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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Constâncio, o incompetente e a conveniente “falta de memória”


(Público de 7/6/2019)

Este é aquele tipo de notícia que já não me surpreende.

Os “rostos do mal” que conduziram o país e a Europa para o descalabro económico e financeiro estão há muito identificados.

Victor Constâncio sempre fez parte desse clube dos convenientemente incompetentes, com uma grande falta de memória sobre as atitudes que tomaram e que sempre protegeram os poderosos e os corruptos do mundo financeiro e da política, não hesitando em tomar medidas ou dar opiniões que degradam as condições de vida do cidadão “normal”, aquele que recebe pensões baixas, recebe salários miseráveis, ocupa empregos precários, desespera no desemprego e paga os impostos que alimentam os cargos dessa gente.

Desde há muito que é conhecida a incompetência de Victor Constâncio, primeiro como governador do Banco de Portugal e depois, como prémio dessa incompetência, como um dos principais responsáveis pelas políticas antissociais do Banco Central Europeu.

Continuar a proteger essa gente ou justificar os seus actos e malfeitorias só vai contribuir para o crescimento do populismo da extrema direita, que explora o justo descontentamento com a forma como essa gente conduziu o país e a Europa, desrespeitando e atropelando os direitos dos cidadãos, em nome da salvação de um sistema financeiro corrupto que continua a dominar as decisões europeias.

Que gente como Victor Constâncio ainda tenha defensores e ainda continue com cartão de militante de um partido de esquerda é um insondável mistério, bem como é que gente dessa ainda tem coragem para dar a cara em público e conseguir dormir em paz.

Mas o descaramento é a primeira condição para que esse tipo de gente continue a proliferar nas nossas elites financeiras, económicas e financeiras.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

É preciso descaramento!!! : - Troika incomodada com aumento do salário mínimo.

Parece que os miseráveis da  troika estão "incomodados" com o "espectacular" aumento do salário mínimo português, um aumento de 20 euros mensais e que colocou esse salário na "astronómica" quantia de ...505 euros.

Vindo essa preocupação de um grupo de burocratas que ganhou milhões em comissões e "ajudas de custo", só para impor as condições que conduziram ao empobrecimento generalizado dos portugueses, não deixa de ser escandalosa a forma como agora se revelam "preocupados" com um salário que nem sequer garante que uma percentagem significativa de trabalhadores portugueses consiga fugir ao estigma da pobreza.

Portugal já é o país do euros com uma média salarial mais baixa, e um dos que apresenta uma das mais altas taxas de desemprego, onde uma percentagem significativa de famílias a viver na pobreza a devem aos baixos salários.

Com essa "preocupação" esses miseráveis burocratas revelam uma das atitudes mais vergonhosas dos últimos tempos. Será bom recordar que, por detrás dos burocratas da troika estão alguns rostos bem conhecidos dos portugueses como Durão Barroso ou Victor Constâncio. Convém não os esquecer, para "memória futura".

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Os verdadeiros Privilegiados - o que ganham os homens da Troika e os seus mandantes (Barroso, Constâncio e Gaspar) com o empobrecimento dos portugueses

Mais uma excelente reportagem da jornalista Sandra Felgueiras, da RTP, sobre os homens da troika, os seus mandantes e os privilégios de que beneficiam com a "crise financeira".

Por detrás das Troika estão os homens da Comissão Europeia (Barroso, Rhen e outros), do BCE (Victor Constâncio...) e do FMI (..como a sua "nova aquisição" Victor Gaspar).

Todos eles passam a vida a defender as decisões da troika em Portugal, contra os "privilégios" dos pensionistas e dos funcionários públicos, em favor do empobrecimento dos portugueses, da redução dos salários de quem trabalha, da perda de direitos sociais, da redução do "Estado Social" e do brutal aumento de impostos sobre os cidadãos.

O que pouca gente conhece é que tais figurões gozam de privilégios, em ajudas de custo, em salários e em benefícios fiscais, que ultrapassam em muito o admissivel.

O caso mais caricato é o de Victor Gaspar que, depois de ter feito o trabalho de casa da troika, beneficiou da nomeação para um cargo no FMI que o isenta do pagamento de impostos, tudo depois de ter anunciado um "brutal" aumento de impostos para os portugueses.

