quinta-feira, 31 de outubro de 2019

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

O “Joker” do nosso descontentamento


É cada vez mais difícil encontra um filme que nos encha as medidas e nos surpreenda, tendo em conta que já seguimos o que se faz na 7ª arte há várias décadas.

Sem questionar o facto de existirem todos os meses estreias de filmes interessantes, com bons argumentos e boas histórias, principalmente na cinematografia europeia ou no cinema independente norte-americano, raramente podemos apontar um filme que traga algo de novo ao universo do cinema.

A última vez que isso nos aconteceu foi com o filme Dunkerke, com uma montagem que recria uma das técnicas mais importantes da 7ª arte.

Desta vez deparámo-nos, no filme “Joker”, com um desses raros grande momentos do cinema, um filme que vai ficar nos anais da história da 7ª arte, facto, com dissemos acima, cada vez mais raro.

Um filme que aparece no momento certo, que faz a ligação entre uma realidade cada vez mais violenta, imprevisível e ameaçadora e a origem ficcionada de uma das mais tenebrosas personagens do mundo dos super-heróis.

Numa época em que o que existe de mais surpreendente na cinematografia norte-americana é a proliferação dos filmes de super-heróis, “Joker” apropria-se de uma personagem desse universo, num ambiente ficcionado, mas realista.


“Joker” podia ser qualquer ser esmagado por uma sociedade povoada de solidão, indiferença, desigualdade e violência, personagem bem verosímil e que nos remete para uma das influências do universo do filme, o icónico Taxi Driver.

A própria presença de um envelhecido e conformado Roberto De Niro que acaba assassinado pelo personagem que “criou”, através da influência mediatizada de um talk-show, não é estranha a essa influência, ou não estivesse Martin Scorsese, realizador daquele filme, na origem deste projecto.

A época de “Joker” é, aliás, a mesma de “Taxi Driver”, os anos 80, mais concretamente o ano de 1981, numa “Gothan City” que podia ser qualquer esmagadora megacidade dos nossos dias, num universo onde qualquer ser humano se sente violentamente esmagado, capaz de se tornar um “Joker” solitariamente desesperado, tonando-se um ser violento no aperto de um transporte público ou numa fila de trânsito caótico.

Com origem no universo da série Batman, a mais humanista de todas as séries de super-heróis, neste filme Batman ainda não existe como tal, aparecendo apenas esporadicamente como criança rica que vê os seus pais (o pai é o demagógico governador da cidade) a serem assassinados na rua por um anónimo criminoso com máscara de palhaço, inspirado no Joker, situação que vai estar na origem da formação do icónico herói do comic.

Mas aqui “Batman” ainda não “sabe” que o vai ser.


O filme remete-nos apenas para a origem de um dos mais célebres vilões desse universo, “Joker”, que já tinha originado algumas das mais interessantes representações no cinema, figura interpretada por Jack Nicholson e Heath Ledger nalguns dos filmes da série Batman.

A novidade deste filme é que, tanto o personagem, interpretado por um obvio  oscarizado Joaquin Phoenix, como a Cidade Gotan City,  podiam ser qualquer solitário desesperado ou qualquer cidade dos nosso dias, sem precisar de  recorrer a efeitos especiais ou ao aparato do cinema de ficção científica para se tornar verosímil.


O filme arrepia e incomoda, mais do que pela crescente violência,  pelo seu realismo e porque tudo aquilo nos parece possível, num mundo muito marcado pela solidão, pela mediatização da violência, pelo descontentamento generalizado que explode em revoltas de rua, hoje um pouco por todo o mundo.

O realizador Tedd Phillips escreveu o argumento com Scott Silver, baseado num roteiro de Martin Scorsese, contando a história de Arthur Fleck, comediante falhado que, vivendo em 1981 em Gothan City é conduzido à loucura por uma sociedade agressiva e violenta que o rodeia, ao mesmo tempo que se torna o símbolo da revolta generalizada contra um poder cada vez mais desumanizado, demagógico, desligado da triste realidade dos seus cidadãos.

A história vai também beber a uma das histórias de banda desenhada mais interessantes da série Batman, aquela que conta exactamente as origens do vilão Joker, intitulada “The Killing Joke” (em português “Batman: a Piada Mortal”), editada em 1988, com argumento de Alan Moore, desenho de Brian Bolland e colorida por John Higgins, vencedora do Prémio Eisner (o “Óscar” da Banda Desenhada), em 1989, para o melhor álbum gráfico.


Mais do que nunca, olhando à nossa volta, é caso para dizer que…o Joker está entre nós.

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Astérix faz hoje 60 anos


BêDêZine: Astérix faz 60 anos: (clicar para ler sobre a série)

(número comemorativo do 60º aniversário de Astérix da revista Ça M'Interesse)

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Em Defesa dos Professores

Vale a pena "perder" algum tempo a ouvir a crónica de hoje da rúbrica O Fio da Meada (clicar aqui)  da Antena 1.

Com o título " Incompetentes, lamuriosos e desonestos" , a crónica de Joel Neto é um forte e incisivo manifesto de apoio a uma das classes mais desprezada pelo poder político, por comentadores sem escrúpulos, e por economistas arrivistas.

Numa altura em que os professores voltam a estar no centro das atenções, esta é uma das crónicas mais lúcidas que ouvi até hoje.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Hoje, ás 19 horas, na Biblioteca de Torres Vedras : - lançamento do livro "A República Possível" de Fernando Pereira Marques e apresentação de José Pacheco Pereira


É hoje apresentado em Torres Vedras o livro “A República Possível” da autoria do Dr. Fernando Pereira Marques, na Biblioteca Municipal de Torres Vedras, em sessão aberta ao público que terá início às 19 horas.
Essa sessão contará com a presença do autor e do Dr. José Pacheco Pereira que o apresentará.
A obra tem muitas referências à situação torriense nesse período em “não pretende fazer (mais) uma história de 1ª República”, apresentando um novo olhar crítico sobre esse período curto, mas fundamental, da nossa história recente.
“A situação em Portugal entre 1910 e 1926 não foi muito diferente da generalidade de situações coetâneas noutras sociedades europeias, do ponto de vista da radicalização da conflitualidade social e da instabilidade política.

“É, pois, redutor atribuir a queda da I República a erros, a faltas, a desvios - segundo as versões benignas de tipo historicista -, ou à perversidade jacobina, anticlerical, ou até autoritária dos políticos republicanos, segundo as versões de outros historiadores.

“Em termos mais simples, não foi a balbúrdia de que falam alguns textos referindo-se a esse período, o caos ou a catástrofe que a propaganda salazarista descrevia ou que ainda vários sustentam, nem foi uma Cousa Santa traída por militares e por um ditador perverso.
Foi a República possível no contexto da sociedade portuguesa com as suas características e problemáticas específicas, um processo complexo mas modernizador que a ditadura militar e o salazarismo travaram eficazmente”.
O autor, Fernando Pereira Marques nasceu em Coruche a 16 de abril de 1948. É diplomado pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris e Doutor de Estado em Sociologia pela Universidade de Picardie – Amiens (França), professor catedrático convidado na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (Lisboa), onde dirigiu o 2.º Ciclo de Ciência Política, e investigador integrado no Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa. 
Entre outros cargos, foi deputado à Assembleia da República, dirigente nacional do Partido Socialista, presidente da Subcomissão Parlamentar de Cultura e membro da delegação portuguesa na União da Europa Ocidental (UEO) e na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa. É autor de várias obras nas áreas do ensaísmo e da investigação, colaborador em publicações periódicas e diretor-adjunto da revista Finisterra.
Algumas obras do autor: Exército e Sociedade em Portugal, 1991 (1981, 1.ª ed.); O Elogio da Inquietude, 1985; Um Golpe de Estado – Contributo para a Questão Militar no Portugal de Oitocentos, 1989; De que Falamos quando Falamos de Cultura?, 1995; Exército, Mudança e Modernização na Primeira Metade do Século XIX, 1999; A Praia sob a Calçada – Maio de 68 e a «Geração de 60», 2005; Esboço de um Programa para os Trabalhos das Novas Gerações, 2007; Sobre as Causas do Atraso Nacional, 2010; Cultura e Política(s), 2014; Uma Nova Conceção de Luta, Materiais para história da LUAR e da resistência armada em Portugal.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Exposição de cinotopias de Mário Rui Hipólito

A FORMA E A LUZ: Exposição de cinotopias de Mário Rui Hipólito: Até ao próximo dia 9 de Novembro podem visitar, na Galeria Municipal de   Lourinhã, a exposição de fotografia “Alquimia em tons de azul". (clicar para ler mais).

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Vai começar a 30ª Edição do Amadora BD

BêDêZine: Vai começar a 30ª Edição do Amadora BD: A 30ª edição do AmadoraBD abre ao público na próxima 5ª feira 24 de Outubro, no Fórum Luís de Camões daquela cidade.  (clicar em cima para ver mais informações).

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Pela Catalunha!



O direito de um povo, com a sua própria cultura ,  a sua língua e a sua história, a tornar-se independente, é um direito humano e internacional.

Esse direito não pode ser confundido com o nacionalismo xenófobo que cresce por aí.

O velho e retrógrado nacionalismo não é aquele que defende a maior parte dos catalães. Pelo contrário, esse velho nacionalismo está presente em Espanha, mas entre os defensores de uma “Espanha Una e Indivisível”.

O povo da Catalunha tem direito a escolher se quer ser independente ou se quer continuar a ser uma região autónoma dentro desse país que é a Espanha.

Contudo esse direito a escolher tem-lhe sido negado.

Se querem realizar um referendo, o governo espanhol impede-o. Se querem decidir com base nas instituições democráticas, isto é, no seu parlamento, o governo espanhol não reconhece essa decisão.

Ou seja, o governo espanhol não tem permitido saídas democráticas e institucionais para a situação.

Pelo contrário, lança achas na fogueira, como aconteceu agora ao condenar com penas exageradas os líderes do patriotismo catalão, num momento em que o assunto parecia cair no esquecimento.

A responsabilidade pela radicalização da situação catalã é toda do governo espanhol e dos seus partidos tradicionais, que têm sido incapazes de lidar com a situação de forma democrática e racional.

Seja qual for desfecho desta situação, não há que esquecer o essencial: os catalães têm de poder optar pelo seu futuro, seja através das suas instituições legitimamente eleitas, seja através de um referendo.

E em relação à posição da União Europeia neste assunto, esta não pode defender a soberania da Letónia, da Estónia e da Lituânia, a desagregação da Jugoslávia em vários Estados independentes, a separação da Checoslováquia ou incentivar a independência da Escócia e da Irlanda do Norte para combater o “Brexit”, e fechar os olhos em relação ao que se passa na Catalunha.

Deixem os catalães escolher, enquanto ainda existe espaço para que essa escolha seja feita democrática e livremente.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Solidariedade para com os Curdos!

(Carmelo Kalashnikov - Cartoonmovement.com)

Os curdos estão, mais uma vez, a ser vítimas de massacres e perseguições, com a conivência do mundo ocidental e em especial da NATO.

É significativo que o actual secretário da NATO apareça a defender, mesmo que veladamente, como é aliás o timbre do cínico  Jens Stoltenberg, as posições da Turquia.

Mais uma vez temos o principio de “dois pesos, duas medidas”.

Se aquilo que está a ser a atitude Turca em relação aos curdos na Síria fosse levada a cabo pelo Irão, pela Venezuela ou pela Coreia do Norte, a atitude seria outra.

Ou seja, um país da NATO pode violar todas as regras internacionais e pisar os mais elementares Direitos Humanos, só porque é…membro da NATO.

Claro que se ouvem condenações, “pareceria mal” se não o fizessem, mas tudo não passa de mera retórica, sem qualquer consequência.

“Percebe-se” o “medo” em encarar a condenável atitude do governo turco em relação aos curdos : o exército turco é um dos exércitos mais poderosos no seio da NATO, na Europa só ultrapassado pelos britânicos; a NATO tem importantes e estratégicas bases militares na Turquia, como recordou o Cínico Stoltenberg, para justificar a apatia ocidental em relação à Turquia; a União Europeia “comprou” ao governo turco a manutenção de verdadeiros campos de concentração para conter os refugiados das guerras financiadas e armadas pelo ocidente no Médio Oriente, ficando refém do autoritário Erdogan.

No meio de tudo isto a razão está do lado dos Curdos.

Foram os Curdos que tiveram um papel crucial no combate ao Estado Islâmico, como já tinham tido anteriormente no combate ao ditador iraquiano Saddam Hussein.

Agora foram abandonados aos superiores interesses da NATO e dos Estados Unidos, caindo nos braços dos Russos e do ditador Assad.

A traição do ocidente e da Europa ao legitimo direito de criação de um Estado Curdo independente não é nova.

Historicamente os curdos tiveram origem no povo Medo, oriundo da Ásia Central, quando ocuparam a cidade assíria de Nínive em 612 a.C.

Durou pouco tempo essa primeira autonomia. Os Persas dominaram a região em 550 a.C.,  iniciando-se aí a sua saga de perseguições e massacres.

Após a 1ª Guerra mundial, com o desmembramento do Império Otomano, o Tratado de Sévres, de 1920, defendeu a criação de um Estado Curdo, o Curdistão, ideia logo rejeitada pelos turcos.

Com o Tratado de Lausanne, em 1923, o território do que devia ser o Curdistão foi integrado, na sua maior parte, na actual Turquia, e nos novos Estados então criados do Iraque e da Síria e, em menor quantidade, no Irão.

Perseguidos por todos, com maior ou menor violência, os curdos têm lutado, desde então, pela sua independência.

Calcula-se quase metade dos curdos, cerca de 14 milhões,  vivam no território turco, onde representam 20% da população deste país.

Entre 1984 e 1999 o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) entrou em guerra aberta contra o exército turco, recorrendo a actos de extrema violência, de terrorismo até. Isso não evitou a sua contenção e, a partir de então o exército turco tem procedido a uma verdadeira limpeza étnica na região, dispersando ou massacrando os curdos e varrendo do mapa mais de três mil aldeias e vilas curdas.

No Iraque, onde está a segunda maior fatia do território curdo, representando 15 a 20% da população deste massacrado país, a situação não foi muito melhor, principalmente durante o governo do ditador Saddam Hussein, apoiado militarmente pelo ocidente na sua guerra contra o Irão, ocidente esse que, enquanto lhe convinha manter o apoio ao ditador do Iraque, fechou os olhos aos massacres e perseguições contra o povo curdo neste país. Só a partir de 1991 a sua situação começou a melhor, quando, no território curdo no Iraque, foi estabelecida, pelo Conselho de Segurança da ONU, uma zona de exclusão aérea que permitiu a criação do Curdistão Iraquiano, que passou a gozar de grande autonomia. Recentemente foi a sua região uma das que  mais sofreu  com a expansão do Estado Islâmico.

O território curdo espalha-se ainda pela Síria, pelo Irão e, em número bem menor, pelo Líbano e pela Arménia.

Na Síria, centro do actual conflito, representam quase 10% da população, são cerca de 2 milhões, concentrados mais no norte e nordeste, sendo a maior minoria étnica deste país em guerra civil. Também aqui, embora com menos violência do que a sofreram no Iraque de Sadam ou na Turquia, têm sido perseguidos, uma perseguição que é essencialmente cultural, com a proibição do uso da sua língua e das suas tradições e de assimilações mais ou menos forçadas.

Contudo, o  papel crucial dos curdos no combate ao Estado Islâmico granjeou-lhe apoio e simpatia por parte do Ocidente e eram, até há poucas semanas, o principal aliado dos Estados Unidos no combate contra aquele estado terrorista.

Abandonados agora pela irresponsabilidade de Trump e pelo cinismo da NATO e da União Europeia, aproximaram-se da Rússia e do ditador sírio Assad, para se defenderam do massacre do exército turco.

Tal como os judeus no passado, e os palestinianos no presente, os curdos merecem respeito e, principalmente, o direito a terem um Estado.

Apesar das dificuldades chegou a hora dos Curdos.

