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segunda-feira, 13 de maio de 2024

Eurovisão - Quem, ao votar em Israel, "votou" nos massacres em Gaza?


A grande surpresa deste Festival da canção foi a votação do "público" na canção Israelita, um acto de apoio declarado à acção de Israel em Gaza, já que a canção, em si, nem qualidade tinha para estar entre as mais votadas.

Na maior parte dos países, a votação do juri, não controlável nem fácilmente manipulável, ignorou quase sempre a canção Israelita.

Pelo contrário, o voto do "público"  não é controlável, é, geralmente, um voto militante e uma pequena minoria pode manipular fácilmente o voto "popular". Só assim se percebe o resultado desse voto na votação final.

A tudo isto temos de juntar a vergonhosa actuação da organização do evento, assumindo declarados actos de censura sobre o públco e os concorrentes, como o de usar uma sistema tecnológico que anula as vaias, como já tinha acontecido em 2014 em relação à canção da Rússia (os apupos, então, concdenavam a invasão da Crimeia).

Desta vez a Eurovisão, seguindo a politica "ocidental" que a controla através das televisões estatais, aplicou o principio de "dois pesos, duas medidas", impedindo, e bem, a Rússia de concorrer, por causa da invasão da Ucrânia, mas permitindo que Israel, à mesma hora em que cometia mais crimes de guerra, actuasse no festival e protegendo os interesses Israelitas no póprio Festival, como actos de perseguição aos concorrentes que contestavam essa situação.

Mais uma vez Israel e os seus representantes emporcalham a memória da vítimas de todas as perseguições, como os próprios judeus noutros tempos e no Holocausto!

A situação não é dificil de perceber se tivermos em conta que o principal parceiro financeiro do Festival deste ano foi a "Moroccanoil", uma poderosa multinacional de cosméticos, de capital... Israelita. Tem a sua fábrica principal em Jerusalém!!

Além dessa empresa, o Festival teve o apoio, menos evidente, de empresas como a Easyjet Feat Scooch, a Royal Caribbeaneurope (de cruzeiros) e a Tik Tok.

Investiguem senhores jornalista, investiguem....a não ser que tenham medo que lhes bata à porta uma brigada da Mossad ou, na pior da hipóteses, de serem abatidos na rua por essa agência criminosa israelita, cuja actuaçaõ nada fica a dever à Gestapo.

quarta-feira, 8 de maio de 2024

O que faz Israel no Festival da Eurovisão?


Imagem do dia, no dia em que teve inicio o grande espectáculo da hipocrisia que é  o Festival da Canção Eurovisão: o criminoso exército de Israel filma a entrada em Rafah dos seus tanques que avançam sobre umas bandeira, que destroem à sua passagem. São bandeiras dos terroristas criminosos do Hamas? Não! São bandeiras da Palestina!

Com esta imagem simbólica fica óbvio ao que vai o criminoso exército de Israel, destruir o que resta da Palestina, aproveitar a resposta aos crimes do Hamas para submeter de vez os palestinianos, recorrendo ao genocídio e a métodos que nada ficam a dever aos usados pelos nazis na 2ª Guerra. O Hamas, recorde-se, é uma organização terrorista fomentada por Israel, para enfraquecer a autoridade palestiniana, e que fugiu do controle do “criador” (tal como aconteceu com os Estados Unidos em relação ao Daesh e aos talibãs).

Voltando ao Festival da canção. Nunca percebi o que fazia Israel num festival europeu da canção. O mesmo posso dizer em relação à presença das suas equipas em campeonatos desportivos europeus.

Muito menos se percebe a presença desse país nas actuais circunstâncias, principalmente se tivermos presente a forma como a Rússia foi expulsa do certame e de todas as provas desportivas.

Qual é a diferença entre os crimes de Israel na Palestina, desde há décadas, e os crimes da Rússia na Ucrânia, desde há dois anos?

Embora não seja adepto que se misture a política com a arte, a cultura e o desporto, até porque nasci em plena época da guerra fria onde, no desporto, nas artes e na cultura, era possível o convívio entre as diferenças políticas, até compreendo a iniciativa que foi tomada em relação à Rússia, impedindo-as de participar em eventos desportivos e culturais.

Abriu-se um precedente que, em coerência, devia ser continuado e devia servir de aviso a quem quisesse enveredar pela violação do direito internacional e recorrer à guerra para impor a sua vontade imperialista ou nacionalista.

Era isso que se esperava face à resposta desproporcionada dos criminosos governo e exército Israelitas aos crimes do Hamas.

Ficou ainda mais evidente que o chamado “Ocidente” usa dois pesos e duas medidas nas relações internacionais.

Aliás, a acção de Israel, não só na faixa de Gaza mas, desde há muito, na Cisjordânia, tem atingido níveis de violência e criminalidade que fazem de Putin um menino do côro.

Recorde-se a descoberta de valas comuns em Gaza, obra do criminoso exército Israelita, cujas provas de violência não são muito diferentes das encontradas em Bucha. Só que neste caso se avançou rapidamente, e bem, para processos penais por crimes de guerra, mas, no caso de Israel, a situação é tratada com pinças e tenta-se fazer com que esses crimes caiam no esquecimento.

O “ocidente”, de má consciência em relação às perseguições histórica aos judeus e ao Holocausto, cede à retórica do criminoso governo de Israel e à sua chantagem emocional.

Para os criminosos governo e exército de Israel e para os seus apoiantes eleitorais, qualquer condenação dos crimes de Israel é acusado de “antisemitismo”.

Contudo, quem está a prestar um bom trabalho ao crescimento do antissemitismo é o próprio governo criminosos de Israel e os seus apoiantes, que, todos os dias, com os seus crimes, envergonham e emporcalham a memória das vítimas do Holocausto.

Com a política de dois pesos e duas medidas, face a Israel e à sua criminosa agressão aos palestinianos, e face aos russos e à sua criminosa agressão aos ucranianos, o “ocidente” só se está a desacreditar face ao resto do mundo e, quem vai pagar caro essa atitude, são, no imediato, os palestinianos, a prazo a causa ucraniana e, a um prazo mais dilatado, os próprios Israelitas e europeus.

Não se percebe que se expulse a Rússia do Festival da canção e de outros eventos, e se mantenha a presença de Israel. Qual a diferença dos crimes desses dois países?

Aliás, não deixa de ser tristemente curiosa, mesmo lamentável, a atitude do poder Ucraniano em Relação a Israel. Estou mesmo curioso de ver qual vai ser a votação do júri ucraniano em relação à canção de Israel.

Em relação ao Festival da Canção, a qualidade e a criatividade artística , com raras e honrosas excepções, costumam ficar à porta desse desfile de vaidades e hipocrisias.

O resto é política, umas vezes na promoção de poderosas editoras, outras vezes a política pura e dura, como assistimos mais uma vez!

 

segunda-feira, 15 de maio de 2023

Festival da foleirovisão


Depois de alguns anos onde até apareceram alguns temas interessantes, nos lugares cimeiros da classificação, o Festival da Eurovisão regressou à sua habitual exibição de foleirada gritada.

Com a entrada, no inicio deste século,  dos países de leste, o Festival desceu imenso de nível, devido à imagem estereotipada que esses países faziam do popmusic, justificada pelas décadas em que andaram arredados da evolução que se tinha registado na musica pop, sendo quase os únicos que apostavam nesse festival, que perdia cada vez mais audiências no ocidente.

Nos últimos anos as coisas evoluíram e muitos desses países começaram a apostar nas suas próprias raízes musicais, como aconteceu o ano passado com a Ucrânia, com uma ajuda dos países ocidentais que íam resistindo à colonização da língua inglesa, como foi o caso de Portugal, naquele momento alto desse festival que foi a vitória de Salvador de Sobral.

Após esta vitória, e até este ano, as coisas pareciam evoluir positivamente e as audiências regressaram.

Contudo, este ano foi o descalabro.

Veremos no futuro se estamos no regresso à decadência dos primeiros anos do Século, ou se este ano foi a excepção numa viragem qualitativa que parecia avizinhar-se.

Ganhou uma canção que é um remake manhoso de uma velha canção dos Abba e quase vencia Israel, um contrassenso em relação às sempre decorativas mensagens de “paz” dos júris.

Não se percebe aliás o que faz Israel neste festival, não só por razões geográficas, mas devido à recente deriva politica extremista desse país, não muito diferente do caso Russo. É caso para dizer que estamos, mais uma vez, num claro exemplo da aplicação dos dois pesos e duas medidas.

As únicas participações que fugiram à foleirice dominante deste ano, França, Espanha, Moldávia e Portugal, ficaram todos classificadas abaixo da 15º posição.

É caso para dizer que voltámos ao “Festival da Foleirovisão”.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Festival Eurovisão da Canção – A “pepineira” do costume!



Ao contrário de outros Festivais de musica e de outros géneros culturais, o Festival da Canção, com raras excepções, sempre primou pelo conservadorismo da maior parte das canções, cópias formatadas de segunda, de êxitos populares do pop mais pimbalhão que se produz por esse mundo fora.

O festival da canção da Eurovisão, ao contrário de outros festivais musicais  e  artísticos, prima pela falta de originalidade, andando a reboque do que de pior se faz na musica pop.

Qualquer cantor pimba português está a anos luz, em termos de “imaginação” e “novidade”, daquilo que aparece naquele festival, em especial em relação àquilo que vem dos países de leste.

A entrada em massa destes países no festival contribuiu para baixar o nível do festival e a maior parte das canções que veem desses países são meros estereótipos e péssimas cópias daquilo que se faz, melhor,  diga-se de passagem, no mundo da mais elementar musica comercial ocidental, a chamada musica a metro, imitações de segunda de Sakira ou Mariah Carey, vozes saídos dos formatados concurso de “talentos” televisivos.

Pensava-se que o aparecimento, no ano passado, de um extraterrestre chamado Salvador Sobral que, contra todas as normas habituais daquele festival, o conseguiu vencer, podia revolucionar e contribuir para a renovação do Festival.

Afinal, pelo que se viu, voltou tudo ao triste “normal”, com actuações ainda mais "pimbas", disfarçando a falta de qualidade e de inovação com o “barulho” das luzes, a gritaria, as acrobacias dos bailarinos e as pernas das cantoras.

No meio de tudo isto a canção de Portugal, "O Jardim" interpretado por Cláudia Pascoal, sem as qualidades interpretativas de um Sobral, volta a destacar-se pela originalidade e pela qualidade, acompanhada por mais duas ou três musicas, como as da Estónia, da Irlanda, da Alemanha ou da Itália.

O resto ´é mero lixo de “macacos de imitação”, com destaque para indescritível canção de Israel, ao que parece a favorita para muita gente, um autêntico pavor, revelador do mau gosto que impera nos “mercados” musicais.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Um Diamante no meio do pechisbeque


 
Se há momentos em que nos sentimos orgulhosos  de sermos portugueses é quando ouvimos Salvador Sobral a cantar em português e a sobressair no meio da chungaria pimba que desfilou, e vai continuar a desfilar hoje, no mais rasca dos espectáculos europeus.

Que a pimbalhada armada ao fino no meio da pirotecnia seja a imagem de marca do Festival da Canção ninguém se admira.

Que o Festival da Canção seja hoje uma imagem do “europeísmo” rasca do gosto kitch da elite mafiosa do leste europeu e que apenas entusiasma o gosto estereotipado do público do leste, já ninguém se admira.

O carácter Kitch-pop do Festival faz parte do seu ADN, mas antigamente ainda podíamos ouvir musicas menos normalizadas, noutras línguas que  não o inglês, e até surgiam, de vez em quando, vozes e temas que se tornavam eternos.

Hoje dominam as vozes e os ritmos normalizados pelos “chuvas de estrelas” que se repetem, sem um pingo de originalidade ou criatividade, pelas televisões da globalização, e que têm os seus cinco minutos de fama no moribundo Festival da Eurovisão, espécie de prostituta velha enfeitada de pechisbeque.

No meio dessa “trambalhada”   caiu um “ovni”, uma canção sentida, bem cantada, com alma e conteúdo, mesmo que o tema seja o do eterno amor, ainda por cima cantado sem vergonha e sem artifícios na língua de Camões.

Mesmo que não ganhe, como devia ganhar se houvesse critério de qualidade e criatividade, Salvador Sobral já ganhou o respeito de todos nós.

Sobral é um diamante a brilhar no meio de pechisbeque falsificado e perdurará muito para lá dos efémeros holofotes que disfarçam a decadência do Eurofestival.

….Força Salvador!!!

sábado, 23 de maio de 2015

FESTIVAL DA EUROVISÃO DA MUSICA PIMBA


Longe vão os tempos em que o país parava para assistir, numa transmissão a preto e branco, à final do Festival da Canção da Eurovisão.

Era uma das rara ocasiões em que a programação televisiva, de um único canal, fugia à rotina cinzentona de séries e programas que não passavam, muitas vezes, de mera propaganda dos valores do Estado Novo.

Apesar da fidelidade ao regime, também a RTP era sujeita a uma censura férrea, da qual era difícil escapar.

Muitas vezes uma das raras ocasiões em que se consegui escapar à censura era através do festival da canção, onde se escolhia o finalista para o Festival da Eurovisão, e onde a metáfora poética das canções a concurso escapava ao crivo dos censores, como foi o caso de várias canções com poemas de Ary dos Santos e outros.

O caso mais paradigmático foi o caso de “A Tourada” interpretado por Fernando Tordo, ou daquele verso de uma canção de Simone, “quem faz um filho fá-lo por gosto” que abalou os valores tradicionais do Estado Novo e provocou acesa polémica.

Longe vão também os tempos em que, no Festival da Eurovisão, desfilavam grande nomes da musica popular francesa, inglesa, espanhola ou italiana e onde cada um cantava a sua língua.

Hoje o Festival segue um modelo cada vez mais estereotipado e pouco original, dominado por musicas todas iguais, onde dominam os países do leste, que seguem deforma acrítica os cânones do pior que se faz na musica popular ocidental, obedecendo a critérios meramente comerciais.

Para a maior parte este Festival dá-lhes os efémeros 15 minutos de fama. Depois, os temas, os autores e a musica, regressam a um merecido esquecimento.

Destaque-se apenas os países que continuam a remar contra a maré, como é o caso de Portugal, insistindo em cantar na sua língua original, mesmo que isso lhes custe a eliminação precoce dessa montra da musica pimba internacional.