Os dias que rolam, numa visão plural, pessoal e parcial de um mundo em rápida mutação. À esquerda, provocador e politicamente incorrecto, mas aberto à diversidade...as Pedras Rolam...
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sexta-feira, 18 de setembro de 2020
quinta-feira, 3 de outubro de 2019
John Mayall actua hoje em Lisboa
Aos 85 anos, o guitarrista britânico John Mayall está de volta à estrada para nos brindar mais uma vez com o seu virtuosismo como musico de blues.
É um dos últimos grandes nomes ainda vivo e em actividade das origens do rock, tendo influenciado músicos como Eric Clapton ou Mick Tylor, ex-guitarrista dos The Rolling Stones, ou grupos como os Fletwood Mac, além de ser respeitado por grandes guitarristas com quem já tocou, como Neil Young.
Hoje vamos ter oportunidade de o ver o ouvir num espectáculo no Centro Cultural de Belém integrado na digressão comemorativa do seu 85º aniversário.
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O Som do Dia
segunda-feira, 29 de julho de 2019
Woodstock, quando o tempo parou
Ficou na memória de uma geração, mesmo na daqueles que não o viveram, ou
só souberam da sua existência anos depois, o que aconteceu naqueles dias a meio
de Agosto de 1969, perto da pequena cidade de Bethel, numa desconhecida quinta
de criação de gado.
Foi entre os dias 15 e 18 de Agosto de 1969 que teve lugar um dos
momentos mais importantes da geração de 60 e da história da musica rock, o
incorrectamente chamado Festival de “Woodstock”.
Anunciado para uma localidade próxima do município de Woodstock, esse
festival de musica esteve quase condenado ao fracasso ou a ser apenas mais um
festival de musica entre tantos que se realizaram por essa época em vários
locais dos Estados Unidos.
Anunciada a sua realização durante semanas em páginas de jornais, e já
com milhares de ingressos vendidos, à última da hora os habitantes da
conservadora cidade de Woodstock, sede do município da localidade de Walkill
para onde estava programada a realização do festival, conseguiu forçara as
autoridades locais a proibirem o evento, porque não queriam ver o sossego
provinciano da sua terra a ser abalado por hippies e jovens contestatários da
guerra do Vietname.
Os organizadores, liderados pelo visionário Michel Lang, tiveram de
encontrar um outro local para o festival, já não indo a tempo de tirar a
referência de Woodstock dos cartazes.
Graças ao “inconsciente” criador de gado Max Yasgur, acabaram por
montar o palco e o arraial do festival, apressadamente, na quinta deste, perto
da cidade de Bethel, no Estado de Nova Iorque, a 70 Quilómetros de Woodstock.
(uma das imagens icónicas do festival e os mesmos 40 anos depois)
Foi assim que Woodstock foi injustamente imortalizada como falsa sede
do evento, enquanto a pequena cidade de Bethel, onde o festival de facto se
organizou, acabou no esquecimento.
Ao contrário das expectativas iniciais, em vez dos 200 mil espectadores
previstos, surgiram de todo o lado cerca de meio milhão de jovens para
assistirem ao festiva, a maioria sem bilhete.
Alguns tinham adquirido o ingresso para três dias por 18 dólares, 24 dólares se
comprado no local (8 dólares um diário), mas rapidamente a organização, para evitar o caos, teve de
abrir as portas do recinto a todos os que apareciam, transformando o concerto
num festival gratuito.
Apesar do caos, dos vários imprevistos, da quantidade de gente, da
falta de tudo, alimentos, àgua, sanitários, do mau tempo que se abateu sobre o
local, pelo menos por duas vezes, dos engarrafamentos monstruosos, apenas se
registaram duas mortes (4 segundo outras versões).
A abertura do festival, na 6ª feira 15 de Agosto, coube a Richie
Heavens, embora o previsto fosse que esse momento coubesse aos SweetWater, que
não conseguiram chegar a tempo, retidos pela policia numa operação stop e no
trânsito infernal de ligação ao festival.
Nesse mesmo dia actuaram, entre outros, Ravi Shankar, Melanie, Arlo
Guthrie e Joan Baez, esta grávida de 6 meses.
No Sábado 16 de Agosto a abertura coube ao quase desconhecido Country
Joe McDonald, que também abriu esse dia contra a que estava programado, pois
eram os Santana que deviam iniciar a actuação do 2º dia, mas que não estavam
preparados para a sua actuação.
Além de Country Joe e de Carlos Santana, actuaram nesse dia os Canned
Heat, os Greatful Dead, os Credence Clearwater Revivel, Janis Joplin e os The
WHo.
Estes últimos começaram a actuar já pelas 4 horas da madrugada de
Domingo, tocando 25 temas, actuando os Jefferson Airplane, que encerravam o 2º
dia, já no inicio da manha do terceiro
dia.
O último dia do Festival, Domingo 17 de Agosto, ficou marcado pelo forte
temporal que se abateu sobre o recinto após a actuação de abertura de Joe
Cocker, interrompendo-se o concerto por 3 horas, após o qual se retomou o
alinhamento.
Actuaram antão, novamente, Country Joe McDonald, e, entre outros, os Tem
Years After, os The Band, Johnny Winter, Blood Swett & Tears e, um dos
momentos altos, os Crosby, Still & Nash, que passaram a crescentar Neil
Young, que aí iniciou uma curta ligação ao grupo.
Também actuaram na sessão de encerramento os Paul Butterfield Blues
Band e Jim Hendrix.
Quando Jimi Hendrix subiu ao palco já era a madrugada da 2ª feira de 18
de Agosto e já muita gente se tinha ido embora, restando apenas 30 mil
espectadores, que assistiram a uma das mais icónicas, e também a uma das
últimas aparições daquele talentoso guitarrista.
Apesar da fama do Festival, e apesar dos convites, este não contou com
a presença de algumas das mais importantes bandas ou cantores do momento, uns
por impedimento de calendário, como aconteceu com Simon & Garfunkel, a
gravar um álbum novo, os Chicago, os Moody Blues, com espectáculo em Paris, os
Rolling Stones (Mick Jagger estava na Austrália) e os Procol Harum, a recuperar
de uma cansativa digressão.
Os Beatles não compareceram porque estavam e digerir conflitos
internos, não actuando há 3 anos, os The Doors porque desvalorizaram o evento,
arrependendo-se depois, apesar do seu baterista, John Densemore, ter estado no
festival a acompanhado Joe Cocker na sua actuação.
Sem razões conhecidas, também não actuaram, apesar de convidados, os
Led Zeppellin, os Jethro Tull, os The Byrds, Frank Zappa e os Free.
Mas a maior desilusão foi a não comparência de Bob Dylan, que vivia em
Woodstock, e que preferiu apostar no Festival da Ilha de Wight, marcado para o
final desse mês.
Um dos casos mais paradigmático, entre as ausências, foi o de Joni
Mitchel que, desejando ir, foi impedida pelo seu empresário. Seguiu com
entusiasmo o festival pela televisão e através das descrições do seu namorado
da altura, Graham Nash, dos Crosby, Still & Nash, ficando-se a dever a ela
aquela que se tornou a canção-hino do Festival, “Woodstock”, escrita em casa
enquanto acompanhava o acontecimento à distância, canção essa que, apesar de
nunca ter sido tocada no festival, muito contribuiu para divulgar o evento.
Essa canção foi gravada por Joni Mitchell e incluída num álbum seu de 1970, mas
tornou-se mais conhecida pela interpretação que dela fizeram os Crosby, Still,
Nash & Young no álbum do mesmo ano “Dejá Vu”.
O mayor de Bethel perdeu as eleições no final de 1969 por causa de ter
deixado que o festival se tivesse realizado no seu município e, durante anos,
este tipo de festivais esteve proibido naquela localidade, o mesmo acontecendo
com Woodstock que, mais tarde , se aproveitou da fama que não lhe era devida.
O festival de “Woodstock” deu origem a um dos mais importantes
documentários de sempre, realizado por Michael Wadleight e que teve na produção
um então ilustre desconhecido…Martin Scorsese, e que venceu o Óscar para melhor
documentário.
Deu ainda origem a dois álbuns em vinil, um triplo e outro duplo, hoje
disputados no mercado de raridades.
“Woodstock” conseguiu fazer a síntese e a transição entre a musica
popular dos anos 60 e os novos caminhos do rock dos anos 70.
Aí se cruzaram o “latin rock” de Santana com o “rock blues” dos Tem Years After, o “rock
psicadélico” dos Grateful Dead, com o “proteste Song” de Joan Baez, ou o “Pop
inglês” dos The Who com o “country rock” dos Crosby Still, Nash & Young.
Nunca mais nenhum festival conseguiu a força mítica de “Woodstock”,
talvez apenas o “Live Aid” em 1985, que revelou a mesma força e o mesmo poder
de sintetizar uma época.
(cartaz do concerto comemorativo do 50º aniversário de "Woodstock" programado para este mês)
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Recordar o Festival de Woodstock nalgumas fotografias
A FORMA E A LUZ: Recordar o Festival de Woodstock nalgumas fotografias...: Passa em Agosto o cinquentenário da realização do festival de Woodstock. Aqui recordamos algumas das fotografias, entre as icónicas e menos conhecidas (clicar par ver)
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sábado, 29 de junho de 2019
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Dois anos sem David Bowie.
(Bowie em Lisboa. Fotografia do Diário de Notícias)
Passam hoje dois anos que David Bowie nos deixou.
Nascido em Brixton como David Robert Jones em 8 de Janeiro de 1947, formou a sua primeira banda aos 15 anos, em 1962 e cinco anos depois editava o seu primeiro álbum, com o nome artístico que vira a adoptar, exactamente intitulado "David Bowie".
Foi um dos mais inventivos e criativos músicos do rock e o seu estilo não é facilmente classificável.
Aqui evocamos esse grande autor da musica popular recordando aqui o seu concerto de Berlim em 2002 e mais em baixo, o seu concerto em Alvalade em 1990, numa das suas raras passagens por Portugal (a outra foi em 1995).
Podem também ouvir AQUI alguns dos temas de musicos portugueses num tributo a Bowie.
Divirtam-se e recordem o imortal Bowie
PORTUGAL 1990:
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domingo, 29 de julho de 2018
Van Morrison em Cascais
Foi um grande espectáculo ontem em Cascais.
O grande Van Morrison, um dos pais do rock, brindou-nos ontem com muito blues, com uma banda de se lhe tirar o chapéu e com excelentes vozes a acompanhá-lo.
A sua voz, com quase 73 anos (faz anos em 31 de Agosto), já não é o que era, mas ele conseguiu encaixar tudo muito bem nos blues que dominaram o espectáculo, que soube a pouco, pela duração (começou às 20.30 e terminou às 22.15)...as tias de Cascais têm e se deitar cedo!!
Habituado aos costumados atrasos do festival, não vimos o principio, retidos numa longa e demorada fila de entrada, mas pudemos ouvi-lo enquanto esperávamos para sermos revistados nas rigorosas medidas de segurança à entrada (que não houve no espectáculo de David Byrne).
Ficámos a saber uma coisa nova, que desconheciamos. O famoso tema "Gloria", imortalizado por Patti Smith, afinal é da autoria do musico da Irlanda do Norte e foi com este tema, em versão longa, que Van Morison terminou o concerto, com toda a gente de pé.
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
40 anos de punk
Muitos consideram que o Punk nasceu em 1977, embora as suas raízes sejam anteriores.
Foi em 1977 que foi editado o single Good Save the Queen, considerado o tema fundador do movimento, tema da autoria dos Sex Pistols, banda criada em 1975.
Nessa ou noutra data, por cá associamos o movimento à segunda metade da década de 70.
Muitos de nós, marcados pelo pop/rock dos anos 60 e vivendo o crescente classicismo do rock sinfónico de bandas como os Pink Floyd, Yes, Genesis, Supertramp, Emerson Lake & Palmer, Camel, Gentle Giant, e tantas outras , estilo seguido por cá por bandas como os Tantra, Petrus Castrus, sem esquecer José Cid [sim, esse mesmo...] como seu histórico e mítico 10 Mil Anos Depois Entre Vénus e Marte, olhámos inicialmente para o punk com desconfiança, pois rompia com a técnica do rock sinfónico e com a musica mais série, a musica popular portuguesa, que então ainda ecoava como reflexo do 25 de Abril.
Recordo-me, aliás, do título de uma crónica do jornal "O Diário", diário oficial do PCP, bem revelador da desconfiança com que alguma esquerda olhava para a cultura punk, intitulada, com ironia e desdém, tentando ridicularizar o movimento,"Fazer a revolução com alfinetes".
Contudo fomos rapidamente conquistado pela irreverência revolucionária do punk que teve nos The Clash o seu lado mais intelectual e em músicos e grupos como Lou Reed, Patti Smith, Ian Curtis, e tantos outros, os seus legítimos herdeiros, que iriam marcar os anos 80 e o movimento "new wave" e, posteriormente, o chamado pós-punk, que continua por aí a dar cartas.
Por cá, lembro-me ainda do espaço punk a ser disputado por grupos como os Minas e Armadilhas e os quase desconhecidos Xutos e Pontapés, que estiveram presentes no final da década de 70 no casino da praia de Santa Cruz num dos primeiros concertos punk realizados em Portugal.
Não pretendo com este post, escrito de memória, fazer uma história do punk mas recordar aqui um movimento musical e uma atitude politico/cultural que muito marcou a minha geração, uma geração recém saída ressaca do PREC.
Aqui reproduzimos um interessante documentário sobre a "atitude punk" (em baixo apresentamos uma versão legendada em espanhol, mas sem som) .
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
O regresso dos Rolling Stones
Acaba de ser editado hoje o mais recente trabalho dos Rolling Stones (ver mais informações AQUI).
Por aquilo que já consegui ouvir, este álbum, feito de covers de famosos temas da história do Blues, é um regresso às origens e é já um dos melhores álbuns de toda a história dos Stones.
Os "velhotes" não param de nos surpreender..
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quinta-feira, 27 de outubro de 2016
A Noite de Polly Jean
PJ Harvey, regressa esta noite a Portugal para apresentar o seu mais recente trabalho, The Hope Six Demolition Project.
A artista britânica, nascida numa zona rural do sul da Inglaterra, inspirou-se para este álbum nas viagens que fez entre 2011 e 2014 ao Afeganistão e ao Kosovo, na companhia do fotojornalista irlandês Seamus Murphy,(clicar para ver trabalho do fotógrafo) viagem que terminou em Washington, local onde se tomaram as decisões que decidiram a situação de guerra vivida por aqueles dois países.
Desta viagem, para além no novo albúm de Polly Jean, resultou também o primeiro livro de poesia da cantora, The Hollow of the Hands, editado no ano passado, com a colaboração fotográfica de Seamus.
Harvey, além de musica de grande mérito criativo, também se dedica às artes plásticas, actividade que muito a inspira nas suas performances musicais.
Esta noite promete ser mais um memorável momento no Coliseu de Lisboa.