Se existe causa justa no presente, sobre a qual não temos qualquer dúvida sobre de que lado estamos, ela  é a causa Curda.

Ficar calado é pactuar com o cinismo e a irresponsabilidade nas relações internacionais e, é pactuar com  a violação dos mais elementares direitos humanos perpetrada por Erdogan e, no
 imediato, é apoiar o renascimento do Estado Islâmico.

Esta é daquelas causas em que cada um deve definir de que lado está.

Nós estamos do lado dos curdos.



quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Os 4 cavaleiros do Apocalipse

Montagem fotográfica, "brincando" com a última aparição do ditador norte-coreano, retirado da página de Twiter de "Bat-uitero".
(o "cavaleiro" do fundo parece-me ser o líder do Vox, o partido de extrema-direita de Espanha, o André Ventura do país vizinho).

Imagens do Outono no Vale do Barro (Torres Vedras)

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Iniciativa Liberal: “tão diferentes que nós…ERAMOS!”



A nova assembleia ainda não tomou posse, o novo governo ainda não foi formado, mas o estreante Iniciativa Liberal já sabe como vai votar no próximo orçamento e programa de governo: Contra!

Ou seja, para quem se arvora como detentor de uma nova forma de fazer política, foi mais longe que a maioria dos partidos “tradicionais”.

Se estes, muitas vezes, decidem o sentido do voto, não pela pertinência ou qualidade das propostas, mas pela sua origem, mas pelo menos argumentem contra com base em propostas concretas,  os “iluminados” do Iniciativa Liberal, que na sua arrogante intervenção na noite eleitoral prometiam que iam mudar a tradicional forma de fazer política,  tomam posição sobre um documento que ainda não existe,  justificando a  reprovação desse documento (inexistente, repetimos), não devido ao seu conteúdo (ainda desconhecido, voltamos a recordar...) mas com  facto de "não irem com a cara" do governo saído das eleições!!!

Claro que, para nós, essa atitude não é de espantar, vindo de onde vem.

Arvorando-se como a “novidade” que vai “fazer diferente” no Parlamento, esse partido não apresenta nada de novo nessa velha direita neoliberal que sonha com o regresso ao século XIX, quando o Estado estava ao serviço dos interesse dos poderosos, quando quem trabalhava não tinha quaisquer direitos, e quando o acesso aos cuidados de saúde, `a educação e aos mais elementares apoios sociais era  privilégio de poucos.

Aliás, esse partido limita-se a tornar ideologicamente coerente e em programa consistente o “ir além da Troika” do passos-coelhismo, de má memória.

Ou seja…uma espécie de “Chega” mais bem falante e bem comportado, de fato completo e gravata.

..à  “direita”, nada de novo!

Faltam poucos dias para poder ver a exposição “Banksy, Génio ou Vândalo?".

A FORMA E A LUZ: Faltam poucos dias para poder ver a exposição “Banksy, Génio ou Vândalo".: Encerra no próximo dia 27 de Outubro a exposição “Banksy, Génio ou Vândalo” a decorrer na Cordoaria Nacional. (ver imagens clicando em cima).

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

“Quem Protesta Não tem Medo”, uma exposição original no Fólio de Óbidos


Inaugurado no passado dia 10 de Outubro,  a edição de 2019 do Fólio – Festival Literário Internacional de Óbidos-, contou, entre as muitas inaugurações desse dia, com a abertura da exposição “Quem Protesta Não Tem Medo”, com a presença de, entre outras personalidade, o presidente de Cabo Verde.

Instalada no Museu Abílio de Mattos e Silva, essa é uma exposição original e inédita, exibindo um conjunto de T-Shirts usadas como objecto de protesto e manifestação política, com várias origens geográficas e ideológicas, pertencentes ao espólio de José Pacheco Pereira, organizado pela Associação Cultural Ephemera.

Essa exposição pode ser visitada até ao próximo dia 20 de Outubro, entre as 10 e as 20 horas.

Um bom pretexto para percorrer também outros espaços desse festival literário, cujo programa pode ser consultado AQUI.

Aqui ficam algumas fotografias desse momento inaugural  e dessa exposição: