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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Constâncio, o incompetente e a conveniente “falta de memória”


(Público de 7/6/2019)

Este é aquele tipo de notícia que já não me surpreende.

Os “rostos do mal” que conduziram o país e a Europa para o descalabro económico e financeiro estão há muito identificados.

Victor Constâncio sempre fez parte desse clube dos convenientemente incompetentes, com uma grande falta de memória sobre as atitudes que tomaram e que sempre protegeram os poderosos e os corruptos do mundo financeiro e da política, não hesitando em tomar medidas ou dar opiniões que degradam as condições de vida do cidadão “normal”, aquele que recebe pensões baixas, recebe salários miseráveis, ocupa empregos precários, desespera no desemprego e paga os impostos que alimentam os cargos dessa gente.

Desde há muito que é conhecida a incompetência de Victor Constâncio, primeiro como governador do Banco de Portugal e depois, como prémio dessa incompetência, como um dos principais responsáveis pelas políticas antissociais do Banco Central Europeu.

Continuar a proteger essa gente ou justificar os seus actos e malfeitorias só vai contribuir para o crescimento do populismo da extrema direita, que explora o justo descontentamento com a forma como essa gente conduziu o país e a Europa, desrespeitando e atropelando os direitos dos cidadãos, em nome da salvação de um sistema financeiro corrupto que continua a dominar as decisões europeias.

Que gente como Victor Constâncio ainda tenha defensores e ainda continue com cartão de militante de um partido de esquerda é um insondável mistério, bem como é que gente dessa ainda tem coragem para dar a cara em público e conseguir dormir em paz.

Mas o descaramento é a primeira condição para que esse tipo de gente continue a proliferar nas nossas elites financeiras, económicas e financeiras.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Durão e Passos: Com “amigos” como estes, a “Europa” não precisa de inimigos!



Por ironia do destino, ou talvez não, o Dia da Europa, que ontem se comemorou, ficou marcado pela aparição conjunta de Durão Barroso e Passos Coelho numa iniciativa da Universidade Católica ( a tal que está isenta de pagar os impostos pagos pelas outras universidades…) para assinalar o Dia da Europa.

Não deixa de ser curioso que ambos tenham revelado uma “grande preocupação” pela ascensão dos “populismos” na Europa e se tenham apresentado como “moderados”.

À frente da Europa, Durão Barroso foi uma das figuras que mais contribui para o descrédito do projecto europeu e para o afastamento dos cidadão desse projecto, pela forma como impôs uma austeridade que favoreceu os “mercados” e o corrupto sistema financeiro, em detrimento da qualidade de vida dos cidadãos europeus.

Durão Barroso, o “moderado” , é o mesmo que teve um dos mais indignos actos de falta de ética quando, depois de, em boa hora, ter abandonado a presidência da Comissão Europeia, ter entrado de imediato ao serviço de uma das instituições financeiras que mais beneficiou com a austeridade antissocial que ele defendeu enquanto exerceu aquelas funções.

Durão Barroso foi um dos rostos mais poderosos das medidas tomadas pelas várias “troikas” contra o bem-estar e os direitos sociais dos cidadãos europeus (principalmente na Grécia, em Portugal e na Irlanda, mas também, de forma menos visível, na França, na Itália e nalguns países do leste), contribuindo com ninguém para a ascensão do populismo de extrema-direita que assola o espaço europeu.

Ao tentar pôr no mesmo saco do estafado “populismo” todos os que criticaram as medidas antissociais tomadas durante o seu mandato e aqueles outros que impõem uma agenda de extrema-direita, alimenta a confusão que mais tem contribuído, para a ascensão do verdadeiro populismo, sem esquecer que foram os partidos da família politica de Barroso que legitimaram o discurso da extrema direita ao adoptarem muitas das reivindicações desses mesmos partidos.

E já agora, tendo em conta que uma das situações que mais tem sido explorada, de forma demagógica, por esses populismos, a questão da emigração, convém recordar que grande parte desses migrantes fogem das guerras e dos conflitos que foram fomentados, entre outros, por Durão Barroso, um dos rostos da célebre cimeira das Lajes que levou à Invasão do Iraque, ou durante o seu mandato, como aconteceu como o apoio irresponsável à “Primavera árabe” que conduziu à situação na Líbia e na Síria.

Quanto a Passos Coelho, foi um mero executante e colaboracionistas das acções socialmente criminosas da “troika” em Portugal, indo mesmo “além da Troika”, com todas as consequências sociais, económica e financeiras que são conhecidas.

Comemorar o “Dia da Europa” com aquelas duas figuras é a melhor maneira de dar mais uma machadada no ideal europeu.

Para a "festa" ser completa, só por lá faltaram Portas e Cavaco.

É caso para dizer que, com “amigos” como esses, o projecto Europeu não precisa de inimigos!

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Para que servem os livros de memórias de Cavaco?



Sinceramente, ainda não percebi para que servem os livros de memórias de Cavaco.

