sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

A Crónica de Vasco Pulido Valente sobre as "Provas" de avaliação de Professores: A estupidez à solta

Com meia duzia de frases Vasco Pulido Valente desmascara a idiotice das provas de avaliação impostas aos professores e todo o barulho que se tem feito na comunicação social sobre os níveis de reprovação:

A estupidez à solta(clicar para ler).

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

No 70º Aniversário da Libertação de Auschwitz : Portugueses nos campos de concentração

Esta é uma história ainda pouco conhecida e só recentemente divulgada por uma excelente reportagem do jornal Público:

Nos 70 Anos da Libertação de Auschwitz: Da libertação à construção do Holocausto (jornal Público)

Nos 70 anos da libertação de Auschwitz por IRENE FLUNSER PIMENTEL

Nos 70 anos da libertação de Auschwitz (reportagem do Jornal Público).

No 70º aniversário da Libertação de Auschwitz: Hitchcock: "Memoria de los campos de concentración", documental subtitulado em espanhol.

Alfred Hitchcock fez parte da equipa de cineastas aliados que acompanharam e filmaram a libertação dos campos de concentração. ( podem ler AQUI as circuntâncias dessas filmagens e da descoberta desse filme esquecido durante anos)

O filme que aqui reproduzimos está legendado em espanhol. Esse filme de Hitchcock será hoje exibido no Primeiro Canal da RTP depois das 23 e 30 horas.

Aqui fica uma versão desse filme, com forma de recordar o 70º aniversário da libertação de Auschwitz: 

Notícia sobre o Festival de BD de Angoulême:


Podem ler no nosso Blogue "BêDêZine" notícias sobre o Festival de BD de Angoulême, que vai ter início no dia 29 de Janeiro

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

...ENTRETANTO, EM BERLIM :


A Pátria da Democracia deu uma lição à “Pátria” do nazismo…


A vitória do Syriza na Grécia é a última oportunidade para travar este desastroso caminho que tem sido seguido na Europa nos último anos, por imposição de políticos corruptos e ignorantes, sob a liderança de Merkel, do banco central alemão, do Eurogrupo e da Comissão Europeia, nomeadamente enquanto esta foi liderada por Barroso, que apenas se preocupam em agradar à máfia do sistema financeiro (os tais “mercados”) e nos tem vendido a mentira do caminho único da austeridade, do empobrecimento, do desemprego, do emprego precário, dos cortes brutos em pensões e ordenados e da destruição do Estado Social como via para a “salvação” da Europa.

A vitória do Syriza é também a última oportunidade para salvar a democracia na Europa, pois só há democracia com alternativas e a vitória do Syriza mostra que se pode fugir ao destino que nos traçaram da alternância do centrão, onde se mudava de liderança para que tudo continuasse na mesma. Se o Syriza falhar como alternativa ao colete de forças da austeridade a extrema-direita já aí está à espreita (os neo-nazis ficaram em terceiro lugar nas eleições gregas), não só na Grécia, mas um pouco por toda a Europa.

A vitória do Syryza pode ser também a última alternativa para salvar o euro e a Europa, pois pode obrigar o BCE e a União Europeia a mudarem de política económica e financeira, recuperando o apoio dos cidadãos e afastando a idéia de que o euro é uma moeda que só pode agravar as condições de vida dos cidadãos e dos trabalhadores que vivem nos países do eurogrupo (com a excepção da Alemanha e da Finlândia…).

Pode até acontecer que, se o BCE e a Comissão Europeia continuarem no caminho da pressão e da chantagem sobre os gregos, a Grécia opte por abandonar o euro e, depois de alguns meses de turbulência, a Grécia, com uma moeda própria, venha a recuperar a sua economia e melhorar as condições de vida dos seus cidadãos, o que descredibilizava totalmente a chantagem da mensagem catastrófica que os defensores da manutenção da austeridade têm vindo a fazer para nos obrigarem a aceitar o nosso empobrecimento para salvar o euro.

A vitória do Syriza, para além de ser a derrota do modelo “austeritário” imposto aos cidadãos do sul da Europa é também da derrota da terceira-via “social-democrata” e um aviso sério para os partidos Socialistas que se têm prestado a fazer servicinhos ao corrupto sector financeiro, continuando as políticas anti-sociais da direita europeia liderada por Merkel , como aconteceu em Portugal, na Espanha e em França. O destino do PASOK pode vir a ser o destino certo dos velhos Partidos Socialistas e Social-democratas que traíram os seus ideais e o seu eleitorado em nome do carreirismo e das negociatas e se acobardaram face aos “mercados” financeiros. É de referir que parte dos eleitores do PASOK transferiram-se de armas e bagagens para o Syriza.

Por último, seria bom que os nosso comentadores do costume, os pequenos “gobelzinhos” da propaganda “austeritária”, deixassem de fazer confusão, não sei se por ignorância, se por pura má-fé, entre esquerda radical e extrema-esquerda, coisas bem diferentes.


