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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

terça-feira, 8 de novembro de 2016

SAUDADES DE OBAMA


Recordo-me, desde criança, de seguir, em casa dos meus pais, com atenção e entusiasmo, as eleições norte-americanas, tomando-se partido sempre pelos democratas, embora nem sempre pelo candidato oficial.

Era a forma permitida de viver, virtualmente, como hoje se diria, a democracia, num país governado por um ditador, no seio de uma família da oposição.

Recordo-me até de, no liceu, durante os intervalos, ingenuamente, nos envolvermos em disputada gritaria pró ou contra candidatos dos longínquos e míticos Estados Unidos, por ocasião das eleições norte-americanas.

Lembro-me, especialmente, da campanha de 1972, em que os “betinhos” do Liceu gritavam por Nixon e nós, os “rebeldes” gritávamos, ingenuamente, pelo candidato democrata, McGovern.

Reconheço que a cultura americana esteve sempre presente na minha formação, através da banda desenhada (nos suplementos dominicais do Primeiro de Janeiro, primeiro, nas revistas da Disney que o meu avó me dava, depois, e, mais tarde, na irreverência da série Peanuts seguida nas páginas do Diário de Lisboa), do entusiasmo como se seguia a conquista do espaço ( ver a chegada do homem à Lua, em directo, em 1969, é uma das recordações que me acompanhará ao longo da vida), da descoberta do mundo através do cinema de Hollywood (outra noite sagrada era a da transmissão, em diferido, da entrega dos óscares), ou da descoberta da rebeldia do rock and roll (com os intervenientes de Woodstock de 1969 a dominarem) .

Mas o entusiasmo por esse lado da cultura norte-americana era contrabalançada pela crescente consciência da existência de um  lado obscuro dessa grande nação, como o assassinato dos irmão  Kennedy e de Luther King, a segregação racial, a politica internacional de apoio a ditadores (como os ibéricos) e de intervenções militares violentas, com aconteceu no Vietname, ou o reacionarismo de largos sectores das elites políticas norte-americanas.

Vem-me tudo isto à memória no dia em que se disputam umas das mais decisivas eleições presidenciais da história norte-americana, em que se confrontam dois candidatos que não oferecem grandes garantias de estabilidade num mundo cada vez mais violento e agressivo, dominado por um poder financeiro sem freio e por populismos antidemocráticos.

Ao contrário do que aconteceu com a eleição de Obama, o primeiro presidente negro eleito naquele país, o que só por si já foi uma grande vitória, que  representou uma lufada de ar fresco, uma  ruptura importante na atitude dos Estados Unidos face ao mundo, um presidente dialogante, que procurou internamente alargar a justiça social, apesar da forte oposição da geração mais retrógrada e reacionária que domina o partido republicano, que domina o Senado e o Congresso, a escolha de hoje é entre o regresso ao tradicional establishement  democrata, arrogante e corrupto, representado por Hillary, ou um presidente proto-fascista, retrógado, incompetente, internacionalmente perigoso, representado por Trump.

A escolha não é pela esperança de mudança ou melhoria, mas pelo mal menor.

O mal menor é Hillary Clinton, que, apesar de tudo, esperemos que seja o próximo presidente dos Estados Unidos.

A sua postura arrogante, o seu militarismo, a sua cedência aos lobbies financeiros e ao governo intolerante de Israel,  representam sem dúvida o regresso a um poder norte-americano que se pensava ultrapassado com Obama, mas, por ser o que conhecemos, é preferível ao aventureirismo reacionário, antidemocrático  e xenófobo de um ridículo, incompetente e perigoso Trump.

Apesar de tudo,a vitória de  Hillary pode trazer um aspecto novo, a eleição de uma mulher, o que representa uma novidade, um acontecimento que, naquele país é  mais difícil do que eleger um negro. E essa novidade pode abrir as portas, a prazo, a outra novidade, esta sim realmente entusiasmante, que é a de vermos um dia Michelle Obama na presidência.

Apesar de desejar, para bem da humanidade, a vitória de Hillary, já começo a ter saudades de Obama.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Boa Sorte Presidente OBAMA!



Na sua segunda tomada de posse como Presidente dos Estados Unidos, que ontem decorreu, Barack Obama fez um dos discursos mais fortes do seu mandato, apresentando ideias concretas para desenvolver neste segundo mandato.

Apontou como linhas da sua actuação política, para além da defesa da paz e da liberdade, dois conceitos que as políticas dos seus antecessores têm esvaziado de sentido,  a defesa, de forma clara, de medidas para combater as alterações climáticas, mas também, e de forma directa e clara, a defesa de um Estado Social que ele tem tentado construir mas que tem esbarrado contra o boicote da extrema-direita republicana.

Surpreendente foi a defesa, pela primeira vez num discurso de tomada de posse, da igualdade de direitos para os homossexuais. Mas defendeu igualmente uma classe média próspera, a igualdade salarial entre homens e mulheres, a igualdade de oportunidades e um melhor e mais justo acolhimento de imigrantes.

Está aí todo um programa político que devia servir de modelo à esquerda europeia que anda à deriva e impotente perante a ofensiva neoliberal do BCE, do FMI, do  Conselho Europeu e da srª Merkel.

Obama parece assim remar contra a maré que está a destruir a Europa e os europeus e surge assim como um sinal de esperança, com a mesma força com que Roosevelt, com quem Obama começa a ser comparado, apareceu para enfrentar a deriva totalitária em que a Europa tinha mergulhado nos anos 1930.

O Presidente vai ter de enfrentar todos os poderosos que dominam o mundo das finanças, a extrema-direita que hoje lidera o Partido Republicano e os lobbies do armamento. O mundo das finanças, através das agências de rating e dos “relatórios” do FMI,  vão fazer tudo para destabilizar as intenções  de desenvolvimento económico e de justiça social que estão por detrás das intenções e do discurso de Obama. Os republicanos vão usar toda a sua influência nos meios de comunicação por si controlados e o seu peso político no Congresso para boicotarem o programa do Presidente. Por , último, mas não menos perigoso, vai ter contra si um aguerrido lóbi em defesa do armamento civil, que, sem rodeios, já começou a ameaçar a vida do próprio presidente.

Se Obama chegar ao fim deste mandato, vamos ter uma nova América que poderá ser o exemplo e o modelo a seguir pela Europa à deriva. Mas o caminho vai ser longo,  enfrentando inimigos poderosos e perigosos.

Sem grandes ilusões sobre alguns aspectos da política tradicional norte-americana, daqui saúdo o segundo mandato de Barack Obama.


Obama’s Inauguration Speech(clicar para ver videos da tomada de posse).

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

UFA! QUE ALÍVIO! - Barack Obama reeleito para mais quatro anos, diz que "o melhor ainda está para vir" .



Sem demasiadas ilusões, foi com alívio que recebi, esta manhã, a notícia de reeleição de Barak Obama.

Não tenho grandes ilusões sobre alguns aspectos da política internacional dos Estados Unidos, transversais a toda a sua história recente, mas a eleição de Obama é uma boa notícia.

Pelo menos sabemos com o que contamos e sabemos que Obama, que reintroduziu alguma racionalidade nas relações internacionais, depois do descalabro da era Bush, não se deixa arrastar pelas aventuras dos poderosos falcões do complexo industrial-militar e do mundo financeiro que dominam o seu país, funcionando essa reeleição como um travão às pretensões aventureiras desses sectores.

A reeleição de Obama não deixa de ser também um sinal de esperança para os cidadãos europeus, pois têm nele um aliado no combate às irracionais e criminosas políticas sociais e económicas da Comissão Europeia.

Não deixa também de ser irónica a pressa com que a sr. Merkel se chegou à frente para felicitar a reeleição de Obama, ela que foi uma das principais responsáveis pelas dificuldades dessa reeleição, pois o resultado das políticas de austeridade impostas por aquela senhora à Europa, num mundo globalizado como o nosso, travaram a recuperação económica dos Estados Unidos  e este foi o tema de que mais se serviu Romney para atacar Obama.

Mas esta reeleição tem também derrotados: os neo liberais e os neo conservadores que apoiaram Romney ( e, por cá, ontem, os principais rostos dessa corrente entre nós já salivavam de satisfação quando ainda parecia possível uma vitória republicana); os fundamentalistas do actual governo israelita que tudo apostaramn numa derrota de Obama para poderem continuar a sua política de terra queimada em ralação ao problema palestiniano; os fundamentalistas do Irão que, perante um presidente pragmático e dialogante como Obama, perdem todo o poder de manobra na sua retórica anti-americana.

Um aspecto a merecer reflexão entre os eleitores americanos é o facto de, mais uma vez, se ter registado uma fraude generalizada nas eleições da Flórida, mantendo-se até ao momento a incógnita sobre os resultados desse estado que, no passado, deu a vitória a Bush através de outro processo pouco dignificante para a democracia norte-americana. Felizmente, deste vez, nada depende do resultado desse estado dominado pelos republicanos.

E agora é desejar que se cumpra a frase  de Obama, ontem no seu discurso de vitória, segundo a qual "o melhor ainda está para vir".

terça-feira, 6 de novembro de 2012

SEGUIR O DIA ELEITORAL: Elections 2012 live with Richard Adams

Hoje é um dia decisivo, não só para os Estados Unidos, mas também para o mundo e,em especial para a Europa. Uma derrota de Obama vai lançar o mundo em novos e graves conflitos e representará a derrota daqueles que ainda têm alguma esperança numa sociedade mais justa e ecológica. A derrota de Obama representará o declinio definitivo dos Estados Unidos e da Europa. Daí a importância destas eleições que podem ser seguidas no site em baixo:

O SOM DO DIA - 454 - US Election 2012: Bruce Springsteen joins Barack Obama on final day of c...


O SOM DO DIA - 453 - Bruce Springsteen: This Land Is Your Land


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

OBAMA: Restaurar economia é o «desafio mais urgente»: Discurso do Estado da Nação, um contraponto ao cinzentismo dos líderes europeus



No seu discurso do Estado da Nação o presidente Obama abordou, de modo desassombrado, os temas económicos. Mas, ao contrário dos líderes europeus, apresentou propostas concretas, colocando-se ao lado dos cidadãos contra o sistema financeiro.

«Podemos contentar-nos com um país onde um número cada vez mais pequeno de pessoas é muito bem sucedido, enquanto mais e mais norte-americanos mal conseguem subsistir? Ou podemos restaurar uma economia onde todos têm uma oportunidade, todos fazem a sua parte e as regras são iguais para todos?», interogou-se o presidente, revelando uma sensibilidade e clarividência que tanto anda a faltar deste lado do Atlântico.

Por cá, a imposição de medidas de austeridade para contentar os meios financeiros, não tem em conta qualquer tipo de preocupação para com os cidadãos europeus e a suas cada vez mais dramáticas condições de vida.

Também ao contrário do que muitos por cá defendem, o presidente dos EUA deixou ainda algumas propostas ao Congresso e governos estaduais para estimular o ensino liceal, legalizar imigrantes, estender os benefícios fiscais para trabalhadores e acabar com benefícios fiscais para empresas que enviem postos de trabalho para o estrangeiro.

Aliás, esta última proposta há muito que devia ter sido implementada na Europa. Aquelas empresas europeias que usam a deslocalização e os paraísos fiscais para fugir aos impostos, às suas obrigações sociais ou para se aproveitarem dos salários baixos e das condições degradantes de trabalho existente noutros países, onde não são respeitados os direitos sociais e humanos, deviam ser fortemente penalizadas. Ora, não só não é isso que acontece, como até acabam acarinhadas pelos poderes políticos e pela comunicação social.

Por cá, ainda, se alguém beneficia de vantajosas condições fiscais, não é quem trabalha e produz, mas quem especula, quem dá emprego a ex-políticos reformados, quem tem ligações privilegiadas com o poder político. Falar em benefícios fiscais para quem trabalha, ao mesmo tempo que se propõe retirá-los às empresas que não respeitam os direitos socias, como o fez o presidente Obama, é um tabu, e se fosse proposta por cá logo seria bombardeada e ridicularizada pelos comentadores do costme, sempre prontos a defender os poderosos interesse financeiros e económicos, contra quem trabalha e produz.

Também, ao contrário do que se passa nesta Europa, entregue à voragem de obscuros interesses financeiro (com a excepção da Islândia e dos países nórdico…), o presidente norte-americano anunciou ainda a intenção de reforçar as investigações às práticas financeiras fraudulentas que levaram à crise financeira.

Esse tipo de investigação não interessa aos interesses financeiros e políticos europeus, porque, levada até às suas últimas consequências, levaria muita gente, hoje "importante" na vida política, financeira e económica europeia, para as prisões.

Obama sublinhou também a importância da Educação, do desenvolvimento tecnológico, do emprego qualificado e da segurança energética como condições para o sucesso futuro dos Estados Unidos.

Por cá, continua a apostar-se na mão de obra barata, nos monopólios energéticos, ao mesmo tempo que se desvaloriza o sector educativos.

Obama avisou ainda: «Não, não vamos voltar a uma economia enfraquecida pelo outsourcing, dívida e falsos lucros financeiros”. Dando o exemplo do bilionário Warren Buffet sublinhou a necessidade de acabar com benefícios fiscais para as grandes fortunas.

Também por cá as grandes fortunas continuam imunes à crise e ninguém se atreve a questionar esses privilégios…pudera, por cá ninguém, políticos, economistas e comentadores, se atreve a morder na mão de quem o alimenta…

Mas talvez aquela que tenha sido uma das mais interessantes proposta anunciadas foi o estabelecimento de uma nova unidade para combater as práticas de concorrência desleal no âmbito do comércio internacional.

Obama chegou ao ponto crucial do actual processo de globalização e de mercado livre, que beneficia quem foge aos impostos, quem não respeita os direitos sociais, humanos e políticos dos trabalhadores e dos cidadãos em geral, fomentando o dumping social, a pirataria, e o branqueamento de dinheiro oriundo do crime organizado.

Desde há muito que a Europa devia estar a defender, aprofundar e aperfeiçoar o seu modelo social contra o dumping social à escala global, em vez de, pelo contrário, os seus políticos, economistas e comentadores nos tentarem convencer que é o modelo social que faz parte do problema, desviando-nos assim a atenção do verdadeiro problema, que é a impunidade em que vivem o sistema financeiro e as grandes empresas.

Claro que, do discurso de Obama, o que foi ampliado por cá, nomeadamente na comunicação social que tem poder para influenciar a opinião pública, as televisões,  foi uma parte lateral do discurso do presidente, a questão do Irão.

Neste momento, aos dirigentes europeus, para desviarem a atenção dos seus cidadãos dos verdadeiro problemas da crise financeira e da sua incompetência e corrupção ética , interessa enfatizar o que se passa no Irão, não interessando divulgar o essencial do discurso de Obama.

…uma guerra agora vinha mesmo a jeito para os actuais líderes europeus!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

BIN LADEN ESTÁ MORTO...E AGORA?


Corpo de Bin Laden foi lançado ao mar - Mundo - PUBLICO.PT (clicar para ler a notícia).

A morte de Osama Bin Laden é uma boa notícia para o mundo, só comparável à morte de Hitler há mais de 65 anos.

Por principio não me dá especial alegria o assassinato de dirigentes políticos, mas existem excepções, como é o caso de Bin Laden.

Seria bom recordar que o terrorista chegou onde chegou graças ao apoio que lhe foi dado, inicialmente, pelos Estados Unidos, na guerra contra o comunismo no Afeganistão.

Objectivamente muitos dos seus actos serviram para justificar as mais hediondas opções político-militares da administração Bush, como o criminoso ataque ao Iraque .

