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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Eleições 2024 - Evolução das Sondagens

 


 (Fonte : Marktest)
As Sondagens valem o que valem, mas deixamos aqui registado um gráfico que resume a evolução dos resultados obtidos pelas mais credenciadas agências de sondagens portuguesas.


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Como vou votar num cenário de derrota pré anunciada da esquerda?


O QUE EU NÃO GOSTAVA…

As últimas sondagens dão uma vitória clara à coligação de direita.

Desta vez já são sondagens com uma base significativa de inquéritos, com menos indecisos e onde a diferença entre a coligação de direita e o PS ronda mais ou menos (quase sempre mais) os 5%. 

Convém recordar que, em Portugal, a nos últimos vinte anos, as sondagens nunca se enganaram por mais ou menos 2 ou 3%.

Se os resultados forem outros, esta seria a primeira vez  em Portugal que todas a sondagens se “espalhavam” de forma clamorosa.

Claro que ainda existe uma razoável margem de indecisos, mas o que tem acontecido é que, quanto mais o número de indecisos baixa, mais aumenta a diferença entre a coligação de direita e o PS, sem que se registe um grande avanço nos partidos mais à esquerda.

É contudo bom recordar que, um pouco por toda a Europa, nos últimos, anos, as sondagens se têm enganado redondamente.

Veremos se, pela primeira vez em Portugal, tal vai acontecer.

ENCONTRAR EXPLICAÇÕES PARA O INEXPLICÁVEL

Seja qual for o resultado final, o que parece significativo é que uma grande parte da população continue a confiar numa coligação que destruiu os equilíbrios sociais em Portugal, lançando portugueses contra portugueses, fomentando a inveja social, provocando  a emigração de  500 mil portugueses, a maior parte jovens qualificados, agravando a já de si grave situação demográfica do país, empobrecendo a generalidade da população trabalhadora e pensionista de Portugal, aumentando as desigualdades sociais, reduzindo os salários para o nível da indigência, aumentando a insegurança e a precariedade dos empregos, transformando  a alta taxa de desemprego , acima dos 10% (30% entre os jovens) num fenómeno estrutural, cortando drasticamente nas funções sociais do Estado, na saúde e na educação e deixando de investir na cultura e na investigação.

Ao mesmo tempo, aumentou drasticamente o número de milionários, manteve-se elevados o salário dos gestores das grandes empresas, manteve-se os chorudos lucros das mesmas empresas e bancos, continuou-se a garantir que a maior parte destas fuja aos impostos através do esquema de off-shores “legais” em pleno espaço da União Europeia.

Mas tudo o que este governo fez foi em nome de três objectivos falhado: reduzir o deficit, reduzir a dívida e aumentar a “competitividade” (seja lá isto o que for). O deficit mantem-se ao mesmo nível, a dívida aumentou e é impagável sem mais “sacrifícios” e austeridade, e na “competitividade”, o país piorou a sua situação no ranking mundial.

No fundo, a coligação de direita destruiu os ideais dos fundadores dos seus partidos, a social-democracia de Sá Carneiro e a democracia-cristã de Freitas do Amaral.

O mesmo fenómeno que justifica a resignação ou a aceitação do miserabilismo da política governamental levou a aceitação, durante 50 anos, da “ordem” salazarista.

Em toda esta situação, a esquerda não está isenta de culpas.

Em primeiro lugar o PS:

- o processo de sucessão de Seguro para Costa foi todo um jogo de manipulação propagandística e da mais suja táctica política. O “cheiro” a poder inebriou muita gente do PS. Afinal a principal justificação para afastar Seguro era que ele não tinha “carisma” ou que “ganhava  eleições, sim mas, por pouco!”. O PS arrisca-se agora a perder numa conjuntura que lhe era favorável.

- a colagem dos “socráticos” a António Costa, que precisou deles para ganhar o PS, mas dos quais nunca se soube demarcar. A prisão de Sócrates, um caso que levanta suspeitas pelos “timings” escolhidos, “entalou” de vez António Costa. Em muitas cabeças o que passou a estar em julgamento nestas eleições foi José Sócrates e não os últimos 4 anos de (des)governo…e Costa não conseguiu dar a volta a isto!

- as hesitações da campanha de Costa, entre o discurso “sério” e “realista” do poder, e a condenação firme da austeridade. Só que para se condenar com firmeza a “austeridade” ,imposta pela troika e alegremente aplicada pela coligação de direita, era necessário questionar a presença de Portugal no euro, defender com base sustentável a renegociação da dívida, e fazer frente às antidemocráticas instituições europeias, tudo aquilo para o qual falta coragem a este PS, muito apegado ao poder e com gente comprometidas com muitas malfeitorias feitas no governo de José Sócrates.

Em segundo lugar a esquerda com assento parlamentar, CDU e BE:

- a situação na Grécia veio retirar credibilidade àquilo que estes partidos defendem, veio dificultar uma saída negociada da crise e provocou medo em muitos eleitores que preferem o sossego das suas vidinhas, mesmo que seja o sossego dos cemitérios, a ter que passar por situações idênticas àquelas pelas quais passou a Grécia ao longo deste ano. O pior que pode acontecer ao português “médio” formatado pela ideologia “cavaquista” que criou a nossa classe “média”, e é aspiração de muito “pobre”, é tirarem-lhe a possibilidade de usar o cartão de crédito, mesmo que não tenha nada para levantar! ;

- a irredutibilidade de alguns princípios políticos, que impossibilitam qualquer aproximação a um governo minoritário do PS, ou pelo menos é esta a imagem que transmitem. A esquerda continua muito presa a divergências do passado, que já nada dizem às pessoas e revela uma enorme incapacidade pragmática de entendimento. Neste ponto deviam ter aprendido alguma coisa com o Syriza;

- a imagem de divisão que acabam por provocar à esquerda, principalmente no caso do Bloco de Esquerda, que tem, nestas eleições, mais dois partidos a concorrer na mesma área e que resultaram da incapacidade de ultrapassar as meras divergências pessoais;

-na sequência do que disse em cima, a idéia de que as outras duas “alternativas” à esquerda (Livre e Agir) dão de que apenas estão a concorrer contra o BE, por meras razões de incompatibilidades pessoais, não tendo para apresentar ideias muito diferentes das do BE.

Existem também outros fenómenos que podem justificar a situação de grande incerteza que se vive e uma previsível vitória eleitoral da direita:

- a abstenção elevada, que beneficia a direita, e que, nestas eleições conta com um fenómeno que só foi referido no início da campanha, mas rapidamente esquecido, o facto de 500 mil eleitores jovens e os mais revoltados com a política de direita, terem emigrado e se depararem com um “erro” do ministério da administração interna, que se “enganou” na  produção dos boletins por correspondência, impedindo assim muitos milhares de poderem vota em Portugal;

- a influência propagandística da comunicação social, especialmente a televisiva,  onde enxameiam comentadores de direita e onde os debates são orientado no sentido de justificar a austeridade, desvalorizar as más notícias para a coligação (como o escândalo da aldrabice na elaboração estatística do valor do deficit) e potenciar os erros da esquerda e as tendências das sondagens. Não é por acaso que são designados por “fazedores de opinião”. A “ informação “que se faz em Portugal é cada vez menos informação e cada vez mãos comentário…e isso influencia as escolhas politica do cidadão comum…

O QUE EU GOSTAVA!

Claro que gostaria que estas eleições tivessem outro resultado, diferente daquele que parece adivinhar-se.

Pessoalmente gostaria que o PS ganhasse, mas não por muito, mas em condições de poder negociar acordos pontuais com qualquer partido. O melhor governo do PS, o de António Guterres, funcionou assim.

Gostaria também de ver reforçada a votação da CDU e do BE e que, pelo menos um destes partidos tivesse maior representação parlamentar que o CDS.

Gostaria que entrassem no parlamento novas forças políticas, como o Livre, que tem as pessoas mais interessantes da esquerda, e o PAN (Pessoas Animais e Natureza), que pode representar uma lufada de ar fresco no parlamento.

Gostava que a CDU, o BE e os novos partidos no parlamento tivessem maior representação parlamentar do que o PSD no seu conjunto.

Gostava…Mas!!!!

O MEU VOTO

Se votasse com “utilidade”, votava no PS!

