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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

A euforia dos banqueiros pelos preços “internacionais” e...os nossos salários “nacionais”




Há dias o Governador do Banco de Portugal alertou para o clima de “euforia” no mercado imobiliário, com os preços sempre a subir, mas os banqueiros,reunidos numa conferência organizada pelo “jornal de Negócios”, acham que estátudo normal.

Pudera. Se alguma coisa correr mal cá estão os portugueses para pagar com subida de impostos, cortes nos salários e nas pensões, precariedade e desemprego, e corte nos direitos sociais… (Passos Coelho só está aí à espera de uma oportunidade para os voltar a servir!).

Como todos sabemos, por experiência recente, os banqueiros pouco sofrem com a crise, podendo continuar a auferir dos seus chorudos rendimentos…cá estaremos para pagar!

A desfaçatez de um desses banqueiros chegou ao ponto de justificar e legitimar as subidas de preços em Lisboa e nas grandes cidades do país com a “internacionalização” irreversível do sector.

Para ele os preços altos das rendas e vendas de casa no Porto e Lisboa devem-se ao facto de estas cidades já não dependerem dos “mercados” nacionais mas, de forma irreversível dos “mercados internacionais”.

É pena que os salários e as pensões dos portugueses também não se “internacionalizem”.

Falem a esses senhores da subida do salário mínimo e logo os ouvirão referir os “riscos” financeiros de subir um salário miserabilíssimo de 600 euros para um miserável de 650 euros…

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Para acabar de vez com a "telenovela" da Caixa Geral de Depósitos


A polémica à volta da situação dos novos administradores da Caixa Geral de Depósitos já se arrasta há demasiado tempo e está a tornar-se num grande pedregulho no “sapato” do actual governo.

O processo foi conduzido mal desde o princípio, com reuniões secretas e promessas de regalias que escandalizam um país ainda a sair de um duro e injusto resgate.

Se o salário dos gestores já era um tema escaldante,  depois de anos de ataque aos salários e às pensões dos funcionários públicos e ainda por cima num sector, como o círculo restrito dos banqueiros, de onde emanam as opiniões diárias sobre os salários dos portugueses “acima das possibilidades” e o receios pelo “aumento do salário mínimo”, a reacção dos gestores nomeados para a CGD à obrigação legal de apresentarem ao Tribunal Constitucional as respectivas declarações de rendimento deixou de ser um caso de legalidade, passou a ser uma questão de ética e credibilidade.

Não concordo com a devassa pública sobre os rendimentos desses gestores, mas não é essa a questão. O tribunal Constitucional , de acordo com a lei, deve ter conhecimento desses dados e avalizar da sua legalidade, sem os poder divulgar publicamente. E, havendo alguma ilegalidade, deve encaminhar a informação para os tribunais, chumbando para o cargo quem estiver nessa situação. Tão simples como isso.

Ora o que acontece é que a recusa daqueles administradores em presentarem essa informação, à qual estão legalmente obrigados, e, mais grave ainda, sabendo-se que alguma da informação que já prestaram está incorrecta ou incompleta, minaram qualquer credibilidade que deve ter um gestor público que lida com o dinheiro dos cidadãos.

Costuma-se dizer que quem não deve não teme e queles gestores, mesmo que não tenham nada a esconder, têm-se comportado como se andassem a esconder alguma coisa do Tribunal Constitucional.

Por isso, daqui para frente, não têm qualquer credibilidade para o exercício do cargo e devem-se demitir (ou ser demitidos) o mais rapidamente possível para não causarem mais danos a um banco como a CGD, danos que se vão reflectir, mais tarde ou mais cedo, nas finanças do país e no bolso dos contribuintes.
 
A actual situação só interessa aos que pretendem a privatização da CGD...não será essa a intenção dos que a descredibilizam!!!???

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Mais de 7500 "reformados" recebem mais de 5 mil euros por mês e custam ...500 milhões por ano...

No meio da  “ruideira”   e histeria que grassa na comunicação social e entre os gobelzinhos da propaganda neoliberal, tomados  de pânico pela possibilidade da tomada de posse de um governo de “esquerda” em Portugal, algumas notícias que mereciam mais destaque têm, convenientemente, passado quase despercebidas, como acontece à que  transcrevemos em baixo.

De facto esta é mais uma notícia que mostra a “bondade” do governo de Passos Coelho e as suas “preocupações” com as contas públicas nacionais, ao ter resolvido , em 2011 passar para o estado a responsabilidade pelo pagamento das reformas douradas  dos banqueiros (sobre este negócio podem ler mais AQUI).

A maior parte deles fazem parte dos 7582 pensionistas que recebem mais de 60 mil euros de reforma por ano, entre os quais Ricardo Ralgado, ou seja, que custam ao estado, por ano, contas por baixo, quase…500 milhões de euros, 4 mil milhões de euros em quatro anos, quase o mesmo que Passos Coelho prometeu cortar aos reformados e pensionistas se viesse a cumprir mais 4 anos de legislatura (os célebres 600 milhões de euros…).

 “As reformas douradas dos banqueiros

Por ERIKA NUNES, in  Jornal de Notícias de  06/11/2015

“Em Portugal, há 7582 pensionistas com rendimentos anuais acima de 60 mil euros, o que significa reformas mensais acima de 5410 euros, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Ministério das Finanças.

