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quarta-feira, 24 de maio de 2023

"A Europa foi cumplice da cliptocracia russa"

(oligarcas russos com negócios em Portugal)

Delia Ferreira, a argentina que preside à organização  "Transparencia Internacional", denuncia AQUI, no jornal El País, a complacência das autoridades europeias para com os oligarcas russos, benificiando igualmente das relações com a China e os capitais deste país.

(É possivel que, não tendo uma assinatura do jornal espanhol,  não seja possivel ler o artigo, mas o título fala por si).

De facto, seria bom investigar quem andou a beneficiar e a alimentar os oligarcas russos e a beneficiar dos negócios chineses (podendo acrescentar, por cá, os angolanos...). 

Provávelmemte, numa invetigação levada até às últimas consequências, teriamos muitas surpresas!!!

Claro que chamar "oligarcas" apenas aos criminosos vindos do leste é redutor.

 Os tão "adorados" "mercados" deste lado são o sinónimo de "oligarcas" para os criminosos do mundo financeiro, do lado ocidental, protegidos pela srª Lagarde do BCE e pelos burocratas de Bruxelas.

E será bom que os oligarcas russos, que alimentam a guerra ilegal e criminosa de Putin, não venham, no futuro, a ser substiudos por "oligarcas" ucranianos, como acontece por cá (conforme já foi denunciado pelo jornal Tal & Qual, em meados do ano passado). Basta fazer uma visita aos estacionamentos no aeroporto de Lisboa, ou circular por Cascais,  para ver quais são os carros de matricula ucraniana, a maior parte topos de gama, pertencentes a esses "novos" oligarcas que, tal como a máfia, ocupam agora o lugar deixado pelos russos (ver AQUI quem eram, ou ainda são, alguns dos mais importantes oligarcas russos com negócios em Portugal). 

quinta-feira, 16 de março de 2023

O regresso dos eternos pedintes

                                          

Parece que mais uma vez vamos ter de pagar pelos desvarios do criminoso mundo da alta finança.

Pela Europa, o todo poderoso BCE acaba de tomar mais uma medida suicida, aumentando as taxas de juro.

Foi exactamente a forma errada como o Banco Central dos Estados Unidos lidou com o aumento das taxas de juros que levou à bancarrota de vários bancos nesse país, com reflexo na Europa (lembram-se do velho ditado que diz que, quando os EUA se constipam a Europa apanha uma pneumonia?).

Aliás, ainda não percebi a lógica de aumentar as taxas de juro para controlar a inflação.

É que, ao contrário do que costuma acontecer, o actual aumento da inflação não tem origem numa maior concentração de riqueza por parte dos cidadãos ou pelo aumento do consumo devido ao aumento da riqueza, como os “inteligentes” do BCE e da União Europeia nos andam a impingir, mas devido à falta de produtos provocada pelas sanções que, em vez de prejudicarem o infractor, estão a fazer ricochete na economia europeia.

Claro que, nem  a sr.ª Lagarde, nem os burocratas de Bruxelas, se preocupam como o impacto da subida das taxas de juros na vida dos cidadãos que dizem defender, pois nada lhes vai cair em cima, a não ser a falta de vergonha dessa gentinha que nos (des)governa.

Só os grandes especuladores do sistema financeiro vão beneficiar com a situação, como aliás é timbre das decisões dos burocratas de Bruxelas. Estes estão ao serviço do sistema financeiro e não dos cidadãos que dizem representar. Já vimos isto várias vezes.

E, claro, quem vai pagar os maus negócios da alta finança (responsáveis pela grave situação na saúde, na habitação e no consumo vivida pelos cidadãos europeus, negócios esses que têm vindo a aumentar com a ligação desse “mundo”, os dos “famosos” “mercados”, com os negócios, legais uns, ilegais outros, do armamento, da droga, da especulação imobiliária …), vai ser o cidadão comum, com cortes nos salários e pensões, através da inflação, ou com aumento de impostos, e o que mais se verá da “engenharia social” em que essa gente é perita para nos “lixar” a vida.

A ver se, desta vez, não nos deixamos enganar mais uma vez.

quarta-feira, 23 de março de 2022

OS VENCEDORES DESTA E DE TODAS AS GUERRAS


Quando uma guerra começa, não se sabe como acaba nem quem a vai vencer.

Mas existem, à partida, dois “vencedores”, a desinformação e os “candongueiros” de todo o tipo.

Aqui, em Torres Vedras, até existia um bairro, contruído depois da 2ª Guerra, que era popularmente conhecido pelo “bairro da candonga”, porque, dizia-se, tinha sido construído com o lucro daqueles que beneficiaram com a especulação e o mercado negro provocado pela guerra e fortalecido pela “neutralidade” portuguesa.

Por isso, o título de primeira página da edição de hoje do jornal Público, acima reproduzido, não nos surpreende.

Percebe-se que há muita gente a lucrar com esta guerra ilegal, desencadeada por Putin, e não são apenas os oligarcas russos nem a igreja ortodoxa russa.

Por detrás de uma guerra há sempre um lado obscuro, uma mistura de grandes grupos financeiros e negociantes de armas.

Estes últimos, a par dos cartéis de droga e de especuladores de todo o tipo, beneficiando da manutenção de paraísos fiscais, são o rosto invisível do tão apregoado “mercado” que domina o sector financeiro mundial.

Aliás, ainda há dias atrás fomos “surpreendidos” (??) com a noticia, segundo a qual, os grandes fornecedores de armamento ao exército invasor de Putin foram vários países da União Europeias, com destaque para a Alemanha e a França, e a própria Ucrânia foi outro dos fornecedores.

Se alguma lição devemos tirar desta guerra, e se algumas consequências devem resultar da mesma, é que se tomem medidas para combater o tráfico de armas e a especulação financeira, começando por acabar com os paraísos fiscais.

Para além das responsabilidades assacadas a Putin e ao seu governo pela destruição provocada por esta guerra, a reconstrução da Ucrânia e as indemnizações devidas ao povo que sofre com esta guerra devem ser assacadas, não só à Rússia, mas a todos os especuladores que estão a lucrar com a guerra, que devem ser chamados ao tribunal penal internacional e a entregar os lucros obtidos com a guerra na reconstrução e nas indemnizações às famílias de ucranianos mortos, feridos ou que perderam todos os seus bens.

Uma segunda medida é acabar, de uma vez por todas, com os paraísos fiscais, a especulação financeira e o negócio ilegal de armamento, que é o que alimenta os oligarcas de todo o mundo.

 Vão ver que, se o fizerem, depois de terminar esta guerra criminosa, talvez se consiga construir um mundo mais pacífico e menos desigual.

terça-feira, 7 de abril de 2020

As palavras ocas da Sr. Von Der Lyen.

Na gestão da actual crise do Coronavírus, a actual presidente da Comissão Europeia tem-se destacado pela quantidade de palavras ocas de conteúdo, cheias de bonitos floreados, politicamente correctos.

De concreto, apenas o “aviso”, embrulhado na sua retórica bem falante, de que a “ajuda” com que os países da União Europeia podem contar é um “empréstimo”.

Todos sabemos o que significam os “empréstimos” da União Europeia: mais lucros fabulosos para a banca, que vai buscar dinheiro a taxa zero (ou ainda menos) ao Banco Central Europeu, emprestando-o a juros elevadíssimos e com pagamento de curta duração aos governos que precisam desse dinheiro par enfrentar a crise que se avizinha.

Também a mesma dita senhora “autorizou” os países em dificuldade a ultrapassarem o deficit e a endividarem-se, sem esclarecer que esses países, no futuro, ficarão à mercê da imposição de “reformas estruturais” para não serem penalizados.

E também todos sabemos o que significam essas “reformas estruturais” : salários baixos, cortes nas despesas sociais, cortes nas pensões, aumento de impostos, privatizações de sectores públicos essenciais e imposições predadoras para sujeitar o sector produtivo dos países à especulação financeira.

Tem ainda a mesma senhora o desplante de comparar essa “ajuda” ao  Plano Marshall.

Países como a Alemanha e a Holanda foram dos que mais beneficiaram com esse plano, beneficiando de empréstimos a fundo perdido, a juros baixos e pagos ao longo de várias décadas, tudo o contrário daquilo que sempre foi a ajuda da União Europeia a países em dificuldades ou com deficit de desenvolvimento.

Nada podemos esperar dessa elite de burocratas que destruí alegremente o sector produtivo Europeu, facilitando a sua "deslocalização" para países de mão-de-obra barata e sem direitos, pensando apenas nos lucros do setor financeiro, situação que está na origem da dramática falta de material médico, que tem de vir de países como a China ou a Rússia, a valores especulativos.

Mas o que é que os cidadãos europeus podem espera desses burocratas, a maior parte oriundos do predador sector financeiro ou que para lá irão quando terminarem a sua “comissão de serviço” nas instituições europeias?

Só assim percebemos, aliás, porque é que a União Europeia não fechou as bolsas, mantendo em funcionamento um sector onde se está a gerar um forte movimento especulativo, à custa da epidemia, gerando lucros fabulosos aos especuladores.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Isabel dos Santos; de ponta do "iceberg" da actuação do sistema financeiro neoliberal, a “peão” sacrificado pela "máfia" financeira de Davos.



Não deixa de ser curioso aparecer por aí tanta gente que só agora descobriu que a fortuna de Isabel dos Santos foi construída na corrupção e à custa da miséria da população angolana.

Ainda não há muito tempo a dita senhora era endeusada pelo jornalismo económico, pelo sector económico e por grande parte da classe política do centrão.

Sobre o que está em causa, leia-se AQUI a reportagem do Diário de Notícias.

Quando, no tempo de Sócrates e da “troika”, muitas empresas precisaram do seu dinheiro para se salvarem, nunca perguntaram a origem desse dinheiro.

Quando muitos políticos desempregados arranjaram emprego à custa de empresas financiadas por Isabel dos Santos, também nenhum se interrogou sobre o financiamento das ditas empresas.

O caso mais emblemático é o caso do Banco Eurobic. Fundado tendo por base a nacionalização e posterior privatização de um outro banco falido, o ministro que tomou a decisão, Teixeira dos Santos, é hoje o presidente desse banco “criado” com capitais de Isabel dos Santos. Nas origens do banco esteve outro tubarão da política financeira do centrão, Mira Amaral (leia-se, a propósito, o seguinte artigo, escrito AQUI já há dois anos).

Já agora, para memória futura, registem-se aqui algumas empresas, uma já extintas, outras não, que estiveram na base ou beneficiaram (ou contribuíram para) da fortuna e da influência política de Isabel dos Santos:

- Sonangol ;
- Santoro;
- GALP;
- Banco BIC, hoje EuroBic;
- Angola Diamond Corporation;
- Terra Verde (agropecuária);
- IDUKA, agência imobiliária em Braga;
- Unicer;
- etc, etc, etc,……

Detém ainda uma parte do jornal “Sol”.


(Fonte: Diário de Notícias) 


Convém ainda recordar que o investimento de Isabel dos Santos e das “suas” empresas em Portugal, iniciado com Durão Baroso, mas que conheceu um boom na era Sócrates, contou com a “colaboração” de empresas como a corticeira Amorim, a Amorim Energia,  o extinto Banco Espírito Santo, a rex-PT,  a NOS, a Mota-Engil,  a CGD , a Galp, o BCP, o Santander, a Sonae, a Efacec…

Entre os “quadros” que em Portugal beneficiaram ou ajudaram a influência política e financeira de Isabel dos Santos, encontram-se nomes, alguns entretanto “reformados”, como o ex-ministro do PSD Mira Amaral,  António Monteiro, Tavares Moreira, outra figura do PSD, ou António Pires de Lima, figura de destaque no CDS e nos tempos da “Troika”.

Leia-se, a propósito, este  artigo sobre  "os laços de Isabel dos Santos com a elite económica portuguesa".

Caída em desgraça, muitos dos mafiosos, que beneficiaram e promovem as mesmas práticas de fuga a impostos, lavagem de dinheiro e compadrio político-financeiro, como  os vampiros de Davos, vieram agora, apressadamente, tirar-lhe o tapete.

Um dos casos mais significativos foi a da consultadoria PWC que, durante anos andou a legitimar os negócios de Isabel dos Santos e que agora se apressa a cortar relações com ela. Se eu fosse investidor, apressava-me a riscar essa empresa nas decisões dos “meus” negócios, pois, ou essa empresa foi conivente com a corrupção da empresária angolana ou, se não sabia de nada, é incompetente na sua área de negócio.

Muitos que agora batem com a porta nunca se preocuparam com a origem de tanta riqueza, apesar de tantos avisos ao longo do tempo.

No fundo, toda essa gente sabe que essa riqueza e o seu tipo de negócios só se constrói fugindo ao fisco, roubando populações inteiras, destruindo o ambiente, colocando dinheiro em off shores, traficando influências entre o mundo da política e da alta finança.

Enquanto tudo corre bem, gentalha como a Isabel dos Santos anda nas boas graças, até porque também deu dinheiro a muitos dos seus actuais detractores.

Mas a procissão ainda vai no adro.

Isabel dos Santos não roubou sozinha e, se ela cair, vai ser uma razia na banca portuguesa, nalgumas esferas políticas do centrão, em conhecidos escritórios de advogados, e em grandes empresas onde pontificam GEO’s de renome, muitos colocados nesses cargos pelos favores políticos que fizeram à dita senhora.

Também o Banco de Portugal e o Ministério Público vão sair chamuscados de toda esta situação, porque, ao longo do tempo, ignoraram o alerta de jornalistas, de alguns políticos, e muita gente.

Desconfia-se mesmo da conivência do Banco de Portugal e do Ministério Público, bem como de uma grande parte do sector financeiro em Portugal e na Europa, com a situação agora publicamente denunciada.

Ainda hoje ouvi uma comentadora de economia a "justificar"  Isabel dos Santos com a desculpa de que ela fez o que é normal fazer-se no sector financeiro por essa Europa fora, só sendo escandaloso porque envolve um país africano pobre.

A atitude dos mafiosos do Forum de Davos dá razão a essa jornalista.

De facto, o tipo de actuação de Isabel dos Santos é igual ao tipo de actuação do sector financeiro do sistema neoliberal: fugir ao controle e à regulamentação através do recurso a paraísos fiscais, envolver a classe política dos seus negócios, de modo a influenciarem as políticas financeiras, económicas, sociais e fiscais dos governos, e explorar e delapidar os recursos naturais do planeta, apesar dos custos sociais e ambientais.

Tal como a máfia, o poder financeiro mundial, representado no Forúm de Davos, tem de “eliminar” aqueles que, no seu meio, caiam em desgraças, para desviarem as atenções das suas malfeitorias e não caírem com eles.

Vai ser divertido ouvir e ler por aí alguns comentários de jornalistas e comentadores da área económica e financeira que sempre legitimaram os métodos de actuação que foram seguidos por Isabel dos Santos .

Aguardam-se cenas dos próximos capítulos.



quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

O Grupo Bilderberg e os “trabalhos” de Rui Rio


Está cumprido o desígnio, traçado para Portugal, pelo influente e semissecreto Grupo Bilderberg em 2008 (sobre este grupo, leia-se o que escrevemos AQUI).

Esse grupo, conhecido por reunir os políticos, jornalistas , empresários e economistas mais influentes do mundo e acusado pelos seus detractores de funcionar como uma espécie de máfia que decide os destinos do mundo, e que costuma convidara e lançar figuras da sua confiança na vida politica, convidou em 2008 duas figuras, então de segundo plano nos respetivos partidos : António Costa e….Rui Rio.

Portuguesas, só costumam ser convidadas figuras do PS ou do PSD. Paulo Portas foi a única excepção.

Portugal tem direito a três convidados, escolhidos até 2015 por Pinto Balsemão, nada mais nada menos que o patrão dos órgãos de comunicação social que mais influencia têm em Portugal na “formatação” da opinião pública e, por isso, com poder para vender políticos com quem vende sabão…

Em 2015 Balsemão foi substituído na tarefa junto daquele grupo por Durão Barroso. O que é um facto é que nunca mais se ouviu falar nas reuniões daquele grupo.

Quando em 2008 António Costa e Rui Rio compareceram naquela reunião especulou-se sobre o destino que o grupo reservava àquelas figuras, falando-se na facilidade de entendimento entre eles para reforçar um bloco central em Portugal.

António Costa é hoje primeiro-ministro, mas talvez em circunstâncias não previsíveis por aquela elite de gente influente, dando-nos alguma esperança de que aquela gente pode ser contrariada democraticamente e os seus objectivos podem ser travados pelas circunstâncias da história,  apesar de todos os poderes manipulatórios que aquele grupo e outros do género (maçonarias , Opus Dei…) têm ao seu dispor.

Mas é um facto que os objectivos da “geringonça” estão praticamente cumpridos, que estamos a pouco mais de um ano de eleições legislativas, que os desentendimentos entre aliados no governo começam a ser frequentes e que um certo estilo “socrático”,  que estava adormecido no PS, começa a reerguer-se.

Ora, a imprevisível eleição de Rui Rio para liderar o PSD  parece surgir num momento chave para iniciar a reconstrução do centrão após as próximas eleições legislativas, até porque a “geringonça” está no limite do equilíbrio entre as imposições da burocracia de Bruxelas e o programa social da esquerda.

Claro que Rui Rio não tem o seu lugar seguro e também existe alguma imprevisibilidade na sua manutenção, já que o “passoscoelhismo” controla o grupo parlamentar e as estruturas do partido.

Rui Rio arrisca-se, caso não obtenha um bom resultado eleitoral, a ser um líder a prazo, abrindo caminho a um regresso triunfal de Passos Coelho e/ou de alguém que lhe seja próximo.

Mas, se as coisas correrem de "feição", com o aval do Presidente da República, que também já esteve em Bilderberg, corre-se o risco de assistirmos ao regresso do famigerado “centrão” de má memória, que nos conduziu à bancarrota “socrática” e ao “austeritarismo” troikista do “passoscoelhismo” e à vitória da estratégia antissocial daquele influente grupo de “opinião”.

Oxalá estejamos errados!


sexta-feira, 8 de julho de 2016

SEM COMENTÁRIOS (ou talvez sim...) : Durão Barroso vai ser presidente não-executivo do Goldman Sachs em Londres

 
...talvez dê cabo de vez dessas sangue-sugas da alta finança...é que  homem tem uma longa experiência a dar cabo da União Europeia!!!
 
Outra ventagem é estar longe de Portugal..
..e estando em Londres talvez se lembrem dele e do apoio que deu à guerra no Iraque e o juntem ao Tony Blair no julgamento de crimes de guerra...

É isto ( e outras coisas piores) que o Politburo de Bruxelas pretende disfarçar com a ameaça de sanções a Portugal: Deutsche Bank assusta com "alertas já indisfarçáveis"

O Diário de Notícias de hoje anuncia que o Deutsche Bank assusta com "alertas já indisfarçáveis"(clicar para ler).
 
Segundo essa notícia, o FMI " alertou a 30 de junho que o Deutsche Bank apresenta o maior risco para a estabilidade financeira mundial, tendo na altura recomendado ao governo alemão que tenha todas as ferramentas disponíveis para lidar com uma resolução bancária. No mesmo dia, a Reserva Federal divulgou que as subsidiárias norte-americanas do Deutsche Bank e do Santander chumbaram no teste anual de stress daquela autoridade, devido a falhas nos planos de capital e de gestão de risco. E este terá sido um dos catalisadores de uma nova fuga de investidores do banco alemão.
 
"A verdade é que os investidores estão a desfazer-se rapidamente dos papéis do Deutsche Bank, o maior banco da Alemanha e um dos maiores da Europa. Os ativos do Deutsche Bank são quase metade do PIB alemão. Os sinais alarmantes agudizaram-se desde que o banco falhou os testes dos EUA e à medida que se aproxima a data em que terá de se adequar aos novos rácios de capital para os bancos europeus".
 
O Santander, outro dos protegidos dos burocratas de Bruxelas, e o grande beneficiário  com o caso BANIF, que tanto contribuiu para aumentar o deficit português, é o outro banco em causa.
 
Percebe-se a necessidade de desviar as atenções para o incumprimento do deficit em Portugal e Espanha, ainda por cima provocado pela aplicação do próprio remédio imposto pela troika de Bruxelas e pela imposição da desastrosa "solução" BANIF.
 
Os burocratas de Bruxelas, precisam de desviar a atenção do seu próprio falhanço, da incompetência em resolver a crise migratória e o "Brexit", do descalabro do euro e da grave crise financeira que se avizinha.
 
É que quem enche os  bolsos dos burocratas do Politburo de Bruxelas é esse mesmo sistema financeiro que servem e que tem, a liderá-lo, o Deutche Bank.
 
...mais palavras para quê?

sexta-feira, 17 de junho de 2016

As "negociatas" da Banca nos últimos 5 anos custaram ao país 14% do PIB português

Segundo o jornal Público (AQUI), nos últimos cinco anos o BES/Novo Banco, o  BCP, a Caixa Geral de Depósitos e o BPI (não se contabilizam aqui as situações do BPN, do BPP e do Banif), perderam mais de 25 mil  milhões de euros em "imparidades", ou seja, em crédito mal parado e em participações financeiras ruinosas, qualquer coisa como 14% do PIB nacional ou 1/3 do resgate da Troika.
 
Como cidadão com impostos em dia, e a quem já estão a pensar recorres para pagar a "festa", só quero ver clarificadas 3 questões:
 
- Quem foram as pessoas e as empresas envolvidas nessa "imparidade"?;
- Quem foram os administradores e os responsáveis desses bancos pela decisões desastrosas ( senão mesmo  fraudulentas) que conduziram a essa situação?;
-Quais os responsáveis políticos, a nível governamental, a nível do Ministério das Finanças, a Nível do Banco de Portugal, a nível do BCE, a nível da troika por decisões (ou falta delas) que conduziram a mais este desastre financeiro?
 
E depois de essa resposta ser dada aos cidadãos cumpridores, que se avance para os tribunais e, tal como aconteceu na Islândia, se julguem os responsáveis e se abram as prisões para que todos cumpram as respectivas penas, para além de pagarem do próprio bolso a roubalheira pela qua foram responsáveis ...

terça-feira, 5 de abril de 2016

Panama Papers : um exemplo dos tais "mercados" com que justificam a austeridade


O escândalo "Panama Papers" só pode surpreender pela dimensão e os incautos.´

Empresas de advogados como aquela que agora foi denunciada proliferam às centenas pelo mundo fora, muitas sediadas em offshores na própria União Europeia.

A Grã-Bretanha possui três ilhas que não pertencem à União Europeia exactamente para fugir a qualquer controle financeiro.

Recentemente tivemos a confirmação que o Luxemburgo é ele próprio uma “pátria” offshore, que durante anos andou a apoiar empresas para fugir ao fisco de outros países europeus, situação que aconteceu em governos de Juncker, premiado com a liderança da Comissão Europeia.

Outros países, como a Holanda, país de origem do impronunciável líder do Eurogrupo, faz o mesmo e, aqui há uns tempos atrás, também ficámos a saber que 19 das 20 empresas do PSI20 da bolsa portuguesa tinham empresas subsidiárias nesse país para fugirem ao pagamento de impostos em Portugal.

O que pode surpreender neste novo caso é a dimensão e, ao mesmo tempo, a informação selectiva que vai saindo a público.

É no mínimo estranho que não tenha aparecido, até agora, qualquer norte-americano envolvido, embora existam muitas explicações para isso, como o facto de, nos próprios Estados Unidos existirem offshores que oferecem melhores condições para escapar ao fisco do que as oferecidas por aquela empresa agora denunciada.

Este escândalo é apenas uma pequena ponta do iceberg desse mundo obscuro em que se move o sistema financeiro mundial.

Calcula-se que as empresas offshore lavam e escondem, em dinheiro, o dobro de todo o rendimento anual do conjunto dos países da União Europeia.

Claro que tudo é legal e que muitas personalidades envolvidas não são directamente citadas neste caso, recorrendo a testas de ferro ou a empresas fictícias.

Contudo, nada disto é eticamente aceitável, principalmente quando se vive numa situação de crise financeira mundial onde os únicos sacrificados são os que pagam os seus impostos e os que trabalham.

Muitos dos advogados, políticos e “Ceos” envolvidos nessas empresas são aqueles que passam a vida na comunicação social, com o colaboracionismo vergonhoso desta, a debitar discursos em defesa da austeridade, da redução de salários e pensões e da redução do Estado Social , em nome da defesa dos “mercados”, os tais mercados que vivem à sombra desses offshores.

Mais escandaloso ainda é ver os defensores deste sistema financeiro e deste “mercado”, ao mesmo tempo que defendem a livre circulação financeira,  preocupados em encerrar as fronteiras para impedir a livre circulação de pessoas que fogem à guerra e à miséria, guerra e miséria fomentada pelos obscuros negócios que se fazem à sombra dessas offshores.

Espero que esta revelação, não sendo nova nem surpreendente, leve os cidadãos a reagir e a exigir o fim e a ilegalização desse tipo de offshores e o julgamento de todos os envolvidos.

A propósito desse tema, deixo em baixo a transcrição da crónica de José Vitor Malheiros publicada na edição de hoje do jornal “Público”:

"Os impostos são só para os trabalhadores e para os pobres

"Esta fuga de informação diz respeito apenas a UMA empresa de advogados, com sede no Panamá, a Mossack Fonseca. Muitas outras do mesmo tipo existem no mundo.
  • O escândalo revelado pelos Panama Papers não constitui uma surpresa. Há décadas que sabemos que as coisas se passam assim.

  • "Sabemos que existem paraísos fiscais que proporcionam este tipo de serviços – muitos deles no seio da própria União Europeia, apesar do hipócrita discurso moralista dos seus dirigentes. 

  • "Sabemos que esses paraísos fiscais servem apenas para criar e albergar empresas fictícias onde pode ser parqueado dinheiro de origem clandestina ou criminosa. 

  • "Sabemos que essas empresas são criadas e geridas por advogados e consultores fiscais que trabalham em gabinetes que gozam dos favores dos poderes. 

  • "Sabemos que as pessoas que recorrem a estes paraísos fiscais desejam esconder dinheiro oriundo de negócios sujos, ter acesso a dinheiro cuja origem não possa ser localizada para financiar actividades ilegais e, acima de tudo, não pagar impostos em país algum. 

  • "Sabemos que entre as pessoas que usam estes paraísos fiscais que financiam o crime e que defraudam os estados se encontram figuras poderosas dos negócios e da política que costumamos ver nos telejornais a debitar discursos sobre moral e justiça, a defender o primado da lei ou a apresentar-se como exemplos de empreendedorismo. 

  • "Sabemos que muitos destes paraísos fiscais são entidades legais, que albergam empresas cuja criação é legal e cuja actividade é legal – mas isso apenas é assim porque os legisladores nacionais e internacionais ou se abstêm de legislar sobre estes espaços invocando a inutilidade de legislação que não seja aplicada ao nível planetário ou porque têm o cuidado de deixar na lei os alçapões necessários para proteger os prevaricadores que serão um dia seus clientes ou patrões. 

  • "Sabemos que este mesmo dinheiro que se encontra nos paraísos fiscais é dinheiro que foi roubado à economia, ao erário público, aos contribuintes e que, se houvesse um combate decidido contra esta evasão fiscal, muitos dos problemas sociais que afectam o mundo poderiam ser resolvidos e muitos dos conflitos poderiam ser evitados. 

  • "Sabemos que a actividade desses paraísos fiscais não se faz sem a cumplicidade dos bancos, já que é a partir deles, através deles e para eles que o dinheiro acaba sempre por fluir. 

  • "Sabemos que os paraísos fiscais, mesmo quando não são ilegais, são imorais e ilegítimos e promovem a desigualdade, a pobreza, o crime organizado, a corrupção, as ditaduras e as guerras, sendo como são espaços impenetráveis ao escrutínio dos cidadãos.

  • "Sabemos tudo isso. Sempre soubemos tudo isso. Há milhares de indícios que apontam nestas direcções e que sabemos que são minúsculas pontas de um gigantesco iceberg.

  • "A diferença é que agora – graças a uma fuga de informação de um denunciante não identificado, ao trabalho do diário alemão Süddeutsche Zeitung, do International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ) e de 378 jornalistas de 107 meios de comunicação de 77 países – temos uma extensa lista de nomes de pessoas e de empresas e milhões de documentos que podem ajudar a provar a ilicitude de algumas dessas transacções e a denunciar (e a condenar?) alguns dos seus autores.

  • "A massa de informações contida nesta fuga dá-nos uma noção da dimensão mundial da fraude em que vivemos e do número de “personalidades” (na política, nos negócios, no desporto, no crime organizado) que não só fogem impunemente aos impostos como conseguem esconder a sua riqueza para esconder os seus crimes. É conveniente ter em conta que esta fuga, com os seus terabytes de dados, diz respeito apenas a UMA empresa de advogados com sede no Panamá, a Mossack Fonseca, e que muitas outras do mesmo tipo existem no mundo.

  • "O facto que esta fuga de informação põe em evidência é algo que a esmagadora maioria dos cidadãos continua a não querer ver: o facto de as leis serem aplicadas à massa de cidadãos trabalhadores, os cidadãos com menos rendimentos ou mesmo declaradamente pobres, que são obrigados a pagar os seus impostos, mas poupando ilegitimamente os mais poderosos, uma minoria de pessoas que detém quase toda a riqueza do mundo e que consegue viver à custa do sacrifício de todos os outros, comprando Lamborghinis com o dinheiro que não pagaram em impostos e que deveria ter sido usado para aliviar a pobreza, a fome e a doença. O sistema impõe regras aos mais pobres e permite todas as batotas aos mais ricos.

  • "Esta é uma iniquidade moralmente intolerável e socialmente destruidora. Mas tem sido tolerada por legisladores, governantes e até pelos cidadãos eleitores, que aceitam com bonomia que um homem como Jean-Claude Juncker, cujo governo ajudou a transformar o Luxemburgo numa estância de evasão fiscal (como a LuxLeaks, uma outra fuga de informações, mostrou), seja, para nossa vergonha, presidente da Comissão Europeia.

  • "Esperemos os próximos capítulos deste escândalo e esperemos os nomes dos políticos ocidentais e portugueses, que não deixarão certamente de vir à superfície. Depois, iremos deixar os paraísos fiscais na mesma, como temos feito até aqui?"

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Pagar a "fragilidade" da Banca fragilizando trabalhadores e pensionistas?

Para grande espanto meu (ou talvez não!!!?) ouvi esta manhã uma conhecida comentadora residente da comunicação social de "referência", jornalista destacada num jornal económico financiado pela banca e pelo sector financeiro, defender esta mesma banca da intenção do governo, através do orçamento de Estado, em fazer o sector pagar parte da austeridade exigida pelos burocratas de Bruxelas (a mesma "Bruxelas", que impôs a negociata do Banif, em benefício do Santander sem se preocupar com o facto de os contribuintes portugueses terem de pagar mais de dois mil milhões pela negociata, mas está muito preocupada com a diferença de 500 milhões no orçamento.....!!!!).

O principal argumento dessa conhecida comentadora, defensora da austeridade, em defesa da banca é o de que esta está"fragilizada"!!!!

Até hoje, que me lembre, nunca ouvi essa comentadora, ou outros da sua corrente, preocupar-se com a fragilidade daqueles que viram os seus salários ou pensões cortados, com aqueles que perderam o seu posto de trabalho, ou o viram reduzido à precaridade mal paga ou com aqueles que empobreceram drásticamente,  tudo em nome do modelo "austeritário", por ela regularmente defendido, que foi aplicado para "salvar" o seu querido sector bancário.

Falar da "fragilidade" do sector bancário parece-me algo exagerado. Apesar da "crise" (uma crise inventada para destruir direitos sociais e reduzir o rendimento do trabalho), a banca tem continuado a ser dos poucos sectores que regista lucros fabulosos, que garante aos seus accionistas rendimentos especulativos fabulosos, paga salários escandalosamente altos aos seus gestores de topo  e garante as maiores reformas, que conseguiu recentemente que passassem a ser pagas pelo Estado ( a maior parte destes reformados de luxo engrossam o grupo de 7 mil e quinhentos pensionistas que recebem mais de 5 mil euros mensais, custando, na sua totalidade, mais de 500 milhões de euros anuais ao Estado, a mesma quantia que Bruxelas exige que seja garantido no orçamento deste ano à custa de mais austeridade...!!!!).

E quando de facto algo corre mal à banca, como aconteceu com o BPN, BPP, BES e BANIF, cá estão os contribuintes e o "Estado" ( que eles tanto abominam) para pagar a factura das suas "fragilidades", mesmo que para isso se tenha de fragilizar ainda mais a vida dos cidadãos à custa do recurso a mais austeridade.

Ou seja, para essa comentadora, para não se "penalizar" ainda mais o "frágil" sector bancário, a alternativa passará, provavelmente,  por mais cortes nos salários, nas pensões e nos direitos sociais.

Neste caso já não lhe interessa nem preocupa a "fragilidade" dos cidadãos face às criminosas medidas de austeridade impostas por "Bruxelas"!!! 

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Mais de 7500 "reformados" recebem mais de 5 mil euros por mês e custam ...500 milhões por ano...

No meio da  “ruideira”   e histeria que grassa na comunicação social e entre os gobelzinhos da propaganda neoliberal, tomados  de pânico pela possibilidade da tomada de posse de um governo de “esquerda” em Portugal, algumas notícias que mereciam mais destaque têm, convenientemente, passado quase despercebidas, como acontece à que  transcrevemos em baixo.

De facto esta é mais uma notícia que mostra a “bondade” do governo de Passos Coelho e as suas “preocupações” com as contas públicas nacionais, ao ter resolvido , em 2011 passar para o estado a responsabilidade pelo pagamento das reformas douradas  dos banqueiros (sobre este negócio podem ler mais AQUI).

A maior parte deles fazem parte dos 7582 pensionistas que recebem mais de 60 mil euros de reforma por ano, entre os quais Ricardo Ralgado, ou seja, que custam ao estado, por ano, contas por baixo, quase…500 milhões de euros, 4 mil milhões de euros em quatro anos, quase o mesmo que Passos Coelho prometeu cortar aos reformados e pensionistas se viesse a cumprir mais 4 anos de legislatura (os célebres 600 milhões de euros…).

 “As reformas douradas dos banqueiros

Por ERIKA NUNES, in  Jornal de Notícias de  06/11/2015

“Em Portugal, há 7582 pensionistas com rendimentos anuais acima de 60 mil euros, o que significa reformas mensais acima de 5410 euros, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Ministério das Finanças.

 “É neste "clube" de reformas douradas que encaixam antigos banqueiros como Ricardo Salgado, dado que o Estado assumiu os fundos de pensões de vários bancos em 2011 e, por essa via, a responsabilidade pelo pagamento daquelas reformas.

“Alguns dos mais famosos banqueiros com reformas milionárias têm também em comum com Ricardo Salgado os processos criminais em que se viram envolvidos. No caso do BCP, alguns foram já condenados por terem utilizado sociedades offshores para comprar ações próprias e esconder perdas do banco”.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Já cá faltava este !!!....ou os delírios de Schäuble: "Resultado das eleições 'é um encorajamento' para austeridade "


O "dono disto tudo" deu um ar da sua graça, aparecendo a comentar os resultados das eleições na sua quinta de estimação, Portugal.

Parece que o tenebroso e patético sr.Schäuble não percebe nada do que se passa à sua volta e continua ligado à mesma cassete da defesa da austeridade.

Não percebeu que em Portugal a maioria esmagadora dos eleitores rejeitou as políticas de austeridade e que a própria coligação governamental só se conseguiu manter no lugar, em primeiro lugar porque andou a apregoar (...a mentir!!!) na campanha eleitoral que a "austeridade" já era, que nada tinha a ver com a troika e que o que fez foi porque foi obrigada (mais ou menos por estas palavras).

Podemos interpretar as eleições de muitas maneiras, mas o único dado claro é que, de forma ingénua ou não, a maioria dos eleitores rejeitou a austeridade e, quanto muito, deram uma oportunidade para este governo mostrar que tem outras políticas para o país, diferentes das do plano de resgate ( pelo menos foi isto que a coligação andou a prometer nas eleições).

Aliás, ao longo deste ano a houve de facto um certo abrandamento da austeridade, mercê das intervenções do Tribunal Constitucional e/ou por mero eleitoralismo.

As pessoas votaram como votaram, uma ingénuamente, outras convictamente, outras porque têm a memória curta, porque acreditaram (erradamente, quanto a nós, como vão ver já nos próximos tempos)  no discurso eleitoral da coligação segundo a qual a troika tinha saido do país e a austeridade ía ser, no mínimo, atenuada.

Pelo menos as afirmações do sr. Schäuble tem o mérito de nos recordar para que serve a coligação no governo de Portugal.

O Sr, Schäuble continua a delirar, e não percebe o que se está a passar na Europa,onde os cidadãos começam despertar, mas o problema é que leva no delírio os responsáveis pelas instituições não democráticas da União Europeia (Eurozona, BCE e Conselho Europeu), contribuindo para continuar a destruir o projecto europeu.. 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

segunda-feira, 13 de julho de 2015

adivinhe quem foi o "irresponsável" e "irrealista" que proferiu as seguintes palavras que "não respeitam" os "mercados" e nem os "credores"?


“Se a política for dominada pela especulação financeira ou se a economia for governada apena por um paradigma tecnocrático e utilitário, preocupado apenas com o aumento da produção, não conseguiremos compreender, quanto mais resolver, os grande problemas da humanidade”.

Sabe quem fez essa afirmação “irrealista” ?

Se alguém fizesse essa afirmação numa reunião do eurogrupo tinha de aturar desde logo as invectivas ameaçadoras do sr.Schaüble ou do sr.Dijsselbloem, logo apoiadas pelos ministros das finanças de Portugal e da Finlândia.

Se essa afirmação fosse feita no BCE, levaria uma resposta “dura” de Draghi ou Constâncio.

Numa cimeira do Conselho Europeu, lá teria de ouvir as ameaças da sr.ª Merkel e do sr TusK, apoiadas por Passos Coelho e por Rajoy.

Se fossem pronunciadas no Parlamento Europeu, lá teria de atura a má cara do sr. Schultz e a irritação boçal do antigo primeiro-ministro grego.

No FMI a sr. Lagarde lá estaria para abafar uma tal reflexão.

Na Comissão Europeia o sr Juncker responderia com uma anedota..

Em Portugal logo teríamos uma matilha de professores universitários da universidade “Católica” e do ISEG , secundados por comentadores televisivos, a ridicularizarem o seu autor ou Cavaco Silva a chamá-lo à “realidade” e à “moderação”.

Ainda não descobriram quem proferiu aquela “perigosa” afirmação,  quem foi o “atrevido” que desafiou o “paz” dos  “mercados” e as “boas intenções” dos “credores”, “incapaz” de perceber a “realidade”?

Não, não foi nenhum “perigoso comunista” . Não, não foi o “terrorista” Tsipras.

….foi ….o PAPA FRANCISCO, ontem na Bolívia!

segunda-feira, 22 de junho de 2015

O Dia de Todos os Perigos


Muita vezes só tomamos consciência dos dias históricos e decisivos muito tempo depois deles terem passado.

Mas há outros dias históricos e decisivos que são perceptíveis e previsíveis e  hoje é um deles.

Aquilo que se vai passar ao longo do dia de hoje em Bruxelas vai condicionar o futuro do euro e da Europa e, no imediato, o futuro da Grécia.

Por aquilo que se sabe o governo grego recuou até onde lhe foi possível e, continuar a ceder já vai raiar a humilhação e a punição pura e simples.

Correm por aí muitos “mitos urbanos” sobre a situação grega, mas o que é um facto é que cinco anos de crise e resgate, de austeridade e submissão aos ditames da troika, conduziram o país a um nível de desemprego acima dos 25%, atingindo quase 60% entre os jovens, levaram quase 50% dos seus pensionistas a entrar na pobreza, levaram à falência de milhares de empresas, provocaram um recuo no PIB de quase 30%, aumentaram a dívida para quase 200%.

Continuar com as “reformas estruturais” (outro mito urbano) conduziria o país a agravar todos aqueles índices e roçaria a pura humilhação social de um povo que, democraticamente e em liberdade, já disse que quer mudar de rumo.

Por tudo isso não podem ser instituições que nunca se submeteram ao voto dos cidadãos europeus e criadas e reguladas no segredo dos gabinetes que se podem impor à vontade democrática.

Não deixa de ser curioso que o argumento que hoje muitos usam para justificar a acção de punição contra os gregos,  como a corrupção generalizada ou injustiça do sistema de impostos, raramente tenha sido usado nos anos anteriores, nomeadamente por ocasião da integração da Grécia na moeda única e, posteriormente, nos anos de aplicação de medidas de austeridade impostas pela troika e executadas pelos partidos que sempre estiveram no poder ao longo das últimas décadas e que foram os responsáveis pela corrupção generalizada.

Há quem diga que se as actuais propostas fossem apresentadas por um governo desses partidos que estiveram no “arco do poder” da corrupção, muito provavelmente já tinham sido aceites pelas instituições anti-democráticas que lideram a União Europeia.

Se a as últimas propostas do governo Grego não forem hoje aceites por essas instituições anti-democráticas (BCE, Eurogrupo, FMI e Comissão Europeia) , então o que está em causa é a pura intolerância ideológica dessas instituições anti-democráticas, e concluir-se-á que o seu único objectivo é punir os gregos como vacina contra a veleidade de qualquer desvio político às medidas de austeridade por parte de outros países da União Europeia e para continuarem a negar a sua responsabilidade na tragédia social a que conduziram os países sob resgate e a negarem o erro que cometeram.

Se se optar pela ruptura ou por um acordo de pura humilhação social do gregos, estamos próximos do fim da democracia na Europa tal como a conhecemos desde o pós guerra e do fim do direito dos cidadãos europeus decidirem o seu destino em liberdade.

Ir por esse caminho, a insistência nas medidas de austeridade, será entregar  todas as decisões que contam para a vida dos europeus à pura lógica especulativa e mafiosa do sistema financeiro.

Por isso hoje é um dia histórico, é o dia da viragem e da clarificação: ou as instituições anti-democráticas europeias cedem à vontade democrática dos cidadãos ou se entregam de vez à voracidade do corrupto poder financeiro europeu e internacional, com as graves consequências que todos iremos sentir nos próximos anos, isto é, a desintegração do projecto europeu, o fim do Estado Social que garantiu a paz europeia nas últimas décadas, o empobrecimento rápido e continuado de todos aqueles que trabalham e o crescimento do populismo de direita.

Por tudo isso, hoje é um dia histórico.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Esqueçam o G7 - Bilderberg já está a decorrer: Forget the G7 summit – Bilderberg is where the big guns go


Temos vindo a divulgar AQUI o pouco que se vai conhecendo de Bilderberg.

A conferência deste ano está a decorrer, mas são escassas as notícias sobre o que aí se passa.

O jornal The Guardian foi dos poucos que até agora se referiu e esse evento, que funciona em moldes quase mafiosos, e onde se decide de facto o destino do mundo, ultrapassando o peso de um G7 ou de outras conferências internacionais.

Já aqui nos referimos também à presença de muitos portugueses nas conferências realizadas ao longo de décadas, políticos, jornalistas, grandes empresários e banqueiros, professores universitários.

Acredito que algumas dessas pessoas tenham ido lá apenas por mera curiosidade, por algumas delas até nutro consideração intelectual e pessoal. O facto de visitarmos um campo de concentração não faz de nós um judeu ou um nazi. Visitar esse antro de mafiosos como o Clube Bilderberg também não faz de ninguém um mafioso.

