaram de canções
Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei pra aqui chegar
Eu vou pra longe
P´ra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos pra nos dar
Quando eu finalmente eu quis saber
Se ainda vale a pena tanto crer
Eu olhei para ti
Então eu entendi
É um lindo sonho para viver
Quando toda a gente assim quiser
Tenho esta viola numa mão
Tenho a minha vida noutra mão
Tenho um grande amor
Marcado pela dor
E sempre que Abril aqui passar
Dou-lhe este farnel para o ajudar
Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei pra aqui chegar
Eu vou p´ra longe
P´ra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos pra nos dar
E agora eu olho à minha volta
Vejo tanta raiva andar a solta
Que já não hesito
Os hinos que repito
São a parte que eu posso prever
Do que a minha gente vai fazer
Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei prá aqui chegar
Eu vou pra longe
P´ra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos pra nos dar


terça-feira, 19 de novembro de 2019

Homenagem a José Mário Branco (1942-2019)


Morreu José Mário Branco.

Assim, sem aviso, foi a notícia ouvida esta manhã.

Que melhor homenagem do que o recordar aqui em vários momentos, aquele que foi um dos mais importantes autores e musicos portugueses dos últimos 50 anos.

Até sempre Zé Mário.

Começamos por recordá-lo numa longa entrevistas, em duas partes, recolhida há apenas 2 anos em Paris, em 15 de Outubro de 2017, incluida no projecto da Fundação Calouste Gulbenkian "Artistes portugueses à Paris-una histoire oral", entrevista conduzida por António Contador:


Aqui recordamos alguns dos temas mais emblemáticos de José Mário Branco, como um tema que muito incomodou o regime salazarista, "a Ronda do Soldadinho":



Outro tema marcante, com origem à sua ligação ao projecto GAC, nos idos de 1975, "A Cantiga é uma arma":

Mas aquele que é talvez a sua musica mais conhecida é um tema baseado num poema de Camões, "Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades", aqui numa versão recente na companhia de Fausto e Sérgio Godinho:


Outro dos seus temas mais marcantes foi "eu vim de longe, eu vou para longe", retirado do seu album mais importante, "Ser Solidário":


E não podíamos esquecer o seu "poema-manifesto" FMI, sempre actual:

(FMI - 1ª parte)


(FMI - 2ª parte)

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

José Mário Branco recebe hoje, em San Remo, o Prémio Tenco

"O cantor, compositor e poeta José Mário Branco, de 72 anos, recebe hoje, em San Remo, o Prémio Tenco 2014, e atua no espetáculo musical que se realiza no Teatro Del Casinò, naquela cidade italiana.

"O Prémio Tenco é atribuído desde 1974, pelo Clube Tenco, em memória do cantor Luigi Tenco, falecido em 1968, já distinguiu, entre outros, Sérgio Godinho, em 1995, e Dulce Pontes, em 2004, Leo Ferré, Vinicius de Moraes, Jacques Brel, Leonard Cohen, Sílvio Rodriguez, Tom Waits, Caetano Veloso e John Cale.

"Esta distinção [a José Mário Branco] pretende destacar a carreira do 'cantautor' português e a contribuição que a sua obra e ativismo tiveram no desenvolvimento das artes e da sociedade", afirma em comunicado a promotora do artista". (Destak/Lusa),

A propósito desta merecida  distinção, aqui reproduzimos uma entrevista dada, há três anos, pelo musico ao programa Bairro Alto da RTP: