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quarta-feira, 4 de maio de 2022

PASSARINHOS E PASSARÕES, "num cinema (Ideal) perto de si!"


No meio de tanta má notícia, uma boa notícia:

Está em exibição, no cinema Ideal em Lisboa, um dos mais interessantes, mas também menos conhecidos filmes de Pier Polo Pasolini.

Estreado em Maio de 1966, quase há 60 anos, a preto e branco, é uma ternurenta reflexão sobre a vida, a humanidade, a história  e a sociedade, entre pai e filho, acompanhados por um corvo falante, ao longo de uma caminhada pela "estrada fora".
Lembro-me da forma como este filme me marcou, ao vê-lo numa sessão do Festival da Figueira da Foz, na década de 70.

Nunca mais o voltei a rever, e, ao que parece, só agora o filme foi estreado numa sala de cinema em Portugal.

Já não me lembro muito bem da história, mas a humanidade das personagens e da sua história ficaram bem marcadas na minha memória.

Numa época dominada por tanta desumanidade, pela intolerância, pelo desrespeito pelas idéias contrárias e pela gritaria dominante na cloaca das redes socias, este é um filme que nos conforta e nos recorda que ainda há um lado humano a explorar.

Eis o resumo, transcrito da sinopse oficial do filme:

"Um conto alegórico estreado em Cannes e no qual brilha o lendário Totò com um desempenho memorável. Enquanto se deslocam pela estrada fora e através do tempo, com uma incursão à época de S. Francisco de Assis, Totò e o seu filho (Ninetto Davoli) encontram um corvo falante (e intelectual de esquerda) que os acompanha na digressão e vai comentando as peripécias que se sucedem de uma forma que o torna insuportável, pelo que os nossos heróis serão forçados a tomar uma medida drástica".

Sobre este mesmo filme, um dos menos conhecidos da sua cinematografia, escreveu Pasolini:

“é um filme sobre o fim do neorrealismo, uma espécie de limbo, que provoca o fantasma do neorrealismo, especialmente o princípio, acerca de dois personagens que vivem a sua vida sem pensarem nela – isto é, dois heróis típicos do neorrealismo, humildes, banais e ignorantes. Toda a primeira parte é uma evocação do neorrealismo, embora um neorrealismo idealizado. Há outros bocados, como o episódio dos palhaços, que pretendem deliberadamente evocar Fellini e Rossellini.” 

Este filme integra o  ciclo "O Cinema segundo Pier Paolo Pasolini", que celebra o 100º aniversário do nascimento desse realizador, organizado pleo cinema Ideal, perto do Largo de Camões, em Lisboa.

A não perder.



                                      


 

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

O “Joker” do nosso descontentamento


É cada vez mais difícil encontra um filme que nos encha as medidas e nos surpreenda, tendo em conta que já seguimos o que se faz na 7ª arte há várias décadas.

Sem questionar o facto de existirem todos os meses estreias de filmes interessantes, com bons argumentos e boas histórias, principalmente na cinematografia europeia ou no cinema independente norte-americano, raramente podemos apontar um filme que traga algo de novo ao universo do cinema.

A última vez que isso nos aconteceu foi com o filme Dunkerke, com uma montagem que recria uma das técnicas mais importantes da 7ª arte.

Desta vez deparámo-nos, no filme “Joker”, com um desses raros grande momentos do cinema, um filme que vai ficar nos anais da história da 7ª arte, facto, com dissemos acima, cada vez mais raro.

Um filme que aparece no momento certo, que faz a ligação entre uma realidade cada vez mais violenta, imprevisível e ameaçadora e a origem ficcionada de uma das mais tenebrosas personagens do mundo dos super-heróis.

Numa época em que o que existe de mais surpreendente na cinematografia norte-americana é a proliferação dos filmes de super-heróis, “Joker” apropria-se de uma personagem desse universo, num ambiente ficcionado, mas realista.