Contudo a minha maior estranheza vai para vários jornalistas e comentadores da nossa praça que lá estiveram e que nunca escreveram uma linha (ou, vamos lá, duas linhas) sobre o que lá se passou.

Sempre que possível, em inglês ou noutra língua, vamos tentar divulgar por aqui o pouco que se vai sabendo das decisões que lá foram tomadas, muitas delas com impacto na vida de todos nós.
 Poe agora ficamo-nos pelo link para a reportagem do The Guardian.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Terminado o “prefácio” G7, vem aí a verdadeira reunião onde os “donos disto tudo” vão decidir o nosso futuro – De 11 a 14 de Junho tem lugar mais uma reunião do Grupo Bilderberg


A 63ª Conferência Bilderberg vai ter início dia 11 de Junho, durando até ao dia 14, e decorres em Telfs-Buchen , na  Austria.

Aí vão estar 140 participantes de 22 países, representantes políticos, da economia e das finanças, das universidades e da comunicação social, os quais, em ambiente de total secretismo, vão tomar as decisões que contam para o futuro da humanidade e daí sairão as decisões a executar pelos empregados locais dessa gente poderosa, como já saíram , noutras conferências, a decisão de criar o euro, ou de inventar a crise financeira que destruiu o poder dos cidadãos e enfraqueceu a democracia para resgatar o sector financeiro.

Os temas a discutir este ano são bem significativos da importância da conferência deste ano para o futuro de todos nós (deixo-vos a lista no inglês original do site oficial dessa organização que funciona em moldes mafiosos):

“Artificial Intelligence”
“Cybersecurity”
“Chemical Weapons Threats”
“Current Economic Issues”
“European Strategy”
“Globalisation”
“Greece”
“Iran”
“Middle East”
“NATO”
“Russia”
“Terrorism”
“United Kingdom”
“USA”
“US Elections” 

Alguns dos temas são bem significativos do que nos espera, como três temas tratados independentemente, como a “Estratégia Europeia”, a “Grécia” e a o “Reino Unido”. Fica assim evidente onde é que a crise europeia, o destino da Grécia e o referendo britânico vão ser realmente tratados, mais uma vez nas costas dos cidadãos por essa organização mafiosa controlada pelos interesse estratégicos do poder financeiro que está por detrás  de Bilderberg.

Também não deixa de ser curioso que os Estados Unidos e as eleições nesse país sejam tratados como dois temas distinto. Hilary Clinton que se cuide.

“Irão” e  “Médio Oriente” , tratados em separado, sem uma referência directa ao Estado Islâmico, trás também “água no bico”.

Quanto à grave situação do ambiente, nem uma palavra, o que mostra que, para  o poder financeiro e económico que controla Bilderberg, esse tema não lhes interessa.

É ainda significativo que não haja um destaque para a China. O poder totalitário desse país parece assim agradar ao poder económico mundial, não merecendo qualquer atenção. Desde que lhes cheire a dinheiro e a negócios, o importante é não fazer muitas ondas em relação a quem lhe dá dinheiro. A democracia é secundária para essa gente sinistra.

Quanto à lista de participantes da conferência deste ano, ela é a seguinte (vai também  em inglês, tal e qual como vem publicada no lacónico site da organização mafiosa):

Final list of Participants

“Chairman
Castries, Henri de          Chairman and CEO, AXA Group                FRA
                               
Achleitner, Paul M. Chairman of the Supervisory Board, Deutsche Bank AG     DEU
Agius, Marcus   Non-Executive Chairman, PA Consulting Group              GBR
Ahrenkiel, Thomas Director, Danish Intelligence Service (DDIS)             DNK
Allen, John R.   Special Presidential Envoy for the Global Coalition to Counter ISIL, US Department of State   USA
Altman, Roger C. Executive Chairman, Evercore             USA
Applebaum, Anne Director of Transitions Forum, Legatum Institute    POL
Apunen, Matti Director, Finnish Business and Policy Forum EVA           FIN
Baird, Zoë CEO and President, Markle Foundation        USA
Balls, Edward M. Former Shadow Chancellor of the Exchequer               GBR
Balsemão, Francisco Pinto Chairman, Impresa SGPS     PRT
Barroso, José M. Durão                Former President of the European Commission             PRT
Baverez, Nicolas Partner, Gibson, Dunn & Crutcher LLP              FRA
Benko, René Founder, SIGNA Holding GmbH  AUT
Bernabè, Franco Chairman, FB Group SRL           ITA
Beurden, Ben van CEO, Royal Dutch Shell plc   NLD
Bigorgne, Laurent Director, Institut Montaigne               FRA
Boone, Laurence Special Adviser on Financial and Economic Affairs to the President FRA
Botín, Ana P. Chairman, Banco Santander          ESP
Brandtzæg, Svein Richard President and CEO, Norsk Hydro ASA             NOR
Bronner, Oscar Publisher, Standard Verlagsgesellschaft             AUT
Burns, William President, Carnegie Endowment for International Peace          USA
Calvar, Patrick  Director General, DGSI                FRA
Castries, Henri de Chairman, Bilderberg Meetings; Chairman and CEO, AXA Group     FRA
Cebrián, Juan Luis Executive Chairman, Grupo PRISA   ESP
Clark, W. Edmund Retired Executive, TD Bank Group   CAN
Coeuré, Benoît   Member of the Executive Board, European Central Bank           INT
Coyne, Andrew   Editor, Editorials and Comment, National Post                CAN
Damberg, Mikael L. Minister for Enterprise and Innovation      SWE
De Gucht, Karel     Former EU Trade Commissioner, State Minister             BEL
Dijsselbloem, Jeroen Minister of Finance          NLD
Donilon, Thomas E. Former U.S. National Security Advisor; Partner and Vice Chair, O'Melveny & Myers LLP  USA
Döpfner, Mathias CEO, Axel Springer SE             DEU
Dowling, Ann President, Royal Academy of Engineering            GBR
Dugan, Regina  Vice President for Engineering, Advanced Technology and Projects, Google USA
Eilertsen, Trine   Political Editor, Aftenposten    NOR
Eldrup, Merete     CEO, TV 2 Danmark A/S                DNK
Elkann, John Chairman and CEO, EXOR; Chairman, Fiat Chrysler Automobiles ITA
Enders, Thomas CEO, Airbus Group       DEU
Erdoes, Mary CEO, JP Morgan Asset Management         USA
Fairhead, Rona Chairman, BBC Trust      GBR
Federspiel, Ulrik Executive Vice President, Haldor Topsøe A/S              DNK
Feldstein, Martin S. President Emeritus, NBER;  Professor of Economics, Harvard University USA
Ferguson, Niall Professor of History, Harvard University, Gunzberg Center for European Studies USA
Fischer, Heinz Federal President           AUT
Flint, Douglas  J. Group Chairman, HSBC Holdings plc  GBR
Franz, Christoph  Chairman of the Board, F. Hoffmann-La Roche Ltd     CHE
Fresco, Louise O. President and Chairman Executive Board, Wageningen University and Research Centre NLD
Griffin, Kenneth Founder and CEO, Citadel Investment Group, LLC      USA
Gruber, Lilli Executive Editor and Anchor “Otto e mezzo”, La7 TV          ITA
Guriev, Sergei  Professor of Economics, Sciences Po    RUS
Gürkaynak, Gönenç Managing Partner, ELIG Law Firm TUR
Gusenbauer, Alfred Former Chancellor of the Republic of Austria        AUT
Halberstadt, Victor Professor of Economics, Leiden University               NLD
Hampel, Erich   Chairman, UniCredit Bank Austria AG  AUT
Hassabis, Demis Vice President of Engineering, Google DeepMind     GBR
Hesoun, Wolfgang CEO, Siemens Austria           AUT
Hildebrand, Philipp Vice Chairman, BlackRock Inc.        CHE
Hoffman, Reid Co-Founder and Executive Chairman, LinkedIn               USA
Ischinger, Wolfgang Chairman, Munich Security Conference   INT
Jacobs, Kenneth M. Chairman and CEO, Lazard                USA
Jäkel, Julia CEO, Gruner + Jahr DEU
Johnson, James A. Chairman, Johnson Capital Partners              USA
Juppé, Alain Mayor of Bordeaux, Former Prime Minister          FRA
Kaeser, Joe President and CEO, Siemens AG    DEU
Karp, Alex CEO, Palantir Technologies USA
Kepel, Gilles University Professor, Sciences Po              FRA
Kerr, John Deputy Chairman, Scottish Power    GBR
Kesici, Ilhan MP, Turkish Parliament     TUR
Kissinger, Henry A. Chairman, Kissinger Associates, Inc.            USA
Kleinfeld, Klaus   Chairman and CEO, Alcoa          USA
Knot, Klaas H.W. President, De Nederlandsche Bank   NLD
Koç, Mustafa V.     Chairman, Koç Holding A.S.      TUR
Kogler, Konrad Director General, Directorate General for Public Security         AUT
Kravis, Henry R. Co-Chairman and Co-CEO, Kohlberg Kravis Roberts & Co.        USA
Kravis, Marie-Josée Senior Fellow and Vice Chair, Hudson Institute    USA
Kudelski, André   Chairman and CEO, Kudelski Group      CHE
Lauk, Kurt           President, Globe Capital Partners          DEU
Lemne, Carola  CEO, The Confederation of Swedish Enterprise              SWE
Levey, Stuart     Chief Legal Officer, HSBC Holdings plc USA
Leyen, Ursula von der  Minister of Defence      DEU
Leysen, Thomas Chairman of the Board of Directors, KBC Group            BEL
Maher, Shiraz   Senior Research Fellow, ICSR, King's College London   GBR
Markus Lassen, Christina Head of Department, Ministry of Foreign Affairs, Security Policy and Stabilisation DNK
Mathews, Jessica T. Distinguished Fellow, Carnegie Endowment for International Peace        USA
Mattis, James   Distinguished Visiting Fellow, Hoover Institution, Stanford University              USA
Maudet, Pierre Vice-President of the State Council, Department of Security, Police and the Economy of Geneva                CHE
McKay, David I.   President and CEO, Royal Bank of Canada         CAN
Mert, Nuray      Columnist, Professor of Political Science, Istanbul University TUR
Messina, Jim     CEO, The Messina Group            USA
Michel, Charles    Prime Minister               BEL
Micklethwait, John Editor-in-Chief, Bloomberg LP        USA
Minton Beddoes, Zanny Editor-in-Chief, The Economist            GBR
Monti, Mario    Senator-for-life; President, Bocconi University              ITA
Mörttinen, Leena Executive Director, The Finnish Family Firms Association    FIN
Mundie, Craig J. Principal, Mundie & Associates            USA
Munroe-Blum, Heather     Chairperson, Canada Pension Plan Investment Board CAN
Netherlands, H.R.H.  Princess Beatrix of the     NLD
O'Leary, Michael CEO, Ryanair Plc          IRL
Osborne, George First Secretary of State and Chancellor of the Exchequer      GBR
Özel, Soli  Columnist, Haberturk Newspaper; Senior Lecturer, Kadir Has University    TUR
Papalexopoulos, Dimitri Group CEO, Titan Cement Co.               GRC
Pégard, Catherine President, Public Establishment of the Palace, Museum and National Estate of Versailles FRA
Perle, Richard N. Resident Fellow, American Enterprise Institute         USA
Petraeus, David H. Chairman, KKR Global Institute       USA
Pikrammenos, Panagiotis Honorary President of The Hellenic Council of State             GRC
Reisman, Heather M.   Chair and CEO, Indigo Books & Music Inc.          CAN
Rocca, Gianfelice    Chairman, Techint Group           ITA
Roiss, Gerhard CEO, OMV Austria          AUT
Rubin, Robert E. Co Chair, Council on Foreign Relations; Former Secretary of the Treasury USA
Rutte, Mark Prime Minister      NLD
Sadjadpour, Karim Senior Associate, Carnegie Endowment for International Peace     USA
Sánchez Pérez-Castejón, Pedro Leader, Partido Socialista Obrero Español PSOE              ESP
Sawers, John     Chairman and Partner, Macro Advisory Partners            GBR
Sayek Böke, Selin Vice President, Republican People’s Party  TUR
Schmidt, Eric E.   Executive Chairman, Google Inc.            USA
Scholten, Rudolf CEO, Oesterreichische Kontrollbank AG          AUT
Senard, Jean-Dominique CEO, Michelin Group               FRA
Sevelda, Karl     CEO, Raiffeisen Bank International AG                AUT
Stoltenberg, Jens Secretary General, NATO      INT
Stubb, Alexander Prime Minister           FIN
Suder, Katrin Deputy Minister of Defense         DEU
Sutherland, Peter D. UN Special Representative; Chairman, Goldman Sachs International IRL
Svanberg, Carl-Henric  Chairman, BP plc; Chairman, AB Volvo SWE
Svarva, Olaug    CEO, The Government Pension Fund Norway  NOR
Thiel, Peter A.  President, Thiel Capital               USA
Tsoukalis, Loukas President, Hellenic Foundation for European and Foreign Policy     GRC
Üzümcü, Ahmet Director-General, Organisation for the Prohibition of Chemical Weapons INT
Vitorino, António M. Partner, Cuetrecasas, Concalves Pereira, RL         PRT
Wallenberg, Jacob Chairman, Investor AB         SWE
Weber, Vin Partner, Mercury LLC           USA
Wolf, Martin H.  Chief Economics Commentator, The Financial Times    GBR
Wolfensohn, James D. Chairman and CEO, Wolfensohn and Company               USA
Zoellick, Robert B. Chairman, Board of International Advisors, The Goldman Sachs Group USA.

