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sexta-feira, 5 de julho de 2019

O Saco de Cavaco.


Para quem acreditava que “Cavaco Silva” e “Corupção” não podiam aparecer numa mesma frase, aí está a reportagem da revista Sábado desta semana para desmontar essa crença.

Pessoalmente só me surpreende que tal nunca tivesse vindo à luz do dia até hoje, até porque, casos como o do BPN, já demonstravam que havia algum fumo por detrás da aparente sorte de Cavaco  se ter escapado ao colapso do Banco dos seus amigos.

Agora o caso envolve o extinto BES, e um esquema de corrupção para financiar as candidaturas de Cavaco.

Só se surpreende com  a notícia quem nunca percebeu que o próprio “cavaquismo” é o “sistema” que está por detrás dos imensos esquemas de corrupção que envolvem conhecidos políticos do “centrão”, sendo Sócrates o elo mais fraco, “mera”  ponta do iceberg.

Desde os tempos de Cavaco que foi uma festança com fundos europeus, negociatas na construção civil, esquemas de compadrio nas privatizações, pornográfica mistura entre o mundo da alta finança e o mundo da politica, com o resultado que está à vista.

Só se espera que, mais uma vez, Cavaco não consiga escapar entre os pingos da chuva da corrupção que conduziu os portugueses à situação actual.

Aguardam-se cenas dos próximos capítulos.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Para que servem os livros de memórias de Cavaco?



Sinceramente, ainda não percebi para que servem os livros de memórias de Cavaco.

Será que esses livros chegam aos top’s das livrarias?

E quem os compra, consegue lê-los até ao fim?

Tenho milhares de livros dos quais, confesso, ainda só consegui ler largas centenas.

Compro livros porque me interessam e vou lê-los rapidamente, ou porque “um dia pode ser que o leia” , ou porque trata de um tema que um dia destes vou investigar, ou apenas para ler um capítulo que me interessa, ou porque é um documento histórico que um dia vai ser interessante tratar, ou para ler na diagonal para me fixar numa ou outra idéia.

Não tenho um género preferido, posso ler policiais ou de ficção cientifica, clássicos da literatura universal ou Banda desenhada ( cada vez mais interessante a que se publica),livros de fotografia, sobre cinema, livros de História, por “defeito profissional”, principalmente a portuguesa ,a contemporânea e a local, biografias e, claro, memórias.

Nas memórias leio e/ou compro as memórias históricas, gosto muito das memórias de viagem, de gente que andou por Portugal noutras épocas, memórias de gente interessante, que sabe escrever, que viveu situações interessantes, mas nunca, mesmo nunca, me passaria pela cabeça comprar ou ler as memórias de Cavaco Silva.

O homem que desbaratou os fundos europeus em autoestradas e construção civil, que entregou a economia do país a corruptos (lembram-se do BPN ?) , que destrui a produção nacional porque queria ser o menino bem comportado da Europa, que, como presidente, foi um desastre ainda maior, que em vez de falar grulhe e fala por meias palavras, não me parece que tenha algo de interessante para nos dizer, e eu não perco o meu precioso e  parco tempo de leitura com inutilidades.

O homem até podia ser  um péssimo politico, mas podia ser uma figura interessante noutros domínios, com uma experiência de vida interessante, com uma escrita interessante, e então era capaz de comprar essas memórias (sim, porque compro e leio memórias de gente da área politica de Cavaco, ou mesmo mais à direita).

Mas, pelo que conheço dessas “obras”, por aquilo que a imprensa transcreve, não passam de um desfilar nojento de pequenas vinganças pessoais de um ressabiado que tem umas noções mecanicistas de economia e que é incapaz de ir além dos chavões habituais do “economês” e que, enquanto professor, foi uma autentica nulidade.

Por isso, continuo sem perceber para que servem as os livros de memórias de Cavaco.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

O Regresso da "Múmia"!


Pensava que o Cavaco já se tinha reformado de vez e nos deixasse em paz com as suas intriguices.

Mas não, o homem está de volta, com um livro intitulado “Quinta-feira e Outros Dias”, aparentemente um título original de mais para o habitual cinzentismo do personagem.

Um leitor do jornal Público, no passado dia 14 de Fevereiro, explica-nos a origem de tão “original” título: o livro de poemas “Quinta-Feira e Outros Poemas”, de Miguel Franco (dramaturgo que viveu entre 1918 e 1988)

Numa nova versão do “nunca me engano e raramente tenho dúvidas , Cavaco explica ter desenvolvido um método de registo de “intervenções e conversas”, recorrendo a um bloco azul de folhas A5, desenvolvido nos seus “tempos de estudante universitátio” que “lhe permite (…) relatar fielmente o que se passou” (Público 12 de Fevereiro 2017).

Talvez por isso, como se interroga ironicamente o citado leitor do Público (Ademar da Costa da Póvoa do Varzim), talvez tenha sido aquele método que levou Cavaco a memorizar o título do livro de poemas que plagiou para o título da sua nova obra.

Enfim, mais um caso de mal disfarçado de plágio a que os políticos portugueses nos vão habituando.

Seja como for, eu, que gosto muito de livros, que, enquanto tive algum poder de compra, os adquiria vorazmente, houve, contudo,  sempre um tipo de livro, dos quais, mesmo oferecidos,  fugi como o diabo da cruz, memórias de gente cinzenta, principalmente se têm por autor nomes como “Cavaco Silva”.

 Por isso não vou dedicar à “obra” mais do que um ou dois cometários baseados nalguns “digest” filtrado pela imprensa.

Ao que parece a “obra” ,que será hoje editada,  debruça-se sobre os tempos da sua relação com José Sócrates.

É fácil, agora, bater no “morto”. Mas Cavaco nunca foi conhecido pela coragem, mas, pelo contrário,  como “alimentador” de tabus, movendo-se fantasmagoricamente pelos corredores do poder.

Recorda-nos o jornal Público de hoje alguns momentos da sua relação com o governo Sócrates, como os elogios que o pior presidente da nossa democracia teceu ao “ímpeto reformista de Sócrates”, durante o primeiro governo deste, o tal “ímpeto reformista” que teve como principais alvos os professores e os funcionários públicos e as negociatas que arruinaram o país.

Mais tarde, quando o barco já de afundava fez o que se espera sempre de personagens como Cavaco, tira o tapete a um Sócrates fragilizado e afirma, no discurso de tomada de posse do segundo governo de Sócrates, em 9 de Março de 2011, que não havia mais condições para sacrifícios.

Viu-se a sua “coerência” ,sobre essa afirmação, durante os anos seguintes, os do governo de Passos Coelho, quando assinou por baixo todas as “reformas estruturais” que nos sacrificaram  todos, isto é, o monstruoso aumento de impostos sobre a classe média, os cortes no ordenados e nas pensões, a destruição do já de si irrisório “Estado Social” português, o corte em direitos sociais  e a total submissão à Troika, deixando mesmo que se fosse “além da Troika”.

Espero que, depois de descer á cidade para lançar o seu lixo intelectual e debitar mais algumas alfinetadas cheias de lugares comuns, regresse calmamente ao seu covil para gozar a sua “merecida” reforma.

 

 

 

 

quinta-feira, 10 de março de 2016

O Primeiro Dia sem Cavaco


Este é o primeiro dia sem Cavaco, motivo de regozijo para quem, como eu, acha que, primeiro como governante, depois como presidente, Cavaco Silva contribuiu para conduzir o país ao beco sem saída em que nos encontramos.

Como Primeiro-Ministro muito contribui para destruir a produção nacional, a agricultura, a industria e as pescas, em troca de uma ilusória abastança à custa de fundos estruturais europeus, usados nas negociatas financeiras do próprio e dos amigos e na construção de uma idéia de desenvolvimento alicerçada num vago “capitalismo popular”, em obras faraônicas e num consumo desenfreado.

Depois, como Presidente, quando nos apresentaram a conta do desvario, portou-se como um autêntico líder de quadrilha, apoiando o governo anterior no assalto aos direitos e ao bolso dos portugueses para salvar ao amigos da finanças e das negociatas.


O cavaquismo e os seus estragos vão perdurar ainda por muito tempo, até porque deixou muitos fiéis seguidores, na politica, na comunicação social e no mundo das negociatas, mas ontem foi um dia de esperança.

Pelo menos temos a garantia que Cavaco Silva já não vai voltar a fazer estragos.

Em sua “homenagem” aqui deixamos uma “quadra popular”, baseada numa “música” dos santos populares:

O CAVACO JÁ SE ACABOU.
O COELHO ESTÁ-SE A ACABAR
PAULO PORTAS, PAULO PORTAS, PAULO PORTAS
ENTRA NO SUBMARINO

P’RA NÂO MAIS VOLTARES…

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

As Consultas de Cavaco: "Perguntar à peixeira se o peixe é fresco"


Vitor Bento, Daniel Bessa, João Salgueiro,  Luís Campos e Cunha,  Teixeira dos Santos, Bagão Félix , Augusto Mateus  e o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa foram os 7 economistas que Cavaco escolheu ouvir ontem em Belém.

Seis deles já foram ministros, das Finanças ou da Economia.

Com uma ou duas excepções, todos têm em comum a defesa assanhada e fanática do modelo “austeritário” e são “amigos íntimos” da TINA (as iniciais inglesas do “não há alternativa”).

Quase todos defendem cortes salariais e nas pensões, se bem que todos ele aufiram reformas douradas e/ou rendimentos acimas das nossas possibilidades.

Quase todos são, ou foram, administradores de grandes empresas, não tanto por mérito, ou para nelas trabalhar (muitos limitam-se a deixar a sua assinatura e a receberem “avenças” milionárias por reunião, funcionando apenas como lobistas da TINA junto da comunicação social e da classe política, em defesa dos interesses dessas empresas), mas pela sua fidelidade à política “austeritária”.

Fazem parte dos comentadores de serviço, onde ganham mais uns “trocos” (várias vezes um salário mínimo) para nos convencerem que a TINA tem razão.

Quase todos, aposto, votaram no PAF e, os poucos que votaram no PS, estão contra uma coligação à esquerda, por preconceito ou fanatismo ideológico.

E a pergunta que se faz é: porque ouviu Cavaco Silva estes economistas e não outros?

Porque Cavaco só ouve aqueles que estão na sua área política, como se viu com  as outras audiências a banqueiros e grandes empresários, recebendo os sindicatos “para não parecer mal”, esquecendo-se que,  é para estas ocasiões que existe um Conselho de Estado, representativo e pago por todos para esse fim.

Acontece que nesse Conselho de Estado não podia encontra a unanimidade de opiniões sobre a crise política e , a economia e a situação financeira que encontrou com essa consulta de “personalidades” escolhidas a dedo, como se Cavaco quisesse desenterrar a salazarista Câmara Corporativa.

Ou seja, é como aquele velho ditado : “é como perguntar à peixeira se o peixe está fresco”
Assim se vê a independência do Presidente…


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Tudo vai bem no Reino do Cavaquistão...


Cavaco Silva, ao convidar o líder do partido mais votado e vencedor das últimas eleições  legislativas, para formar governo,  fez aquilo que é legitimo, tradicional na política portuguesa e óbvio no modo de funcionamento do actual presidente da República.

Nada de novo, portanto.

O que não se percebe é o tempo que levou para chegar a essa decisão óbvia e, ainda por cima, desculpando-se com a necessidade de “reflectir” sobre essa decisão para se ausentar das comemorações do 5 de Outubro .

Mas percebe-se ainda menos o resto do seu discurso de ontem, um desenterrar da retórica anticomunista dos tempos da Guerra Fria . Alguém devia explicar ao homem que o muro de Berlim já foi derrubado e a União Soviética já não existe.

Para Cavaco Silva, ficámos a sabê-lo ontem de forma clara, embora já desconfiássemos, existem portugueses de primeira, os que obedecem ao regime "austeritário", e portugueses de segunda, os que a questionam, onde só os primeiros têm direito a terem representação política.

Estivéssemos noutros tempos e talvez ontem ele tivesse anunciado a ilegalização de todos os partidos que criticassem o actual rumo da União Europeias ou que, legitimamente, questionassem os compromissos financeiros elaborados  por instituições não democráticas, o actual modelo de construção do euro e o resultado do modelo austeritário imposto aos cidadãos europeus por essas instituições não democráticas.

Também ficámos a saber que, entre os interesses nebulosos dos mercados financeiros e os interesses dos cidadãos, o presidente está ao lado dos primeiros.

Grave ainda foi o seu apelo velado (porque ele nunca diz nada de forma clara e frontal) à divisão no interior do segundo maior partido, apelo, que aliás, teve o efeito contrário ao pretendido, isolando em definitivo as vozes críticas dentro do PS.

De Cavaco Silva, já não esperávamos muito melhor.

Já o considerámos o pior presidente do regime democrático e o segundo pior de toda a República, só ultrapassado, para pior , por Américo Thomaz…

Mas agora somos obrigados a “rever” essa posição. Américo Thomaz, pelo menos uma vez na vida, teve coragem para remar contra o óbvio e os radicais do salazarismo, nomeando Marcelo Caetano, um “dissidente”, para substituir Salazar, ainda em vida deste, obrigando o regime a abrir-se e, involuntáriamnete, a criar condições para a ruptura democrática de 1974.

Se as cenas dos próximos episódios  se concretizarem, o provável derrube pelo parlamento do governo de Passos Coelho e a apresentação de uma alternativa de governo maioritariamente apoiado pela esquerda e pela maioria dos eleitores que votaram contra o modelo austeritário da coligação, e liderado pelo PS, e se Cavaco agir em conformidade com a sua comunicação de ontem , onde recusa um cenário de governo à esquerda, mantendo este governo em gestão até, pelo menos, o mês de Abril, então Cavaco Silva está bem colocado para  ocupar o lugar do pior presidente de toda a República.

Se era esta a "estabilidade" e o "consenso" que tanto apregoa!!!!...é como o "irrevogável" do outro...

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

É isto que acontece quando temos um presidente da República incompetente e que nunca despiu o fato partidário.


Já nos referimos por aqui, muitas vezes, à incompetência deste presidente da República, o pior dos últimos 40 anos e, na história da República, só suplantada por Américo Thomaz.

A confusão que está lançada no panorama político português muito deve à incapacidade deste presidente em resolver questões complicadas ou, pior ainda, à falta de imparcialidade política do mesmo.

Tudo começou quando, no actual e complexo panorama político saído das últimas eleições, e quando o presidente devia agir com serenidade e prontidão, resolveu executar manhosas manobras políticas, uma prática a que nos habitou, primeiro como líder do PSD, depois como primeiro-ministro, e agora com presidente da República.

Apressadamente convocou a sua facção política para Belém, que tinha ganho eleições mas perdido a maioria absoluta, enquanto a maioria absoluta dos eleitores escolheu votar só em forças políticas que repudiaram as política austeritárias do “seu” governo.

Sem ouvir os outros partidos políticos, faz uma comunicação ao país, uma confusa e cabalística colagem de frases feitas, onde , a única coisa perceptível, é que ia mandatar Passos Coelho tentar formar governo.

Aquilo que um presidente da República, digno da função que exerce, devia ter feito era, em primeiro lugar, ouvir todos os partidos políticos eleitos para o parlamento e, depois, mandatar o líder da coligação que ganhou as eleições tentar, no prazo máximo de uma semana, negociar condições, com os partidos da oposição, para formar um governo estável.

Para isso, em vez de dividir, como o fez no seu confuso discurso, devia liderar essas negociações, interpretando a recusa do eleitorado das medidas de austeridade, ou , pelo menos, a forma como elas foram aplicadas pelo governo da coligação. Isso implicava cedências do governo e uma verdadeira vontade de chegar ao tão apregoado “consenso” , palavra que, na boca do presidente da República faz lembra, cada vez mais, o “irrevogável” de Portas.

Caso a coligação não chegasse a bom termo, então teria de convidar o segundo partido eleito a tentar formar governo , tal como acontece em qualquer democracia avançada (até há países onde o terceiros partido já liderou, ou lidera, como na Dinamarca, um governo de coligação).

Quanto a mim, são legítimos os dois lados da argumentação, quer aqueles que defendem que deve ser convidado para formar governo o partido mais votado, quer  aqueles que interpretam que a maioria dos eleitores votou contra a austeridade, tal como ela foi aplicada pelo governo, e têm a maioria absoluta no parlamento.

E por isso parece-me que, se o presidente da República fosse um homem sensato, que não quisesse ser o líder de uma facção política, como a sua prática tem demonstrado, a situação no país estava hoje mais clarificada, reinaria o tão apregoado, mas por ela pouco praticado, consenso, e a democracia portuguesa mostrava a sua maturidade.

Foi para isto que faltou, vergonhosamente, às comemorações do 5 de Outubro?

Bastava que o presidente da República ouvisse as palavras sensatas de Adriano Moreira. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

A Comunicação de Cavaco não surpreendeu nem desiludiu...Ele confirmou que é o presidente...de alguns portugueses!

Cavaco Silva não perdeu tempo e, sem a ouvir todos os  Partidos eleitos para o parlamento, "reconduziu" rápidamente o governo.

Excluiu, logo à partida, 20% dos eleitores das soluções políticas para o país e "ameaçou" o PS.

O contrário é que nos podia surpreender, daquele que tem sido o Presidente de alguns portugueses.

Ficou mais uma vez provado que este governo é o governo de Cavaco e que as medidas austeritárias são o programa que Cavaco deseja para o país e que, da Constituição que era suposto defender, vai continuara  a fazer "tábua rasa".

"Tudo está bem quando acaba bem!"...Acabará?

quarta-feira, 1 de julho de 2015

"Espero que a Grécia não saia, mas se sair ficam 18 países" (Cavaco Silva)...ou, como diria Lili Caneças, "estar vivo é o contrário de estar morto"--


Cavaco Silva tem-se desdobrado em comentários e em previsões sobre a situação na Grécia.

Se de previsões “cavaquistas” estamos falados ( os espoliados do BES que o digam), já algumas dessas frases são reveladoras do carácter da figurinha que nos “calhou” em desgraça como representante do país.

Há quem diga que é nas curvas apertadas da “estrada” que se vêm os bons condutores.

Infelizmente o espectáculo que tem sido dada pelos governantes portugueses  e pelos comentaristas da propaganda austeritária, durante estes tempos difíceis para Europa, tem sido confrangedor, com Cavaco a liderar no disparate político.


Aqui há um mês Cavaco comentava que o “Governo grego (…)  foi aprendendo que a realidade é diferente dos sonhos e das promessas que foram sendo feitas na campanha eleitoral.” (18 de Junho).

Se a humanidade se tivesse guiado por essa pensamento ainda vivíamos na Idade da Pedra.

 Mas ela não nos pode surpreender, pois foi proferida pelo mesmo homem que, no final da década de 60, preencheu diligentemente um formulário da PIDE para lhe passarem uma declaração de bom comportamento, declarando a seu favor e para agradar àquela polícia política, quando questionado sobre a “sua posição e actividade política” que estava “integrado no actual regime político [o Estado Novo salazarista]”, não exercendo “qualquer actividade política”. E para reforçar a sua “boa conduta” recorreu, não apenas às duas pessoas “idóneas” obrigatórias, mas excedeu-se em  zelo, acrescentando mais um nome à lista (para além de um militar e do presidente da junta de freguesia, um obscuro funcionário público. Só se percebe que tenha acrescentado este nome àqueles socialmente mais cotados, provavelmente por se tratar de alguém bem cotado junto daquela Polícia Política [a documentação está amplamente divulgada na internet e encontra-se no Arquivo da PIDE na Torre do Tombo. Ver também AQUI]).

Para além daquela frase se revelar coerente com o cinzentismo das suas ideias, revela também uma enorme falta de respeito para com os eleitores que escolhem de acordo com “promessas eleitorais”. Ou seja, para ele, as promessas e os programas eleitorais não têm qualquer valor.

Mas o remate do disparate presidencial foi dado há dois dias, com um frase “lilicaneciana”:

“A zona do Euro são 19 países, eu espero que a Grécia não saia, mas se sair ficam 18 países” (29 de Junho).

… e , já agora, se Portugal sair a seguir, passam a ser 17… e por aí adiante.


Estes últimos meses de mandato presidencial só não são penosos porque vão permitir enriquecer e alimentar o anedotário nacional, arriscando-se Cavaco a Silva a ultrapassar Américo Thomaz na história do disparate político nacional.

'Espero que a Grécia não saia, mas se sair ficam 18 países' - Globo - DN (clicar para ler)

quinta-feira, 11 de junho de 2015

10 de Junho e Cavaco: o presidente de …alguns portugueses!


Este 10 de Junho teve um sabor especial…foi o último em que tivemos de ouvir os discursos enfadonhos, vazios, cheios de lugares comuns e frases feitas de Cavaco Silva.

Foi também o início da campanha eleitoral, com Cavaco a dar o mote à propaganda da coligação de direita.