É caso para dizer que, cada vez mais, na União Europeia, todos os cidadãos são iguais, mas alguns são mais iguais que outros...

sexta-feira, 4 de abril de 2014

O Respigo da Semana - "BPN , entre as brumas da memória" por Pedro Sousa Carvalho

BPN, entre as brumas da memória

Por PEDRO SOUSA CARVALHO  in Público de 4 de Abril de 2014

"Tenho a memória muito fraquinha", disse Oliveira Costa. Estava lançado o mote para explicar o caso BPN.

“O BPN não é apenas um caso de polícia. O BPN não é apenas um caso de falha na supervisão. O BPN não é apenas um caso político. O BPN é um caso de falha de memória colectiva. A começar pelo todo-poderoso Oliveira Costa. Ainda muitos se lembrarão quando o antigo presidente do BPN, no julgamento do caso Homeland que envolvia Duarte Lima, invocou vezes sem conta a falha de memória. "Não me recordo" e "tenho a memória muito fraquinha" foram frases que deixaram os juízes à beira de um ataque de nervos. E os juízes desataram à gargalhada quando Oliveira Costa, a dado momento da inquirição, disse: “Esquecer é comigo”.

“Este problema de amnésia no caso BPN é algo contagioso. Ainda alguns também se recordarão (pelo menos os que têm boa memória) quando Francisco Comprido, antigo administrador do BPN, foi à comissão de inquérito e, perante as perguntas insistentes dos deputados, respondia "não me recordo", "não tenho presente", "não lhe posso precisar", "os nomes não me estão a vir à memória".

“E esta audição terminou com uma frase de Francisco Comprido que tem tanto de desconcertante como de verdadeira: "Quem faz muitos negócios na vida lembra-se geralmente do que correu mal. Aqueles que são fechados e correm bem, caem-nos no esquecimento".

“Quem deverá ter feito com o BPN alguns negócios que correram bem foi Dias Loureiro. Quando, foi à mesma comissão de inquérito ao caso BPN, disse que nem sequer sabia da existência do Excellence Assets Fund – um veículo fundamental para uma compra ruinosa (prejuízo de 38 milhões de dólares) de duas empresas tecnológicas em Porto Rico. Quando confrontado, pelo jornal Expresso, com contratos que tinham a sua assinatura, o ex-ministro e conselheiro de Estado disse: "Não me lembro dos contratos, posso ter assinado, se vocês o dizem, mas não tenho memória”. Dias Loureiro rematou: “Nunca menti na comissão, disse aquilo de que me lembro”.

“O caso do BPN foi sendo construído apenas com aquilo que os envolvidos se iam lembrando. E quem passou pelo banco até se esquece de por lá ter passado. Foi o caso de Rui Machete, que escreveu uma carta ao Parlamento garantindo que nunca tinha sido "sócio ou accionista" da SLN (dona do BPN), quando na verdade o foi. Rui Machete que, tal como Franquelim Alves, quando chegou ao Governo omitiu (ou alguém por eles) no currículo a sua passagem pelo universo BPN/SLN.

“Isto tudo, já se percebeu, para chegar a Vítor Constâncio, que esta semana chamou os jornalistas em Atenas para dizer que não se recordava de ter sido convocado por Durão Barroso, na altura primeiro-ministro, para falar sobre o caso BPN. “Depois de tantos anos, não recordo qualquer convocação exclusivamente sobre o BPN. Recordo apenas uma conversa geral em que se falou de preocupações com o BPN, mas nada de muito concreto”.

“Ninguém pode levar a mal a Constâncio não se recordar de factos que aconteceram há uma década. O que não se percebe é por que é que Constâncio convoca os jornalistas para fazer uma revelação de algo sobre o qual não se lembrava. Não deixa de ser bizarro que a assessoria do BCE tenha enviado aos jornais as citações de Constâncio e as conclusões da comissão de inquérito ao caso BPN de 2009, feitas pela deputada socialista Sónia Sanfona, e não se tenha lembrado de enviar as conclusões da segunda comissão de inquérito, cujo relator foi Duarte Pacheco do PSD, esta bastante mais crítica em relação à actuação do supervisor no caso BPN.

“O caso BPN renasceu esta semana quando Durão Barroso, em entrevista ao Expresso, veio dizer que “quando era primeiro-ministro, chamei três vezes Vítor Constâncio a São Bento, para saber se aquilo que se dizia do BPN era verdade”. O que ficámos sem saber é o que é que de tão relevante se dizia na altura do BPN, porque Barroso não o disse. E a terem existido os tais três encontros em São Bento, o que fez ou deixou de fazer o governador do Banco Central, porque Constâncio não o disse.


“Durão Barroso tem um bom remédio para a falha de memória. Na mesma entrevista, o entrevistador revela que Barroso regista tudo o que faz e que todos os dias, às 6h30, escreve as suas notas sobre o que se passou na véspera. Não se sabe se o agora presidente da Comissão Europeia ainda terá algum post-it a contar o que se passou nas três reuniões que terá tido com Vítor Constâncio. Mas se os encontros que teve com Constâncio foram assim tão relevantes (a ponto de serem revelados numa entrevista, sem que o entrevistador tenha feito qualquer pergunta sobre o BPN), por que é Barroso não comunicou os factos às duas comissões de inquérito? Provavelmente esqueceu-se. Pelos vistos acontece a todos”.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O NOJO DO COSTUME: Vítor Constâncio: novas medidas de austeridade têm de ser cumpridas.

Nem todos os responsáveis pela crise que está a destruir os direitos e a vida dos cidadão deste país são conhecidos ou estão identificados.
Mas se existe um rosto bem conhecido pela sua incompetente responsabilidade ele é o de Vitor Constâncio, primeiro como presidente do Banco de Portugal e agora como eminência parda do que de pior existe nos meios financeiro internacionais.
Por isso não é de admirar que surja agora como uma voz isolada na defesa das irracionais e injustas medidas de austeridade impostas pelo governo e pela troika aos cidadão portugueses.
Obviamente que Vitos Constâncio, para manter a sua choruda e luxuosa situação financeira tem de lamber a mão do "dono", mas nós é que não temos de continuar a aturar gente como esta.
Aliás, a resposta a essa gente foi dada pelos portugueses na rua, no passado Sábado...
Vítor Constâncio: novas medidas de austeridade têm de ser cumpridas - Economia - PUBLICO.PT (c licar para ler)

quinta-feira, 5 de julho de 2012

E ALGUÉM AINDA LEVA A SÉRIO ESTE TIPO?: Constâncio diz que Portugal tem “todas as condições” para cumprir programa da troika.

O homem que foi um dos principais responsáveis pelo descalabro financeiro de Portugal, e que foi premiado com um alto "tacho" no BCE, devia era estar calado, para ver se ninguém se lembrava dele.
Como sempre, as suas opiniões são muitos "crediveis"!!.

terça-feira, 3 de maio de 2011

VITOR CONTRA VITOR: Banco de Portugal actuou de forma irregular ao fazer depósito de 9,87 milhões de euros em banco público - Economia - PUBLICO.PT


Banco de Portugal actuou de forma irregular ao fazer depósito de 9,87 milhões de euros em banco público - Economia - PUBLICO.PT (clicar para ler a notícia).

O Banco Central Europeu (BCE) que tem na vice-presidência Vitor Constâncio, questiona as contas do Banco de Portugal (BdP)  referentes a 2010 por causa de uma grave irregularidade cometida em Maio do ano passado, quando Vitor Constâncio era o governador deste banco.
E quem é que o BCE cahama para justificar a ilegalidade? O vice do BCE, responsável por essa irregularidade? Não...chama a actual direcção do BdP!!!!
Ou seja, o sr Vitor Constâncio, que recebeu em sete meses de vice-presidente do BCE quase 200 mil euros de ordenado, desempenhou como uma das "trabalhosas" tarefas que justificam o seu ordenado a análise das contas e das irregularidades aí detectadas por parte do BdP que era, há data dos factos, dirigido pelo mesmo... Vitor Constâncio.
Vitor Constâncio que é um dos principais rostos do descalabro financeiro de Portugal, que deixou o BPN e o BPP chegarem onde chegaram, que foi premiado com um "tacho" no BCE, e que, sabe-se agora, foi responsável por uma grave irregularidade naquele banco, faz agora o papel de anjinho, como se nada tivesse a ver com o assunto!!!
E esta gente consegue dormir descansado ou cruzar-se com os seu cidadãos sem sentir uma ponta de vergonha? Pelos vistos consegue, pois esse senhor já anda por aí a mandar bocas em tudo o que é comunicação social sobre a situação portuguesa para cuja gravidade ele tanto contribuiu... 

