Os dias que rolam, numa visão plural, pessoal e parcial de um mundo em rápida mutação. À esquerda, provocador e politicamente incorrecto, mas aberto à diversidade...as Pedras Rolam...
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sexta-feira, 8 de maio de 2020
segunda-feira, 27 de janeiro de 2020
No 75º aniversário da libertação de Auschwitz
(Foto publicada pelo Spiegel, de um conjunto inédito de um "álbum de fotografias das SS", que pode ser visto AQUI)
Passam hoje 75 anos sobre a libertação do campo de concentração da
Auschwitz por parte do Exército Vermelho.
O Holocausto foi o maior crime praticado por “humanos”.
Não existe nenhum outro crime que lhe seja comparável, pela frieza,
pela organização, pela pura desumanidade.
Comparar o Holocausto com qualquer outro crime contra a humanidade é vulgariza-lo.
Claro que, só nos últimos 100 anos, foram cometidos os mais hediondos e
terríveis crimes contra gente indefesa, do Gulag soviético, aos massacres
norte-americanos no Vietname, dos crimes de Pinochet e de outras ditaduras latino-americanas,
aos crimes do governo sionista contra os palestinianos, dos crimes do Uganda
aos crimes da guerra civil angolana, dos crimes do Apartheid aos crimes
racistas nos Estados Unidos, dos crimes dos maoistas na China aos crimes dos
japoneses na primeira metade do século XX , dos crimes
do colonialismo aos crimes do terrorismo islâmico.
A lista é interminável, mas, mesmo assim, qualquer desses terríveis
crimes fica muito aquém do Holocausto, não apenas pelo número e pela
concentração temporal dos crimes, mas pela frieza, violência, desumanidade,
calculismo, organização e
imprevisibilidade deste último.
Muitos dos crimes acima referidos tiveram, “apesar de tudo”, a sua “lógica”
ou foram perpetrados “no calor do momento”, por "excesso de zelo" ou "descontrole", e , ao contrário dos organizadores do
Holocausto, os seus criminosos autores não se vangloriavam publicamente dos
seus actos.
Sem que nada disto sirva para desvalorizar ou desculpar esses crimes, as vítimas daqueles crimes sabiam, muitas vezes, porque eram as
vítimas: adversários políticos, combatentes, resistentes, populações em cenário
de guerra…
Pelo contrário, no Holocausto, a maior parte das vítimas nunca tinham
esboçado um acto de resistência, não tinham ideologia política, eram pessoas
vulgares, nem percebiam muitas vezes a razão da sua detenção.
“Apenas” não pertenciam à “raça superior”, eram judeus (muitos não professavam),
eram ciganos ou eram eslavos ( e, se os nazis vencessem, a lista estender-se-ia
a latinos e africanos…).
Pior ainda, muitas das vítimas do Holocausto, nem sabiam ao que iam e,
para evitar incontroláveis cenas de pânico, os nazis orquestravam a chegada aos
campos, para disfarçar o destino dos prisioneiros.
Toda a organização dos campos obedecia à frieza de uma “simples”
organização administrativa, com registos, “metas” de “produtividade”, e toda
uma burocracia do horror.
Se a negação do Holocausto é crime, a sua evocação não pode ser
vulgarizada com comparações ou, ainda menos, com o abjecto aproveitamento
político por parte do sionismo.
A intolerância, o desrespeito pelos “adversários”, o fanatismo
ideológico e religioso, a xenofobia foram as sementes desse grande crime, e são
as sementes de outros crimes contra a humanidade.
Numa época em que essa intolerância, desrespeito pelos “adversários”,
fanatismo ideológico e religioso e xenofobia estão em crescendo, mesmo nas
sociedades mais estáveis e democráticas, mesmo em circunstâncias diferentes, será
importante manter viva a memória desse crime ignóbil.
Holocaustos, nunca mais!
quinta-feira, 6 de junho de 2019
Dois filmes para recordar o DIA D
Pessoalmente, recordo dois filmes que retratam, na perfeição, o que se passou há 75 anos, no Dia D, aquele que iniciou a rápida derrocada do poder nazi na Europa.
Até esse dia, os britânicos, no início, e os soviéticos, a partir de 1942, foram os único a enfrentar o poder das tropas de Hitler.
Com a abertura dessa nova frente, depois de, a partir de Novembro de 1942, as tropas soviéticas terem começado a contra-ofensiva que só terminou em Abril de 1945 com a conquista de Berlim, as dificuldades de resistência do exército nazi acentuaram-se.
Abria-se assim, não a segunda frente da ofensiva aliada, com é habitual referir-se, mas a terceira, se tivermos em conta a invasão da Itália por tropas aliadas desde Setembro de 1943.
É vasta a filmografia que relata esse famoso dia D de 6 de Junho de 1966, mas, quanto a nós existem dois filmes que relatam, com bastante realismo, o drama desse acontecimento.
Um é o clássico O DIA MAIS LONGO, de Darryl F. Zanuck, de 1962, aquele que contribui para a minha geração, a primeira que viveu sem guerra na Europa, sentir e conhecer o que foi aquele dia decisivo.
Este é, talvez, o mais realista de todos, sendo muitas vezes confundido com um documentário, tal o realismo das cenas, que ainda hoje surpreendem e são muitas vezes confundidas com a realidade.
O DIA MAIS LONGO
Outro filme, muito mais recente, e que beneficiou de um aparato tecnológico desconhecido até então, é O RESGATE DO SOLDADO RAYAN, de Steve Spielberg, de 1998.
Neste filme quase que somos transportados para o meio do conflito e, de meros espectadores, quase nos transformamos naqueles soldados, sentindo as balas a assobiarem à nossa volta, a dor das feridas, o cheiro da morte e o desespero do medo, dando-nos uma imagem muito pouco romântica da guerra.
O RESGATE DO SOLDADO RAYAN
O realismo desses filmes é, assim, uma autêntica viagem no tempo, para nos "juntarmos " àqueles soldados que contribuíram para, até hoje, acabar com a guerra em solo europeu (embora a Jugoslávia e a Ucrânia aí estejam para nos recordar que a guerra pode voltar em qualquer momento).
A melhor maneira de respeitar os milhares que caíram pela liberdade da Europa, na frente leste, na frente ocidental ou na frente sul, é continuarmos a defender uma Europa democrática e onde se possa continuar a viver sem conhecer os horrores da guerra, algo que parece começar a ser esquecido por uma geração que beneficiou desse clima de paz e liberdade que se começou a desenhar nas praias da Normandia.
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Venerando António Aspra de Matos
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O DIA D e a Banda Desenhada
BêDêZine: O DIA D e a Banda Desenhada: A Segunda Guerra Mundial serviu de inspiração a muitos romances, filmes e a muitos autores de Banda Desenhada. recordamos alguns exemplos da forma como o Dia D foi tratado pela BD (clicar para ver).
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Uma grande reportagem do jornal Público:A história nunca contada dos portugueses nos campos de concentração
São cada vez mais raras as grandes reportagens no jornalismo português e por isso é de realçar o excelente trabalho de Patrícia Carvalho, jornalista do Público sobre um tema que era até agora quase ignorado, mesmo pela historiografia portuguesa, a história dos portugueses que estiveram em campos de concentração durante a segunda guerra.
Ao longo de dois fins de semana o jornal Público editou duas excelentes reportagens,completadas pela publicação de outros materiais disponibilizados na edição on-line desse diário.
A primeira dessas reportagens,intitulada "A história nunca contada dos portugueses nos campos de concentração - PÚBLICO", pode ser lida clicando sobre o título.
Nesta foi recolhido o depoimento da historiadora torriense, a viver e a trabalhar em Paris, Cristina Climaco,
" com estudos publicados sobre o internamento de opositores de Salazar nos campos do sudoeste de França, no tempo de guerra e que realça a importância deste trabalho jornalistico: “Não há nada trabalhado sobre portugueses nos campos de concentração ou envolvidos com a Resistência. Há muitas coisas que
se dizem, mas não há nada trabalhado”.
A segunda parte desse trabalho pode ser lida AQUI.
São ainda de realçar os seguintes trabalhos on-line, que completam aquele trabalho.
Luiz Ferreira, um português que esteve preso no campo de concentração de Buchenwald.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Recordar Robert Capa, a propósito do 70º aniversário do desembarque na Normandia.
Passam hoje 70 anos sobre o desembarque das tropas aliadas na Normandia, um dos episódios mais sangrentos, mas também mais decisivos, da 2ª Guerra Mundial.
Jornais como o Publico, também AQUI, recordam hoje esse dia histórico. O El Publico espanhol recorda AQUI a forma como esse acontecimento foi tratado co cinema. Por sua vez o EL País entrevistou o historiador Antony Beever sobre o significado histórico do desembarque. Já o Le Monde foi ver como se vive hoje nas praias do desembarque, comparando fotografias da época com fotos de hoje (podem clicar nas palavras assinaladas para verem essas reportagens e textos).
As fotografias de Robert Capa, que nesse dia acompanhou os soldados do regimento de infantaria nº16 da 1ª Divisão do exército norte-americano, ficaram como um dos principais ícones desse Dia D.
Capa trabalhava para a revista Life e, ao abrir inadvertidamente a sua máquia fotográfica, acabou por estragar quase todas as 108 fotografias que conseguiu tirar na dificil situação de combate.
Só 11 fotografias se salvaram, tendo a Life publicado dez.
Uma das fotografias mais famosas foi a que tirou ao soldado Huston Riley, que nos conta a sua história AQUI, hoje no El Mundo.
Aqui recordamos algumas dessas famosas foto do fundador da Magnum:
terça-feira, 9 de outubro de 2012
FILMES DUMA VIDA - 149 - INMIGO ÀS PORTAS
INIMIGO ÀS PORTAS É UM DOS MAIS REALISTAS FILMES DE GUERRA.
REALIZADO POR JEAN JACQUES ANNAUD, O MESMO REALIZADOR DE "A GUERRA DO FOGO", O FILME RETRATA A BATALHA DECISIVA QUE SE TRAVOU EM STALINEGRADO, ACTUAL VOLGOGRADO, JUNTO AO RIO VOLGA, E QUE MARCOU A VIRAGEM DA GUERRA A FAVOR DOS ALIADOS.
O FILME RETRATA A BATALHA PESSOAL DE DOIS ATIRADORES FURTIVOS, UM SOVIÉTICO E OUTRO NAZI, E O MODO COM FUNCIONAVA A MÁQUINA DE PROPAGANDA STALINISTA, CRUCIAL PARA O ESFORÇO DE GUERRA.
MAS O QUE MAIS MARCA ESTE FILME SÃO AS REALISTAS CENAS DE GUERRA, QUE NOS CONSEGUEM TRANSMITIR,SEM FALSOS ROMANTISMOS, TODO O HORROR E VIOLÊNCIA A ELA ASSOCIADOS.
NUMA ÉPOCA EM QUE PARECE QUE A EUROPA CAMINHA ALEGREMENTE PARA A SUA AUTODESTRUIÇÃO, MAIS UMA VEZ SOB A DIRECÇÃO IRRESPONSÁVEL DAS ELITES ALEMÃES, FILMES COMO ESTE SÃO IMPORTANTES PARA NOS DESPERTAREM PARA A REALIDADE QUE NOS ESPERA SE NÃO ARREPIARMOS CAMINHO...
terça-feira, 8 de maio de 2012
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Nova revista de História dedicada à Segunda Guerra
Para comemorar os 70 anos do início da 2ª Grande Guerra Mundial, acaba de ser lançada em França, mas com distribuição em Portugal, uma nova revista de História.
Intitula-se “Histoire(s) de La Dernière Guerre [1939-45, au jour le jour]” e promete acompanhar cronologicamente o desenrolar desse trágico acontecimento durante os próximos 6 anos, com publicação bimestral.
Não se pense que é uma mera colecção de efemérides. Vários artigos de estudo, escritos por prestigiados historiadores franceses, abordam os mais variados temas relacionados com esse período.
Nesta edição são publicados estudos sobre a conquista do poder na Alemanha pelos nazis, as relações internacionais na Europa entre 1933 e 1939, a mobilização em França, depois da invasão da Polónia, a Campanha da Polónia, a preparação de Londres para a guerra, o “regresso” de Churchill, as teorias que estiveram na base do racismo nazi, a neutralidade norte-americana , os crimes cometidos pela Alemanha nazi na Polónia `, a história dos cartazes de propaganda e o reflexo da crise económica dos anos 30 na vida dos franceses, tudo muito bem documentado com fotografias, mapas, gráfico e biografias .
A revista inclui uma cronologia comentada sobre os dois primeiros meses da guerra, divulga obras bibliográficas, de banda desenhada e cinematográficas recém editadas sobre o tema.
Algumas pequenas curiosidades completam cada edição, como a história, contada nesta edição, da primeira tentativa frustrada de se inaugurar o Festival de Cinema de Cannes.
O FESTIVAL DE CANES E A GUERRA
Tudo terá começado com uma ideia de Philippe Erlanger, quando este, em Setembro de 1938,regressava do Festival de Cinema de Veneza.
Erlanger era inspector geral do Ministério da Educação francês, nomeado em 1938 director da Associação Francesa de Acção Artística (funções que ocupou até 1968) e tinha sido enviado a Veneza em representação do seu país.
Indignado com a influência da propaganda nazi e fascista neste festival, idealizou a criação de um festival que concorresse com o de Veneza, que tinha sido criado em 1932 .
De facto, para evitar que se repetisse a situação de 1937, marcada pelo Prémio do Júri atribuído ao filme “pacifista” de Jean Renoir, “A Grande Ilusão”, Hitler procurou influenciar a atribuição do grande prémio, intimando os países seus aliados a apoiarem o filme “Deuses do Estádio” de Leni Riefenstahl, que assim acabou por vencer em 1938, ex aequo com um filme produzido pelos filhos de Mussolini.
A edição de 1938 do Festival de Cinema de Veneza tinha sido inaugurada por Joseph Goebbels, recebido com todas as honras.
Chegado a França, Philippe Erlanger convenceu o então Ministro da Educação, Jean Za, para criar um festival de cinema alternativo ao de Veneza, um festival do “mundo livre”, ideia que ganhou algum alento após a invasão da Checoslováquia pelos nazis em Março de 1939, que motivou a adesão do Ministro francês do Interior, Albert Sarraut, a esse projecto.
Procurou-se então escolher um local para a realização do Festival. Entre Deauville, Vichy, Alger, Biarritz e Cannes, foram escolhidas como finalistas as duas últimas.
Biarritz e Cannes possuíam excelentes infra-estruturas . Dois dos empresários mais endinheirados de Cannes, Henri Gendre e Jean Fillioux, colocaram à disposição equipamento hoteleiro e uma boa sala de projecção, fazendo pender a escolha final para a cidade de Cannes.
De imediato puseram “mãos-à-obra”: o conde d’Herbemont assegurou a organização de festas e eventos por toda a cidade durante a realização do festival. As estrelas norte-americanas Gary Cooper e Tyrone Power garantiram a sua presença. Louis Lumière aceitou presidir ao Júri.
Foram muitos os países que aceitaram o convite para participarem nesse festival: Bélgica, Luxemburgo, Holanda, Suécia, Estados Unidos, União Soviética e mesmo a Checoslováquia ocupada.
A jornada inaugural do festival foi marcada para o dia … 1 de Setembro de 1939, o dia em que Hitler invadiu a Polónia. Por causa desse acontecimento a inauguração do festival foi adiada para 10 de Setembro…. Mas, entretanto, começava a 2ª Guerra e o festival foi definitivamente adiado.