A Vitória Do SYriza nas Primeiras Páginas de alguns jornais:







A FORMA E A LUZ: Paula Rêgo festeja o seu 80º aniversário:

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

BCE - Entregar o ouro ao bandido


O BCE decidiu finalmente justificar os privilégios salariais dos seus dirigentes e tomou medidas para travar os efeitos da austeridade, anunciando a compra gradual de dívida, ao ritmo de 60 mil milhões por mês durante um mínimo de ano e meio.

O problema é que quem sai beneficiado mais uma vez dessas medidas é o sistema financeiro. A economia real (isto  é, os empresários que produzem riqueza e os trabalhadores que a transformam) puco vai sentir os efeitos dessas medidas.

Mais uma vez os grandes especuladores , os que fogem aos impostos, os que alimentam os negócios obscuros do armamento e da droga, isto é, o sistema financeiro que temos, os responsáveis pela situação de “crise” em que vivemos, esses vão ser os grande beneficiados com essas facilidades.

O corrupto sistema financeiro mundial vai assim poder livrar-se da dívida, vende-la ao BCE a juros altíssimos em troca de milhares de milhões de euros obtidos no BCE  a quase 0% de juros e se as coisas correrem mal, cá vão estar os cidadãos europeus para pagar a corrupção e os desvarios.

Mas há mais.

Aquilo que que está a ser vendido ao público como uma luz no fundo do túnel do terror económico-social para onde os cidadãos europeus foram lançados pela austeridade, está armadilhado ao trazer como contrapartida a chantagem das “reformas estruturais”.

Cada vez que oiço falar em “reformas estruturais” apetece-me sacar logo de uma pistola!

Há  muita reforma a fazer nos estados europeus, nomeadamente melhorando as condições de vida dos cidadãos.

Mas quando essa gente fala em “reformas estruturais” não é nisso que estão a pensar.

As “reformas estruturais” destes líderes políticos que nos calharam na rifa da União Europeia é cortar nos salários e nas pensões, cortar nos direitos sociais, facilitar os despedimentos e aumentar a precariedade no emprego, nomeadamente entre os mais jovens e privatizar, a preço de saldo, serviços essenciais para os cidadãos, aumentando os impostos sempre que é preciso salvar o sistema financeiro, provocando como consequência  para a maior parte dos cidadãos o rápido empobrecimento e o agravamento das condições da sua vida.

Ou seja, o que o BCE está a fazer é entregar, de uma só vez, o ouro à banditagem do sistema financeiro.

Esperemos que os cidadãos europeus despertem de vez e dêem a essa gente a resposta adequada. Pode ser que comece já no Domingo com as eleições gregas.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Andaremos nós, através da austeridade, a financiar o "estado islâmico"?

A pergunta é uma provocação, mas, se pensarmos bem, se calhar não está tão distante da realidade.

Uma questão sobre a qual  até hoje ainda não me sinto totalmente esclarecido, pelo menos desde o 11 de Setembro de 2001, é saber quem financia o terrorismo internacional.

E atrás dessa levantam-se outras questões.

Onde é que essa gente vai buscar o armamento pesado que utiliza?
Onde é que essa gente aprende a usar tão sofisticado armamento?
Onde é que essa gente consegue manter em funcionamento esse mesmo equipamento?
Como é que essa gente continua  a conseguir passar a sua mensagem através da comunicação social e da internet?
E como é que conseguem cativar jovens nascidos e criado no ocidente e obter tanto apoio popular?

Toda a gente sabe que os sucessivos erros do ocidente, alguns com origem histórica no colonialismo, contribuiram para engrossar as fileiras desses grupos e para a sua "legitimação" ideológica junto de tantas populações.

Também se sabe como as desastrosas intervenções na Jugoslávia, primeiro e, mais recentemente, no Iraque, na Líbia e na Síria, para além da forma como tem sido tratada a questão Palestiniana, e do problema da Tchetchenia, tanto contribuiram para fazer crescer a animosidade contra o ocidente (sim, a Rússia também é "ocidente") e aquilo que ele representa, ao mesmo tempo que contribuiram para disseminar os grupos terroristas no Médio Oriente, no Norte de África e até já em vastas zonas da Ásia e da África Negra.

A desvalorização que o ocidente acentuou do papel internacional da ONU, principalmente pela acção do presidente Bush filho, apoiado por Tony Blair e pela Comissão Europeia de Barroso, não é igualmente estranha à perigosa situação internacional que hoje se vive e pelo desrespeito crescente pelo convívio internacional baseado no direito e no respeito mútuo.

Mas nada disto responde totalmente às questões que acima colocámos.

Tem de haver, por detrás desse terrorismo internacional, um forte apoio financeiro. 

Sabe-se que parte desse apoio passa pela Arábia Saudita (a pátria de Bin Laden) e por outros estados árabes, "amigos" do ocidente, bem como pelo lobi do petróleo (não é estranho que, com o Médio Oriente mergulhado em guerra, se assista à queda do preço do petróleo?...não será que isso só seja possível porque o "estado islâmico" o coloca em grande quantidade e a baixo preço para se financiar e em troca de armamento???).

Mas, sem um sistema financeiro permissivo, que cativou e corrompeu os políticos ocidentais, desprovido de humanidade, sem respeito pelos direitos sociais, nunca seria possivel, ao "estado islâmico" e ao terrorismo internacional, financiarem-se do modo como o são.

E é aqui que reside o busilis do problema.

Tal como os portugueses já viram, porque o sofreram na pele nestes últimos anos, os efeitos desse sistema financeiro, também designado pelos propagandistas ao seu serviço por "mercados", é o total desrespeito pela  dignidade humana e pelos  direitos humanos, tratando as pessoas como lixo e movimentando-se livremente nos corredores do poder europeu.

Ao sistema financeiro pouco lhe interessa os meios para obter os seus lucros. O dinheiro é tudo, não lhe interessa a cor ou a origem....e nada dá mais lucro do que os negócios da droga e do armamento. Uma boa guerra é sempre uma garantia de lucro para os "mercados"!!!!

Mas, o mais grave, é que os cidadãos europeus têm sido convidados a prescindir dos seus direitos sociais e da sua dignidade de vida, a empobrecer, a serem privados dos seus salários e pensões, a pagarem impostos incomportáveis, para salvar esse mesmo sistema financeiro  que se alimenta da especulação, do branqueamento de dinheiro sujo (da droga, do armamento, da prostiuição, do tráfico humano, da mão-de-obra semi-escrava...) e dos lucros das negociatas com estados falidos como ...o "Estado Islâmico"!!!

E aqui regressamos ao principio e à provocação inicial. A austeridade que temos andado a pagar para salvar esse pouco recomendável sistema financeiro, não andará a pagar, mais ou meno directa ou indirectamente, aquele mesmo "Estado islâmico" e o Terrorismo internacional?

Ou, colocando melhor a questão: não será que os nossos cortes nos salários e nas pensões, o nosso empobrecimento colectivo, a nossa perda de direitos sociais, para agradar aos "mercados" , não andará,  directa ou indirectamente,  a financiar o terrorismo de que tanto nos queixamos?

Não esperem que a comunicação social responda a estas ou outras questões, pois aquela que conta, que tem os meios a as informações para uma tal investigação, e que nos controla os gostos e os valores ideológicos e fabrica as opiniões, está toda nas mãos desse mesmo poder financeiro.

Na falta de de uma informação independente para nos responder a essas dúvidas, resta-nos a ironia do mundo dos cartoonistas, que, exactamente por não ser levado a sério, denuncia sem complexos essa situação, como se pode comprovar pela selecção que em baixo deixámos:



























BêDêZine: Odemira: 9ª BDTECA - Mostra de Banda Desenhada

BêDêZine: Odemira: 9ª BDTECA - Mostra de Banda Desenhada de ...: Entre os meses de janeiro e março de 2015, decorrerá na Biblioteca Municipal José Saramago a 9ª edição da BDTECA - Mostra de Banda Desenhada.

VEDROGRAFIAS: Uma fotografia das vindimas na Quinta de Charniche, do principio do século XX

BêDêZine: Robert Crumb presta homenagem ao Charlie Hebdo

BêDêZine: Robert Crumb presta homenagem ao Charlie Hebdo, "m...: Robert Crumb, o pai do gato Fritz , um dos mais importantes autores da Banda Desenhada norte-americana presta homenagem aos seus colegas do Charlie hebdo com um  cartoon provocador...se não é possivel mostrar o rosto do profeta..então mostre-se o  ......

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Portugal : o lado selvagem

Filme de Daniel Pinheiro, sobre a vida selvagem em Portugal, foi considerado o melhor filme da semana

SOMOS TODOS GREGOS: Contra a chantagem da União Europeia, cartoon's solidários com o povo grego...

É uma vergonha a chantagem que está a ser exercida pelas instituições europeias em relação ao povo grego, por causa da possível escolha que os gregos vão fazer em acto eleitoral live, uma escolha que não agrada aos burocratas da troika (Comissão Europeia, Alemanha, BCE, FMI...).

O que aconteceu na Grécia é apenas o retrato futuro de muitos outros povos europeus se a política de austeridade que nos tem sido imposto continuar nos próximos tempos.

Por isso estamos solidários com os gregos e, uma forma de os apoiarmos,é divulgar um conjunto de cartoon's que, com ironia, resumem a atitude europeia e as consequências das medidas de "ajustamento" na Grécia e, a prazo, noutros países da europa sujeitos à ditadura da troika.

É caso para dizer: SOMOS TODOS GREGOS!!!