Será que esses livros chegam aos top’s das livrarias?

E quem os compra, consegue lê-los até ao fim?

Tenho milhares de livros dos quais, confesso, ainda só consegui ler largas centenas.

Compro livros porque me interessam e vou lê-los rapidamente, ou porque “um dia pode ser que o leia” , ou porque trata de um tema que um dia destes vou investigar, ou apenas para ler um capítulo que me interessa, ou porque é um documento histórico que um dia vai ser interessante tratar, ou para ler na diagonal para me fixar numa ou outra idéia.

Não tenho um género preferido, posso ler policiais ou de ficção cientifica, clássicos da literatura universal ou Banda desenhada ( cada vez mais interessante a que se publica),livros de fotografia, sobre cinema, livros de História, por “defeito profissional”, principalmente a portuguesa ,a contemporânea e a local, biografias e, claro, memórias.

Nas memórias leio e/ou compro as memórias históricas, gosto muito das memórias de viagem, de gente que andou por Portugal noutras épocas, memórias de gente interessante, que sabe escrever, que viveu situações interessantes, mas nunca, mesmo nunca, me passaria pela cabeça comprar ou ler as memórias de Cavaco Silva.

O homem que desbaratou os fundos europeus em autoestradas e construção civil, que entregou a economia do país a corruptos (lembram-se do BPN ?) , que destrui a produção nacional porque queria ser o menino bem comportado da Europa, que, como presidente, foi um desastre ainda maior, que em vez de falar grulhe e fala por meias palavras, não me parece que tenha algo de interessante para nos dizer, e eu não perco o meu precioso e  parco tempo de leitura com inutilidades.

O homem até podia ser  um péssimo politico, mas podia ser uma figura interessante noutros domínios, com uma experiência de vida interessante, com uma escrita interessante, e então era capaz de comprar essas memórias (sim, porque compro e leio memórias de gente da área politica de Cavaco, ou mesmo mais à direita).

Mas, pelo que conheço dessas “obras”, por aquilo que a imprensa transcreve, não passam de um desfilar nojento de pequenas vinganças pessoais de um ressabiado que tem umas noções mecanicistas de economia e que é incapaz de ir além dos chavões habituais do “economês” e que, enquanto professor, foi uma autentica nulidade.

Por isso, continuo sem perceber para que servem as os livros de memórias de Cavaco.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Manuel Pinho, entre "promotor" do populismo e "coveiro" da democracia


Manuel Pinho é mais um que tem muito que explicar, (ver AQUI reportagem da Visão), contribuindo com mais um prego para o caixão da democracia e para promover o populismo, com o seu oportunismo e falta de vergonha cívica...é caso para dizer...com "amigos" destes o sistema democrático não precisa de inimigos...

Mas Manuel Pinho e o governo que o promoveu não são os únicos que devem uma explicação ao "povinho" (já para não falar no que terá de responder em tribunal) .

Ele é fruto dos tempos do “centrão” que “produziu”, primeiro à sombra do cavaquismo e depois do socratismo, casos como o BPN, o BPP,o BES, Caixa Geral de Depósitos, Tecnoforma, e tantos outros que nos conduziram à bancarrota e abriram caminho ao oportunismo populista do “ir além da Troika” do “passos-coelhismo”.

Deve-se a Pinho uma das frases mais escabrosas da história da democracia, quando, numa visita de negócios à China, apontou como uma das “vantagens” para se investir em Portugal a nossa “mão-de-obra barata”.

O tempo das negociatas entre banqueiros e políticos, e dos jogos de influência entre grandes empresários e ministros, que circulam do poder politico para o poder económico e vice-versa, com uma perninha como “visitor teacher” numa qualquer universidade, a quem devem favores e que forma as elites financeiras que nos conduziram à situação actual, deve ser definitivamente enterrado, para bem da democracia e para enterrar de vez o oportunismo populismo que se espalha como um vírus à sombra destes casos que, mais do que de politica, são casos de policia.

terça-feira, 13 de março de 2018

“desdiabolizar” o CDS



Nos idos de 74, quando apareceu o CDS, para o pessoal das esquerdas, entre os quais me incluía ( e incluo), sendo que estão  era tudo de “esquerda” , não existindo nenhum grupo político que não incluísse alusões ao “socialismo” ou, no mínimo, ao “social”, aquele partido surgiu como o partido mais à direita, mesmo que o pretendesse disfarçar com o tal “Social” (Centro Democrático Social).

Apesar do “disfarce” do “Social”, nós, os “esquerdistas”, não tínhamos ilusões, e todos o encostávamos à “extrema-direita” (com os seus concorrentes directos, o PDC [Partido Democrata-Cristão], o Partido Liberal e, algum tempo depois, os clandestinos e terroristas do ELP e do MDLP) .

Quem na altura olhasse para os líderes locais e nacionais desse partido, aquela classificação do CDS como a “direita da direita” era confirmada por nele se encontrem, em grande maioria, os “órfãos” do Estado Novo e da União Nacional.

Com a evolução da nossa democracia e com o atenuar da intolerância e do radicalismo ideológicos que marcaram os primeiros tempos da democracia, fomos-nos habituando a integrar aquele partido na esfera democrática, tendo para isso contribuído a então muito discutível atitude de Mário Soares de formar um governo de coligação com o CDS.

Pessoalmente, perdi os complexos em relação àquele partido, por um lado quando a ele se ligaram alguns amigos meus e, em especial num determinado momento, aí pelos idos de 80, quando assisti a uma aula de Adriano Moreira, uma das melhores a que assisti, tendo convivido com ele durante um almoço que se seguiu àquela aula.

Hoje, se lermos as opiniões de lideres históricos daquele partido, como Freitas do Amaral ou Bagão Félix, para além do acima referido Adriano Moreira, soa-nos ridícula a classificação do CDS como partido da extrema-direita, tão ridículo como chamar ao PCP ou ao Bloco de Esquerda partidos de extrema-esquerda.

Isso não quer dizer que o CDS não esteja nos antípodas políticos dos nossos valores de esquerda, nem que os seus militantes neguem o seu posicionamento politico à direita.

Talvez porque a deriva direitista do PSD tenha sido tão acentuada com a presidência de Passos Coelho, muitas das propostas programáticas que o CDS aprovou no congresso do passado fim-de-semana acabam por o colocar mais à “esquerda” do que o passos-coelhismo, recuperando algumas das preocupações sociais que eram apanágio, apesar da prática contrária dos seus governos, da história do PSD, prática essa destruída por Passos Coelho e que agora, com imensa dificuldade, Rui Rio procura recuperar.

As próprias questões fracturantes, que anteriormente muito distinguiam a direita da esquerda, como as questões de género ou das opções sexuais , deslocaram-se hoje para o interior do CDS.

Não sei se foi a direita que, perante o trauma da “troika”, virou “à esquerda” para disfarçar o seu colaboracionismo, se foi a esquerda que se “centrou” com a “geringonça”, mas é um facto que o CDS aprovou neste congresso muitas propostas que até podiam ser subscritas pela esquerda, como as preocupações com o ambiente ou a defesa de uma regionalização que combata a desertificação do interior.

Deve-se, aliás, a Assunção Cristas uma das frases mais emblemáticas do congresso e que até podia ser subscrita por qualquer homem ou mulher de esquerda, ao recusar  responder a mais “questões sobre como concilio trabalho e família, até ao momento em que a questão seja colocada aos homens que são pais e têm uma vida profissional e pública activa”.

A prestação de Assunção Cristas neste congresso até quase fez esquecer as responsabilidade do CDS e da própria Cristas no descalabro social provocado pelo governo “troikista”  liderado por Passos Coelho ou o facto de, nesse governo, ao ser solidário com ele, ter abandonado à sua sorte o eleitorado que sempre reivindicou, o da classe média e  dos pensionistas, os mais atingidos por esse governo.

Ao contrário do PSD, o CDS soube demarcar-se da herança desse ignóbil governo, surgindo assim como alternativa “credível” de direita ao próprio PSD, ainda desorientado pelo que lhe aconteceu e continuando preso àquela trágica herança.

Foi pena que a esquerda à esquerda do PS se tivesse prestado ao triste espectáculo de recusar o convite para assistir ao congresso. De uma vez por todas, seria importante que a esquerda deixasse de diabolizar o CDS e, para melhor o combater, o começasse a levar a sério.

Mais do que com Rui Rio, a esquerda tem agora um adversário de peso no CDS e é bom que não se deixe adormecer à sombra dos êxitos da “geringonça”.

terça-feira, 14 de março de 2017

Afinal as acusações a Sócrates existem ou não???!!!!


Sou daqueles a quem José Sócrates nunca inspirou um pingo de confiança.

Sócrates, o político, muito antes de ter sido badalado pelas más razões que agora vão sendo conhecidas, sempre representou, para mim, o pior da política: um político carreirista, deslumbrado pelo poder e pelo dinheiro, um exemplo acabado do célebre queirosiano Conde de Abranhos adaptado ao século XXI e às novas tecnologias.

Por isso nenhuma das acusações que vieram a lume contra ele me surpreenderam.

O que me surpreendeu foram duas coisas:

em primeiro lugar, não sendo o percurso de José Sócrates muito diferente do percurso de tanto político do centrão formado na abundância de fundos europeus e no crescente domínio do mundo financeiro sobre a política , surpreende-me que, até hoje, apenas sobre ele recaiam as atenções da justiça e dos media… “Cadé “ do Cavaco do BPN, do Coelho da Tecnoforma ou do Portas dos submarinos, para não recuar mais no tempo????;

em segundo lugar, fico estupefacto que a justiça esteja a trabalhar a contra-relógio esta semana, até à próxima 6ª feira, para o poderem acusar!!!! Mas afinal o homem esteve tanto tempo preso sem haver já suficientes provas para o acusarem? …e , passado este tempo todo, continuam sem ter acusações suficientes para o levarem a tribunal????

Parece-me bem que esta história anda mal contada, ou porque já se aperceberam que, para o acusarem, têm de acusar meio mundo do regime político do centrão, ou que, graças ao bom trabalho de alguns gabinetes de advogados que trabalham para o Estado, tudo aquilo que é eticamente condenável no mundo dos negócios em que se moveu Sócrates é perfeitamente legal e escapa à justiça, ou porque existem valores ainda mais altos ( a nível da União Europeia?)  que podem ser atingidos se acusarem Sócrates, ou um pouco de tudo isto...

Continuo a aguardar “cenas dos próximos capítulos”….

sexta-feira, 15 de abril de 2016

O CHEIRO DO DINHEIRO : - PSD disposto a estreitar relações com Partido Comunista Chinês

Percebe-se agora porque é que a maior parte dos maoístas do PREC "emigraram" maioritariamente para o PSD.

Finalmente está consumada a sua missão histórica de arredar os "social-fascistas" da social-democracia que dominavam esse partido desde os tempos de Sá Carneiro, esse "renegado" reformista.

Sob a liderança do grande líder Passsos Coelho, candidatam-se agora a serem os representantes privilegiados em Portugal do Partido "Comunista" Chinês.

...ou é apenas o cheiro do dinheiro  que os move???

PSD disposto a estreitar relações com Partido Comunista Chinês: A China quer reforçar as relações com Portugal através dos partidos políticos e o PSD está disposto a desenvolver as relações com o Partido Comunista Chinês, segundo a agência oficial Xinhua.(clicar para ler).

segunda-feira, 7 de março de 2016

Porque é que o novo emprego de Maria Luís Albuquerque é eticamente repugnante.


A comunicação social designa o novo emprego de Maria Luis Albuquerque como “polémico”.

Se houvesse coragem e independência nessa mesma comunicação social para designar as coisas pelos nomes, devia intitular a atitude da ex-ministra como “eticamente repugnante”.

A atitude da ex-ministra das finanças é eticamente repugnante porque ela é uma ex-ministra das finanças, cargo que ocupava até há três meses atrás, que passou cerca de três anos a lidar com a alta finança, a banca e a dívida e agora aceita um emprego numa empresa financeira que está ligada à alta finança, à banca e à dívida e que teve actividade relacionada com decisões tomadas pela ex-ministra enquanto exerceu o cargo.

A atitude da ex-ministra é eticamente repugnante porque, a mesma, agora como deputada, e exercendo este cargo em exclusividade (foi esta a notícia que ouvi), aceita agora um cargo fora do parlamento, onde vai receber quase o dobro daquilo que recebe como deputada, acumulando os dois vencimentos .

A atitude da ex-ministra de Passos Coelho é eticamente repugnante por tratar-se de alguém que, junto de instituições europeias e na execução das políticas que praticou enquanto ministra das finanças, sempre defendeu e praticou a austeridade fundada nos cortes salariais e nas pensões, na critica ao aumento do salário mínimo, na defesa do aumento das horas de trabalho, com o argumento de os portugueses andarem  a viver “acima das suas possibilidades”, e que agora vai receber um ordenado de cerca de cinco mil euros mensais, para trabalhar apenas 2 a 4 dias por mês, trabalho que vai ser mais passeio pago a Londres que trabalho.

Tudo isto cheira a pagamento de favores, tendo em conta a forma mafiosa como funciona a maior parte das agências e instituições financeiras europeias, pelo que se exige uma rigorosa investigação sobre a ligação entre  as decisões que tomou enquanto ministra das finanças e a actividade da empresa para onde ela agora vai “trabalhar”.

Maria Luís Albuquerque vai receber cinco mil euros por mês na Arrow Global - Economia - TSF Rádio Notícias (clicar para ler).

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal e o valor da incompetência

Já tinha acontecido o mesmo com Victor Constâncio, o mais incompetente de todos, responsável pelos primeiros grandes escândalos na banca portuguesa (BPN e BPP), "premiado" com um sinecura no BCE, com um ordenado ainda maior do que aquele que auferia em Portugal.

Temos agora Carlos Costa, que mais uma vez revela toda a sua incompetência, já demonstrada com o caso BES e premiado pela troika  Cavaco/Passos/Portas com a recondução no cargo, e que agora volta a revelar-se em todo o seu esplendor no caso Banif.

A "coisa" não seria grave se, primeiro, os ordenados dos incompetentes como Costa e Constâncio, e as reformas douradas a que têm direito, não fossem pagas por todos nós, depois se pagassem com a incompetência com, no mínimo, despedimento por justa causa, perdendo direitos, como os privilégios do sistema de reformas do BdP, e, finalmente, se as consequências da sua incompetência não recaíssem sobre depositantes e clientes dos banco, sobre os funcionários dos mesmos e, já se sabe, sobre os contribuintes.