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O Rosto da Crise

("A evolução dos parasitas")

Costuma dizer-se que é nas curvas apertadas da estrada que se revelam os bons condutores.

Infelizmente, nesta “curva apertada” em que se está a tornar a “crise”, o que se tem vindo a revelar, em termos políticos, económicos e financeiros, é a proliferação de maus “condutores”, e mais grave ainda, que andam a “conduzir” mal desde que têm responsabilidades. Só não se deu pela sua má “condução” há mais tempo, porque só tinham “conduzido” em linha recta, em “via dupla”, sem “movimento” contrário e em “carros” seguros e de alta cilindrada.

Um desses “condutores” tem um nome e um rosto: chama-se Victor Constâncio.

Segundo a biografia oficial, entrou para o Banco de Portugal em 1975, como “Director do Departamento de Estatística e Estudos Económicos. Foi Vice-Governador em 1977, 1979 e em 1981-84. Exerceu as funções de Governador em 1985 e em 2000-10, integrando o Banco Central Europeu e integrando o Conselho do. Em 2010 foi nomeado Vice-Presidente” deste Banco.

O seu ordenado mensal é de mais de 17 mil euros, fora mordomias várias.

Não deixa de ser curioso ouvi-lo a pôr a hipótese de redução salarial para os trabalhadores do público e privado, caso as medidas tomadas pelos governos europeus, e em especial o português, não surtam o efeito desejado.

Acontece que o sr. Constâncio não é propriamente um anjinho, caído agora de pára-quedas no meio da crise.

Conforma se vê na sua biografia oficial, está desde longa data ligado ao Banco de Portugal, instituição, paga por todos nós para supervisionar as instituições financeiras.

Toda gente sabe que a grande crise financeira que atravessamos foi provocada pela forma irresponsável como as instituições financeiras usaram o dinheiro dos seus depositantes, através de um apelo agressivo ao consumo e ao crédito fácil, na ânsia da obtenção rápida de lucros com os juros assim obtidos.

O conjunto dos nove maiores bancos portugueses, acreditando que esse maná ia durar sempre, endividaram-se na banca mundial num montante equivalente ao PIB nacional.

Agora, com a crise, estão aflitos com o juro desse empréstimo e procuram que seja o Estado, através do aumento de impostos e da “contenção salarial”, quiçá reduzindo os já parcos salários portugueses, que crie condições, junto das criminosas agências de rating, par que esse juro possa baixar, de modo a regressarem aos lucros chorudos do passado.

E o que é que fez aquele senhor, durante todo o tempo em que liderou o Banco de Portugal? Nada, a não ser um constante apelo à contenção salarial dos outros.

Se em Portugal existe um rosto responsável pela crise que todos estamos a pagar, esse rosto é o de Vítor Constâncio.

Qual foi a pena em que foi condenado por tanta irresponsabilidade? Um “tacho” ainda maior e mais bem pago no BCE.

Sobre a credibilidade desse sr. e das instituições que representa, estamos falados…

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O RESPIGO DA SEMANA - Manuel António Pina


"A RECEITA DO COSTUME

"O Governador do Banco de Portugal é um homem surpreendente. Como Portas diz (onde isto chegou, eu de acordo com Portas!), "fica surpreendido com o BPP, fica surpreendido com o BCP, fica surpreendido com o BPN, fica surpreendido com o valor do défice, fica surpreendido com o valor do endividamento (...)". Constâncio cobra por mês 17 mil euros dos nossos impostos para vir regularmente a público manifestar-se surpreendido com o que se passa sob o seu nariz e, no entanto, é incapaz de surpreender seja quem for. Lebre do Governo sempre que há que preparar terreno para más notícias, chegou a vez de vir opinar que, depois do congelamento dos salários, é preciso aumentar o IVA, alegremente libertando o Governo (é para isso que serve um governador do Banco de Portugal) do compromisso eleitoral de não o fazer. De uma só e inventiva cajadada, o socialista Constâncio faz-se assim, de novo sem surpresa, núncio do FMI, que ontem deu instruções ao Governo para que vá buscar aos salários os milhões gastos em "ajudas" aos bancos. É a receita do costume, os do costume (quem havia de ser?) que paguem a crise".

