quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

O Regresso da "Múmia"!


Pensava que o Cavaco já se tinha reformado de vez e nos deixasse em paz com as suas intriguices.

Mas não, o homem está de volta, com um livro intitulado “Quinta-feira e Outros Dias”, aparentemente um título original de mais para o habitual cinzentismo do personagem.

Um leitor do jornal Público, no passado dia 14 de Fevereiro, explica-nos a origem de tão “original” título: o livro de poemas “Quinta-Feira e Outros Poemas”, de Miguel Franco (dramaturgo que viveu entre 1918 e 1988)

Numa nova versão do “nunca me engano e raramente tenho dúvidas , Cavaco explica ter desenvolvido um método de registo de “intervenções e conversas”, recorrendo a um bloco azul de folhas A5, desenvolvido nos seus “tempos de estudante universitátio” que “lhe permite (…) relatar fielmente o que se passou” (Público 12 de Fevereiro 2017).

Talvez por isso, como se interroga ironicamente o citado leitor do Público (Ademar da Costa da Póvoa do Varzim), talvez tenha sido aquele método que levou Cavaco a memorizar o título do livro de poemas que plagiou para o título da sua nova obra.

Enfim, mais um caso de mal disfarçado de plágio a que os políticos portugueses nos vão habituando.

Seja como for, eu, que gosto muito de livros, que, enquanto tive algum poder de compra, os adquiria vorazmente, houve, contudo,  sempre um tipo de livro, dos quais, mesmo oferecidos,  fugi como o diabo da cruz, memórias de gente cinzenta, principalmente se têm por autor nomes como “Cavaco Silva”.

 Por isso não vou dedicar à “obra” mais do que um ou dois cometários baseados nalguns “digest” filtrado pela imprensa.

Ao que parece a “obra” ,que será hoje editada,  debruça-se sobre os tempos da sua relação com José Sócrates.

É fácil, agora, bater no “morto”. Mas Cavaco nunca foi conhecido pela coragem, mas, pelo contrário,  como “alimentador” de tabus, movendo-se fantasmagoricamente pelos corredores do poder.

Recorda-nos o jornal Público de hoje alguns momentos da sua relação com o governo Sócrates, como os elogios que o pior presidente da nossa democracia teceu ao “ímpeto reformista de Sócrates”, durante o primeiro governo deste, o tal “ímpeto reformista” que teve como principais alvos os professores e os funcionários públicos e as negociatas que arruinaram o país.

Mais tarde, quando o barco já de afundava fez o que se espera sempre de personagens como Cavaco, tira o tapete a um Sócrates fragilizado e afirma, no discurso de tomada de posse do segundo governo de Sócrates, em 9 de Março de 2011, que não havia mais condições para sacrifícios.

Viu-se a sua “coerência” ,sobre essa afirmação, durante os anos seguintes, os do governo de Passos Coelho, quando assinou por baixo todas as “reformas estruturais” que nos sacrificaram  todos, isto é, o monstruoso aumento de impostos sobre a classe média, os cortes no ordenados e nas pensões, a destruição do já de si irrisório “Estado Social” português, o corte em direitos sociais  e a total submissão à Troika, deixando mesmo que se fosse “além da Troika”.

Espero que, depois de descer á cidade para lançar o seu lixo intelectual e debitar mais algumas alfinetadas cheias de lugares comuns, regresse calmamente ao seu covil para gozar a sua “merecida” reforma.

 

 

 

 
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