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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Retrospectiva de Henri Cartier-Bresson no Centro Pompidou (Paris)




Revistas como o “Le Nouvel Observateur” ou o “L’Objet d’Arte” dedicam-lhe duas excelentes edições, que podem ser encontradas nos quiosques portugueses.

Nascido em 22 de Agosto de 1908, Cartier-Bresson começou por desejar ser pintor, tendo recebido lições de pintura e participado em exposições.

Ainda nas décadas de 30 e 40 havia realizou alguns documentários cinematográficos, um sobre os hospitais republicanos durante a Guerra Civil de Espanha, e outro sobre os prisioneiros da Segunda Guerra.

Mas foi a fotografia que se tornou a sua principal paixão, muito por causa das suas viagens durante a juventude por vários continentes, para acompanhar os negócios da família (o seu pai era dono da fábrica de tecidos CD).

Ao longo dos anos 30 foi consolidando a sua tendência política de esquerda, a aprofundou a sua opção pela foto-reportagem comprometida, mas à qual soube dar um cunho pessoal criativo, muito influenciada pela sua ligação às vanguardas artísticas da época.

Mas foi a sua reportagem sobre a libertação de Paris em 1944, encomendada pelos serviços secretos militares dos Estados Unidos, que o tornaram um fotógrafo famoso.

Em 1947 junta-se a outros foto-repórteres que se formaram durante os anos de guerra e cria a primeira agência fotográfica independente e cooperativa, a Magnum, ao serviço da qual vai realizar várias reportagens na Índia, no Paquistão, na China maoista, na Cuba castrista, no Canadá, tornando-se o primeiro fotógrafo ocidental a entrar na União Soviética depois da Segunda Guerra.

Colabora nas famosas revistas Vu, Life e Paris-Match.

A partir de 1974 dedica-se cada vez mais ao desenho e à pintura.

A sua maneira de fotografar tornou famosa a frase “instante decisivo”, como referência ao momento exacto para captar uma foto interessante.


Falecido em vésperas de completar os 96 anos, em 3 de Agosto de 2004, esta exposição agora disponível no Centro Pompidou recorda a sua obra e pode ser visitada até ao próximo dia 9 de Junho, seguindo depois para Madrid, onde será inaugurada em data ainda não anunciada.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Estudo científico de obras-primas fotográficas dá a portuguesa Ana Martins prémio do MoMA.

Ana Martins, uma portuguesa, ex-professora da Faculdade de Ciências do Porto, e trabalhar há cinco anos na secção de fotografia do Museu d Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA), onde desenvolveu um inovador processo de datação e salvação de antigos negativos, foi premiada por esse prestigiado museu.
Entre as obras analisadas pelo método científico desenvolvido pela cientista portuguesa, está uma parte do espólio do fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson.