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sexta-feira, 15 de maio de 2020

Folhetim Novo Banco – novos episódios da pirataria do poder financeiro europeu.


BPN, BPP, BES, BANIF…e outros!

Lembram-se dessas “siglas”? E de alguns dos rostos a elas associados, alguns impunemente a passearem-na nas televisões no comentário político?

Provavelmente todos (menos os envolvidos, os accionistas e o “donos disto tudo”) lembram-se dessas siglas e dessa gente, de cada vez que consultam o saldo do rendimento, os impostos a pagar, o trabalho precário ou o valor da pensão atribuída.

Talvez também fosse bom que se lembrassem de outros “nomes” : Sócrates, Passos Coelho, Cavaco Silva, Durão Barroso, ou “troika”, BCE, Eurogrupo, Comissão Europeia e Conselho Europeu….

Toda essa gente "atou" o Estado Português e os portugueses, através dos impostos, dos salários baixos, do trabalho precário ou do desemprego, à chamada “resolução”, com a obrigação de descarregar por muitos anos aos mil milhões de cada vez para salvar a banca…

Por isso não percebo a indignação de muita gente neste momento com o cumprimento daquela “pena”, imposta por instituições europeias, as mesmas que, exigindo o cumprimento desses compromissos, acham que não têm de cumprir os mesmos compromissos com os seus cidadãos, quando se trata de reformas, pensões salários e direitos sociais.

Quanto muito, talvez se possa acusar Centeno e Costa de falta de coragem para para romper esse compromisso com as instituições financeiras europeias. Mas, se o fizessem, Portugal ficaria novamente em maus lençóis, sujeito à chantagem dessas instituções.

Uma decisão dessas devia ser tomada pelas instituições europeias, se estas não estivessem comprometidas com o corrupto sector financeiro que paga os "ordenados" dos seus burocratas..

Pela minha parte, se queriam uma prova dos dois pesos e duas medidas usadas pelas instituições europeias ou da retórica demagógica no dito “apoio” aos cidadãos que enfrentam as consequências do COVID-19, este caso dos 800 milhões a que o Estado português está obrigado a pagar para um banco falido, fruto de trafulhices passadas no sector bancário, com a conivência da gente e das instituições citadas em cima, é a prova da má fé dessa gente, como estão a perceber italianos, franceses, espanhóis e portugueses.

Questionam a falta de comunicação entre ministro das finanças e primeiro-ministro, mas a maioria dos comentadores acha “normal” que se mantenha a obrigação daquele pornográfico pagamento num momento destes, quando, por toda a Europa, há falta de tudo para auxiliar os cidadãos.

Se tinham ilusões sobre uma mudança na atitude do poder político europeu, que combatesse a especulação financeira e apoiasse os cidadãos, elas ficaram desfeitas mais uma vez.

Se o Estado português não pagasse aquele valor, caiam-lhe em cima as instituições financeiras e as instituições europeias.

Já em relação à ajuda aos cidadãos, aquelas instituições apenas desejam saber qual o valor dos juros e dos lucros que podem obter.

Esperam-se novas cenas do assalto do poder financeiro aos cidadãos europeus!

quinta-feira, 19 de março de 2020

Estado de Emergência . É para cumprir (mesmo discordando-se).



Perante a grave situação vivida, devemos acatar todas as ordens das autoridades, principalmente as emanadas, por ordem decrescente de credibilidade, pela Direcção Geral de Saúde (DGS), Ministério da Saúde, Primeiro-Ministro e…Presidente da República (PR), mesmo quando discordamos ou temos dúvidas.

Apesar de tudo, temos a sorte desta crise ter acontecido sob o governo de António Costa e presidência de Marcelo Rebelo de Sousa.

Já imaginaram o inferno que seria se tudo isto tivesse acontecido nos tempos de Passos Coelho e Cavaco?

Isto não quer dizer que não discordemos de algumas atitudes dos nossos actuais governantes.

Como a Democracia e a Liberdade não foram suspensas, todos temos direito a comentar ou opinar sobre algumas dessas decisões e, passada a grave situação, haverá tempo para fazer balanços e responsabilizar pelos erros.

Sendo assim, passo a explicar porque, até prova em contrário, coloca o PR no final da lista.

Quando já se conhecia a grave situação vivida na Itália e existiam recomendações da DGS, o sr. PR resolveu brincar com a situação, continuando a distribuir beijinhos, abraços e selfies.

Depois, quando percebeu que a coisa era mesmo séria, retirou-se para uma espécie de quarentena forçada (e “dourada”), remetendo-se ao silêncio e o país ficou “entregue” à Drª Graça Freitas e ao governo, que tomaram as medidas adequadas, acatadas, reponsavelmente, pelos portugueses e, cujo resultado, já se começou a ver hoje, quando, pela primeira vez, se registou um número inferior de novos infectados em relação ao dia anterior.

Eis senão quando o sr. PR renasce das cinzas, cheio de “pica” e, de forma apressada, sem consultar os especialistas , cedendo ao mais puro  populismo musculado, aplica, apressadamente, o “estado de emergência”, só não lançando o caos porque muitas das medidas permitidas por essa decisão já tinham sido tomadas pela DGS e pelo governo, sem o “estapafúrdio” “marcelista”, mas provocando as primeiras divisões na opinião pública sobre o combate aos Coronovírus.

É assim que faço minha as palavras sempre sábias do jornalista Ferreira Fernandes, ontem no Diário de Notícias online:

“Justificando com os portugueses terem até agora acatado bem as medidas que têm sido impostas, o Governo e a esquerda que o apoia preferiam não ter de invocar o argumento de autoridade do estado de emergência. Não é preciso falar alto quando se é ouvido... Marcelo e toda a direita, por uma vez unidos, preferiam o contrário.
“Costa tem como justificação política uma certa profilaxia da democracia: os estados de exceção são um comer que aumenta o apetite... Por seu lado, Marcelo precisava de fazer prova de vida depois do seu excesso de abraços públicos já com a pandemia declarada, seguido de uma recolha a casa ainda não bem explicada. E a direita, além de não querer perder a oportunidade, há muito rara, de se mostrar unida, deixa-se levar pela sua tendência natural para a política musculada (aliás, neste dias, palavra por ela muito invocada).
Claro que tudo isto é política menor perante a questão essencial e grave: combater o coronavírus. Ele é o inimigo de todos".

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A “noite de cristal” da direita Portuguesa.

(Cartoon de Vasco Gargalo)

Ontem foi um dia “mágico” para direita portuguesa ou, parafraseando o título de uma notícia do Público de hoje, a Direita “inchou” com o “ralhete de Marcelo ao Governo”.

O dia começou com todos os jornais exibindo, a toda a largura da primeira página, fotografias do presidente, com frases descontextualizadas da sua intervenção, ameaçando o governo, como se estivéssemos perante um golpe de Estado.

Pouco tempo depois foi anunciada a demissão da Ministra da Administração Interna.

Veio-se a saber durante o dia que a maior parte dos jornalistas já sabia da demissão da ministra ainda antes da intervenção de Marcelo, mas retiveram a notícia,  para dar a idéia que aquela demissão era uma consequência directa da intervenção do presidente, até porque, perante essa notícia, seriam obrigados a alterar a primeira página, retirando impacto à abusiva interpretação que quiseram fazer do discurso do presidente.

Menos de uma hora depois de se saber da demissão da ministra, caia a notícia de que as armas de Tancos tinham aparecido, sabendo-se, mais tarde, que a Policia Judiciária , que investigava o caso, só foi informada daquela descoberta depois das armas terem sido retiradas do local onde estavam, e depositadas novamente em Tancos.

Essa foi uma notícia que também era conveniente que só se conhecesse depois da demissão da ministra!

Mas o dia perfeito para a direita portuguesa não se ficou por aqui.

Pouco depois, começou a ganhar impacto, nas redes sociais, uma convocatória feita no dia anterior para uma manifestação de uma “maioria silenciosa” “contra os incêndios”, que já tinha sido ensaiada na noite anterior.

Contudo, sabe-se que essa convocatória não é tão inocente como isso. O Próprio Público, na sua edição de ontem, referia, numa noticia convenientemente “escondida” numa pequena caixa de texto, que, por detrás da manifestação da noite anterior estava um site não identificado e outro ligado a gente do PSD próxima de Passos Coelho. Ao longo do dia soube-se mais sobre quem está por detrás da convocação dessa manifestação, marcada para o próximo Sábado: figuras ligadas a Passos Coelho.

Para além da sessão parlamentar de ontem, onde a direita, com todo o oportunismo e falta de vergonha que a tem caracterizado nos últimos tempos, aproveitou para desancar no governo e anunciar formalmente a apresentação de uma moção de censura, deu-se a aparição de um Passo Coelho rejuvenescido, desaparecido de circulação desde que anunciou que não se recandidatava à liderança do partido, mas agora em posse de quem não está de partida. A partir de ontem é caso para dizer a Santana Lopes e Rui Rio   que se cuidem.

Na minha opinião, esta foi a ocasião esperada por Passos Coelho para criar uma “vaga de fundo” que o reconduza à liderança do PSD….a ver vamos!!

Mas também, no meio da sua euforia, a direita deu alguns  tiros nos pés, pois forçou muita gente a investigar, descobrir e recordar  leis, medidas politicas na área do ordenamento florestal  e do território que conduziram ao desastre ambiental que potenciou a tragédia a que assistimos no Domingo, leis e medidas essas assinadas , entre outras, pelo próprio Passos Coelho e por Assunção Cristas (ver AQUI e AQUI).

Além disso, o momento eufórico em que vive a direita, põe em causa a desejada conciliação nacional e acordo de regime, defendidas pelo Presidente, para levar para a frente as necessárias e verdadeiras reformas estruturais nas áreas da prevenção e combate a incêndios e um profundo e urgente ordenamento florestal e do território.

Tudo isto contribui para fazer esquecer quem esteve por detrás dos “atentados terroristas” de Domingo, bem como passou para segundo plano a descoberta do envolvimento de gente próxima de Passos Coelho na “operação marquês”, noticia também conhecida ontem.

António Costa está a passar a sua verdadeira prova de fogo, e terá de agir rapidamente, pondo em prática as reformas propostas pelas comissões que analisaram os incêndios deste ano e encontrando a melhor forma de as financiar.

A direita, essa, já ameaçou que vai continuar a boicotar a acção do governo e a aproveitar todas as tragédias que venham a acontecer, mesmo que muitas delas sejam a consequência lógica de anos de cavaquismo e de políticas de austeridade.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Passos Coelho, o seguro de vida da Geringonça


A tragédia de Pedrogão Grande e o roubo de armamento em Tancos estão a ser aproveitados demagogicamente, até à exaustão, pelos troikistas para tentarem abanar a Geringonça.

Toda a tropa fandanga dos gobelzinhos da propaganda troikista, que domina a comunicação social, usa e abusa de todo aparelho demagógico ao seu dispor para abrir fissuras na geringonça.

Só há um problema para essa gente: chama-se Pedro Passos Coelho ( e por, arrasto, Assunção Cristas...).

É que, para além do “jeito” de Passos Coelho para dar tiros no pé, nenhum deles está impune às causas últimas do desvario do Estado que levou ao desencadear daqueles casos.

A profusão de boys nos escalões intermédios do Estado, que lá estão, não por competência, mas por fidelidade política ao grande “centrão”, desde o cavaquismo, passando pelo barrosismo, agravando-se durante o socratismo e o passos ceolhismo, gerou toda a incompetência que esteve na origem daquele tragédia e daquele assalto.

Por sua vez, para além do agravamento da corrupção estatal durante os tempos de Sócrates , a austeridade troikista, que teve nos gobelzinhos da comunicação social os grandes propagandistas dos cortes cegos em todas as estruturas do Estado e da redução do poder do mesmo Estado, estão a montante de todas as causas que geraram as dramática conjuntura das últimas semanas e tudo isto tem um rosto: Pedro Passos Coelho ( e, por arrasto, Assunção Cristas…).

Por isso, enquanto Pedro Passos Coelho for o rosto visível da oposição à geringonça, esta pode  estar descansada que vai sobreviver a esta difícil curva da estrada que percorre.

Ou seja, a sobrevivência da geringonça, se tem em Passos Coelho o seu melhor seguro de vida, depende apenas de si própria, ou seja, de um inquérito rigoroso, transparente e convincente que esclareça o que falhou e aconteceu, assumindo depois todas as consequências políticas e fazendo uma limpeza dos resquícios do “boysismo” socrático-coelhista no Estado e tomando drásticas medidas de gestão florestal, no primeiro caso, e de controle dos negócios de armamento, no segundo, custe a quem custar.

Costuma dizer-se que é nas curvas apertadas da estrada que se revelam os bons condutores. Esta é a oportunidade de António Costa e da sua geringonça mostrarem o que valem.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A "geringonça" afinal funciona e vale a pena bater o pé a Bruxelas: Orçamento para 2016 aprovado por Bruxelas

A "guerra" não está ganha, mas Portugal e os portugueses venceram uma importante batalha.

Afinal vale a pena fazer valer os interesses de Portugal junto dos burocratas de Bruxelas.

Afinal a "geringonça" funciona.

Afinal é possivel termos um governo que nos defende em vez de fazer o papel de capataz e carrasco.

Gostava de ver a cara dos comentadores de serviço e dos homens do "PAF"...

Orçamento para 2016 aprovado por Bruxelas(clicar para ler)

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Assumo o apoio ao XXIº governo constitucional, com pragmatismo, sem ilusões, livremente e com sentido critico.


É a primeira vez que declaro, desde o primeiro momento,  apoio a um governo constitucional.
Antes tive especial simpatia pelo curto governo de Maria de Lurdes Pintasilgo e pelo primeiro governo de António Guterres, este apenas à posteriori.