Em baixo transcrevemos o texto de Mário Lopes, hoje editado no jornal Público, sobre este evento:
“PJ Harvey tem coisas muito importantes para dizer – outra vez
Por Mário Lopes In Público de 27/10/2016
“The Hope Six Demolition Project resultou de viagens ao Afeganistão, ao Kosovo e a Washington. É um álbum negro, habitado pelos fantasmas bem vivos deste nosso tempo. Agora chega ao Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
“Não será um concerto de blues endiabrado e guitarra em punho a corroer o rock’n’roll. Não. Isso já foi há muito tempo e, neste tempo, não é isso que PJ Harvey persegue. Ou melhor, será um concerto de blues, mas blues arrancado às entranhas, blues enquanto retrato e denúncia. Sabemos porque vimos o que aconteceu dia 10 Junho no Nos Primavera Sound, no Porto, quando PJ Harvey assinou o concerto mais relevante, o mais negro e emocionalmente intenso do dia, com entrada directa para a história do festival. Quem o viu, ou quem ouviu os relatos do que se passou, não pode não estar ansioso pelo reencontro esta quinta-feira no Coliseu dos Recreios, em Lisboa (21h, bilhetes a 40 euros).
“Cinco anos antes víramos a primeira parte desta história, quando PJ Harvey apresentou Let England Shake em duas datas esgotadas na Aula Magna, em Lisboa. Era um álbum inspirado em leituras sobre a Primeira Guerra Mundial e sobre a poesia que brotou daquele cenário. Um álbum habitado por fantasmas dolorosos e permanentes, os da guerra que tudo ceifa, das trincheiras que sufocam, da impotência do homem soldado que não passa de peão de uma máquina que não controla. Cantou-o vestindo de negro, plumas caindo-lhe sobre o rosto. “What is the glorious fruit of our land?”, perguntou em The glorious land, “Its fruit is deformed children”.
“The Hope Six Demolition Project foi o passo seguinte, o segundo tomo de um díptico (afirmamo-lo com margem para erro, dado desconhecermos se terá continuidade) que começou em terras distantes, o das trincheiras de 1914/1918, e que, depois, inspirada pelo trabalho do fotojornalista Seamus Murphy, levou PJ Harvey a perseguir a morte, a turbulência, a iniquidade das desigualdades e a impunidade de quem decide no Afeganistão, no Kosovo e em Washington – o título do álbum é uma referência a um programa federal americano de revitalização de bairros sociais problemáticos.
“No Nos Primavera Sound vimos um palco onde o negro imperava, onde a luz era trabalhada para que se destacassem mais as sombras dos músicos do que os seus corpos. As vozes graves uniam-se como um coro gospel, ou como um coro de tragédia grega, acentuando a sensação de que o presente cantado tinha raízes fundas no tempo. PJ Harvey não pegou na guitarra uma única vez, substituindo-a pelo saxofone que dardejava notas sobre as melodias e sobre as tarolas rufadas como marcha assombrada, acentuando o ambiente fantasmagórico vivido durante todo o concerto. The Hope Six Demolition Project foi, como não podia deixar de ser, o centro de tudo. PJ Harvey só se afastou dele para recuperar os longínquos To bring you my love e Down by the water ou The words that maketh murder, do antecessor Let England Shake.
“A julgar pelo alinhamento dos últimos concertos da digressão, em Itália, essa estrutura manter-se-á razoavelmente inalterada na apresentação portuguesa, em nome próprio, de The Hope Six Demolition Project. Não se espere, portanto, uma celebração de carreira, uma visita guiada ao percurso iniciado por PJ Harvey em 1992, com Dry. Polly Jean tem coisas muito importantes a dizer e quer mostrá-las sem distracções. A julgar pelo extraordinário concerto de Junho, onde surgiu acompanhada, por exemplo, pelos habituais cúmplices Mick Harvey ou John Parish, resta-nos ouvi-la muito atentamente”.
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sexta-feira, 14 de outubro de 2016
Bob Dylan - uma história através das capas dos discos
Até hoje, Bob Dylan publicou 37 álbuns de originais. Alguns desses discos e algumas das suas capas tornaram-se icónicas.
AQUI pode-se consultar a discografia completa do musico.
Este foi o seu primeiro álbum, editado em 1962:
Em baixo, sem uma ordem precisa, registamos as capas de alguns dos outros discos, muitas de grande qualidade estética, muitos deles ligados à vida da minha geração:
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