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quinta-feira, 6 de junho de 2019

Dois filmes para recordar o DIA D

Pessoalmente, recordo dois filmes que retratam, na perfeição, o que se passou há 75 anos, no Dia D, aquele que iniciou a rápida derrocada do poder nazi na Europa.

Até esse dia, os britânicos, no início, e os soviéticos, a partir de 1942, foram os único a enfrentar o poder das tropas de Hitler.

Com a abertura dessa nova frente, depois de, a partir de Novembro de 1942, as tropas soviéticas terem começado a contra-ofensiva que só terminou em Abril de 1945 com a conquista de Berlim, as dificuldades de resistência do exército nazi acentuaram-se.

Abria-se assim, não a segunda frente da ofensiva aliada, com é habitual referir-se, mas a terceira, se tivermos em conta a invasão da Itália por tropas aliadas desde Setembro de 1943.

É vasta a filmografia que relata esse famoso dia D de 6 de Junho de 1966, mas, quanto a nós existem dois filmes que relatam, com bastante realismo, o drama desse acontecimento.

Um é o clássico O DIA MAIS LONGO, de Darryl F. Zanuck, de 1962, aquele que contribui para a minha geração, a primeira que viveu sem guerra na Europa, sentir e conhecer o que foi aquele dia decisivo.

Este é, talvez, o mais realista de todos, sendo muitas vezes confundido com um documentário, tal o realismo das cenas, que ainda hoje surpreendem e são muitas vezes confundidas com a realidade.

O DIA MAIS LONGO

Outro filme, muito mais recente, e que beneficiou de um aparato tecnológico desconhecido até então, é O RESGATE DO SOLDADO RAYAN, de Steve Spielberg, de 1998.

Neste filme quase que somos transportados para o meio do conflito e, de meros espectadores, quase nos transformamos naqueles soldados, sentindo as balas a assobiarem à nossa volta, a dor das feridas, o cheiro da morte e o desespero do medo, dando-nos uma imagem muito pouco romântica da guerra.

O RESGATE DO SOLDADO RAYAN

O realismo desses filmes é, assim, uma autêntica viagem no tempo, para nos "juntarmos " àqueles soldados que contribuíram para, até hoje,  acabar com a guerra em solo europeu (embora a Jugoslávia e a Ucrânia aí estejam para nos recordar que a guerra pode voltar em qualquer momento).

A melhor maneira de respeitar os milhares que caíram pela liberdade da Europa, na frente leste, na frente ocidental ou na frente sul, é continuarmos a defender uma Europa democrática e onde se possa continuar a viver sem conhecer os horrores da guerra, algo que parece começar a ser esquecido por uma geração que beneficiou desse clima de paz e liberdade que se começou a desenhar nas praias da Normandia.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

sexta-feira, 5 de junho de 2009

6 de Junho de 1944 - O Dia D imortalizado por Capa

Comemora-se amanhã, 6 de Junho, o 65º aniversário do desembarque Aliado na Normandia, em 1944.
Esse acontecimento ficou para sempre imortalizado na reportagem fotográfica de Robert Capa, símbolo maior do repórter de guerra.
Capa foi um dos quatro fotógrafos autorizados pelo Estado Maior Aliado a acompanhar essa decisiva acção militar, tendo desembarcado em Omah Beach.
Foram tiradas 109 fotografias. Contudo, devido ao erro técnico de um assistente de laboratório, só se aproveitaram 8 fotografias.
Mesmo assim, desfocadas e tremidas, tornaram-se o símbolo desse dia, o Dia D.
Robert Capa , baptizado Endre Friendmann em Budapeste, onde nasceu em 22 de Outubro de 1913, morreu na Indochina em 25 de Maio de 1954, onde acompanahva outra guerra.
Fotografia tirada em 5 de Junho, na véspera do desembarque. Soldados analisam o plano de desembarque.
Desembarque em Omah Beach, Normandia, em 6 de Junho de 1944:






Soldados aliados avançam para terra, após do desembarque:
(Fotografias com direitos pertencentes à agência Magnum)