Por contraste, os piores governos constitucionais que, na minha opinião, passaram por Portugal, os responsáveis pela grave situação social e económica em que vivemos, foram os governos de maioria absoluta de Cavaco Silva, esbanjando fundos em consumo, consolidado no "modelo  ideológico" do "patobravismo", e na corrupção do sistema financeiros,  o de José Sócrates, pelo descalabro financeiro a que conduziu  o país e por ter aberto as portas ao modelo e ao discurso “austeritário” e, pior ainda, o governo de Passos Coelho, que combinou o pior daqueles dois governos, mas lançando ainda  portugueses contra portugueses, aumentando os níveis de desemprego, falências, pobreza e desigualdade, que fizeram o país regredir décadas.

Não tenho ilusões sobre a continuidade de medidas de austeridade, mas penso que é tempo de essa austeridade não ser aplicada à custa do Estado Social, dos salários e das pensões.

Há que ter coragem e aplicar a austeridade aos verdadeiros privilegiados, àqueles que lucraram com a crise e aos muitos que pouco sentiram na pele as consequências dessa crise .

Como se vê pelos lucros dos sectores de especulação financeira e de algumas grandes empresas, pelos salários pagos a gestores de topo, pelas sete mil pensões de mais de cinco mil euros mensais (que custam ao país 500 milhões por ano), pelo parque automóvel em circulação na àrea de Lisboa, há muito espaço para a “austeridade”.

No combate à corrupção e à fraude fiscal sobra também muito espaço para ir buscar meios financeiros para uma política diferente em termos sociais e salarias.

Basta levar até ao fim investigações como os “Vistos Gold”, o BES, o BPN e o BPP, os “submarinos”, o recurso a off-shores para fugir ao fisco, sem abandonar a pressão sobre o “caso Sócrates”, para ir buscar muito dinheiro, ao mesmo tempo que se pode contribuir para moralizar a vida política.

Depois, como se viu com a acção do Tribunal Constitucional, que conseguiu travar o agravamaento das medidas de austeridade aplicadas exclusivamente sobre os salários, os rendimentos do cidadãos e as pensões, reduzir a pressão sobre o factor trabalho e sobre a classe média pode contribuir para os resultados económicos deste último ano, mérito, convém recordar, daquele tribunal e não de qualquer medida do governo deposto. Se este tivesse aplicado as medidas que preconizava o resultado não teria sido de melhoria, mas de trágico agravamento da situação social e económica.

Recuperar o poder de compra, melhorar a vida das classe médias, desagravar as situaçãos dramáticas de pobreza de atingem cerca de  30% da população por causa de pensões de miséria, salários indignos ou do desemprego, reduzir o desemprego, aliviar a situação fiscal e financeira das pequenas e médias empresas, onde está quase 90% do emprego, é a única forma de  contribuir para aumentar o PIB e com isso reduzir o deficit e a dívida pública que aumentaram dramáticamente com o modelo “austeritário” aplicado pelo último governo.

Não tenho ilusões que o caminho é difícil, vai encontrar o boicote permanente por parte do Presidente da República, enquanto o puder fazer, vai encontrar pela frente uma direita neoliberal radicalizada, uma comunicação social maioritariamente refém dos grandes interesses financeiros e controlada politicamente por essa mesma direita, onde pontificam maioritáriamente como comentadores os pequenos gobelzinhos da propaganda “austeritária”, e vai ter pela frente uma instituição não democrática, cada vez mais isolada na Europa, mas ainda com muito poder, como o eurogrupo, para além da pressão das corruptas e eticamente reprováveis agências de rating.

Existem algumas condições que podem aliviar um pouco a pressão sobre este governo e permitir que realize as verdadeiras reformas estruturais que sirvam os portugueses e o país:

- que a esquerda não se deixe fascinar pela proximidade do poder e saiba ter alguma paciência e pragmatismo, de modo a não criar, nem falsas expectativas no imediato, nem grandes conflitos de poder ;

- que, externamente, as eleições em Espanha corram de feição para a esquerda espanhola;

- que a Alemanha e o Eurogrupo, que se vão ver brevemente confrontadas com o impacto do modelo austeritário que tentaram impor, com os trágicos resultados socias e económicos que se registam na Europa, se apercebam,rapidamente, para salvarem o euro e a Europa,  do seu erro, baixando a arrogância dos seus actos e afirmações. A Alemanha , aliás, vais ser a primeira a ter de mudar, se quiser sobreviver a prazo como motor económico da Europa, pois vai ter de se confrontar com o impacto do escândalo VW, com a estagnação da sua economia e com a situação dos refugiados;

- que no eurogrupo os países do sul se batam pela igualdade de tratamento em relação ao euro, que só pode funcionar com a uniformidade dos salarios, dos preços, dos impostos e das pensões no seio de países da eurozona. Se se impõe a uniformidade do deficit nos 3%, as diferenças a aplicar em termos salariais, de preços,de  impostos e de pensões no seio dos países que usam a mesma moeda, também se deve aproximar dos mesmos 3%;

- que se mantenha a pressão, junto das instituições europeias, para o cabal esclarecimento do “luxleaks” e para  exigir o fim de paraísos fiscais no seio de países da União Europeia, situação que muito tem contribuído para as desigualdades entre países do norte e do sul;

A resolução de alguns desses problemas serão muito mais urgentes do que uma rápida reposição de salários e pensões, pois, a prazo, pois podem contribuir para a melhoria geral das condições de vida das populações.

Sabemos todos que o anterior governo deixou o terreno armadilhado para o seu sucessor, pois teve dois meses para o fazer, contando ainda com o apoio do Presidente da República, mas penso que a atitude dos que apoiam este governo deve passar por chamar à assembleia os responsáveis pelas armadinhas que forem descobrindo, como o fizeram ainda ontem em relação à grande fraude que foi a promessa de reembolso da sobretaxa de  IRS.

Por tudo o que acabo de dizer, apoio este governo, mas sem ilusões e com total liberdade critica.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

TENHAM LÁ CALMA !!! (Parte 5) – É só mais um governo do PS!


A histeria que se apoderou da direita nestes dois últimos meses, alimentada pela atitude presidencial, pode abrandar a partir de agora…ou não!

Pelo menos estes meses contribuíram para a direita tirar a máscara e mostrar o seu lado mais trauliteiro.

Mas sejamos realistas: o que António Costa vai formar é apenas mais um governo do PS, na linha ideológica e programática habitual nesse partido.

Não foi o PS que virou à esquerda.

O que aconteceu é que foi a direita que, nestes últimos quatro anos, virou demasiado à direita, deixando o centro político desguarnecido e, no caso do PSD, abandonando os valores social-democratas do seu fundador.

O PS não se moveu, continua no centro-esquerda onde sempre esteve.

O que aconteceu também é que, à esquerda do PS, o PCP e o Bloco de Esquerda perceberam que é preferível  encarar  de forma pragmática um governo PS, igual a tantos outros, a continuar a aturar um governo de direita que fez o país recuar décadas .

Como se diz, os partidos à esquerda do PS perceberam, finalmente, que mais vale "um pássaro na mão" do que dois (Coelho e Portas...??) a voar..

PCP e BE podem continuar a ser a “reserva moral” da esquerda, mas devem agir com pragmatismo, para não deitarem tudo a perder.

O que é agora fundamental é recuperar o país, a sua economia e a sua sociedade, aproximando o país dos níveis europeus, retirando a iniciativa à direita que estava a conduzir o país para o empobrecimento, a desigualdade e o desrespeito pelo direito dos cidadãos a uma vida melhor e que andaram a virar portugueses contra portugueses para melhor "reinarem".

Para isso não é prioritário nem necessário à esquerda romper com quaisquer compromissos  internacionais, como a direita trauliteira anda por aí a meter medo ao povinho.

Basta aperfeiçoar e rentabilizar o aparelho de Estado, valorizar o económico e social em detrimento do poder financeiro, combater a fuga ao fisco, penalizando fortemente as empresas que recorrem a off-shores , combater a corrupção, levando até ao fim as investigações sobre o BES, o BPN , os “submarinos” e outros casos que envolvem a velha classe política portuguesa (à direita e à esquerda, diga-se em abono da verdade...), melhorar as condições de trabalho e de produção para fazer subir o PIB e, deste modo, reduzir o deficit e a dívida.

Ao mesmo tempo, basta ir para as instituições europeias defender o país e os seus cidadãos, abandonando a postura subserviente dos últimos anos, e ganhar poder negocial.

É só aproveitar as mudanças que se estão a observar na Europa, em vez de se tentar ser o aluno bem comportado que até ía “além da troika”.

E é “fazer figas” para que o poder político em Espanha mude de mãos.

Agora é preciso  é calma e, da parte da esquerda, pragmatismo e …juizinho.


quinta-feira, 21 de maio de 2015

As reacções ao Programa do PS


Não me vou pronunciar, por agora, sobre o programa eleitoral do PS, ontem apresentado, mas sobre as reacções que essa apresentação provocou, nomeadamente entre alguns comentadores e economistas, os do costume.

Esses comentadores e economistas, geralmente defensores da austeridade e  do “equilíbrio financeiro”, dos cortes nos salários e pensões, da redução do peso do Estado na economia, da redução dos impostos sobre o sector financeiro , da redução dos direitos sociais e das “reformas estruturais” que estão na base da justificação de todas essas malfeitorias, argumentam sempre, contra qualquer proposta política que recuse aquele caminho, com a “falta de dinheiro” e a “realidade” (a deles, é bom de dizer!!!).

Para já, o dinheiro existe, o problema é a forma como ele está distribuído. Como alertam vários autores e investigadores, esses sim verdadeiros economistas e comentadores que pensam de facto com a sua cabeça e com base em informação credível, e não com base em preconceitos ideológicos, é que tem havido, nos últimos anos (ou décadas, já que tudo terá tido início na década de 80 do século passado com a afirmação do neoliberalismo), uma enorme transferência de capital dos sectores produtivos, dos sectores de apoio social e do factor trabalho, através de cortes salariais, congelamentos nas carreiras, aumento de impostos e de leis que visam retirar e desmantelar as funções sociais do Estado, para o sector financeiro, nomeadamente o seu sector mais especulativo.

Foi assim que a enorme dívida que a banca possuía, mercê de opções erradas, foi transferida para os cidadãos e para os Estados, através do “resgate” imposto pelas medidas de austeridade (foi o que aconteceu na Grécia, onde a banca alemã, que detinha a maior parte da dívida do país e fechou os olhos à corrupção política generalizada quando isso lhe convinha, conseguiu transferir essa dívida para os Gregos, à custa da miséria generalizada imposta pela austeridade). Por isso, haver ou não dinheiro é uma questão de opções políticas.

Quanto à idéia de impedir que os cidadãos almejem a um melhoria das suas condições de vida, e possam  construir um futuro melhor para si e para os seus em nome do “choque com a realidade” é mais uma falácia ideológica do neototalitarismo neoliberal, não muito diferente do caminho único stalinista (ou não fossem muitos dos ideólogos do neoliberalismo antigos stalinistas “convertidos” …) ou do império de mil anos do nazismo. A diferença está apenas no grau de violência, menos directa e selectiva .

A “realidade” humana deixou de estar, há muito tempo, dependente das leis da natureza ou das leis do mais forte, embora existam muitos que procuram manter essa realidade, pelo exercício de leias financeira e económicas que desrespeitam os direitos humanos e pela forma como muitos procuram desvirtuar os princípios democráticos das relações humanas (veja-se o fascínio que as condições financeiras, económicas e socias da ditadura chinesa , do corrupto estado angolana ou do dumping social exercido no México ou na Índia exercem sobre muitos desses economistas e comentadores).

Se a humanidade se restringisse à “realidade” e não tivesse capacidade de inovação, criação e imaginação provavelmente ainda vivíamos todos na Pré-história.

Se alguma critica podemos fazer à postura do PS ao longo da sua história recente é a de não ser demasiado ambicioso nem se demarcar suficientemente da realidade imposta pela ideologia neoliberal.

Esperemos que desta vez o PS não se limite a fazer de “polícia bom” das medidas de austeridade.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O que vai fazer Costa se chegar a primeiro-ministro?

Estas são as promessas que António Costa fez ao longo da campanha, segundo dados recolhido pela Rádio Renascença.

Claro que ainda não é um programa eleitoral, mas aqui fica o registo para "mais tarde recordar".

Lembram-se das promessas pré-eleitorais de Sócrates e Passos Coelho?. 

Esperemos que esse não seja mais uma vez o destino destas promessas.

Como se costuma dizer, "gato escaldado de àgua fria tem medo" e, pela minha parte, só acredito depois de "ver"...

Vitória de António Costa nas primárias do PS – o início do fim do “austeritarismo” do “passos coelhismo” ou…”desculpem a interrupção”, o “socratismo” segue dentro de momentos !!!???


Uma das vantagens de António José Seguro em relação a António Costa consistia no seu afastamento coerente da  política “socrática”, à qual ele se tinha oposto de modo firme e continuado ao longo do consulado de José Socrates.

Mas foi aí que residiu também o seu “calcanhar de Aquiles”, pois, não só não se demarcou suficientemente do legado do pior governo do PS, deixando que o “polvo” socrático recuperasse o seu peso dentro do partido, como, ficando enredado na contradição entre fazer esquecer o  vergonhoso passado recente do último governo do PS e não hostilizar os barões do PS, acabou por ficar isolado.

António Costa, por seu lado, conseguiu reunir à sua volta toda a gente com ambições no carreirismo político, as várias facções do dito partido e o apoio descarado de toda a tralha socrática.

Ao mesmo tempo, António Costa não se comprometeu com nada, continua vago quanto ás suas intenções em relação às políticas “austeritárias” impostas pela União Europeia (isto é, por Durão Barroso e Merkel) que estão a arruinar o tecido social e económico do país, entregando-o à voragem dos especuladores financeiros, não explica como vai encarar o problema do deficit e da dívida, a recuperação do tecido social e dos direitos sociais, a salvação dos serviços públicos (educação, justiça, saúde…) ou o combate aos especuladores financeiros e às decisões da troika.

António Costa nunca se demarcou das políticas de Sócrates, e sobre elas teve sempre a opinião do “NIM”.