 “É neste "clube" de reformas douradas que encaixam antigos banqueiros como Ricardo Salgado, dado que o Estado assumiu os fundos de pensões de vários bancos em 2011 e, por essa via, a responsabilidade pelo pagamento daquelas reformas.

“Alguns dos mais famosos banqueiros com reformas milionárias têm também em comum com Ricardo Salgado os processos criminais em que se viram envolvidos. No caso do BCP, alguns foram já condenados por terem utilizado sociedades offshores para comprar ações próprias e esconder perdas do banco”.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A mim também...só que eu pensava que eram mais..."Faz-me impressão que 15 pessoas tenham o poder de condicionar a vida de milhões de pessoas", diz presidente do BPI .

 O sr Ulrich disse:


Pensava que eram mais...
Aqui só vejo Cinco...ah! falta o Mira Amaral...:
Só se ele fala nos administradores das empresas do PSI 20...

 
mas assim são mais que 15!!! 

...Agora a sério...o Ulrich estava a referir-se...ao Tribunal Constitucional....

...estes banqueiros não têm mesmo vergonha nenhuma nessa cara?

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O RESPIGO DA SEMANA - "O NOSSOS BANQUEIROS SÃO DE CONFIANÇA?" por Nicolau Santos.



Os nossos banqueiros são de confiança?
por Nicolau Santos
in Expresso on line , 21 de janeiro de 2013

“O título é provocatório, mas tem a ver com o facto de ter sido dito e redito que a banca portuguesa não só está sólida como nada tem a ver com o que se passa noutros países, onde os escândalos se sucedem com regularidade.

“Quanto à solidez, estamos conversados. Três bancos portugueses recorreram já a ajudas estatais (BCP - 2000 milhões, BPI - 1500 milhões, Banif - 1100 milhões), sem as quais não conseguiriam cumprir os rácios exigidos pela EBA, Associação Bancária Europeia.

“Quanto aos escândalos, façamos um esforço de memória. Em 2003, Tavares Moreira, presidente não executivo do CBI, é suspenso pelo Banco de Portugal de exercer funções em conselhos de administração de empresas financeiras sob a acusação de declareações falsas, manipulação e falsificação de contas (em 2006, o Ministério Público arquivou o processo).

“João Rendeiro, ex-presidente do BPP, que em dezembro de 2008 pediu uma ajuda estatal de 750 milhões para salvar o banco, é acusado pela CMVM de criação de títulos fictícios, violação de deveres relativos à qualidade de informação prestada aos clientes, entre outras irregularidades graves e muito graves.

“José Oliveira e Costa, ex-presidente do BPN, foi detido no final de 2008. Há dois anos que está a ser julgado por sete crimes, devido a ter criado uma contabilidade paralela num banco virtual. A fatura para os contribuintes ronda neste momento os 6000 milhões de euros.

“Jorge Jardim Gonçalves, presidente do BCP, acaba de ser condenado a pagar uma coima de um milhão de euros pelo crime de manipulação de mercado, mediante a criação de offshores e falsificação de documentos. Com ele, foram condenados Filipe Pinhal, Christopher de Beck, António Rodrigues, Paulo Teixeira Pinto e Al+ipio Dias. Todos vão recorrer das sentenças.

“O atual presidente do Banif, Jorge Tomé, é arguido num processo relativo à altura em que exerceu funções como administrador da Caixa Geral de Depósitos.

“Mais recentemente o presidente do BESI, José Maria Ricciardi, e o administrador do BES, Amílcar Pires, foram constituídos arguidos na sequência de uma queixa da CMVM envolvendo a transação de ações da EDP e um alegado crime de abuso de informação privilegiada.

“Finalmente, o presidente do BES, Ricardo Salgado, apressou-se a pagar os impostos devidos por dinheiro que tinha colocado no exterior sem ter sido declarado ao fisco.

“Várias destas situações podem redundar em nada e alguns destes responsáveis estarem inocentes. Mas convenhamos que é preocupante o número de banqueiros portugueses que neste momento estão a contas com a justiça.

“E a não ser que se considere que o Banco de Portugal e a CMVM estão contra a estabilidade do mercado, talvez seja melhor os banqueiros meterem a mão na consciência e reforçarem os seus códigos de comportamentos.

“O bem mais precioso que um banco tem é a confiança dos seus clientes. Quando ela se perde, o banco está perdido. Mas a confiança nos bancos é a confiança naqueles que os dirigem. É bom que os banqueiros nacionais meditem nisso”. 

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/os-nossos-banqueiros-sao-de-confianca=f781009#ixzz2K1bwyQBl

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

PORQUE NÃO TE CALAS, "OH MINHA GRANDE BESTA!": Ulrich: Se os sem abrigo aguentam porque é que nós não aguentamos?


"Tem toda a razão o Ulrich. Os seres humanos aguentam coisas inimagináveis. Aguentam, por exemplo, que um banqueiro tenha lucros de 249 milhões de euros e haja uma catrefa de gente a viver na rua." Ana Cristina Leonardo
 Um colega meu dizia-me: "eu nunca fui muito de dizer palavrões da boca para fora, quanto muito uns "porras" ou uns "merdas", mas a ouvir estes gajos dou por mim a usar "...alhos" e "filhos da p..." a torto e a direito".
Já estamos fartos de bestas como esse desavergonhado banqueiro. Foi ele, e outros como ele que nos lixaram a vida e agora ainda têm a desfaçatez de gozar com a miséria alheia?
Como diria o outro...vão trabalhar malandros...já não há pachorra para sacanas como este...