Uma lista curiosa e que merece ser alvo de uma investigação e atenção mais cuidada.

Por Portugal temos dois repetentes, Pinto Balsemão e Durão Barroso, o primeiro responsável máximo por escolher os convidados portugueses, o segundo , aquele que o irá substituir e aquele que vai, provavelmente receber aqui as indicações para o seu futuro politico, podendo continuar a desenvolver as malfeitorias que fez na Comissão Europeia, agora noutro qualquer posto que essa organização ache que venha a ser útil para executar fielmente as decisões secretas que aí vão ser tomadas.

Também não nos surpreende o convite a António Vitorino para estar presente nesta reunião, pela segunda vez.

Já agora, recordamos em baixo a lista de portugueses que estiveram presentes, de forma oficial, já que tem havido presenças mais secretas e de forma oficiosa, de acordo com algumas inconfidências que casualmente vão sendo conhecidas (deixamos o título também em inglês):

António José Seguro,(2013) Politician
Paulo Portas, Politician (2013)
Luis Amado, Politician (201…)
Paulo Rangel, Politician (201…)
Francisco Pinto Balsemão (1981, 1983–1985, 1987–2015), former Prime Minister of Portugal, 1981–1983 and CEO of Impresa media group
Manuel Pinho (2009), former Minister of Economy and Innovation
José Sócrates (2004), former Prime Minister of Portugal
José Pedro Aguiar-Branco , (201…) former Minister of Justice
Santana Lopes (2004), former Prime Minister of Portugal
José Manuel Durão Barroso (1994, 2003, 2005, 2013, 2015), former Prime Minister of Portugal and Minister of Foreign Affairs, and current President of the European Commission
Nuno Morais Sarmento, (201…) former Minister of Presidency and Minister of Parliament Affairs
António Costa (2008), former Minister of Interior and current Mayor of Lisbon
Rui Rio (2008), current Mayor of Porto
Manuela Ferreira Leite (2009), former Minister of Education and Minister of Finance and Public Administration
Augusto Santos Silva,(201…) former Minister of Education, Minister of Culture, Minister of Parliament Affairs, and current Minister of National Defence
Marcelo Rebelo de Sousa (1998),[ former Minister of Parliament Affairs
António Guterres (1994), former Prime Minister of Portugal, former President of the Socialist International and current United Nations High Commissioner for Refugees
Ferro Rodrigues,(201…) former Minister of Labour and Social Solidarity and Minister of Public Works, Transport and Communications
Jorge Sampaio,(201…) former President of Portugal
Luís Mira Amaral (1995), former Minister of Labour and Social Solidarity, chairman of Caixa Geral de Depósitos and CEO of Banco Português de Investimento
Vítor Constâncio (1988), governor of the Banco de Portugal, Vice President of the ECB
Fernando Teixeira dos Santos (2010), former Minister of Finance
José Medeiros Ferreira (1977, 1980), former Minister of Foreign Affairs
Joaquim Ferreira do Amaral (1999), former Minister of Public Works, Transport and Communications
António Miguel Morais Barreto (1992), former Minister of Agriculture, Rural Development and Fisheries
João Cravinho,(201…)former Minister for Environment, Spatial Planning and Regional Development
Artur Santos Silva,(201…) former vice-governor of the Banco de Portugal, chairman of Banco Português de Investimento and current non-executive chairman of Jerónimo Martins
Francisco Luís Murteira Nabo,(201…)former chairman of Portugal Telecom, Minister of Public Works, Transport and Communications, and current chairman of Galp Energia and president of the Portuguese Economists Association
Manuel Ferreira de Oliveira,(201…) CEO of Galp Energia
Ricardo Salgado,(201…) CEO of Banco Espírito Santo
Antonio Nogueira Leite (Portuguese) (2011), Economist.
Paulo Macedo,(2014)  actual Ministro da Saude;
Inês de Medeiros (2014) ,deputada do PS.

Recentemente o jornal I, refria-se assim a alguns desses convidados portugueses:

“O i revela 15 personalidades que foram aos encontros de Bilderberg, o que faziam antes e o que fizeram a seguir

“José Sócrates  - Foi convidado em 2004, pouco tempo antes de ser eleito para a liderança do PS com 80% dos votos. No ano seguinte chegou a primeiro-ministro e ocupou o cargo durante seis anos. Quando foi convidado por Balsemão já era influente dentro do PS e apontado por alguns como sucessor de Ferro Rodrigues, que enfrentou grandes dificuldades na liderança devido ao caso Casa Pia. Actualmente, José Sócrates está preso preventivamente por suspeitas de fraude fiscal, corrupção e branqueamento de capitais.

“Paulo Portas Portas é um dos raros convidados do mundo da política que não pertencem nem ao PSD nem ao PS. O líder dos centristas foi convidado em 2013, juntamente com António José Seguro (Portugal tem, no máximo, três representantes no encontro). Portas foi ao encontro quando era ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

“António Costa O actual líder do PS foi convidado para o encontro que junta a elite mundial em 2008. Um ano antes tinha sido eleito para a presidência da Câmara de Lisboa em eleições intercalares. No currículo já tinha os cargos de ministro da Justiça e da Administração Interna, entre outros. Há muitos anos que o seu nome  é falado para a liderança do PS, mas Costa só avançou em 2014. O mais provável, de acordo com as sondagens, é que seja o próximo primeiro--ministro. Curiosamente, Costa foi convidado juntamente com Rui Rio, que era presidente da Câmara do Porto. A proximidade entre os dois tem alimentado especulações de que no futuro se poderão vir a entender para criar um governo do bloco central.

“António José Seguro Foi convidado em 2013. Era líder do PS há dois anos e na altura era forte a possibilidade de vir a ser o próximo primeiro--ministro. Mas, ao contrário de que muitos previam, não foi o governo a cair mas sim o líder do PS, que nunca conseguiu ultrapassar as divergências com alguns sectores dentro do PS. Um ano depois, após a vitória nas eleições europeias, foi desafiado por António Costa para disputar a liderança e foi derrotado.

“Saiu da liderança do PS e abandonou o lugar de deputado. Desde que deixou de ser líder do PS que não tem intervenção pública.

“Paulo Macedo O actual ministro da Saúde foi  convidado por Francisco Pinto Balsemão no ano de 2014. Paulo Macedo ganhou notoriedade como director--geral dos Impostos, tendo conseguido bons resultados no combate à evasão fiscal. Foi também vice-presidente do conselho de administração executivo do Millennium BCP.

“Foi sempre um dos ministros mais populares deste governo e era até o preferido de alguns sectores da maioria, nomeadamente do CDS, para ministro das Finanças quando Vítor Gaspar se demitiu.

“Marcelo Rebelo de Sousa Foi convidado em 1998, quando liderava o PSD. Deixou a liderança dos sociais-democratas no ano seguinte, depois de entrar em ruptura com Paulo Portas, o que ditou o fim da aliança entre o PSD e o CDS. Não deixou, porém, de ter influência, sendo o comentador político mais ouvido do país. Quase 20 anos depois, Marcelo admite voltar à política, mas como candidato à Presidência da República, um dos candidatos mais fortes na área da direita. Marcelo contou à TVI, uns anos depois de ter participado no encontro, que não viu nada de “anormal” nessas reuniões. Descreveu o encontro como “muito interessante”, já que lhe permitiu “conhecer figuras importantes dos Estados Unidos da América e da Europa”. O professor está, porém, convicto de que destes encontros não resulta uma rede de ligação. “Eu não notei que tivesse ficado. Não tenho essa visão conspiratória.”

“Vítor Constâncio Foi governador do Banco de Portugal e participou no encontro em 1988, quando era secretário-geral do PS, e em 2010, ano em que deixou o Banco de Portugal para ocupar o cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), onde é responsável pela supervisão bancária.

“Teixeira dos Santos Teixeira dos Santos foi convidado quando era ministro das Finanças de José Sócrates. Um ano depois, o agora professor universitário entrou em ruptura com José Sócrates, quando decidiu acabar com as resistências do ex-primeiro-ministro à vinda da troika e assumiu que o país precisava de pedir ajuda externa. Actualmente é professor da Faculdade de Economia do Porto.

“Ricardo Salgado O banqueiro esteve duas vezes nos encontros de Bilderberg, em 1997 e 1999, quando a conferência se realizou no Hotel da Penha Longa, em Sintra (foi até hoje a única vez que se realizou em Portugal). O fundador destes encontros, Bernardo da Holanda, conta o livro “O Último Banqueiro”, das jornalistas Maria João Babo e Maria João Gago, era “visita assídua em casa de Manuel Espírito Santo, o tio--avô de Ricardo Salgado, que liderou o BES até 1973. Os convites a Salgado foram feitos por Balsemão “antes de as relações” entre os dois “se deteriorarem”, revela ainda o livro sobre o ex-presidente do BES.