Com uma retórica demagógica brilhante, foi  visível a sua falta de projectos, a não ser o de chegar ao poder, nos debates que mantinha no programa  “Quadratura do Círculo”. Nesse programa a honra  de fazer, de forma coerente e continuada, oposição ao modelo austeritário Europeu, por cá iniciado por Sócrates e continuado, de forma mais irresponsável e gravosa por Passos Coelho, coube a Pacheco Pereira, militante do PSD. Era já óbvio, nesses debates, pela fuga à clareza de ideias, ao cuidado com que comentava os temas, sem se comprometer, qual era o objectivo de António Costa, objectivo esse que desde ontem inicia a sua caminhada triunfante até ao poder.

Na noite de ontem houve também um sinal pouco abonatórios da personalidade de António Costa que foi o de ter ignorado, sobranceiramente, qualquer referência ao adversário derrotado

Fica assim na dúvida se a vitória de António Costa representa o início do fim das políticas “austeritárias” ou se, pelo contrário, é a mera continuação por outros meios, dessa política.

Para já há um vencedor: O Grupo Bilderberg que, desde há longa data, aposta em António Costa para prosseguir em Portugal as políticas neoliberais, impostas a países como Portugal, aí defendidas pelos representantes do mundo financeiro ( a outra aposta é….Rui Rio!!!).

Aguardemos pelo desenrolar dos próximos episódios para percebermos se Costa vai ser um mero "facilitador" da rotatividade do centrão ou se, pelo contrário, vai "dizer" e "fazer" alguma coisa de "esquerda".

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Costa versus Seguro, ou o PS na "era do vazio"...

Os debates até agora realizados entre os dois “candidatos a primeiro-ministro” do PS têm sido muitos “esclarecedores”, exactamente porque.... não esclarecem nada.!!!

Sobre aquilo que ambos irão fazer de diferente em relação ao actual governo, ficamos a saber o mesmo…: um escuda-se no ataque pessoal e na defesa da honra perdida (Seguro); outro em frases vagas e vazias (como a defesa do “empreendedorismo jovem” e outras “ideias” que querem dizer coisa nenhuma, mas estão na moda…) e numa distante (quase arrogante) postura de estado, de quem acredita  que vai ser o próximo primeiro-ministro de Portugal (Costa).

Seguro tem a seu favor apenas o facto de ser o que melhor se demarca da trágica herança socrática.

Costa “promete” continuar a política de Sócrates, mas "melhorada", uma espécie de “polícia bom” dessa triste herança política do PS.

No essencial o PS continua igual a si mesmo…a versão portuguesa da irrelevância ideológica, política e social, rendida ao neoliberalismo da moda, da “social-democracia” europeia.

No dia em que se comemora mais um aniversário da morte de Salvador Allende, um dos últimos verdadeiros socialistas, talvez fosse bom que os candidatos à liderança do PS…dissessem qualquer coisa de socialista…

Costa ou Seguro ? ...prefiro estes "marretas":

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Afinal quem ganhou as eleições? ...ou quando "Judas" entra na política...ou será Shakespeare?


Parece que a nossa classe política rapidamente se esqueceu do significado das eleições de domingo e, ajudada por uma comunicação social sedenta de “sangue”, voltou para o seu mundinho de intriguinhas rasteiras, longe da “populaça”.

Só assim se percebe o silêncio do Presidente da República, as afirmações demenciais do primeiro-ministro e a euforia do líder do PS.

Em democracia ganha quem…fica à frente, nem que seja por um voto…e quem ganhou foi o PS….venceu….mas não convenceu.

Parece que Coelho ficou contente com o resultado, apenas porque a fraca prestação do partido vencedor disfarçou  a abada da coligação governamental.

Se o PS, o partido de facto vencedor, apenas convenceu pouco mais de 10%  eleitorado, o PSD nem essa percentagem conseguiu convencer .

Essa abada seria mais visível se abstenção fosse menos.

Assim, até às legislativas, o PSD pode viver na ilusão de que até teve um resultado positivo, mesmo que mais de 90 dos eleitores se tivesse recusado a votar nos candidatos do governo…

Claro que, mais uma vez, a abstenção faz o jogo dos partidos responsáveis pela crise, pois permite que se obtenha uma vitória com pouco mais de 10  % dos eleitores e que o governo fique “perto” do principal partido da oposição, dando-lhe argumentos para continuar com a sua política de austeridade…afinal as pessoas “não estão assim tão descontentes” com as medidas do governo.
A indiferença geral em relação à democracia vai dando argumentos aos que defendem mais austeridade e mais autoritarismo e  desrespeito pela Constituição.

Pessoalmente não conheço outro modo de, em democracia, alterar a situação a não ser votando.
As pessoas estão descontentes como os políticos? Então mexam-se e actuem, nos sindicatos, dentro dos partidos, assinando petições, manifestando-se e…votando.

E não se podem queixar de falta de alternativas. Da esquerda radical, à extrema-direita, nestas eleições houve gosto para tudo, até para os meros partidos de protesto ou de causas. E há ainda a possibilidade do voto em branco.

Mas, voltando à questão inicial, assim que se conheceram os resultados, sendo notório que o PS não se conseguiu deslocar suficientemente da aliança governamental, a comunicação social, principalmente a televisiva que, aliás, prestou um mau serviço no próprio dia, ao substituir o jornalismo independente e o comentário de especialistas pelo debate esmagadoramente dominado por comentadores-militantes  dos partidos do “arco do poder”, sem o mínimo de respeito por uma opinião plural e independente, lançou-se na caça “às bruxas”, ou seja, na caça a António José Seguro…

Não deixa de ser curioso que António José Seguro, desde que lidera o partido, venceu todas as eleições a que concorreu, mesmo que não tenha sido de uma forma esmagadora. A razão para não obter vitórias esmagadoras deve-se, por um lado, à grande influência da propaganda governamental-austeritária junto da comunicação social (lei-se..televisão!), por outro à lembrança do que foi o governo de José Sócrates.

Contudo, Seguro foi, dentro do PS, dos poucos que, de forma inequívoca e coerente, enfrentou José Sócrates, ao contrário de António Costa, que andou sempre na corda bamba do “Nim” em relação a Sócrates.

Alguém comentava num fórum radiofónico que, se Costa age desta forma traiçoeira em relação a um amigo, Seguro, o que é que ele fará em relação aos cidadãos que pretende governar.
De facto na política não existem amigos nem lealdade. Esta forma de actuar é de facto um mau começo para a caminhada de Costa par o poder.

Claro que as intensões de Costa não apanham de surpresa que segue os seus comentário na televisão, sempre numa posição cautelosa e esguia, não se comprometendo com a defesa de posições firmes de condenação das medidas governamentais .

Além disso é bom não esquecer que, desde há muito, Costa é o homem de confiança, dentro do PS, da “máfia” do Clube Bilderberg (que aliás se vai reunir semi-secretamente no próximo dia 1 de Junho). Recorde-se já agora que o homem de confiança no PSD do grupo secreto que decide a política mundial é Rui Rio…

E já agora, alguém conhece as ideias de Costa para mudar a situação do país? Como é que vai enfrentar a Europa austeritária? Como pretende combater o desemprego jovem e de longa duração? Que propostas tem para baixar os impostos? Como vai combater o aumento da desigualdade? como vai respeitar os direitos laborais e a Constituição? Que ideias tem para combater a política de salários baixos? Como pretende combater a influência do poder financeiro?...

Costa pode garantir o poder, de forma mais rápida que Seguro, mas …o que interessa para o comum dos cidadãos o poder pelo poder?... só se for  os “boys” do PS.

Ao contrário de Seguro, Costa é um bom demagogo, com uma boa presença televisiva, bem aparentado, mas resta saber se não passa de mais um produto publicitário impingido pela televisão.

É bom recordar que, aqui há uns anos, um responsável por uma televisão se gabava de conseguir, através desse órgão de comunicação, “vender” políticos como vendia sabonetes.

Já tivemos a experiência de dois políticos “vendidos” pela imagem televisiva que vendiam: Santana Lopes e José Sócrates….arriscamo-nos agora a que nos venda mais um…

O que está em causa não são as pessoas. São as politicas. Enquanto as pessoas não se capacitarem disto o país continua entregue aos “pipis” do costume que só velam pelos seus interesses pessoais e pelo dos “amigos”  e a democracia aproxima-se perigosamente do seu colapso….

Quem se deve estar a rir com isto tudo devem ser Paulo Portas, Passos Coelho, Cavaco Silva e Durão Barroso…

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

PS - O regresso do "bando" de Sócrates.




Passos Coelho deve estar contentíssimo.

Mais uma vez o PS dá um sinal de total desvario político e lança-se na voragem da conquista do poder a todo o custo.

Atado de pés e mãos a um memorando que tem vindo a arruinar o país, o PS de Seguro deixou-se enredar nas contradições de quem está com um pé dentro, desejando ter outro pé de fora do dito memorando.

Um memorando que, recorde-se, foi a herança política que José Sócrates deixou para o país e para o PS.

Um dos problemas de Seguro foi o de nunca se ter demarcado da herança socrática e deixou que o bando deste ressuscitasse das cinzas.

Agora surge António Costa, mais uma criação da comunicação social, tal como o tinha sido José Sócrates, a pôr-se a jeito para liderar o PS com o apoio do ressuscitado bando de Sócrates.

É o regresso dos boys…

Veremos se o PS cai na armadilha…aguardam-se cenas dos próximos capítulos…


Costa deve avançar para secretário-geral na comissão política - PÚBLICO