“Joker” podia ser qualquer ser esmagado por uma sociedade povoada de solidão, indiferença, desigualdade e violência, personagem bem verosímil e que nos remete para uma das influências do universo do filme, o icónico Taxi Driver.

A própria presença de um envelhecido e conformado Roberto De Niro que acaba assassinado pelo personagem que “criou”, através da influência mediatizada de um talk-show, não é estranha a essa influência, ou não estivesse Martin Scorsese, realizador daquele filme, na origem deste projecto.

A época de “Joker” é, aliás, a mesma de “Taxi Driver”, os anos 80, mais concretamente o ano de 1981, numa “Gothan City” que podia ser qualquer esmagadora megacidade dos nossos dias, num universo onde qualquer ser humano se sente violentamente esmagado, capaz de se tornar um “Joker” solitariamente desesperado, tonando-se um ser violento no aperto de um transporte público ou numa fila de trânsito caótico.

Com origem no universo da série Batman, a mais humanista de todas as séries de super-heróis, neste filme Batman ainda não existe como tal, aparecendo apenas esporadicamente como criança rica que vê os seus pais (o pai é o demagógico governador da cidade) a serem assassinados na rua por um anónimo criminoso com máscara de palhaço, inspirado no Joker, situação que vai estar na origem da formação do icónico herói do comic.

Mas aqui “Batman” ainda não “sabe” que o vai ser.


O filme remete-nos apenas para a origem de um dos mais célebres vilões desse universo, “Joker”, que já tinha originado algumas das mais interessantes representações no cinema, figura interpretada por Jack Nicholson e Heath Ledger nalguns dos filmes da série Batman.

A novidade deste filme é que, tanto o personagem, interpretado por um obvio  oscarizado Joaquin Phoenix, como a Cidade Gotan City,  podiam ser qualquer solitário desesperado ou qualquer cidade dos nosso dias, sem precisar de  recorrer a efeitos especiais ou ao aparato do cinema de ficção científica para se tornar verosímil.


O filme arrepia e incomoda, mais do que pela crescente violência,  pelo seu realismo e porque tudo aquilo nos parece possível, num mundo muito marcado pela solidão, pela mediatização da violência, pelo descontentamento generalizado que explode em revoltas de rua, hoje um pouco por todo o mundo.

O realizador Tedd Phillips escreveu o argumento com Scott Silver, baseado num roteiro de Martin Scorsese, contando a história de Arthur Fleck, comediante falhado que, vivendo em 1981 em Gothan City é conduzido à loucura por uma sociedade agressiva e violenta que o rodeia, ao mesmo tempo que se torna o símbolo da revolta generalizada contra um poder cada vez mais desumanizado, demagógico, desligado da triste realidade dos seus cidadãos.

A história vai também beber a uma das histórias de banda desenhada mais interessantes da série Batman, aquela que conta exactamente as origens do vilão Joker, intitulada “The Killing Joke” (em português “Batman: a Piada Mortal”), editada em 1988, com argumento de Alan Moore, desenho de Brian Bolland e colorida por John Higgins, vencedora do Prémio Eisner (o “Óscar” da Banda Desenhada), em 1989, para o melhor álbum gráfico.


Mais do que nunca, olhando à nossa volta, é caso para dizer que…o Joker está entre nós.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Morreu o cineasta Mike Nichols


Faleceu ontem o cineasta Mike Nichols, nascido alemão, naturalizado norte-americano depois de fugir aos nazis com a família.

O seu filme THE GRADUATE (A Primeira Noite) , realizado em 1967, foi um dos que mais marcou a geração de 60/70, tendo não só revelado um actor como Dustin Hofman, mas também contribuindo para divulgar a musica de Simon & Garfunkel, para além da irreverência e coragem demonstrada pelo próprio tema do filme.

Jornais como o Público ou o  New York Times dedicam-lhe dossiers bastante completos que podem ser consultados clicando sobre o título desses jornais, 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

“À Procura de Sugar Man” - Um documentário sobre a integridade



INTEGRIDADE : esta é uma palavra que escasseia no discurso político, no discurso jornalístico e no discurso cultural dos nosso dias.

“À Procura de Sugar Man”, de Malik Bendjelloui  é um documentário sobre o modo como se podem conjugar a  integridade, os valores e o talento numa sociedade marcada pelo espectáculo constante, pelo carreirismo a toda o custo e pela falta de respeito pelo ser humano.

O documentário, que ganhou o óscar, conta-nos a fabulosa história de Sixto Rodriguez, um talentoso musico que gravou dois álbuns entre 1968 e 1970 e que desapareceu tão depressa como apareceu.

Por um acaso da história, um dos seus álbuns chegou à África do Sul na época do apartheid e o talento da sua musica e a crueza esclarecida das suas letras representaram uma lufada de ar fresco, entre a jovem comunidade branca que não se sentia bem naquela regime.

As músicas de Rodriguez começaram a circular clandestinamente entre grupos de jovens brancos contestatários e o seu nome tornou-se tão famoso, na África do Sul, como um Bob Dylan ou os The Beatles.

Contudo ninguém sabia do paradeiro de Rodriguez e circulavam as mais incríveis lendas, tudo apontando para a sua morte trágica e precoce.

Com o fim do regime do apartheid  cresceu a curiosidade sobre o destino do musico.

 O filme retracta exactamente a investigação que alguns fãs de Rodriguez levaram a efeito, conduzindo-os a um desfecho imprevisível. 

Afinal Rodriguez estava vivo, morando num subúrbio da decadente cidade norte-americana de Detroit.

E o contacto com Rodriguez revelou um homem que nunca se interessou pela fama ou pelo êxito, consciente do seu talento, mas que levou uma vida simples, trabalhando na construção civil, tendo tirado um curso de filosofia, tendo criado três filhas a quem proporcionou cursos universitários e a quem ensinou, ao longo da vida, os valores da integridade e da cultura, mas que desconhecia o êxito e a importância que ainda hoje tem na África do Sul.

Na África do Sul, depois de o descobrirem  na década de 90, realizou mais de trinta concertos, enchendo estádios e grandes salas de espectáculo.

Mas o êxito que ele descobriu que tinha naquele país africano, duas décadas depois de ter deixado de editar musica, não o deixou deslumbrado, viu tudo aquilo com muita curiosidade e lucidez, doou todo o dinheiro que obteve como os concertos e continua a viver na velha casa de sempre, procurando continuar a viver a vida simples e anónima  que sempre levou em Detroit.

A fama nunca o atraiu e, contudo, teve-a à mão, pois a sua musica é de uma qualidade intemporal e as suas letra são de um profundidade avassaladora.

Talvez que a  crueza dos seus temas não se adaptasse ao optimismo dos anos 60.

Mas Rodriguez também nada fez para obter essa fama. Fez uma opção consciente. 

Entre a fama ou a simplicidade e a integridade da sua vida, preferiu a segunda opção. Quando no filme alguém o questiona sobre a oportunidade  que deixou escapar, sobre se não achava que podia ter tido uma vida “melhor” ele acrescentou “melhor…ou não!”.

Quando vivemos num mundo onde as pessoas estão viciadas no êxito fácil, tudo fazem para os seus quinze minutos de fama, onde, parafraseando uma personagem de Woody Allen, se é famoso por ser famoso, onde a comunicação social , principalmente a televisiva, promove a mediocridade em todas as áreas, a história da vida de Rodriguez é um edificante história humana, que nos faz recupera a esperança na humanidade.