“Paulo Rangel  O eurodeputado do PSD participou na reunião em 2010. No mesmo ano foi candidato à liderança do partido, mas foi Passos Coelho quem ganhou. Actualmente, Paulo Rangel é deputado ao Parlamento Europeu.

“Durão Barroso Durão Barroso participou três vezes nas conferências do Bilderberg. A primeira foi em 1994 quando era ministro dos Negócios Estrangeiros. O cavaquismo estava a dar as últimas e já se começava a discutir o sucessor do homem que mais tempo governou o país. Um ano depois de entrar no restrito clube mundial, Durão candidatou-se à liderança do partido, mas perdeu para Fernando Nogueira. Não desistiu e em 1999 foi eleito líder do partido. Não demorou muito tempo a chegar ao governo. António Guterres demitiu-se e em Março de 2002 foi eleito primeiro-ministro. Foi nessa qualidade que, no ano seguinte, voltou a ser convidado para o encontro da elite mundial. Não foi a última vez.

“Santana Lopes  Pedro Santana Lopes esteve no encontro em Junho de 2004. A reunião aconteceu três semanas antes da crise política em Portugal. Durão Barroso demitiu-se do governo, mas não partiu para o novo cargo na Comissão Europeia sem escolher o seu sucessor:Santana Lopes. O “enfant terrible” do PSD chegou a primeiro-ministro pouco tempo depois de ter participado no encontro, as nem um ano esteve na liderança do governo. Santana ainda concorreu nas legislativas, mas o vencedor foi José Sócrates, que também tinha participado no encontro de Bilderberg no mesmo ano. Santana não está actualmente na política activa, mas poderá ser candidato à Presidência da República nas próximas eleições. Actualmente é presidente da Santa Casa da Misericórdia.

“Manuela Ferreira Leite Era presidente do PSD quando foi convidada para participar na conferência do clube de Bilderberg, em 2009. Ao contrário de outros líderes da oposição, que já participaram nestas reuniões, nunca chegou à liderança do governo. Em Abril de 2010, após a derrota nas legislativas contra José Sócrates, Manuela Ferreira Leite deixou a presidência do PSD e foi substituída por Passos Coelho. Participou em vários governos, mas um dos cargos mais importantes que ocupou foi o de ministra das Finanças, no governo liderado por Durão Barroso. Actualmente Ferreira Leite está afastada da política activa, mas não deixa de ter influência através dos seus comentários políticos, que muitas vezes se traduzem em críticas ao governo de Passos Coelho. Foi um dos nomes falados para a Presidência da República, mas curiosamente a hipótese foi lançada pelo socialista Pedro Adão e Silva. Um desafio que Ferreira Leite dificilmente aceitará.

“Inês de Medeiros Foi convida em 2014 juntamente com Paulo Macedo. É deputada do PS. A actriz e realizadora está ligada no parlamento à área da cultura.

“Rui Rio Foi convidado em 2008, quando era presidente da Câmara do Porto, um cargo que exerceu até às últimas eleições autárquicas, em 2013. Desde essa data que está afastado da política activa, mas nem por isso deixou de ter uma intervenção pública permanente. O futuro poderá passar por uma candidatura à Presidência da República ou por uma candidatura à liderança do PSD, se Passos Coelho perder as próximas eleições legislativas. O ex-autarca do Porto participa com frequência em debates políticos e em conferências e é um adepto do bloco central. “Não será possível reformar o país sem consenso político e sem o entendimento, pelo menos, dos dois maiores partidos portugueses em matérias de regime”, defendeu Rio, numa biografia publicada no final do ano de 2014. Balsemão já admitiu que Rui Rio é o seu candidato preferido para Belém”.

Do site BLASTINGNEWS, de 25 de Fevereiro último retirámos o seguinte texto da autoria de Augusto Ramos, especialista em temas internacionais:

“A controverso grupo Bilderberg reúne-se este ano na Áustria. A reunião será realizada no sumptuoso hotel Interalpen, nos Alpes austríacos, a pouca distância do aeroporto de Innsbruck, de 11 a 14 Junho, confirmou a polícia austríaca, que se prepara para patrulhar o evento. A notícia foi também confirmada por Daniel Estulin, que tem publicado vários best-sellers acerca do Clube Bilderberg, o que lhe permite estar por dentro dos movimentos da organização.

“Considerado como um dos homens mais bem informados acerca desta organização, Estulin anunciou esta semana, numa entrevista ao popular Infowars de Alex Jones, que a reunião "secreta" será este ano na Áustria. Estulin revelou ainda na entrevista da emissão do passado 24 que "passados anos de exposição e denúncia pública do grupo Bilderberg, da sua agenda secreta e influência politico-económica, ainda sou perseguido e demonizado em meios políticos e jornalísticos".

“Foi um dos primeiros jornalistas a denunciar as reuniões secretas que congregam banqueiros, políticos, empresários e personalidades com visibilidade pública nos seus países e internacionalmente. Hoje são já inúmeros os jornalistas que divulgam ao público o que devia ser uma agenda secreta. O objectivo da Bilderberg é, para Estulin, "formatar a mente dos participantes para um futuro planeado em nome de um debate acerca da situação presente".

"Mas durante décadas o Clube Bilderberg foi mantido em segredo. Foi a expansão da Internet que colocou a Bildeberg na agenda mediática. Até há bem poucos anos a divulgação destas reuniões (realizadas à porta fechada, "para estarmos sossegados" justificou Pinto Balsemão, ao "i") eram ridicularizada. Mas desde a explosão da internet e de sites como o Infowars, que fazem directos e enviam repórteres in loco às reuniões da Bilderberg, acabou-se o "secretismo".

“A Bilderberg existe desde 1954. E a participação portuguesa faz-se desde 1988, com Francisco Pinto Balsemão, que ocupou mesmo a posição de vice-presidente da reunião, dirigindo David Rockfeller, Beatriz da Holanda (Shell), Bill Clinton e outras personalidades da elite internacional. Tem também sido Pinto Balsemão quem tem seleccionado os portugueses que o vão acompanhar à Bildeberg para uma carreira que a organização vai catapultar "fatalmente".

“Daniel Estulin teve o seu livro "Clube Bilderberg" impedido de ser publicado em Portugal, segundo carta de editor divulgada no "Semanário" e reproduzida no blog Filtro. Só muito recentemente Estulin viu editoras portuguesas arriscarem na compra do livro, depois de este ser incontestavelmente um best seller internacional.

“Alguns políticos portugueses foram convidados para a Bilderberg ainda antes de serem figuras públicas e/ou desempenharem cargos políticos e terem os apoios dos seus partidos, como Pedro Santana Lopes e José Sócrates. Muitas outras carreiras políticas e económicas internacionais tiveram o seu empurrão na Bilderberg, como aconteceu com Durão Barroso, Bill Clinton ou Tony Blair.

“A agenda do clube é secreta, mas por vezes há infiltrados ou convidados que as divulgam; foi o caso da reunião de 2013, em que Joseph Paul-Watson, do Truth Seeker, divulgou um raro exemplo da agenda a debater na Bilderberg, onde constavam por exemplo, "revoltas por toda a Europa"; "crise dos media"; "resistência a fármacos" e até "tecnologia de impressão em 3 dimensões".

“A unidade anti-terrorista COBRA vai patrulhar a área alpina e num perímetro de 15 Km serão proibidos voos e para-quedismo.

“Como complemento à noticia aqui publicada sobre a crescente influência do Club Bilderberg nas decisões político-económicas tomadas em Portugal, de que o grande «papa dos media», Francisco Pinto Balsemão, é o mentor máximo, respigamos, com a devida vénia, (complementando o texto com factos da actualidade, como foi o caso da última aquisição do Grupo, Clara Ferreira Alves, que participou numa reunião efectuada este ano na Suiça) do blogue «Portugal Global» acontecimentos históricos sobre esta «sociedade secreta» que actua no «rectângulo» com grande discrição, povoando as suas peças no xadrez mais interventivo e mediático da sociedade (veja-se como muitos membros do Club são figuras de topo da vida governativa nacional e europeia, não esquecendo o canal de Carnaxide ou no jornal dito de referência «Expresso» do mesmo grupo de Comunicação Social liderado por Pinto Balsemão), apostando em aniquilar (geralmente com recurso aos meios da «casa») outras organizações que lhe possam fazer sombra, como é o caso da Igreja e da Maçonaria.

Historial

“O texto publicado no «Portugal Global» foi retirado do extinto site PTNSA, onde se refere que a  Sociedade Bilderberg é um grupo americano que existe há longos anos,que leva a cabo uma conspiração antidemocrática, um plano oculto de dominação mundial. Este grupo conta nas suas fileiras, Presidentes, Famílias Reais, ministros, industriais e executivos de sucesso, jornalistas, directores de estações de TV, jornais etc.

“A primeira conferência da Bilderberg realizou-se em Maio de 1954, desde então esta organização secreta realiza todos os anos em diversas cidades europeias e norte americanas, conferências. A Bilderberg todos os anos preocupa-se em convidar as figuras mais poderosas ou futuros aliados, na execução da estratégia de dominação, para as suas conferências.Após analisarmos os participantes destes encontros, chegamos à conclusão que nós, povo, não passamos de peças, facilmente manipuladas por estes “grandes” senhores. Considerando como exemplo a última “luta”, durante as legislativas, entre PS e PSD que serviu, e serve, para ridicularizar o povo português.Em boa verdade, vendo os nomes em evidência do Clube em Portugal, facilmente verificamos que estão todos eles ligados ao chamado «centrão» da vida politica, ou seja, ao bloco PS/PSD.

“Imaginem o que se passa nos bastidores, as ricas gargalhadas que não se dão nessas reuniões à “nossa” custa. Vivemos portanto numa ditadura “invisível”, onde as nossas escolhas são limitadas a uma só “força”/”poder” com dois ou três nomes diferentes, de modo a nos iludir. Pinto Balsemão é o convidado assíduo da Bilderberg, pelo menos desde 1988.Podemos fazer uma pequena ideia de como a “nossa opinião” é controlada através desta força oculta, quem não vê TV para saber as últimas notícias nacionais e internacionais?

“Quem não compra o seu jornal de manhã para saber o que se passa ao seu redor?

“A maioria das pessoas não tem noção que a informação que lhes chega todos os dias através da comunicação social, que jamais é posta em causa a sua veracidade, é um excerto dos factos reais um QB de ficção.

“Conferência em Portugal

“No início de Junho de 1999, realizou-se na Penha Longa, Sintra, uma conferência da Bilderberg. Entre os participantes desta 47ª conferência estavam dez portugueses: Francisco Pinto Balsemão, Jorge Sampaio, Artur Santos Silva, Ricardo Salgado, Nicolau Santos ( colaborador do «Expresso» e comentador económico da SIC), Murteira Nabo, Vasco de Melo, Marçal Grilo, João Cravinho e Joaquim Ferreira do Amaral.

“De acordo com algumas fontes, a Bilderberg pagou milhões de dólares ao governo Português para este disponibilizar forças militares, policiais e helicópteros para localizar intrusos, de modo a “protegerem o seu secretismo”, pois a segurança nos encontros da Bilderberg é algo que nunca falta.

“António Guterres, que participou na conferência de 1994, na Finlândia, foi, curiosamente, eleito primeiro-ministro em 95. Guterres não constou na lista de convidados da 47ª Conferência e em nenhuma outra depois da de 94. Foi nomeado para Alto Comissário para os Desalojados nas Nações Unidas.Mas existem outras coincidências iguais a estas no historial da Bilderberg.

“Coincidências?

“Bill Clinton que participa no encontro Bilderberg na Alemanha em 91 foi eleito presidente dos Estados Unidos da América em Agosto de 1992.Tony Blair que participa no encontro Bilderberg na Grécia em 93 torna-se líder do partido em Julho de 94 torna-se primeiro-ministro em Maio de 97. Jack Santer o anterior chefe de estado (demitido por corrupção) participou no encontro Bilderberg na Alemanha em 91 e torna-se presidente da UE em Janeiro 95.

“Romano Prodi participou no encontro Bilderberg em Portugal em Junho de 99 toma posse como presidente da UE em Setembro de 99.George Robertson participa no encontro Bilderberg na Escócia em 98 e toma posse como secretário-geral da NATO em 99.

“Como atrás referimos, Francisco Pinto Balsemão é o  convidado assíduo da Bilderberg pelo menos desde 1988. Um magnata na imprensa e economia portuguesa, fundador do Jornal Expresso/Sojornal em 1972. Após a morte de Sá Carneiro em 1980, Pinto Balsemão, que até então era adjunto do primeiro-ministro, sucedeu-lhe como chefe do governo de coligação da AD. Balsemão tem um “império invejável”, tendo em sua posse desde jornais a estações de TV, tem grande influência nas mais “credíveis” e mais prestigiadas empresas nacionais.Diz-se que a sua ligação a figuras da banca, também ligadas ao Club Bilderberg, o livraram de recentes ( a famigerada crise que,pelos vistos, não toca a todos…) complicações financeiras no seu grupo empresarial…

“António Barreto, sociólogo, ex-ministro da Agricultura e actual comentador da SIC participou no Encontro da Bilderberg em 1992 em Evian-les-Bains, França. Ex-deputado à Assembleia Constituinte, Secretário de Estado do Comércio Externo, Ministro do Comércio e Turismo, Ministro da Agricultura e Pescas e Deputado à Assembleia da República. Publicou vários livros e artigos académicos, assim como ensaios. Colabora regularmente, desde os anos setenta, na imprensa diária, assim como na televisão.

“Durão Barroso participou num encontro da Bilderberg quando era ministro dos Negócios Estrangeiros. Foi Presidente do PSD e Primeiro-ministro Português, actualmente presidente da Comissão Europeia, cargo onde se tem «segurado» como uma lapa, apesar do crescente colapso da UE e das criticas de que tem sido alvo pelos seues pares europeus.

“Roberto Carneiro participou no encontro em 1992 em Evian-les-Bains, França. É ex-Secretário de Estado da Educação e antigo Ministro da Educação. É consultor do Banco Mundial, da OCDE, da UNESCO e do Conselho da Europa.

“Vasco Pereira Coutinho, empresário de sucesso do regime partidocratico, participou no encontro de 91 em Baden-Baden, Alemanha e de 98 em Turnberry, Escócia.

“José Galvão Teles, ligado a uma das mais influentes sociedades de advogados, participou no encontro de 1997 em Geórgia, EUA. Foi membro do PS e do Conselho de Estado.

“Teresa Patrício Gouveia participou no encontro de 2001 em Gothenburg, Suécia. Antiga deputada e porta-voz da Comissão Política Nacional do PSD, foi também secretária de Estado da Cultura durante o Governo de Cavaco Silva. É actualmente, presidente da Fundação de Serralves.

“Marçal Grilo, participou no encontro de 1999 em Sintra, Portugal. Ex-Ministro da Educação.

“João Cravinho, Ex-Ministro da Indústria e Tecnologia do IV Governo Provisório, ex-deputado à Assembleia da República, ex-delegado nacional ao Comité de Ciência e Tecnologia das Nações Unidas. Também foi Membro do Bureau da União dos Partidos Socialistas foi Vice-Presidente do Parlamento Europeu, Ministro do Planeamento e da Administração do Território, Ministro do Equipamento.

“Miguel Horta e Costa participou no encontro de 98 em Turnberry, Escócia. Presidente da Comissão Executiva (CEO) foi Presidente da Portugal Telecom. Regressou ao BES Investiment de Ricardo Espírito Santo,um dos membros mais influentes do Club Bilderberg.

“Margarida Marante participou no encontro de 96 em Toronto, Canadá e 99 em Sintra, Portugal. Uma das mais prestigiadas jornalistas da televisão portuguesa, segundo o «The News» recusa-se a fazer qualquer tipo de declaração sobre a sua participação nestas conferências. Certamente que as revelações vindas a lume da sua ligação amorosa com um traficante de droga, Fernando Farinha Simões, que lhe fornecia estupefacientes, segundo ela própria revelou, a fizeram cair em desgraça no seio da organização tendo perdido influência nos «media».

“Clara Ferreira Alves, jornalista, comentadora da SIC e da Visão ( do Grupo Impresa, de  Balsemão) participou ( e foi fotografada no interior de uma viatura que a foto documenta) na conferência do Grupo  Bilderberg realizada durante este ano no Suvretta House Hotel in St. Moritz, Switzerland. Foi esta a primeira vez que a comentadora do «Eixo do Mal» participou numa reunião do grupo Selecto Bildeberg.

“Vasco de Mello participou no encontro de 99 em Sintra, Portugal. É vice-presidente do Grupo José de Mello e em 2002 foi eleito presidente da Brisa por unanimidade.Defende os interesses dos accionistas privados na EDP.

“Murteira Nabo é actualmente presidente não executivo da Galp Energia. Participou no encontro de 93 em Atenas, Grécia. Da sua carreira destacam-se 10 anos de funções governativas, como Ministro do Comércio e Turismo, bem como a passagem por quatro Secretarias de Estado: Exportação, Adjunto do Primeiro-ministro, Tesouro e Finança. Foi ainda, administrador (não executivo) da TAP – Air Portugal,administrador do Banco de Fomento e Exterior, da Siderurgia Nacional, da CELBI, do ICEP, para além de empresas do Grupo IPE, director da Sorefame e docente universitário.

“Carlos Pimenta participou no encontro de 91 em Baden-Baden, Alemanha. Participou na Coordenação do Grupo Europeu do PSD em 1998/1999. Foi sec retario de Estado Ambiente, euro-deputado e é o actual director do Centro de Estudos em Economia da Energia dos Transportes e do Ambiente e membro do conselho de administração de várias empresas.

“Ricardo Espírito Santo participou nos encontros de 97 em Geórgia, EUA e 99 em Sintra. É presidente do Grupo Espírito Santo.

“Jorge Sampaio participou no encontro de 99 em Sintra, Portugal. Após a Revolução do 25 de Abril de 1974, é um dos principais impulsionadores da criação do Movimento de Esquerda Socialista (MES). Foi ainda co-Presidente do “Comité África” da Internacional Socialista. Em 1989, decide concorrer à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, cargo para o qual é, então, eleito e depois reeleito, em 1993. Em 14 de Janeiro de 1996, é eleito, Presidente da República, em 1996, apresentou-se de novo e voltou a ser eleito.

“Nicolau Santos participou no encontro de 99 em Sintra, Lisboa. É director-adjunto do jornal Expresso e comentador da SIC para os assuntos económicos.

“Artur Santos Silva participou no encontro de 99 em Sintra, Portugal. Foi recentemente nomeado presidente da Fundação  Gulbenkian,depois de deixar o cargo de Presidente do BPI; também foi nomeado presidente da sociedade anónima de capitais públicos (SACP) que geriu o projecto Porto 2001.

“Marcelo Rebelo de Sousa participou no encontro de 98 em Turnberry, Escócia. Fundador do Expresso, em conjunto com Francisco Pinto Balsemão, foi Ministro dos Assuntos Parlamentares e, em 1996, o secretário-geral do PSD. É também professor catedrático na Faculdade de Direito e um dos comentadores mais influentes da TV.

“António Vitorino participou no encontro de 96 em Toronto, Canadá. Foi ministro da Defesa, Comissário Europeu e é actualmente sócio da firma Cuatrecasas, Gonçalves Pereira & Associados, onde colabora na área de Direito Público.

“António Borges participou no encontro de 97 na Geórgia, EUA e 02 em Leiden, Holanda. É militantes do Partido Social Democrata, onde foi vice-presidente da Comissão Política Nacional, entre 2008 e 2010. Foi vice-presidente da Goldman Sachs Internacional à qual se juntou em 2000. O seu percurso passa por empresas como a Petrogal-Petroleos, vice-presidente do Conselho de Administração do banco Goldman Sachs International, em Londres. Do seu currículo consta ainda a passagem pela Administração do Citibank, BNP Paribas, Petrogal, Sonae, Jerónimo Martins, Cimpor e Vista Alegre. É actualmente administrador da Fundação Champalimaud, cargo que ocupou depois de ter deixado o lugar de responsável do Departamento Europeu do FMI.

“Elisa Ferreira participou no encontro de 2002 em Leiden, Holanda. Deputada europeia foi Ministra do Ambiente e Ministra do Planeamento e Vice-Presidente  do Grupo Parlamentar do PS.

“Guilherme de Oliveira Martins participou no encontro de 02 em Leiden, Holanda. É o actual Presidente do Tribunal de Contas. Foi Ministro das Finanças em 2001, na altura vice-primeiro-ministro, substituindo Joaquim Pina Moura que renunciou ao cargo. Foi também deputado do PS na Assembleia da República.

“Freitas do Amaral, antigo presidente e fundador do CDSS/PP, vice-presidente e presidente da União Europeia das Democracias Cristãs em 81. Foi ministro dos Negócios Estrangeiros, vice Primeiro-Ministro e ministro da Defesa. Candidatou-se à Presidência da República em 1986. Foi presidente da Assembleia-geral das Nações Unidas.

“Vitor Constâncio participou no encontro de 88.Vice presidente do Banco Central Europeu cargo que ocupa depois de ter deixado o lugar de Governador do Banco de Portugal – um mandato onde era o terceiro Governador de um banco central dos mais bem pagos do Mundo, com o valor de 250 mil euros anuais.Ex-ministro das Finanças e do Plano. Foi também Secretario Nacional do PS.

“António Guterres participou no encontro de 94 em Helsínquia, Finlândia. Ex-Primeiro-Ministro, deputado da Assembleia da República, pelo Partido Socialista, com mandato suspenso e ex-Vice-Presidente da Internacional Socialista, organização que agrupa mais de cem partidos e organizações socialistas e sociais-democratas à escala mundial. Actualmente preside à comissão dos Refugiados da ONU”.