E os ordenados e direitos de essa gente não são de somenos.

De acordo com dados já desactualizados, o Presidente do Banco de Portugal recebia há pouco tempo mais de 15 mil euros de ordenado por mês, mais 32% que o presidente do FED norte-americano.

O conjunto de Presidente, Vice-presidente e mais dois vogais da administração do BdP custam ao erário público quase 800 mil euros por ano (fora outros privilégios).

Além disso os membros da administração desse banco têm à partida a garantia de, com um mínimo de cinco anos de serviço, acederem ao nível 18 do patamar das reformas, que lhes dá direito a uma pensão que varia entre o mínimo de dois mil e trezentos euros e o máximo de três mil e setecentos euros mensais, tendo direito ainda a um "complemento de reforma", somado àquele valor, de quatro mil e quinhentos euros mensais, fora outras regalias, podendo acumular essa reforma com outras da Caixa Geral de Aposentações ou outras a que tenham "direito".

É caso para dizer que tanta incompetência dá um grande contributo para aumentar o déficit do país e devia ter consequências.

No minimo, alguma vergonha na cara...

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

As Consultas de Cavaco: "Perguntar à peixeira se o peixe é fresco"


Vitor Bento, Daniel Bessa, João Salgueiro,  Luís Campos e Cunha,  Teixeira dos Santos, Bagão Félix , Augusto Mateus  e o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa foram os 7 economistas que Cavaco escolheu ouvir ontem em Belém.

Seis deles já foram ministros, das Finanças ou da Economia.

Com uma ou duas excepções, todos têm em comum a defesa assanhada e fanática do modelo “austeritário” e são “amigos íntimos” da TINA (as iniciais inglesas do “não há alternativa”).

Quase todos defendem cortes salariais e nas pensões, se bem que todos ele aufiram reformas douradas e/ou rendimentos acimas das nossas possibilidades.

Quase todos são, ou foram, administradores de grandes empresas, não tanto por mérito, ou para nelas trabalhar (muitos limitam-se a deixar a sua assinatura e a receberem “avenças” milionárias por reunião, funcionando apenas como lobistas da TINA junto da comunicação social e da classe política, em defesa dos interesses dessas empresas), mas pela sua fidelidade à política “austeritária”.

Fazem parte dos comentadores de serviço, onde ganham mais uns “trocos” (várias vezes um salário mínimo) para nos convencerem que a TINA tem razão.

Quase todos, aposto, votaram no PAF e, os poucos que votaram no PS, estão contra uma coligação à esquerda, por preconceito ou fanatismo ideológico.

E a pergunta que se faz é: porque ouviu Cavaco Silva estes economistas e não outros?

Porque Cavaco só ouve aqueles que estão na sua área política, como se viu com  as outras audiências a banqueiros e grandes empresários, recebendo os sindicatos “para não parecer mal”, esquecendo-se que,  é para estas ocasiões que existe um Conselho de Estado, representativo e pago por todos para esse fim.

Acontece que nesse Conselho de Estado não podia encontra a unanimidade de opiniões sobre a crise política e , a economia e a situação financeira que encontrou com essa consulta de “personalidades” escolhidas a dedo, como se Cavaco quisesse desenterrar a salazarista Câmara Corporativa.

Ou seja, é como aquele velho ditado : “é como perguntar à peixeira se o peixe está fresco”
Assim se vê a independência do Presidente…


terça-feira, 27 de outubro de 2015

O "7º Governo Provisório" :


Já aí está, o "presente,  curto, novo velho" ex-futuro governo.

Mais dois ministérios, muitos secretários de estado promovidos, muitos Doutores e professores Doutores, alguns ex-ministros, os mais inteligentes (ou espertos) em fuga para parte incerta, mas tacho certo (Crato, Macedo, Teixeira da Cruz e Pires de Lima)...

Seguem-se cenas dos próximos capítulos...

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Tudo vai bem no Reino do Cavaquistão...


Cavaco Silva, ao convidar o líder do partido mais votado e vencedor das últimas eleições  legislativas, para formar governo,  fez aquilo que é legitimo, tradicional na política portuguesa e óbvio no modo de funcionamento do actual presidente da República.

Nada de novo, portanto.

O que não se percebe é o tempo que levou para chegar a essa decisão óbvia e, ainda por cima, desculpando-se com a necessidade de “reflectir” sobre essa decisão para se ausentar das comemorações do 5 de Outubro .

Mas percebe-se ainda menos o resto do seu discurso de ontem, um desenterrar da retórica anticomunista dos tempos da Guerra Fria . Alguém devia explicar ao homem que o muro de Berlim já foi derrubado e a União Soviética já não existe.

Para Cavaco Silva, ficámos a sabê-lo ontem de forma clara, embora já desconfiássemos, existem portugueses de primeira, os que obedecem ao regime "austeritário", e portugueses de segunda, os que a questionam, onde só os primeiros têm direito a terem representação política.