Segundo ele, os portugueses que estão no desemprego, que foram forçados a abandonar a família para emigrar, que viram as suas condições de trabalho a agravarem-se, com cortes salariais e aumento de jornadas de trabalho, vivendo cada vez mais a prazo, os 50% de jovens, os mais qualificada do país, que não encontram emprego estável e os outros 49%  (os 1% restantes são os jótinhas empregados como assessores e gestores e os filhos daqueles que enriqueceram com a crise) que só encontram empregos mal pagos e precários, os pensionistas que viram as suas magras pensões ainda mais reduzidas, os que viram a pobreza aumentar , esses portugueses, ainda segundo o presidente de alguns portugueses (os que enriqueceram com a crise, os banqueiros, os gestores de topo, os “catrogas” com reformas chorudas, os “barrosos”  da nossa política, os “camilos lourenços” do comentário político”, os “césares das neves” e os “cantigas” das universidades…), não têm razão para o pessimismo.

Antes pelo contrário, aqueles portugueses que andam a semear o pessimismo  com a sua miséria, são meros “profissionais da descrença e os profestas do miserabilismo”, palavras do presidente que mais responsabilidade teve nesse miserabilismo, primeiro o miserabilismo ético e moral como primeiro-ministro, depois o miserabilismo económico e social como mentor do governo mais miserabilista dos último cinquenta anos (nem o  Marcel Caetano foi tão longe).

Felizmente o mandato de Cavaco, o pior presidente desde Américo Thomaz, está a chegar ao fim. Mas ainda pode fazer muito estrago no escasso tempo que lhe resta para exercer o cargo e as ameaças já começaram, com avisos a qualquer tentativa para inverter a austeridade ou para um governo que recuse a “estabilidade” que ele preconiza, que é a de continuar essas políticas.

Miserabilista tem sido a postura deste presidente, aquele que mais tem feito para descreditar a politica portuguesa, colocando a democracia em risco, e para desacreditar a própria função que exerce (os monárquicos devem estar a rir-se, a bom rir, de tudo isto).

Foi ele que nos avisou : vamos estar atentos às últimas malfeitorias que Cavaco ainda pode fazer aos portugueses e ao país.

terça-feira, 14 de abril de 2015

O "estranho" "caso" da corrida às presidenciais

(in Facetoon, por Antero Valério)

Não se percebe muito bem o actual frenesim à volta das eleições presidenciais.

Em primeiro lugar porque, venha quem vier, vai fazer um brilharete, comparativamente àquilo que foi a presidência de Cavaco Silva, só comparável à do último presidente do Estado Novo, Américo Thomáz (…e mesmo assim este tomou uma atitude histórica marcante e corajosa, para a época, que foi a de nomear Marcello Caetano para substituir Salazar…o que se seguiu é já outra história…). Comparativamente com Cavaco, qualquer das minhas duas cadelas dava um “bom nome presidenciável” (já agora chamam-se Conchita e Romã, caso haja aí alguém que queira promover a sua candidatura, embora pense que elas não vão aceitar…).

Em segundo lugar, o cargo de Presidente da República é irrelevante, os seus poderes são reduzidos, não passa de um berloque na estrutura democrática, embora, no mínimo, fosse útil que soubesse fazer um discurso perceptível e com algum conteúdo, isto é, que visse um pouco mais longe do que o seu umbigo.

Em terceiro lugar, só uma pequena chamada de atenção (desculpem lá o incómodo) não sei se já olharam para o calendário: antes das eleições presidenciais realizam-se eleições legislativas!!!!

Em quarto lugar, mais importante do que promover o “melhor sabonete” a vender pela comunicação social, seria útil que se discutissem os reais problemas da nação, aqueles que afligem o cidadãos comum, como a forma de melhorar a sua miserável existência, a forma de travar o desemprego e a destruição do tecido social e económico, a forma de dar a volta à divida e ao deficit, a forma de salvar e aprofundar o nosso já de si rudimentar Estado Social, a forma de enfrentar os burocratas da União Europeia, a forma de aprofundar a democracia e tanto outros temas “chatos” como esse e que até obrigam a pensar…


…ah!!! Consultei a Conchita e a Romã…elas não estão interessadas ….é uma decisão…irrevogável… 

segunda-feira, 16 de março de 2015

O IDIOTA DE SERVIÇO: Cavaco prevê crescimento de 2% da economia em 2015, acima da expectativa de Passos

Em mais um dos seus inúteis  passeios presidenciais pelo mundo, desta vez a lamber botas à OCDE em Paris, acompanhado por umas comitiva de "empresários" e políticos pagos pelos contribuintes, Cavaco Silva não perdeu a oportunidade para largar mais uma alarvidades cheias e lugares comuns, 

"As reformas estruturais são um modo de vida" foi uma das frases do presidente. Já todos sabemos qual é esse modo de vida  e quais são essas "reformas estruturais": mais desemprego e empregos precários, mais cortes nos salários e nas pensões, menos direitos sociais, mais cortes da saúde e na educação, mais miséria e pobreza.

O presidente também se mostrou optimista com o resultado dessas "reformas estruturais", prevendo um crescimento economico para Portugal de 2%. Se forem tão credíveis como as afirmações que fez sobre o BES!!!!!

Em campanha eleitoral,  não deixou de enviar recados para o próximo governo, desvalorizando assim assim o acto democrático e a possibilidade de qualquer mudança politica que não passe pela continuação dessas "reformas estruturais".É caso para afirmar, parafraseando o próprio presidente: "Já cheira a eleições!".

Uma tristeza!!!!

terça-feira, 10 de março de 2015

A "aparição" : Cavaco protege Coelho e "designa" sucessor...

Nos últimos dias o Presidente da República tem estado no centro das atenções.

Por maus motivos, acrescentamos nós.

Por um lado, porque veio romper o seu longo mutismo para vir defender a sua dama, o mesmo é dizer, o seu querido governo coelhista, procurando desvalorizar a gravidade da situação fiscal do Primeiro-Ministro.

Ao que parece, para Cavaco Silva, esquecer-se de pagar vários milhares de euros à segurança social e atrasar-se no pagamento do IRS, ao longo de anos sucessivos, é algo rotineiro e normal, principalmente quando essa prática é assumida por um primeiro-ministro seu protegido que andou a apelidar os portugueses de “piegas” , lançou uma violenta perseguição fiscal aos portugueses que trabalham e produzem, veio invocar os compromissos com o corrupto mercado financeiro internacional para justificar a espoliação fiscal dos portugueses e travou, através dos seus apoiantes políticos, uma proposta parlamentar que visava impedir que portugueses com dificuldades financeiras ficassem sem as suas habitações por dívidas ao fisco.

Se alguém tinha dúvidas sobre a parcialidade do mandato de Cavaco Silva e sobre o seu apoio à austeridade imposta pelo governo, elas ficaram mais uma vez evidentes.

Mas Cavaco Silva não se ficou por aqui.

Em mais um dos seus actos de mera vaidade pessoal, acaba de editar, com o dinheiro dos contribuintes, diga-se, o 9º volume da sua “obra” “Roteiros”, onde reúne as suas inócuas, cabalísticas e literariamente enfadonhas intervenções políticas, “obra” sempre acompanhada de um prefácio que não passa de um mal amanhado comentário à situação política portuguesa.

Desta vez o tema é o perfil que ele traça para o seu sucessor. A Coreia do Norte, a Síria, Cuba ou a Venezuela não fariam melhor.

O perfil traçado faz lembrar aqueles concursos públicos do tempo em que Cavaco era governante e que fez escola nos anos seguintes, onde  os critérios para o perfil de um candidato eram de tal forma afunilados que apenas faltava colocar à frente o nome do escolhido.

O escolhido de Cavaco, já se percebeu, é Durão Barroso, o “grande timoneiro” que conduziu a Europa para o desastre, o lambe botas de George Bush, que abriu caminho à formação do Estado Islâmico, e aquele que tanto contribuiu para as malfeitorias impostas aos portugueses pela troika. De facto o “escolhido” tem uma grande experiência de “relações internacionais”.

Não fosse trágico para os portugueses, terem um presidente como este, num momento destes, candidato ao pior da história de democracia, e tudo isto não passava de uma grande anedota…

Com gente como esta apenas um grupo profissional continua a ter o futuro garantido….o dos cartoonistas…

terça-feira, 25 de novembro de 2014

“História” da Corrupção ética da politica portuguesa – do “cavaquismo” ao “socratismo” (com “remake” no “passoscoelhismo”).


Tudo começou quando a entrada de Portugal na então CEE coincidiu com o início de cerca de 10 anos de consulado cavaquista.

A chegada de Cavaco ao poder coincidiu com a entrada em barda de “uma pipa de massa” em Portugal de fundos europeus para “desenvolver” o país, ao mesmo tempo que se iniciava a privatização de grande parte da banca e de grandes empresas estatais que controlavam “sectores estratégico”.

A chegada de Cavaco coincidiu também com a teoria do “capitalismo popular” iniciado uns anos antes na Grã Bretanha com Margaret Thatcher, que tinha por cá grandes admiradores, entre ao quais o “nosso” Cavaco.

Os bancos recém privatizados precisavam de aumentar capital e nada melhor do que controlar os fundos europeus e os investimentos, canalizando-os para o lucro fácil e imediato, participando activamente na privatização e controle das empresas estatais ligadas aos sectores estratégicos, beneficiando do “boom” da construção civil, fomentando o capitalismo popular através do facilitismo com que se distribuíam cartões de crédito ou empréstimos para a compra de carro e casa.

Era o tempo dos novo- ricos, construídos com os fundos europeus, que se exibiam nos seus jipes e carros topo de gama, as suas mega casas, as férias em praias paradisíacas da moda.

O país, embora tenha investido na educação, na saúde e num esboço de “Estado Social”, acabou por esbanjar a maior parte da “pipa de massa” europeia em projectos megalómanos e em auto-estradas que desenvolveram, de forma desproporcional, o sector da construção civil, ao mesmo tempo que destruía o sector dos transportes públicos e o aparelho produtivo nacional, destruindo os  sectores da industria e da agricultura e desertificando o interior do país.

Era o tempo em que se ridicularizavam as actividades ligadas à agricultura e à industria, enquanto se endeusava a terciarização do país.

A cereja no topo do cavaquismo foi idealizar a Expo 98, enquanto já se sonhava com Jogos Olímpicos e outros eventos mundiais e que desembocaria, no início do século XXI, no descalabro financeiro que foi o Europeu de 2004.

Foi neste clima eufórico de capitalismo popular e de fundos sem fim que a política se tornou uma actividade facilitadora de grandes negócio, onde as ligações cada vez mais estreitas entre a alta finança e a política deixou de ter qualquer limite ético.

A assembleia da República e os governos passaram a servir os interesses das grandes fimas de advogados, dos grandes bancos, das grandes empresas de construção civil, por onde circulavam, em roda viva, políticos do centrão.

Era o tempo do conveniente “fim das ideologias”, dos políticos profissionais gerados nas “jotas”, dos “jobs for the boys” .

O primeiro governo de Guterres ainda tentou remar contra a maré, mas rápidamente soçobrou aos “boys” do PS que não queriam ficar fora da festa.

E foi um desses “boys” gerados nas “jotas” e no poder autárquico que veio a “elevar” ainda mais alto o ideal cavaquista, que entretanto já havia contaminado o PS.

Chamava-se José Sócrates e foi mais um produto da comunicação social (como o tinha sido o seu antecessor, Pedro Santana Lopes), comprovando aquela máxima segundo a qual a televisão até conseguiria eleger um sabonete para presidente da República.

Bem falante, sabendo “passar a imagem”, manipulando com mestria  a justiça e uma comunicação social cada vez mais dependente do grande poder financeiro, Sócrates conseguiu impor um modelo de governação que mostrava que o mundo dos negócios não era apanágio da direita e que a “esquerda” podia lidar e agradar aos grandes interesses financeiros e fazer o trabalho da direita na destruição dos direitos sociais, na destruição da influência sindical e no combate à influência de sectores profissionais “privilegiados”.

Era o tempo dos “varas”, dos “pina moura”, dos “constâncios”.

Para isso contou com a conivência e colaboração de toda uma máquina de propaganda implantada na comunicação social de referência, com comentadores que faziam passar a imagem de que os direitos eram um privilégio, que os funcionário públicos eram preguiçosos, que os trabalhadores portugueses viviam acima das suas possibilidades, enfim, que era preciso impor um modelo de austeridade para “modernizar” a sociedade.

A “crise financeira” inventada pela grande finança europeia, o roubo colectivo mais bem organizado  da história, acabaria por prescindir dos serviços de Sócrates e impor ao país um governo mais subserviente , que assumisse de forma mais activa e entusiástica um programa de austeridade que permitisse uma mais rápida transferência de capital para a grande finança, e impusesse um modelo de empobrecimento do país que Sócrates já não tinha capacidade para executar.

E é assim que chegamos ao dia de hoje, onde Sócrates se torna no bode expiatório conveniente e politicamente correcto para que essas políticas se possam continuar a concretizar…mas isso é outra história à qual voltaremos.

No essencial, do cavaquismo ao socratismo, o que aconteceu é que se perderam todas as referência éticas e culturais que permitiam criar um cordão sanitário entre o mundo dos grandes negócios e a um ideal de uma política ao serviço da sociedade.

E , neste aspecto, Sócrates não é o único culpado nem o principal actor!!!!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Cavaco decide acompanhar o féretro governamental até ao fim.




Segundo a entrevista que deu ao Expresso, Cavaco resolveu acompanhar o féretro governamental até à última morada.

O bando se zombies que nos governa vai assim permanecer no poder até ao último suspiro.

Aliás, o contrário é que seria de admirar com este Presidente, incapaz de um acto de coragem cívica e de limpeza ética.

Mas tal não é de admirar, pois  este foi sempre o governo ideal de Cavaco e do cavaquismo ( que nada tem a haver com o liberalismo e a social-democracia originais do PSD de Sá Carneiro…).

A demissão de um governo que já não é credível para ninguém seria um acto de sanidade cívica, a última oportunidade do pior Presidente da República desde Américo Tomás ainda evitar ter de sair pela “porta das traseiras”, já que a saída pela porta grande deixou de estar ao seu alcance há muito tempo.

É inconcebível que o próximo governo, seja ele qual for, se veja obrigado a ter de arcar com um orçamento que não é o seu ou, então, que tenha de viver os primeiros meses em total instabilidade até conseguir a aprovação de um orçamento diferente do que é imposto por um governo que vai perder as eleições.

Claro que há sempre a remota possibilidade de a actual maioria renascer das cinzas, pois já vimos de tudo.

Seja com for, vamos ter de assistir à continuação do empobrecimento e da destruição do tecido social do país durante mais de um ano…é pena.

A actual geração que domina o PSD vai ficar na história  por ter conseguido uma proeza única: deu à Europa o pior presidente da Comissão Europeia, a Portugal o pior Governo da democracia e o pior Presidente da República…numa só década, é obra!!!


terça-feira, 7 de outubro de 2014

CRATO, PASSOS e C& ...E ninguém os "chuta" p'ra longe?


Sou defensor de que um governo legitimamente eleito deve cumprir o mandato para o qual foi eleito, por muito que ele nos desagrade, e raramente alinho, nas manifestações onde participo, na palavra de ordem, recorrente nesses “eventos”, onde se grita “Governo para a Rua!”.

Sim, eu sei que não existe vergonha entre a nossa classe política, que engaveta constantemente as promessas feitas no passado que mente descaradamente durante as campanhas eleitorais e que usa a política para tratar dos negócios próprios ou dos que lhe são próximos, atitudes tomadas quando chegam ao governo e que os deslegitimam rápidamente. Mas com essa realidade até podíamos ir lidando e o país lá ia funcionado.

Contudo, desta vez, tenho de reconhecer, a arrogância e a mentira incompetentes desta gente que nos governa está a ir longe de mais, e, para salvar o país e a dignidade dos portugueses, está na hora de deixar o país e os portugueses em paz.

A “barracada” do início do ano lectivo é bem o retracto da incompetência dos “meninos do coro” que tomaram conta do governo deste país sob a liderança do intragável Passos Coelho e a bênção de um Presidente da República (República?...só se for das bananas!!!)  meio apatetado.

Como escreve hoje João Miguel Tavares no Público “é inadmissível ter um governo que exige tanto aos portugueses e tão pouco a si próprio”.

Mas se a desgraça se ficasse pela educação!!!?  … a desgraça é generalizada…depois de três anos a empobrecer os portugueses e a mandar para a emigração os jovens mais qualificados, o governo tem andado entretido nos últimos tempos a gerar a maior bagunça na justiça e na saúde.

Ou seja, a bagunça afinal não é incompetência, é mesmo um programa político de desmantelamento do “estado social”.

Perante a bagunça, especialmente notória na educação e na justiça, para além do obscuro caso da Tecnoforma que mancha a imagem de “incorruptibilidade” que o primeiro-ministro tentou vender, e, com a ausência em parte “incerta” do vice-primeiro-ministro Paulo Portas (em passeios semanais pelo mundo, acompanhado por vastas comitivas pagas pelo contribuinte), só restaria a um Presidente da República, digno do cargo que ocupa, despedir esta gente com justa causa. Já houve governos despedidos por menos…mas isso foi no tempo em que existiam presidentes da república dignos do cargo.

Só que acontece, para desgraça de todos nós, que este governo foi apadrinhado, desde o primeiro dia por um Presidente da República que acha que  “não tem dúvidas e raramente se engana” .

Encarar de frente a bagunça em que esta gente lançou o país e os portugueses seria reconhecer que ter dúvidas não é um defeito e que se enganou, e bem, em apadrinhar esta trupe. Mas isso não está ao alcance de uma cabecinha como a do sr. Silva, incapaz de ver para além do espelho que lhe colocam à frente.


Ou seja, para desgraça de todos nós, vamos ter de aturar esta gente e a sua arrogância incompetente durante mais um ano....!!!

....mas, ao menos ponham o Crato a "andar"...não é pedir muito!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O Clone do Sr. Silva falou nas comemorações de um dia fantasma.


Quem ontem falou como Presidente da República nas comemorações do dia 5 de Outubro só pode ter sido um clone do sr. Silva!!!

Em primeiro lugar porque não acredito que o sr. Silva original, o que aprovou a extinção do feriado do 5 de Outubro, desvalorizando o simbolismo da data, tivesse tanta falta de vergonha para falar num acto solene comemorativo dessa data.

Depois porque ao discursar, fez afirmações que só podem ter sido proferidas pelo clone, nunca pelo original, a não ser que este tenha uma grande falta de vergonha e …de memória.

Apelou aquele que, acreditamos,  só pode ter sido o clone do sr. Silva, a uma “cultura de compromisso” entre os “decisores políticos e económicos” .Só pode mesmo ter sido o clone do sr. Silva a fazer uma tal afirmação, poi o sr. Silva, o original, enquanto Presidente da Republica, não tem qualquer legitimidade para fazer um tal apelo, por ter sido conivente com decisões de um governo que, o que mais fez ao longo do seu mandato, foi destruir toda a “cultura de compromisso” construído ao longo de 40 anos de democracia, já que, em democracia, a única base séria para uma “cultura de compromisso” é o respeito por uma Constituição livremente elaborada, pelas leis emanadas de um parlamento livremente eleito e pelos direitos socias negociados em décadas de concertação social. De tudo isto o governo preferido do sr. Silva, o original, tem feito tábua rasa nos últimos anos.

Também só pode ter sido um clone do sr. Silva, e não o verdadeiro sr. Silva, o político de carreira, a denunciar o desprestígio que a actividade pública suscita na sociedade, por “ser vista como um sinal de carreirismo e de oportunismo associado, com frequência, a um percurso de vida inteiramente situado no seio dos partidos”. É que o sr. Silva, o original, foi mentor de uma forma de fazer política onde esta se confundiu com as negociatas e os carreirismos dos amigos e boys por si designados e catapultados para essa mesma actividade pública. O Sr. Silva, o original, é o verdadeiro pai do “monstro”, que apadrinhou a actual geração de políticos carreiristas e oportunistas, associados a um “percurso de vida inteiramente situado no seio dos partidos”.

O sr. Silva, o original, não tem qualquer moral para falar em ética republicana, ele que protegeu e catapultou gente que, hoje, está a contas com a justiça e/ou representa tudo aquilo que é o contrário da tão apregoada ética republicana.

O sr. Silva, o original, devia ter vergonha na cara por, enquanto governante, aquele que teve mais dinheiro à sua disposição, em vez de fomentar o desenvolvimento do país e de construir um país mais igualitário e qualificado, tudo o que fez foi destruir a actividade económica do país e entregar os restos a amigos e apaniguados, que se lambuzaram em fundos europeus até chegar a conta que hoje estamos a pagar.


Por isso não posso acreditar que foi o sr. Silva, o original, que fez o discurso do 5 de Outubro que ontem ouvimos. Só pode ter sido o clone do sr.Silva!!!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

A crónica de Pedro Tadeu :Onde estão os amigos de Ricardo Salgado? -


Com a "credibilidade" que merecem dos portugueses, Coelho, Cavaco, Costa (do BdP) e os comentadores do costume, "amigos" da banca, vêm, sossegar os portugueses sobre o destino do BES e os custos para os contribuintes.

Mas há muitas perguntas que urge fazer:

terça-feira, 8 de julho de 2014

Uma visita régia com Humor:

...ou....vão-se os dedos...fiquem os anéis...