…como eu percebo Rodriguez!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

GRANDES CENAS: Apocalypse Now - Helicopter Attack- Kilgore

Apocalypse Now é um dos meus filmes preferidos, e esta uma das cenas mais fortes do filme de Coppolla, cena que aqui recordamos:

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

"SELVAGENS": Oliver Stone no seu melhor



Selvagens é, para mim, um dos melhores filmes de sempre de Oliver Stone.

Abordando  um tema muito batido no cinema, uma história de traficantes de droga, a riqueza das personagens e a originalidade da história coloca este filme num patamar muito alto.

Começando pelo inédito ponto de partida, dois produtores independentes que vivem no limiar da legalidade e procuram evitar a violência do negócio, Ben, um pacifista que aplica parte da sua fortuna em acções de solidariedade e o seu amigo Chon, um ex-militar, o homem de mão quando as coisas se complicam, que partilham a mesma mulher, Ophelia, até ao facto de terem de enfrentar um cartel mexicano, liderado por um bela mulher, Elena, o filme, apesar da violência de algumas situações, nunca resvala para a vulgaridade.

O cartel mexicano tenta infiltrar-se em território norte-americano, para alargar mercados e fugir à crise, tentando convencer os dois amigos a partilharem o negócio com eles. 

É aqui que tudo se complica, quando o cartel os tenta chantagear raptando Ophelia que, no cativeiro, se torna quase confidente da líder do cartel.

A tudo isto junta-se uma dupla de actores, como John Travolta, um policia corrupto, com ligações políticas e ao mundo da finança, o principal protector da dupla Bem-Chon, e Benicio del Toro, um violento assassino a soldo do cartel mexicano.

Não deixa de ser curioso que o título do filme tenha origem num diálogo entre o personagem representado por del Toro e um outro pistoleiro, eles uns verdadeiros selvagens na sua “profissão”, mas que se referem a Bem, Chon e Ophelia como sendo uns “selvagens” por viverem uma  sexualidade a três .

Um filme surpreendente, que vive de uma grande riqueza dos diálogos e do tratamento humano de personagens que vivem no meio da maior desumanidade.

A habitual mensagem política de Oliver Stone, menos evidente neste filme, lá continua nas entrelinhas, com referências marginais à corrupção política e policial e á ligação entre o mundo da droga e o mundo dos negócios financeiros.

Um filme a ver e rever, que ficará para história da cinematografia de Oliver Stone. 

FILMES DUMA VIDA - 150 - "Selvagens" de Oliver Stone.


terça-feira, 9 de outubro de 2012

FILMES DUMA VIDA - 149 - INMIGO ÀS PORTAS

INIMIGO ÀS PORTAS É UM DOS MAIS REALISTAS FILMES DE GUERRA.
REALIZADO POR JEAN JACQUES ANNAUD, O MESMO REALIZADOR DE "A GUERRA DO FOGO", O FILME RETRATA A BATALHA DECISIVA QUE SE TRAVOU EM STALINEGRADO, ACTUAL VOLGOGRADO, JUNTO AO RIO VOLGA, E QUE MARCOU A VIRAGEM DA GUERRA A FAVOR DOS ALIADOS.
O FILME RETRATA A BATALHA PESSOAL DE DOIS ATIRADORES FURTIVOS, UM SOVIÉTICO E OUTRO NAZI, E O MODO COM FUNCIONAVA A MÁQUINA DE PROPAGANDA STALINISTA, CRUCIAL PARA O ESFORÇO DE GUERRA.
MAS O QUE MAIS MARCA ESTE FILME SÃO AS REALISTAS CENAS DE GUERRA, QUE NOS CONSEGUEM TRANSMITIR,SEM FALSOS ROMANTISMOS, TODO O  HORROR E VIOLÊNCIA A ELA ASSOCIADOS.
NUMA ÉPOCA EM QUE PARECE QUE A EUROPA CAMINHA ALEGREMENTE PARA A SUA AUTODESTRUIÇÃO, MAIS UMA VEZ SOB A DIRECÇÃO IRRESPONSÁVEL DAS ELITES ALEMÃES, FILMES COMO ESTE SÃO IMPORTANTES PARA NOS DESPERTAREM PARA A REALIDADE QUE NOS ESPERA SE NÃO ARREPIARMOS CAMINHO...

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

LINHAS DE WELLINGTON - Um interessante filme histórico





Vi este fim-de-semana “AS LINHAS DE WELLINGTON” e gostei.

No essencial parece-me que o filme trata com rigor a época histórica, as paisagens são credíveis, pelo menos aquelas que eu conheço, pese um ou outro pormenor que levanta algumas dúvidas, como a presença de freiras inglesas no Hospital da Misericórdia de Torres Vedras.

O filme relata o percurso das tropas anglo-lusas que se retiram do Buçaco  para as Linhas, todo o cortejo de povo que as segue em fuga desordenada, e a perseguição que é movida pelas tropas de Massena.

O maior interesse do filme  reside no cruzamento de várias histórias individuais, mas reside também aqui a maior fragilidade, já que existem personagens que se desaparecem muito rapidamente da história , e algumas até  eram bem curiosas, como o padre guerrilheiro que ataca os francesas com o grito de “abaixo a liberdade, viva a Virgem Maria”, acompanhado com um andor com a imagem da Virgem. Ou a do pintor que acompanha Wellington, Levêque, um dos responsáveis pelas gravuras das batalhas, uma espécie de  “foto repórter” da época.

Como o filme será transformado em série, pode ser que algumas dessas personagens recuperem alguma consistência na série.

Os diálogos e as histórias são credíveis e retractam bem o medo, a coragem, a desorganização e o oportunismo que marcaram a vivência de um época tão dramática, um dos momentos mais trágicos da nossa história.

Valeria Sarmiento está de parabéns pela realização deste filme, que é também uma homenagem ao seu marido Raul Ruiz, que idealizou este filme mas faleceu antes de iniciar a sua rodagem.
 


Portal Cinema: Linhas de Wellington - Poster & Três Clips (clicar para ver mais informações e partes do filme).

FILMES DUMA VIDA - 148 - LINHAS DE WELLINGTON


quinta-feira, 21 de junho de 2012

A Preocupante Actualidade de Tempos modernos (1936) de Charlie Chaplin

Tive recentemente a oportunidade de rever a exibição integral do filme Tempos Modernos de Charlie Chaplin e confesso que fiquei preocupado…

Já tinha visto este filme ou partes dele em muitas outras ocasiões. Na altura vi sempre o filme como uma obra genial, um marco incontornável da história do cinema, que retractava uma época que, acreditava eu, já era passado.

Era para mim um filme histórico, um bom documento para passar em aulas de história para abordar a industrialização, a mecanização, a falta de direitos laborais e a miséria provocada pelas crises financeiras, principalmente pela de 1929…tudo “realidades do passado”.

Surpreendentemente, ao revê-lo por estes dias, senti-me a ver, com algumas nuances, uma espécie de documentário sobre a realidade actual!!!

Aí estão a falta de respeito por quem trabalha, a exploração mais desenfreada, a pobreza associada à insegurança do trabalho, as “forças da ordem” a defenderem sempre os mesmos, o homem dominado pela tecnologia que, em vez de o libertar, o oprime cada vez mais…

Ao ver este filme apercebi-me melhor do grande retrocesso social e civilizacional a que estamos assistir nestes nossos tempos, conduzido por banqueiros, economistas, políticos, FMI, Comissão Europeia, BCE, OCDE, e especuladores o organizações semi-secretas de tipo mafioso de todo o tipo.

É preocupante quando um filme como os “Tempos Modernos”, realizado em 1936, ganha tanta actualidade…

Aconselho-vos todos a revê-lo (podem ver em baixo a versão completa e legendada do filme).

…e esperamos que a imagem final de esperança na humanidade que o filme revela se volte a repetir desta vez!?