Estivéssemos noutros tempos e talvez ontem ele tivesse anunciado a ilegalização de todos os partidos que criticassem o actual rumo da União Europeias ou que, legitimamente, questionassem os compromissos financeiros elaborados  por instituições não democráticas, o actual modelo de construção do euro e o resultado do modelo austeritário imposto aos cidadãos europeus por essas instituições não democráticas.

Também ficámos a saber que, entre os interesses nebulosos dos mercados financeiros e os interesses dos cidadãos, o presidente está ao lado dos primeiros.

Grave ainda foi o seu apelo velado (porque ele nunca diz nada de forma clara e frontal) à divisão no interior do segundo maior partido, apelo, que aliás, teve o efeito contrário ao pretendido, isolando em definitivo as vozes críticas dentro do PS.

De Cavaco Silva, já não esperávamos muito melhor.

Já o considerámos o pior presidente do regime democrático e o segundo pior de toda a República, só ultrapassado, para pior , por Américo Thomaz…

Mas agora somos obrigados a “rever” essa posição. Américo Thomaz, pelo menos uma vez na vida, teve coragem para remar contra o óbvio e os radicais do salazarismo, nomeando Marcelo Caetano, um “dissidente”, para substituir Salazar, ainda em vida deste, obrigando o regime a abrir-se e, involuntáriamnete, a criar condições para a ruptura democrática de 1974.

Se as cenas dos próximos episódios  se concretizarem, o provável derrube pelo parlamento do governo de Passos Coelho e a apresentação de uma alternativa de governo maioritariamente apoiado pela esquerda e pela maioria dos eleitores que votaram contra o modelo austeritário da coligação, e liderado pelo PS, e se Cavaco agir em conformidade com a sua comunicação de ontem , onde recusa um cenário de governo à esquerda, mantendo este governo em gestão até, pelo menos, o mês de Abril, então Cavaco Silva está bem colocado para  ocupar o lugar do pior presidente de toda a República.

Se era esta a "estabilidade" e o "consenso" que tanto apregoa!!!!...é como o "irrevogável" do outro...

terça-feira, 23 de junho de 2015

Quando o "menino" bem comportado leva um puxão de orelhas: Bruxelas alerta para desemprego elevado e arrasa resposta à pobreza em Portugal


Afinal Portugal não é o "paraíso na terra" que Cavaco e Passos tentam vender.

Afinal as "medidas estruturais" e o "ajustamento" levados a cabo pelo governo sempre estão a destruir o equilíbrio social do país e a aumentar as desigualdades e a pobreza, tornando o desemprego acima dos 10% estrutural.

Afinal o "bom aluno" não é assim tão bom aluno e também tem de ser chamado à pedra.

Mas também não deixa de ser irónico o cinismo de Bruxelas. Não foi o seu modelo de austeridade imposto pela troika e diligentemente executado pelo "governo amigo" de Passos Coelho que levou à situação denunciada?

Bruxelas denuncia o resultado das políticas impostas a Portugal, sem reconhecer a sua própria culpa  no processo.

É que reconhecer o erro das políticas de austeridade punha em causa a credibilidade das suas instituições. Assim é mais fácil apontar como bodes expiatórios os governos legitimamente eleitos, mesmo que esses governos até se prontifiquem a aplicar acritica e diligentemente as políticas de Bruxelas, como acontece em Portugal.

Pelos vistos nem os "bons alunos" estão a salvo do puxão de orelhas dos burocratas de Bruxelas. 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

O "Crime Compensa"...ou "Estão bem um para o outro" : Balsemão escolhe Durão Barroso para lhe suceder no "Clube" Bilderberg.


Barroso acaba de ser recompensado pelas malfeitorias que executou contra os cidadãos europeus ao longo dos piores anos da história da União Europeia:


Durão Barroso, recorde-se, foi um dos mais ferrenhos apoiantes da política de Bush para o Médio Oriente, que abriu o caminho à formação do Estado Islâmico, sendo premiado com a presidência da União Europeia, cargo em que conduziu a Europa para a actual crise financeira, que resgatou a alta finança à custa da perda de direitos dos cidadãos europeus.

Durão Barroso acabou com a solidariedade europeia e começou a desmantelar o modelo social europeu, para beneficiar o corrupto sector financeiro europeu e fortalecer o poder da Alemanha.

Não é por isso de admirar que receba um alto cargo na organização secreta que está por detrás da organização do roubo mais bem organizado da história, a actual "crise" financeira.

Podem consultar AQUI como é que esse sinistro grupo ultra secreto da alta finança internacional planeou a crise em que vivemos.

Num livro recentemente editado em Portugal, a jornalista Cristina Martinez Jimenes foi uma das muitas que teve a coragem de desmontar as intenções dessa organização, que funciona ao estilo mafioso. Entre uma dessas intenções está a de substituir a  democracia por um governo sombra de poderosos, uma das principais missões desse bando mafioso, como podem ler também AQUI .

Aliás, em Março já essa jornalista chamava a atenção para a importância que Durão Barroso tinha para os objectivos dessa organização, como se pode ler AQUI.

Também nós já nos tinhamos referido a essa organização anti-democrática AQUI.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

UMA VERGONHA : Primeiro-ministro elogia publicamente Dias Loureiro

Quando, no passado 1º de Maio, ouvi a afirmação de Passos Coelho, numa deslocação a Aguiar da Beira para inaugurar uma fábrica de queijos, elogiando o "exemplo" de empreendedorismo de Dias Loureiro (ver video em baixo), pensei que tinham trocado o 1º de Maio pelo 1ª de Abril (Dia da Mentira) ou que estava a ver um montagem de um qualquer sketch humorístico.

Afinal era verdade, Passos Coelho teve mesmo o desplante de elogiar Dias Loureiro, que assistia ao discurso do primeiro-ministro (eu até pensava que Dias Loureiro estava preso ou em fuga fora do país!!!), dando-o como  exemplo do "empresário bem sucedido": "Conheceu mundo, é um empresário bem sucedido, viu muita coisa por este mundo fora e sabe (...) que se nós queremos vencer na vida, se queremos ter uma economia desenvolvida, pujante, temos de ser exigentes, metódicos [como Dias Loureiro!!!!])".

Ficamos assim a saber que o percurso de Dias Loureiro que, recorde-se foi obrigado a demitir-se de conselheiro de Estado pela sua responsabilidade no caso BPN e por ter mentido ao Parlamento, é o grande exemplo do tal empreendedorismo e do tal sucesso que Passos Coelho tanto defende e apregoa.

Mas, mais espantado fiquei com a forma como esse elogio passou práticamente despercebido entre os comentadores do costume, sempre tão prontos a elogiar as medidas austeritárias do actual governo, em nome da "moralidade" e dos "bons costumes" .

De destacar a excepção do jornalista do Público, Manuel de Carvalho, que, na sua crónica dominical "Memória Futura", desmontou  os rasgados elogios  do primeiro.ministro a Dias Loureiro  ("Passos no país de Dias Loureiro") .

Também se esperava que o próprio primeiro-ministro, se tivesse um pingo de decência ou vergonha, viesse desculpar-se por tão desastrado elogio.

A intervenção de Passos Coelho teve pelo menos o mérito de ficarmos a conhecer o modelo de vida que defende para os portugueses e para Portugal.

Esperemos que, em Outubro, os portugueses lhe respondam à letra.

segunda-feira, 16 de março de 2015

O IDIOTA DE SERVIÇO: Cavaco prevê crescimento de 2% da economia em 2015, acima da expectativa de Passos

Em mais um dos seus inúteis  passeios presidenciais pelo mundo, desta vez a lamber botas à OCDE em Paris, acompanhado por umas comitiva de "empresários" e políticos pagos pelos contribuintes, Cavaco Silva não perdeu a oportunidade para largar mais uma alarvidades cheias e lugares comuns, 

"As reformas estruturais são um modo de vida" foi uma das frases do presidente. Já todos sabemos qual é esse modo de vida  e quais são essas "reformas estruturais": mais desemprego e empregos precários, mais cortes nos salários e nas pensões, menos direitos sociais, mais cortes da saúde e na educação, mais miséria e pobreza.

O presidente também se mostrou optimista com o resultado dessas "reformas estruturais", prevendo um crescimento economico para Portugal de 2%. Se forem tão credíveis como as afirmações que fez sobre o BES!!!!!

Em campanha eleitoral,  não deixou de enviar recados para o próximo governo, desvalorizando assim assim o acto democrático e a possibilidade de qualquer mudança politica que não passe pela continuação dessas "reformas estruturais".É caso para afirmar, parafraseando o próprio presidente: "Já cheira a eleições!".

Uma tristeza!!!!

terça-feira, 10 de março de 2015

A "aparição" : Cavaco protege Coelho e "designa" sucessor...

Nos últimos dias o Presidente da República tem estado no centro das atenções.

Por maus motivos, acrescentamos nós.

Por um lado, porque veio romper o seu longo mutismo para vir defender a sua dama, o mesmo é dizer, o seu querido governo coelhista, procurando desvalorizar a gravidade da situação fiscal do Primeiro-Ministro.

Ao que parece, para Cavaco Silva, esquecer-se de pagar vários milhares de euros à segurança social e atrasar-se no pagamento do IRS, ao longo de anos sucessivos, é algo rotineiro e normal, principalmente quando essa prática é assumida por um primeiro-ministro seu protegido que andou a apelidar os portugueses de “piegas” , lançou uma violenta perseguição fiscal aos portugueses que trabalham e produzem, veio invocar os compromissos com o corrupto mercado financeiro internacional para justificar a espoliação fiscal dos portugueses e travou, através dos seus apoiantes políticos, uma proposta parlamentar que visava impedir que portugueses com dificuldades financeiras ficassem sem as suas habitações por dívidas ao fisco.

Se alguém tinha dúvidas sobre a parcialidade do mandato de Cavaco Silva e sobre o seu apoio à austeridade imposta pelo governo, elas ficaram mais uma vez evidentes.

Mas Cavaco Silva não se ficou por aqui.

Em mais um dos seus actos de mera vaidade pessoal, acaba de editar, com o dinheiro dos contribuintes, diga-se, o 9º volume da sua “obra” “Roteiros”, onde reúne as suas inócuas, cabalísticas e literariamente enfadonhas intervenções políticas, “obra” sempre acompanhada de um prefácio que não passa de um mal amanhado comentário à situação política portuguesa.

Desta vez o tema é o perfil que ele traça para o seu sucessor. A Coreia do Norte, a Síria, Cuba ou a Venezuela não fariam melhor.

O perfil traçado faz lembrar aqueles concursos públicos do tempo em que Cavaco era governante e que fez escola nos anos seguintes, onde  os critérios para o perfil de um candidato eram de tal forma afunilados que apenas faltava colocar à frente o nome do escolhido.

O escolhido de Cavaco, já se percebeu, é Durão Barroso, o “grande timoneiro” que conduziu a Europa para o desastre, o lambe botas de George Bush, que abriu caminho à formação do Estado Islâmico, e aquele que tanto contribuiu para as malfeitorias impostas aos portugueses pela troika. De facto o “escolhido” tem uma grande experiência de “relações internacionais”.

Não fosse trágico para os portugueses, terem um presidente como este, num momento destes, candidato ao pior da história de democracia, e tudo isto não passava de uma grande anedota…

Com gente como esta apenas um grupo profissional continua a ter o futuro garantido….o dos cartoonistas…

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Cavaco decide acompanhar o féretro governamental até ao fim.




Segundo a entrevista que deu ao Expresso, Cavaco resolveu acompanhar o féretro governamental até à última morada.

O bando se zombies que nos governa vai assim permanecer no poder até ao último suspiro.

Aliás, o contrário é que seria de admirar com este Presidente, incapaz de um acto de coragem cívica e de limpeza ética.

Mas tal não é de admirar, pois  este foi sempre o governo ideal de Cavaco e do cavaquismo ( que nada tem a haver com o liberalismo e a social-democracia originais do PSD de Sá Carneiro…).

A demissão de um governo que já não é credível para ninguém seria um acto de sanidade cívica, a última oportunidade do pior Presidente da República desde Américo Tomás ainda evitar ter de sair pela “porta das traseiras”, já que a saída pela porta grande deixou de estar ao seu alcance há muito tempo.

É inconcebível que o próximo governo, seja ele qual for, se veja obrigado a ter de arcar com um orçamento que não é o seu ou, então, que tenha de viver os primeiros meses em total instabilidade até conseguir a aprovação de um orçamento diferente do que é imposto por um governo que vai perder as eleições.

Claro que há sempre a remota possibilidade de a actual maioria renascer das cinzas, pois já vimos de tudo.

Seja com for, vamos ter de assistir à continuação do empobrecimento e da destruição do tecido social do país durante mais de um ano…é pena.

A actual geração que domina o PSD vai ficar na história  por ter conseguido uma proeza única: deu à Europa o pior presidente da Comissão Europeia, a Portugal o pior Governo da democracia e o pior Presidente da República…numa só década, é obra!!!


terça-feira, 16 de setembro de 2014

A JUSTIÇA AFINAL FUNCIONA : Contratar irmão de Paulo Pedroso custou a Lurdes Rodrigues 30 mil euros e pena suspensa

Alguns casos recentes, como a condenação dos arguidos do processo “Face Oculta” ou, agora, a condenação da antiga ministra da educação Maria de Lurdes Rodrigues, por violar, enquanto exerceu o cargo , os “princípios da livre concorrência, legalidade, transparência e boa gestão dos dinheiros públicos” no caso do contrato de João Pedroso para elaborar um trabalho, que podia ser executado por qualquer funcionário do ministério, mas pago a peso de ouro, apesar de nunca ter sido concluído, dão-nos alguma esperança em relação ao funcionamento da justiça em Portugal.

A reacção da antiga ministra à pena suspensa que lhe foi aplicada revela todo o desespero da arguida e a sua falta de postura de Estado, talvez porque estivesse habituada a uma postura arrogante e prepotente que assumiu enquanto ministra da educação.

Assim como outros diabolizam o tribunal Constitucional por incompetências próprias, a antiga ministra lança graves acusações ao funcionamento da justiça, esquecendo-se que tudo aquilo por que foi acusada se provou em tribunal.


Apenas um senão: não deixa de ser curioso que, quando o PS está no poder a justiça leva a condenação os crimes que envolvem gente do PSD (BPN, Isaltino Morais…) e quando é o PSD a estar no poder vemos condenados agentes políticos do PS….

Contratar irmão de Paulo Pedroso custou a Lurdes Rodrigues 30 mil euros e pena suspensa - PÚBLICO(clicar para ler artigo)