segunda-feira, 13 de julho de 2015

adivinhe quem foi o "irresponsável" e "irrealista" que proferiu as seguintes palavras que "não respeitam" os "mercados" e nem os "credores"?


“Se a política for dominada pela especulação financeira ou se a economia for governada apena por um paradigma tecnocrático e utilitário, preocupado apenas com o aumento da produção, não conseguiremos compreender, quanto mais resolver, os grande problemas da humanidade”.

Sabe quem fez essa afirmação “irrealista” ?

Se alguém fizesse essa afirmação numa reunião do eurogrupo tinha de aturar desde logo as invectivas ameaçadoras do sr.Schaüble ou do sr.Dijsselbloem, logo apoiadas pelos ministros das finanças de Portugal e da Finlândia.

Se essa afirmação fosse feita no BCE, levaria uma resposta “dura” de Draghi ou Constâncio.

Numa cimeira do Conselho Europeu, lá teria de ouvir as ameaças da sr.ª Merkel e do sr TusK, apoiadas por Passos Coelho e por Rajoy.

Se fossem pronunciadas no Parlamento Europeu, lá teria de atura a má cara do sr. Schultz e a irritação boçal do antigo primeiro-ministro grego.

No FMI a sr. Lagarde lá estaria para abafar uma tal reflexão.

Na Comissão Europeia o sr Juncker responderia com uma anedota..

Em Portugal logo teríamos uma matilha de professores universitários da universidade “Católica” e do ISEG , secundados por comentadores televisivos, a ridicularizarem o seu autor ou Cavaco Silva a chamá-lo à “realidade” e à “moderação”.

Ainda não descobriram quem proferiu aquela “perigosa” afirmação,  quem foi o “atrevido” que desafiou o “paz” dos  “mercados” e as “boas intenções” dos “credores”, “incapaz” de perceber a “realidade”?

Não, não foi nenhum “perigoso comunista” . Não, não foi o “terrorista” Tsipras.

….foi ….o PAPA FRANCISCO, ontem na Bolívia!
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