Por vezes até parecia que Bin Laden só aparecia quando os neo-conservadores procuravam justificação para as suas atitudes criminosas.

Já aqui afirmei uma vez que Bush e Bin Laden eram as duas faces da mesma moeda.

Com a chegada de Obama ao poder as coisas mudaram e este conseguiu recuperar o tempo perdido pela administração anterior no ataque ao terrorismo, concentrando-se no essencial, o Afeganistão e o Paquistão, o verdadeiro centro do poder da Al-Qaeda e os resultados estão à vista, ainda antes do final do seu primeiro mandato.

Infelizmente o ocidente, via Nato, parece estar a cair no mesmo erro dos neo-conservadores, agora na Líbia. Não deixa de ser irónico que o anúncio da morte de Bin Laden tenha sido dado no mesmo dia em que se soube do assassinato selectivo, por forças da NATO, de um filho e netos de Kadafi.

Penso que o que se passa na Líbia é muito parecida ao que se passou no Iraque. A própria CIA já percebeu que esta não é uma situação idêntica ao que se passou na Tunísia ou no Egipto, e que há o risco das forças anti-kadafi estarem infiltradas por militantes da Al-Qaeda.

A senha anti-Kadafi, sem dúvida um dos mais sanguinários líderes do norte de África, está mais relacionada com a tentativa de disfarçar os negócios milionários que muitos dirigentes ocidentais, com Sarkozi á cabeça, fizeram como o ditador líbio, procurando limpar consciências com a irracionalidade dos bombardeamentos a Tripoli, do que com qualquer preocupação humanitária.

A morte de Bin Laden não é o fim do terrorismo, até porque, quer a guerra do Iraque, quer agora a guerra na Líbia, acabaram por disseminar e potenciar esse tipo de organizações cada vez mais perigosas, porque cada vez mais descentralizadas e dispersas.

A curto prazo esta é uma grande vitória da luta anti-terrorista e uma grande vitória para a humanidade, mas a acumulação de erros estratégicos por parte do ocidente pode fazer dela uma vitória parcial.

Seria bom que, no meio da euforia, se reflectisse sobra a origem de organizações terroristas com a violência de uma Al-Qaeda .

Ao mesmo tempo é muito provável que se venha a assistir, nos próximos tempos, a uma multiplicação de atentados terroristas contra o ocidente, uma forma dos seus seguidores “homenagearem” o seu líder.

O combate à ignorância e à intolerância, à pobreza e às desigualdades sociais, aos obscuros negócios do armamento e do financiamento dessas organizações, é a única maneira de, a prazo, acabar com o terrorismo.

Mas hoje é um grande dia e vamos recordar as vítimas de Bin Laden.

Americanos Festejam na rua a morte de Bin Laden














FINALMENTE : Bin Laden Is Dead, Obama Says .



Bin Laden Is Dead, Obama Says - NYTimes.com (clicar para ler a notícia).

sábado, 17 de julho de 2010

A Fotografia da Semana - A campanha negra contra Obama ganha forma...

Obama tem vindo a mexer em muitos interesses instalados: o sector financeiro; as seguradoras; as farmacêuticas; o complexo industrial-militar; as petrolíferas…

Com o passar dos tempos os apelos ao ódio contra o presidente sobem de tom.

Tirando alguns sectores minoritários, ainda não tiveram coragem para entrar pelo ataque racista abjecto, mas recorrem ao desgaste da imagem política de Obama.

Este cartaz, colocado numa cidade americana, é o início de algo mais tenebroso, de uma verdadeira campanha negra contra Obama.

Veremos onde é que ela vai parar…

segunda-feira, 22 de março de 2010

OBAMA - 1 ; Neoliberalismo - 0

(Foto de Jonathan Ernst/Reuters)

Teria preferido uma vitória “à Benfica”, mas não deixa de ser significativo que o presidente Obama tenha conseguido pela primeira vez, na história política norte-americana, derrotar os lobbies farmacêuticos e das seguradoras na aprovação de uma lei que torna menos dramática a situação social da saúde nesse país.

Com a aprovação dessa lei, Obama consegue retirar os Estados Unidos da pré-história dos direitos sociais.

É significativo que por cá tão “amadas” e “respeitadas” agências de rating tenham reagido ameaçando baixar a classificação dos Estados Unidos, mostrando de forma clara para quem e com que objectivos é que essas agências elaboram as suas listas.

É igualmente significativo que, enquanto na chamada “Europa Social” os seus dirigentes recuam em toda a linha com vista à destruição desse mesmo Estado Social que tanto custou a construir, sejam os Estados Unidos a dar um passo no sentido oposto.

Na guerra que, citando Jacques Julliard, “o capitalismo financeiro desencadeou contra a sociedade civilizada”, Obama colocou-se ao lado do povo e da civilização.

Pelo contrário, na Europa, usando como armas o PEC, o Banco Central Europeu e as agências de rating, os líderes europeus colocaram-se do lado dos interesses financeiros contra a civilização europeia e os seus povos.

Já nos anos 30 foram os americanos, com Roosevelt e o seu “new deal” a dar o exemplo, colocando o Estado e o capitalismo ao serviço do povo e da civilização contra o mesmo capital financeiro que então tudo tinha destruído, enquanto que a Europa teve de passar pelo holocausto nazi, pelo stalinismo e por uma guerra devastadora para perceber a importância da construção de uma Estado Social.

Será que a Europa terá de passar por uma situação idêntica para derrotar o “eixo do mal”representado pelo PEC, BCE e empresas de rating? Esperemos que não. Basta correr com as actuais lideranças neo-liberais que a governam, como a França já começou a fazer.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Primeira Fotografia Oficial da Familia Presidencial.


Annie Leibovitz foi a fotógrafa escolhida para a primeira fotografia oficial da Famíla presidencial Obama, hoje divulgada

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

BARACK "NOBEL DA PAZ" OBAMA

Foi hoje atribuido o Prémio da Paz ao presidente Obama.
Ao contrário do que já sucedeu em muitas outras ocasiões, este é um prémio Nobel da Paz merecido e que dará força a Obama para se impôr aos falcões das forças armadas norte-americanas e à extrema-direita do seu paíz, que, nos últimos tempos, tem vindo a afiar as garras contra o ele.
A sua decisão em relação ao Iraque e a tentativa de pacificar o Médio Oriente terão pesado na decisão.
Mais problemática é a situação no Afeganistão, mais por culpa da fraude eleitoral em larga escala que se registou nas eleições neste país, que puseram em causa a sua estratégia para apoiar as forças "democráticas" afegãs, do que por culpa própria.
Este prémio é um incentivo para melhorar e reforçar a sua política externa.



OBAMA CRIANÇA...



...OBAMA ESTUDANTE...



...OBAMA PROFESSOR...



...OBAMA PRESIDENTE...



...OBAMA NOBEL DA PAZ !


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O Bom Gosto Artístico do casal Obama.

A cadeia britânica BBC divulgou que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a sua esposa, decoraram a Casa Oval e as habitações privadas da Casa Branca com váriaspeças de arte moderna e abstracta.


A maior parte das obras provem da Galeria Nacional e foram emprestadas aos Obama, e foram escolhidas pelo casal revelando o seu bom gosto artístico .

Foram escolhidas peças de artistas conhecidos, como Edward Ruscha e Jasper Johns, e de outros menos conhecidas como as de Alma Thomas, uma pintora abstracta afro-americana dos anos 60.

(Fonte: El País, 8 de Outubro de 2009)


“Berkeley No.52 “ (1955), do artista Californiano Richard Diebenkorn, criador do expressionismo abstracto.



 “I Think I’Il…” (1983) de Edward Ruscha, artista do movimeto “Pop Art”.



“Folk Family” (1944), de William H. Johnson.



“Nice”, do pintor francês Nicolas de Stael.



“Catlin e um índio atacando um búfalo” (1861/1869), de George Catlin.