sexta-feira, 20 de novembro de 2015

As Consultas de Cavaco: "Perguntar à peixeira se o peixe é fresco"


Vitor Bento, Daniel Bessa, João Salgueiro,  Luís Campos e Cunha,  Teixeira dos Santos, Bagão Félix , Augusto Mateus  e o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa foram os 7 economistas que Cavaco escolheu ouvir ontem em Belém.

Seis deles já foram ministros, das Finanças ou da Economia.

Com uma ou duas excepções, todos têm em comum a defesa assanhada e fanática do modelo “austeritário” e são “amigos íntimos” da TINA (as iniciais inglesas do “não há alternativa”).

Quase todos defendem cortes salariais e nas pensões, se bem que todos ele aufiram reformas douradas e/ou rendimentos acimas das nossas possibilidades.

Quase todos são, ou foram, administradores de grandes empresas, não tanto por mérito, ou para nelas trabalhar (muitos limitam-se a deixar a sua assinatura e a receberem “avenças” milionárias por reunião, funcionando apenas como lobistas da TINA junto da comunicação social e da classe política, em defesa dos interesses dessas empresas), mas pela sua fidelidade à política “austeritária”.

Fazem parte dos comentadores de serviço, onde ganham mais uns “trocos” (várias vezes um salário mínimo) para nos convencerem que a TINA tem razão.

Quase todos, aposto, votaram no PAF e, os poucos que votaram no PS, estão contra uma coligação à esquerda, por preconceito ou fanatismo ideológico.

E a pergunta que se faz é: porque ouviu Cavaco Silva estes economistas e não outros?

Porque Cavaco só ouve aqueles que estão na sua área política, como se viu com  as outras audiências a banqueiros e grandes empresários, recebendo os sindicatos “para não parecer mal”, esquecendo-se que,  é para estas ocasiões que existe um Conselho de Estado, representativo e pago por todos para esse fim.

Acontece que nesse Conselho de Estado não podia encontra a unanimidade de opiniões sobre a crise política e , a economia e a situação financeira que encontrou com essa consulta de “personalidades” escolhidas a dedo, como se Cavaco quisesse desenterrar a salazarista Câmara Corporativa.

Ou seja, é como aquele velho ditado : “é como perguntar à peixeira se o peixe está fresco”
Assim se vê a independência do Presidente…


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