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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Aylan Kurdi - Um triste regresso



Mais de um mês ausentes deste blog, muito se passou que merecia ser destacado neste nosso regresso.

Mas uma imagem, hoje publicada na imprensa, tornou urgente que o nosso primeiro comentário deste nosso regresso fosse marcado pela tristeza e pela revolta.

Aquela terrível fotografia resume todo o horror que se abateu sobre o Mediterrâneo e os refugiados que procuram na Europa a paz e o futuro que não encontram numa região lançada numa das mais terríveis guerras da nossa época.

Aquela criança afogada e morta, que vai ficar na história das mais terríveis fotografias de sempre, e que hoje foi escolhida para a primeira página do jornal Público (Editorial: Por que publicamos esta fotografia) já não vai a tempo de mudar a vida de Aylan Kurdi, mas, esperemos, pode mudar de vez o destino dos milhares de refugiados de uma guerra, ou conjunto de guerras, que, recorde-se, atingiram a dimensão dramática que se conhece graças às políticas ocidentais no Iraque, na Síria e na Líbia.

A História de Aylan e da sua família (a mãe e o seu irmão encontraram igulmente a morte na mesma viagem) pode ser lida  AQUI, na reportagem do Diário de Notícias e devia envergonhar os líderes políticos Europeus e ocidentais (nomeadamente as autoridades canadianas), que continuam envolvidos em estéreis discussões sobre "cotas" de emigrantes, em vez de agirem imediatamente.

Diga-se, em abono da verdade, que, pelo menos desta vez, a srª Merkel é uma das poucas políticas a revelar humanidade e a procurar soluções rápidas para o drama dos migrantes.

Pelo contrário a atitude de vários governantes da Europa de leste, com a Hungria à cabeça, são uma vergonha para todos os europeus, assim como a desprezível atitude do governo britânico do sr. Cameron.

As próprias instituições europeias, sempre tão prontas a realizar reuniões intermináveis para humilhar os países do sul da Europa, mostram-se incompetentes para resolver o drama com a urgência que se exige, marcando uma cimeira para discutir o assunto para daqui a quase...quinze dias.

Não podendo fazer muito mais, a maior parte dos cidadãos europeus deve manifestar a sua indignação pública em relação aos líderes políticos desta triste Europa e exigir a rápida resolução da dramática situação vivida pelos migrantes do Mediterrâneo.

Que, ao menos,  a morte trágica de Aylan, documentada naquela terrível fotografia, possa servir para acordar e abanar a consciência adormecida dos Europeus. 

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Bagdad à beira de cair nas mãos de extremistas islâmicos, ainda piores que a Al Qaeda:


Enquanto a Europa anda distraida com as suas pequenas guerras de poder e em agradar aos "mercados", Bagdad está à beira de cair nas mãos de radicais islâmicos,ainda piores que a Al Qaeda ( ver a propósito :Más brutal que Al Qaeda | Internacional | EL PAÍS (clicar para ler)).

É bom não esquecer que foi a forma irresponsável como, no passado recente, Bush jr. e Tony Blair, com o apoio de Barroso, destruiriam os equilíbrios estratégicos no Iraque e do Médio Oriente que permitiu potenciar a influência e o poder desses grupos.

É bom não esquecer que a pressa da NATO em derrubar o ditador Kadafhy, sem pensar em alternativas, deu força ao radicalismo islâmico, que aí passaram a ter uma base permanente de apoio .

É bom também não esquecer que a forma como o ocidente lidou com a situação dramática que se vive na Síria, contribuiu para que esses grupos extremistas tivessem ganho influência no Médio Oriente e conseguido avançar militarmente no Iraque.

Não deixa de ser irónico que agora, para que o extremismo islâmico não se instale numa vasta zona do Iraque, que pode estender-se a todo o país, iniciando daí a destabilização total do Médio Oriente e do Mediterrâneo ( e a prazo da Europa) seja determinante a oposição que lhe é feita pelo...Irão (!!!) ...pela ....Síria(!!!) e ....pela Rússia (!!!!)....



terça-feira, 28 de maio de 2013

Os Cedros do Líbano - o mundo "perdido" de Fouad Elkhoury no Photomed.

O jornal Libération  divulgou alguns dos trabalhos do fotógrafo libanês Fouad Elkoury  (aceder AQUI à sua página pessoal), nascido em França em 1952, alvo de uma exposição de homenagem no festival Photomed que se realiza em Toulon, dedicado à temática do Mediterrâneo.

As fotografias de Fouad Elkoury revelam um Líbano já desaparecido na voragem dos conflitos e das guerras que têm dilacerado aquela outrora belo país, herdeiro da velha civilização Fenícia.

Esse festival de fotografia teve início no passado dia 23 de Maio e prolonga-se até 16 de Junho naquela cidade francesa do mediterrâneo.