Só em 1946, após 6 anos de guerra, aquele Festival conheceu finalmente a luz do dia, tornando-se um dos mais famosos de sempre.
(Fonte : FERRANDO, Jérémy, “Cannes-un festival dans la tourmente”, in “Histoire(s) de La Dernière Guerre [1939-45, au jour le jour]”, nº 1, Setembro-Outubro de 2009, pág.25)
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Venerando António Aspra de Matos
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Disputa legal por uma obra de Vermmer
A obra de Johannes Vermeer “A arte da Pintura”, datada de 1665 e exposta desde 1946 no Museu de História da Arte de Viena, é reclamada pelos herdeiros de Jaromir Czernin.
A história teve origem em 1940, quando aquela obra, na posse de Czernin e cobiçada por Adolf Hitler desde 1935, foi comprada à força pelo ditador alemão, que chantageou o seu proprietário com o facto da esposa deste ter origem judaica.
A tentativa da família de Czernin tentar recuperar o quadro a seguir ao fim da Segunda Guerra falhou, mas agora os seus descendentes pensam que o Estado austríaco está em posição de restituir aquela obra , sem necessidade de tomarem outras medidas legais.
Aquele quadro de Vermmer é um dos maiores da autoria do pintor holandês, que viveu entre 1632 e 1675, e do qual só se conhecem 37 obras, sendo por isso muito raro a existência de obras suas disponíveis no mercado.
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Venerando António Aspra de Matos
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terça-feira, 1 de setembro de 2009
Há 70 anos começava a 2ª Grande Guerra
Passam hoje 70 anos sobre o início do mais sangrento e bárbaro conflito da História da Humanidade.
Depois de ter paralisado o ocidente com os acordos de Munique , um ano antes, em 30 de Setembro de 1938, e garantir o beneplácito da União Soviética, ao assinar o pacto germano-soviético, em 23 de Agosto de 1939, Hitler lançou-se à conquista de uma Polónia que viria a ser a grande mártir desta guerra.
Discute-se hoje muito a quem atribuir as culpas, se ao ocidente que, temendo a expansão do comunismo, deixou a Alemanha Nazi armar-se e expandir a sua ideologia, se à criminosa ideologia stalinista que vendeu a “alma comunista” a Hitler para ficar com o domínio sobre os Estados Bálticos e parte da Polónia.
Mas, na História, há que ser rigoroso e factual: o responsável por uma guerra é o agressor. Neste caso houve um agressor identificado: Hitler e o nazismo.
Se o que se seguiu serviu muitas vezes de pretexto para a barbárie cometida por todos os lados em confronto, não devíamos esquecer o essencial: Hitler foi o grande responsável pela guerra, foi ele e o nazismo que abriu as portas à barbárie. Os seus actos, o dos seus partidários e o dos seus exércitos não têm comparação com qualquer outro tipo de ditadura e totalitarismo. A forma como perseguiu os judeus, por exemplo, não encontra paralelo em qualquer outro tipo de barbárie, anterior ou posterior .
Hoje há um novo tipo de revisionismo que pretende equiparar os crimes do nazismo com os cometidos pelos aliados, apontando-se Dresden, o Gulag soviético ou as Bombas de Hiroshima e Nagasaki como exemplo. De acordo- tudo isso revelou as maiores barbaridades de que o homem é capaz. Mas quem abriu a grande porta do inferno foi Hitler e os nazis.
O que essa guerra provou é que não existem guerras justas. O facto de a humanidade chegar ao século XXI sem conseguir eliminar a guerra como solução para resolver conflitos, só nos pode preocupar.
Há que estar atento porque, se houver um dia uma guerra equivalente, os níveis de destruição e barbárie serão a uma escala ainda mais gigantesca.
A barbárie pode estar aí numa qualquer esquina, à espera do “líder” certo e da “ocasião histórica”.
Publicada por
Venerando António Aspra de Matos
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15:04
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