Se votasse com “coerência” votava no BE!

Se votasse com o “coração” votava Livre ou PAN.

Mas vou votar com a cabeça e de forma friamente racional, e por isso voto…CDU!


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A Armadilha das Sondagens.


Não duvido da qualidade técnica das sondagens, nem da importância da análise dos seus dados.

O problema é quando as sondagens, que deviam ser um instrumento de trabalho, se tornam num instrumento de manipulação política e jornalística.

Esta campanha eleitoral tem sido marcada por um novo tipo de sondagens, feitas “diariamente” e tendo por base um número muitos mais reduzido de inquéritos do que aqueles que costumam ser usados nas sondagens “tradicionais”.

Ora acontece que este novo método de sondagem eleitoral, ainda numa fase experimental, tem dado resultados algo surpreendentes para aquilo que se pensava que acontece na realidade política nacional, e algo diferentes das “sondagens tradicionais”.

Aquilo que as sondagens “tradicionais” e a dura realidade dos últimos quatro anos parecia confirmar, era uma vitória segura do PS e uma derrota da coligação governamental, apesar de não dar qualquer maioria absoluta ao partido vencedor.

Aliás, o que motivou a ascensão ao poder de António Costa ao PS e ao afastamento de Seguro tinha sido o facto de este, apesar de ganhar todas as eleições do PS na complicada  era pós-sócrates, não a ganhar “por mais”.

Acontece que, a não ser no início, as sondagens sérias davam o PS em queda acentuada, embora sempre à frente da coligação governamental. O caso Sócrates, as indecisões de António Costa sobre as políticas de austeridade, bem com o desenvolvimento da situação política grega, terão contribuído para essa queda.

Para surpresa ainda maior, o novo tipo de sondagens agora divulgada, colocou desde o principio a coligação como vencedora e o PS sempre a afastar-se de uma vitória que era previsível.

Não nos podemos esquecer, contudo, que nos últimos tempos, um pouco por toda a Europa, as sondagens têm errado em toda a linha.

Ora, o que é para mim mais surpreendente é que o PS se tenha deixado cair na armadilha das sondagens e tivesse passado a fazer campanha a reboque das sondagens, ziguezagueando na sua mensagem, revelando cada vez mais desespero quanto mais desfavoráveis essas sondagens se revelavam.

Se as sondagens não passassem de um mero exercício de probabilidades, tanto mais afastada da realidade, quanto menor é o número de inquéritos validados e quanto maior o número de indecisos  e dos que não respondem, então não se faziam eleições , limitando-se o país a fazer uma encomenda a uma agência de sondagens que decidiria da composição do parlamento.

Ao enredar-se na teia das sondagens, com a ajuda, quer da forma como a comunicação social valoriza estupidamente as sondagens em detrimento do devido esclarecimento sobre a realidade política nacional, quer da oleada máquina de propaganda do governo que procura encontra nas sondagens a “confiança do vencedor”, tão importante psicologicamente para conquistar os indecisos e medrosos da “maioria silenciosa” que tudo decidem em Portugal, o PS corre o risco de contribuir para tornar realidade aquilo que é um tipo de sondagem ainda pouco credível (é feita com base da validação de cerca de 500 inquéritos, num total de mil, dos quais quase 50% não revelam ou ainda não decidiram onde vão votar).

Apesar da grave situação do país, da grande encruzilhada em que vive o país, esta campanha eleitoral quase se tem resumido a agir ou ser comentada de acordo com o que umas sondagens, usando um método ainda experimental, dizem, de forma parcial e facilmente manipulável, sobre  a “vontade” dos eleitores.

Se o PS e a esquerda não mudarem rapidamente de estratégia, corremos o risco de ver a mentira” das sondagens tornar-se uma trágica realidade.

(Uma outra "escolha" que os portugueses vão "fazer" no dia 4 de Outubro é sobre qual dos dois métodos de sondagem sairá "vencedor", se o "tradicional" se o "novo").



terça-feira, 5 de junho de 2012

RESULTADOS DA ÚLTIMA SONDAGEM DA "CATÓLICA": PSD e PS empatados e esquerda de novo maioritária .


 

As sondagens valem o que valem, aunto muito revelam tendências.

Mesmo assim as da “Católica” são geralmente aquelas que mais se aproximam da realidade, nunca tendo errado nos últimos tempos com uma margem superior a 2%.

Por isso, esta última sondagem, hoje divulgada, merece alguma atenção.

Uma primeira tendência a registar prende-se com o facto de revelar  uma descida significativa nas intenções de voto no PSD, o que levaria a que, pela primeira vez no último ano, não estivessem reunidas condições para manter a actual maioria.

Mas o dado talvez mais surpreendente é que não é o PS a beneficiar dessa situação, pois mantem a mesma intenção de voto das sondagens anteriores, mas sim os partidos à sua esquerda , PCP e BE, que, pela primeira vez há muitos meses (anos?), voltam a reunir, no seu conjunto, quase 20% das intenções de voto.

Um outro dado que não é referido na notícia sobre o assunto que reproduzimos em baixo, publicada no Diário de Notícias, mas que foi referido esta manhã na Antena 1, é que, fazendo a pergunta aos inquirido sobre a satisfação em relação às suas opções de voto nas últimas eleições, mais de 50% dos que votaram no PSD, PS e CDS se dizem descontentes e desiludidos com a sua escolha…

A Antena 1 noticiava ainda outro dado obtido nessa sondagem, a baixa popularidade do Presidente da República, o que não será de admirar se tivermos em conta a sua desastrada actuação. Daqui ou “entra mosca ou sai asneira” e por isso este já é o pior Presidente de sempre em Portugal desde Américo Thomaz.. 

No momento em que vivemos este era o pior Presidente da República que nos podia calhar em (má) sorte!!.

PSD e PS empatados e esquerda de novo maioritária - Politica - DN (clicar para ler a notícia).

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sócrates à frente: Barómetro indica mudança nas intenções de voto dos portugueses.


Os sucessivos tiros no pé do PSD colocam o PS pela primeira vez em vantagem nas intenções de voto.
Parece que os portugueses têm a memória curta, mas o pior é o modo como o PSD se deixou enredar nas propostas ultra lberais dessa gente sinistra do Compromisso Portugal, agora intitulado como "Mais Sociedade".
Muita gente à esquerda começa a pensar que, antes engolir o "sapo" Sócrates, do que o "mais do mesmo", para pior, da receita neo-liberal dessa gente.
Significativo nesta sondagem é igualmente o facto da CDU surgir como a terceira força mais votada.
Quem se começa a esvaziar é o Bloco de Esquerda.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

ATENÇÃO: Sócrates ainda está "vivo" ....: PS a seis pontos do PSD, Passos sem maioria.


Convem, contudo, ter em conta que mais de 30% dos inquiridos não disseram em quem íam votar e, em intenções de voto realmente declaradas, o PSD e o PS têm pouco mais de ... 10%, enquanto os outros partidos só recebem... 3% de votos cada...um forte aviso a toda a nossa classe política.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Recomeçou o "Baile" das Sondagens

(Fonte: Jornal de Notícias online, 17 de Setembro 2009)
Foi publicado esta tarde o resultado da primeira sondagem pós-debates televisivos, elaborada pela Universidade Católica para o Jornal de Notícias, Diário de Notícias, RTP e Antena 1.
A maior novidade dos resultados dessa sondagem é o facto de o PS ganhar terreno ao PSD, avanço que se deve, como refere o JN online, mais ao “recuo dos social-democratas – de 3% face ao estudo de opinião publicado na semana passada – do que do aumento, ligeiro, de intenções de voto nos socialistas”.
O Bloco regista um crescimento de 1% e consolida-se na terceira posição.
A alguma distância disputam a quarta posição o PP e a CDU, sendo que, se o primeiro subiu 1% em relação às últimas sondagens, a CDU desceu na mesma proporção.
Refere o mesmo texto do JN que “o PS apresenta maior cristalização do eleitorado do que anteriormente. Só 16% dos que estão dispostos a votar no partido admitem ainda alterar a sua posição” alertando, contudo, para o facto de “um em cada três eleitores” afirmar, ao responder a essa sondagem “ter mudado de opinião, em sentido positivo ou negativo, sobre José Sócrates ou Manuela Ferreira Leite, o que permite concluir que a volatilidade do eleitorado ainda é muito elevada”.
Isto é, continua tudo em aberto.
A indecisão sobre um vencedor claro nas próximas legislativas, tendo em conta não existirem grandes diferenças entre PS e PSD, vai provocar a multiplicação de casos de baixa política, procurando cada um comprometer o adversário com o caso mais escandaloso .
Quem conseguir o melhor “caso” vai ganhar estas eleições.
É assim que o “centrão” faz política em Portugal.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Últimas Sondagens revelam grande indecisão e empate técnico

(cartoon da autoria de Antero Valério,no seu blog Anterozóide)

As duas mais recentes sondagens sobre as eleições europeias, hoje divulgadas, mostram que está tudo em aberto em relação ao resultado final do próximo Domingo.
Se a sondagem da Universidade Católica/DN/Antena 1/RTP/JN dá uma ligeira vantagem ao Partido Socialista, com 34%, sobre o seu rival mais próximo, o PSD, com 32%, a sondagem da Marktest para a TSF e “Diário Económico”, colocam o PSD como força vencedora, com 32,5% de intenções de voto, contra 29,4% para o PS.
Na prática, e perante o grande número de indecisos, 18%, segundo a sondagem da “Católica” e o efeito da abstenção,pode-se afirmar que se está perante um empate técnico.
É de salientar, contudo, uma tendência que se tem vindo a acentuar, que é a do PS estar a perder rapidamente terreno, reflexo da desastrosa campanha de Vital Moreira.
A disputa pelo terceiro lugar nas intenções de voto revela igualmente um empate técnico. Na sondagem da “Católica” a CDU aparece em terceiro lugar, com 11%, seguida muito de perto pelo BE, com 9%, surgindo ambas as forças empatadas, com 8,9% cada, na sondagem da Marktest.
Quanto ao CDS-PP, mantém-se na 5ª posição, respectivamente com 4% e 3,3%.

Ficha técnica da Sondagem da Universidade Católica:
“Esta sondagem foi realizada pelo Centro de Sondagens e Estudos de Opinião da Universidade Católica (CESOP) para o Diário de Noticias, a Antena 1, a RTP, o Jornal de Notícias, entre os dias 30 de Maio e 2 de Junho de 2009. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em Portugal Continental. Foram seleccionadas aleatoriamente 39 freguesias do País, tendo em conta a distribuição da população recenseada eleitoralmente por regiões NUT II (2001) e por freguesias com menos de 3200 recenseados, entre 3200 e 11.000 e mais de 11.000 recenseados.
“A selecção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até que os resultados eleitorais das eleições europeias de 2004 e legislativas de 2005 nessas freguesias estivessem a menos de 1% dos resultados nacionais dos cinco maiores partidos, ponderado o número de inquéritos a realizar em cada freguesia. Os domicílios em cada freguesia foram seleccionados por caminho aleatório e foi inquirido em cada domicílio o mais recente aniversariante recenseado eleitoralmente.
“Foram obtidos 3375 inquéritos válidos, sendo que 55% dos inquiridos eram do sexo feminino, 44% na região Norte, 12% no Centro, 32% em Lisboa e Vale do Tejo, 6% no Alentejo e 4% no Algarve. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população com 18 ou mais anos residente no Continente por sexo (2007), escalões etários (2007) e qualificação académica (2001), na base dos dados do INE, e por região e habitat na base dos dados do recenseamento eleitoral. A taxa de cooperação foi de 83%. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 3375 inquiridos é de 1,7%, com um nível de confiança de 95%.”

Ficha técnica da Sondagem da Marktest:
“O barómetro realizado pela Marktest para a TSF e “Diário Económico” realizou-se entre 27 e 30 Maio. Este estudo teve como universo a população de Portugal Continental com mais de 18 anos e que habita em residências com telefone fixo. A amostra é de 807 inquiridos, sendo a maior parte mulheres. Foram feitas 160 entrevistas na Grande Lisboa, 91 no Grande Porto, 131 no Litoral Centro, 156 no Litoral Norte, 179 no Interior Norte e 90 no Sul. O intervalo de confiança desta sondagem é de 95 por cento e a margem de erro de 3,46 por cento.”