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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A "geringonça" afinal funciona e vale a pena bater o pé a Bruxelas: Orçamento para 2016 aprovado por Bruxelas

A "guerra" não está ganha, mas Portugal e os portugueses venceram uma importante batalha.

Afinal vale a pena fazer valer os interesses de Portugal junto dos burocratas de Bruxelas.

Afinal a "geringonça" funciona.

Afinal é possivel termos um governo que nos defende em vez de fazer o papel de capataz e carrasco.

Gostava de ver a cara dos comentadores de serviço e dos homens do "PAF"...

Orçamento para 2016 aprovado por Bruxelas(clicar para ler)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Caso BANIF: Passos Coelho entre a espada e a parede…e depois demita-se da liderança do seu partido!!!!...e depois é deixar o caso aos tribunais e à policia...


Á medida que mais coisas se vão conhecendo do processo BANIF, como é o caso do que é revelado na crónica de hoje de Rui Tavares no jornal Público, que pode ser lida integralmente AQUI, mais se percebe a irresponsabilidade do governo Coelho-Portas e da ministra das finanças desse governo, assim como da actual administração do Banco de Portugal.

Escreve Rui Tavares que durante três anos  “o governo português foi negociador da legislação da união a nível europeu e banqueiro principal do BANIF a nível nacional. E os responsáveis têm nome: Pedro Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque sabiam que a 1 de janeiro de 2016 as regras europeias mudariam e que, no caso do BANIF, teriam um impacto enorme sobre aforradores de uma vida nos Açores e na Madeira e nas comunidades emigrantes oriundas destes arquipélagos, onde o BANIF detêm uma considerável quota de mercado. Durante todos estes anos, Pedro Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque foram maus governantes para Portugal e maus banqueiros para o BANIF.

“Sendo assim, o estado português chega ao fim de 2015 correndo contra o calendário e duas soluções possíveis: ou a liquidação, com perdas certas até 3000 milhões de euros, ou a resolução, opção que foi seguida, com perdas possíveis até 3000 milhões de euros. Pelo caminho perdeu-se a possibilidade de tirar partido da nacionalização do BANIF e potenciar o seu valor social para as comunidades que ele servia, provavelmente após uma ligação à Caixa Geral de Depósitos.

“Esta não é só uma história de uma assustadora irresponsabilidade perante factos que só poderiam ser conhecidos do governo de Pedro Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque. É mais assustadora ainda quando pensamos na possibilidade, que foi real, de agora termos um governo de bloco central a mascarar a omissão culposa de Pedro Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque. Pode ter havido um móbil para este arrastar da situação: a “saída limpa”, as eleições. Mas não pode haver desculpa para Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque”.

Hoje o PSD, no parlamento, não tem outra “saída limpa” que não seja deixar passar  o orçamento rectificativo apresentado pelo actual governo, que, em coerência, nunca podia ser votado pela esquerda.

E depois, tanto Passos Coelho, Paulo Portas e Maria Luís Albuquerque, só podem seguir o concelho do insuspeito cronista da direita e apoiante das medidas de austeridade e da “TINA”, João Miguel Tavares (ler  aqui a sua crónica “Passos Coelho tem deexplicar”) que ontem escrevia que “as declarações do primeiro-ministro [Costa] e do ministro das Finanças não permitem segundas interpretações: eles garantiram que o anterior governo sabia há mais de um ano da necessidade de resolver em definitivo o problema do Banif, preferindo arrastar os pés, por razões que se supõem eleitoralistas, o que fez aumentar significativamente o custo da operação.

“A serem verdadeiras tais acusações, nem Passos Coelho, nem Paulo Portas, nem Maria Luís Albuquerque deveriam voltar a ser ministros – é tão simples quanto isso”.

E nós acrescentamos, nem nenhum deles pode voltar a exercer qualquer cargo público e, de imediato, para salvar o que resta da face dos partidos que lideram, deviam por os seus lugares de liderança à disposição e, com eles, levar toda a administração do Banco de Portugal.


É o mínimo que se pode exigir , sem escamotear o recurso aos tribunais e à polícia para condenar todos os responsáveis por este processo.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Eleições Presidenciais - Ainda agora a procissão vai no adro e já há derrotados...

Ainda agora começou a caminhada para as eleições presidenciais e já há derrotados.

O primeiro derrotado é Cavaco Silva.

Seja qual for o seu sucessor, qualquer dos candidatos vai fazer esquecer rápidamente o mais incompetente presidente da história democrática.

As aparições de Cavaco já cheiram ao mofo.

Como hoje ironiza o "Inimigo Público", "Portugueses acham normal que [pela primeira vez, seja qual for o vencedor]  não haja uma Primeira-Dama em Belém porque nos últimos 10 anos também não houve lá nenhum Presidente da República". 

O segundo grande derrotado é a dupla Passos/Portas que não vai ter em Belém nenhum candidato da sua área política, a direita radical neoliberal.

Mesmo vencendo Marcelo Rebelo de Sousa este não é o candidato dessa direita e representa tudo aquilo que a direita revanchista do PAF destruiu dentro dos partidos dessa coligação, a social-democracia e a democracia cristã.

O apoio que formalmente dão a Marcelo visa apenas adiar a desagregação total do seu projecto político, engolindo para isso um sapo maior e mais amargo do que aquele que Cunhal e o PCP tiveram de engolir ao votarem Mário Soares nos idos de 1986.

Por isso estão assim já antecipadamente anunciados os primeiros derrotados das próximas eleições presidenciais.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

FALSIFICAÇÃO DE CONTAS PARA FINS ELEITORAIS OU ROUBALHEIRA BEM ORGANIZADA ? : Governo de Passos gastou 30% da "almofada financeira" no mês de Novembro.


Segundo notícia hoje divulgada pela LUSA  (citamos aqui o artigo publicado na edição on-line do Jornal de Notícias colocada hoje  às 00:06) o “anterior Governo gastou, em novembro, pelo menos 278,3 milhões de euros da almofada financeira de 945,4 milhões de euros prevista no Orçamento do Estado para 2015, o equivalente a 30% daquele montante”.

E continua a notícia : “A designada almofada financeira corresponde ao montante que os Governos incluem nos orçamentos de cada ano para cobrir eventuais despesas excecionais não previstas, sendo composta por duas verbas: a dotação orçamental e a reserva orçamental.

“No OE2015, o anterior Governo inscreveu 533,5 milhões na dotação provisional e 411,9 milhões na reserva orçamental, totalizando a almofada financeira global para este ano os 945,4 milhões de euros.

“De acordo com os dados incluídos na nota da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), a que a Lusa teve hoje acesso, até outubro foram reafectados 351,5 milhões de euros: 194 milhões da dotação provisional e 157,5 milhões da reserva orçamental.

“Ou seja, nos primeiros dez meses do ano, o Estado gastou 37% da almofada financeira total prevista para o conjunto do ano de 2015.

“Mas os técnicos independentes que apoiam o parlamento indicam que, só em novembro, foram retirados da dotação provisional "278,3 milhões de euros, essencialmente para despesas com pessoal do Ministério da Educação e do Ministério da Justiça", não sendo prestada informação sobre a evolução da reserva orçamental em novembro.

“Isto quer dizer que, dos 533,5 milhões da dotação provisional inicialmente prevista no OE2015, entre janeiro e novembro, foram reafetados 472,3 milhões, "sendo a dotação remanescente para o mês de dezembro de 61,2 milhões de euros".

“Com a informação disponível até ao momento e, de acordo com a UTAO, até novembro foram gastos 629,8 milhões de euros das duas componentes da almofada financeira, o equivalente a 67% dos 945,4 milhões inicialmente inscritos no OE2015.

“Destes 629,8 milhões já gastos, 472,3 milhões de euros dizem respeito à dotação provisional reafectada até novembro e 157,5 milhões referem-se à reserva orçamental gasta até outubro, não havendo informação desta componente da almofada financeira para o mês de novembro”.

Fica assim explicado porque é que Cavaco Silva levou tanto tempo a nomear o governo de Costa e o que é que o governo de Passos Coelho andou a fazer nestes dois últimos meses.

Agora todos devemos exigir que esses gastos, num único mês, sejam muito bem explicados, até ao último cêntimo, quer por Cavaco, que se gabou dessa “almofada financeira”, quer pelo governo Coelho-Portas.

E exige-se ainda que, no mínimo, o Tribunal de Contas faça um inquérito à situação e esclareça muito bem os portugueses sobre os gastos governamentais do mês de Novembro

Se nada for explicado, é caso de tribunal.

…a a procissão ainda só vai no adro...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O regresso da velha direita boçal, caciqueira, trauliteira e radical


Já aqui exprimi as minhas dúvidas e até desconfianças sobre o êxito da formação do actual governo de esquerda, embora lhe deseja que tudo corra pelo melhor, para bem do país e dos portugueses que trabalham e cumprem com os seu deveres.

Assistimos a quatro anos de radicalismo neoliberal de direita, que destruiu a classe média,  e o próprio centro político, aumentou as desigualdades sociais até níveis nunca vistos na história recente deste país, pelo menos na sua história democrática, aumentou a precariedade no emprego, lançou na pobreza milhares de portugueses, crianças incluídas, fez o PIB nacional recuar décadas, vendeu ao desbarato os poucos bens públicos, tudo em beneficio dos infractores da especulação financeira e dos foragidos ao pagamento de impostos que lançaram o país na mais grave crise económica, social e financeira que o país conheceu.

Nos últimos meses assistimos a essa mesma direita neoliberal num afã de distribuição de empregos e nomeações por centenas de fiéis, sendo o caso SérgioMonteiro “apenas” a mais escandalosa “cereja em cima do bolo”.

E quando não andaram a garantir a carreira e o emprego dos amigos, andaram a falsificar ou esconder estatísticas que lhe eram eleitoralmente ( e, quem sabe, criminalmente) desfavoráveis, como a história da “redução” da taxa de IRS.

E tiveram ainda tempo para “armadilhar” ao máximo, com a ajuda de Cavaco,  o caminho que este governo vai ter de percorrer para inverter a trágica situação do país.

Se tudo isso não chegasse para provar que a manutenção do  governo de direita estava a conduzir o país para um desastre irreversível, aí está a prova da atitude dessa mesma direita, agora na oposição.

O seu verniz disfarçado atrás de vozezinhas paternalistas e falinhas mansas, de fatinhos feitos à medida e gravatas reluzentes, disfarçando a sua falta de patriotismo e revanchismo de bandeira portuguesa à lapela, estalou totalmente neste dois últimos dias.

O que assistimos estes dias, no debate parlamentar,  é a uma direita troglodita, mal educada, sem respeito pelo parlamento, revanchista, caciqueira,  trauliteira e radical.

Se outra razão não existisse para afastar esta gente do poder, aquilo a que estamos a assistir no parlamento é, para além de grave, a melhor prova da urgência em manter essa gente, por muitos e longos anos, longe do mesmo poder.

Mesmo todos aqueles que, como eu, à partida, tinham algumas dúvidas sobre a sobrevivência (ou mesmo sobre a legitimidade) deste governo de esquerda, fica bem evidente que, a partir de agora temos de fazer tudo para o maior êxito desse governo.

Para bem de todos nós, esta direita do radicalismo neoliberal, que destruiu o centro político, não pode regressar ao poder.

Seria bom, para todos nós, que dentro do PSD surgisse alguém para por cobro ao poder dessa gente e voltasse a colocar esse partido no centro-direita, pelo menos por respeito para com a memória de Sá Carneiro.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Tenham lá Calma !..(parte 4) ….é só a democracia a funcionar!!


Que os trauliteiros da direita que pontificam nas redes socias usem e abusem do seu radicalismo , raiando muitas vezes o mau gosto, o puro nojo e a boçalidade mais troglodita, para manifestar o seu desacordo pela queda do seu governo, não nos espanta muitos.

Agora que políticos, com responsabilidade no país, ainda em funções no governo, usem os mesmos métodos e a mesma retórica, isso já é grave e digno do mais veemente repudio.

Depois da triste figura que fizeram na Assembleia da República, onde, em vez de defenderem o programa político do governo, que era para isso que ela se tinha reunido, usaram a Assembleia como palco de um comício radical de ataque à sua esquerda, continuam agora, pelo país, e , mais grave ainda, por essa Europa fora,  na sua senda radical em encontros comicieiros.

Afirmar que o PS está refém do Comité Central do PCP é próprio dos títulos do jornal “O Diabo” mas não é digno de um político que se diz “ponderado” e “educado”. É pura demagogia política.

Mas, pior ainda, vir apelar a uma revisão da Constituição para a dissolver e convocar novas eleições, só porque a maioria que se formou não lhe é favorável, é da mais despudorada falta de respeito pela democracia e pelo seu funcionamento.

Ou seja, a Constituição, que eles nunca respeitaram nos últimos quatro anos,  servia agora para legitimar uma situação de “eleições permanentes”, até se obter um resultado que agradasse à direita.

Costuma dizer-se que é nos momentos difíceis que as pessoas revelam a sua verdadeira natureza, Neste momento difícil é a direita que está a revelar a sua verdadeira natureza, mostrando que pouco evoluiu desde 1975.

A atitude radical dos seus líderes, para além de revelar desespero, vem dar razão à aliança do PS com a sua esquerda e àqueles que acham que é impossível qualquer ponte de entendimento ao centro, porque, pura e simplesmente, esse centro desapareceu, não tanto por uma qualquer “espectacular “ viragem à esquerda do PS, mas porque, como se vê agora, esta direita abandonou o centro para se radicalizar na direita “neoliberal”.

Se se chegou tão longe neste radicalismo da direita, muito se deve agradecer à conivência e à cobardia do actual Presidente da República, o mesmo que tanto fala em “consensos”, mas apenas tem contribuído, com as suas jogadas de bastidores , os seus silêncios,  e as suas “indirectas” para a actual radicalização em que o país mergulhou.

É caso para dizer, tenham lá calma, porque tudo isto é apenas a democracia a funcionar, como acontece nas democracias mais avançadas e mais maduras da Europa, onde, muitas vezes, não é o partido mais votado que exerce o poder, mas aquele que tem apoio para governar na casa da democracia, o Parlamento.