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terça-feira, 1 de outubro de 2019

Documentos sobre o Monumento de Homenagem a João de Barros, existente na praia de Santa Cruz

Podem ver AQUI, alguns documentos sobre o monumento dedicado a João de Barros, existente na praia de Santa Cruz (Torres Vedras).

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Cante alentejano - Património Imaterial da Humanidade (filme de promoção)

O País está de Parabéns, mais uma vez graças ao povo anónimo, que cria e trabalha, longe das intrigas políticas, dos focos da comunicação social e do mundo dos negócios e negociatas.
Obrigado Alentejo!:

ÚLTIMA HORA - O Cante Alentejano Já é Património da Humanidade


quinta-feira, 29 de maio de 2014

Hoje é Dia da Espiga

Hoje a tradições vão-se perdendo, mas lembro-me sempre, em miúdo,de percorrer os campos à volta,que então entravam pela vila a dentro, para recolher a papoila, o malmequer, a folha de oliveira, a espiga de trigo e a folha de videira (não era hábito apanhar o alecrim, talvez poque fosse raro por qui).

Era sempre uma emoção de cheiros e sons, estranhos para muitos de nós, miúdos da "cidade".

O texto que reproduzimos em baixo foi "respigado" do site da Câmara da Alenquer, um dos concelhos à volta de Torres Vedras, onde este dia é feriado municipal (os outros são Arruda dos Vinhos, Mafra e Sobral de Monte Agraço):



“ A Quinta-feira da Ascensão ocorre quarenta dias depois da Páscoa. Popularmente chamada de Quinta-feira da Espiga, é tida como “o dia mais santo do ano”. Em terras de Alenquer, era tradicional colher-se um ramo de espigas de trigo (sempre em número ímpar), um pequeno tronco de oliveira, papoilas, margaridas e varas de videira. Este ramo era depois colocado atrás da porta de casa, para que nela houvesse pão, azeite, dinheiro e alegria durante todo o ano.

 “(…) Dizia-se nas aldeias do sopé da Serra do Montejunto que “na quinta-feira de espiga há uma hora em que os pássaros não vão aos ninhos, as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha e o pão não leveda”. Em Atouguia “o leite não se vende, todo ele é dado”. Noutras localidades “não se faz pão em quinta-feira de espiga” e noutras tantas coze-se nesse dia pão “para guardar o ano inteiro”.

 “Concelhos cujo feriado municipal é a Quinta-feira da Ascensão: Alcanena, Almeirim, Alter do Chão, Alvito, Anadia, Ansião, Arraiolos, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Beja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Estremoz, Golegã, Loulé, Mafra, Marinha Grande, Mealhada, Melgaço, Monchique, Mortágua, Oliveira do Bairro, Salvaterra de Magos, Santa Comba Dão, Sobra De Monte Agraço, Torres Novas, Vidigueira, Vila Franca de Xira”.


(Fonte: Página on-line da Câmara Municipal de Alenquer)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Um Poder de gente ignorante - ainda o caso dos quadros de Miró:

O jornal Público de ontem citava uma frase de Fernando Pessoa que encaixa perfeitamente neste triste caso dos quadros de Miró: "Só a arte é útil. Crenças, exércitos, impérios, atitudes - tudo isso passa. Só a arte fica, por isso só a arte se revê, porque dura".

Também se conta (aliás, já contámos aqui..) que Churchill, quando convocou o seu governo para tomar medidas para enfrentar os nazis, medidas essas que implicavam um enorme esforço financeiro, foi abordado pelo ministro que era responsável pala cultura que lhe disse, conformado : "lá vamos ter de cortar na Cultura". Visivelmente irritado Churchill respondeu-lhe, não sei se exactamente com estas palavras: "então, se cortamos na cultura, vamos fazer esta guerra para defender o quê?". 

Ambas as frases fazem cada vez mais sentido nos dias que correm.

Quando um governo, com a cumplicidade de um presidente da república, uma espécie de pilatos destes tempos "modernos", se demite de tentar salvar um conjunto de obras únicas da cultura e da arte em nome da situação financeira, estamos perante um acto criminoso de pura ignorância. 
Pior que maus políticos, que políticos corruptos ou políticos incompetentes, são políticos ignorantes e que fazem jus dessa ignorância.

Mas mesmo o argumento financeiro cai por terra. 36 milhões de euros é muito dinheiro para um mortal, mas para o orçamento de um país é uma migalha. Não sei se já alguém se deu conta que esse valor corresponde a um custo, único, de....menos de 4 euros por português...por favor chega de tanta demagogia com os números quando a maior parte dos portugueses pagam quase 40% do que ganham em impostos, desbaratados para pagar a dívida de banqueiros e do corrupto sistema financeiro...

Também já li o argumento de que em Portugal, um país onde o estado só  gasta na defesa do património cultural (incluindo a gestão dos museu) cerca de 33 milhões de euros anuais, os 36 milhões das obras do Miró têm um valor incomportável. Mas também nesta caso, o grave não é o valor das obras do Miró mas o vergonhoso orçamento para o património cultural...para além disso o valor da venda ao desbarato daquelas obras não vai ser aplicado na cultura mas para pagar o buraco do BPN de ....4 mil milhões de euros...ainda por cima as sociedades criadas pelo estado para gerir os bens do BPN, a   Parups e PARVALOREM (...que nome mais adequado!!!), eta última dirigida por um amigo de Relvas e de Passos Coelho dos tempos da JSD, já recebeu do estado....510 milhões de euros...

Há ainda quem afirma que essas obras não são portuguesas e pouco interesse teriam, por isso, para a cultura portuguesa....a fazer fé nesse argumento os nossos museus estariam cheios de obras "vendáveis"...

Esta é mais uma história mal contada e de lesiva dos interesses culturais de Portugal.