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quarta-feira, 25 de março de 2009

A Arte do Cineclubismo - 12 - (CC. de Aveiro)

O Cine clube de Aveiro foi um dos primeiros fundados em Portugal, no ano de 1955.
Divulgamos hoje um conjunto de cinco linóleos que ilustravam os catálogos de divulgação das sessões realizadas ao longo de 1959, com destaque para a sessão nº 100, onde se exibiu o filme francês “As Grandes Manobras”, de René Clair .
Escrevia o dirigente local Jorge Monteiro que, para “as pessoas que acompanham com interesse o desenvolvimento cultural do país, o facto [de se realizar a 100ª sessão] tem, forçosamente, algum significado. Se bem que o C.C.A., não projecte a sua acção muito além da periferia da cidade e povoações mais vizinhas, o certo é que ele está integrado e serve um movimento de cultura que se amplia à escala da Nação”.
Destaque também para a exibição do filme sueco “Ela só dançou num Verão” de Arne Mattsson, que teve lugar a pedido dos sócios que, num inquérito realizado sobre as preferências cinematográficas destes, destacaram aquele filme.
Por ocasião da exibição do filme “A Estrada” de Federico Fellini, incluiu-se no boletim um texto de reflexão sobre o movimento cineclubista, da autoria do histórico Manuel Pina, onde fazia apelo á unidade desse movimento, contra “tudo e contra todos os que, dos mais variados campos e pelos mais variados processos, tentam travar ou desviar o nosso caminho” de difundir a “cultura através do cinema”.
Vários artistas colaboraram na execução das gravuras que ilustravam os programas, como Jeremias Bandarra, Pereira Lemos ou “Zé Penicheiro”, sendo a execução técnica dos linóleos da autoria de João Sarabando.

A Arte do Cineclubismo - 12 - (CC. de Aveiro)





quarta-feira, 11 de março de 2009

A Arte do Cineclubismo - 10 - Charles Chapin



A cinematografia de Charlot foi uma das preferidas da programação cineclubista.
Reproduzimos acima alguns exemplos dessa escolha de vários cineclubes e ao longo de períodos distintos.
Na década de 50 o Cineclube de Torres Novas escolheu Chaplin para comemorar o seu primeiro aniversário.
No mesmo período, em 1956, foi a vez do Cineclube de Aveiro fazer a mesma escolha para o seu aniversário.
No início da década seguinte, em 1962, o Cineclube de Faro realizou um “Festival Charlot”, recorrendo a uma gravura da autoria de Bronze e incluindo um estudo original de Afonso Cautela , escrevendo, sobre aquele artista, que, contra “uma imprensa, uma moral, uma sociedade corrupta, Chaplin mantém o direito à única lei de criador : a sua própria consciência”.
Já nos anos 70, em 1972, “ Tempos Modernos” foi escolhido par a 795ª sessão do histórico Cineclube do Porto.