Manuel António Pina

In Jornal de Notícias

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Victor Constâncio: Adeus, "Ó" Vai-te embora...


Victor Constâncio anda a passear o seu currículo pela Europa, na esperança de arranjar um emprego como vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE).
Por mim, ele já estava contratado, pois aquilo que foi a sua actuação por cá encaixa perfeitamente naquela organização liderada pelo sr. Trichet.

Enquanto presidente do Banco de Portugal (BP) Constâncio conseguiu errar quase todas as previsões, não soube prevenir a crise, deixou-se enganar pela gente do BPP e do BPN, e por outros que a seu tempo se verá, garantiu uma situação de grandes privilégios para os anteriores e futuros responsáveis pelo BP.
Ao mesmo tempo sempre deixou escapar os recados para medidas financeiras que mais agradassem à política do centrão, dando espaço à especulação financeira e ao ataque social à produção e ao trabalho.
Nada que, a uma escala ainda maior, não tenha sido a política desenvolvida pelo senhor Trichet no BCE.

A ideologia económico-financeira de Constâncio encaixa-se perfeitamente na ideologia anti-social (eu diria mesmo mais…anti-europeia) do BCE.
Por isso a sua escolha está quase garantida.

Pela minha parte é um grande favor que faz ao país. Quanto à Europa, ela irá sobreviver à incompetência dessa gente. Estou mesmo a ver a Alemanha, a França ou a Grã-Bretanha a levarem a sério as habituais “bocas” do sr. Constâncio!!

É caso para dizer…Adeus “ó” vai-te embora….

terça-feira, 24 de novembro de 2009

"Constantinices"...


Segundo anunciou hoje ao fim da tarde o “Diário Económico”, na sua edição on-line, Victor Constâncio veio esclarecer que, na" verdade (..) não sugeri, nem defendi, nem recomendei um aumento de impostos”.

"O que eu fiz foi chamar a atenção para o facto de que até 2013 temos de trazer o défice do orçamento para um valor inferior a 3% e isso vai requerer novas medidas ou do lado da receita ou do lado da despesa. É claro que do lado da receita inclui impostos, se for essa a escolha", explicou o Governador do Banco de Portugal aos jornalistas.
Ainda segundo aquele jornal, Constâncio adiantou que “tanto ele como o Banco de Portugal "não nos pronunciamos sobre formas de fazer a política orçamental, pronunciamo-nos do ponto de vista como deve evoluir o défice e o impacto que isso tem nas contas públicas".
Ora, pelo contrário, toda a gente ouviu nas rádios e nas televisões de Portugal, ontem à noite e hoje de manhã, "um senhor" muito "semelhante" ao sr. Victor Constâncio afirmar que admitia a necessidade de “um aumento de impostos, não em 2010, mas até 2013”, tendo em conta o nível do défice orçamental, acrescentando que, para “trazer o défice do valor em que está este ano para menos de 3 por cento vão ser precisas novas medidas, quer do lado da despesa, quer do lado da receita”.
Ainda na mesma ocasião, Constâncio (ou o tal "senhor"?) defendeu que, em “geral, para a economia e, sobretudo, para a economia empresarial [seja pública ou privada], os aumentos salariais reais deverão situar-se entre 1 a 1,5 por cento, correspondendo isto à inflação previsível", considerando, contudo, que, no caso da função pública, devido ao aumento salarial de 2,9 por cento registado neste ano, o aumento poderá ficar abaixo daquele intervalo, uma vez que não se esperava uma inflação negativa.
Não sei em que estudo cientifico o sr. Governador se baseou para lançara aquelas percentagens. Porquê aquelas e não outras?

O sr. Constâncio, que recebe 250 mil euros por ano do bolso dos contribuintes para governar o Banco de Portugal, talvez tomando-nos a todos por pobretões ignorantes e distraídos com o futebol, começa a habituar-nos a tão depressa dizer uma coisa como logo a seguir afirmar o seu contrário.
São as constantes alterações das previsões emanadas da instituição por si dirigida, são as constantes distracções em relação às aldrabices do mundo financeiro-bancário, para além de passar a vida a malhar nos “privilegiados vencimentos” dos funcionários públicos.
Quem ganha o que ganha para fazer previsões, como se fosse o Zandinga, ou para apresentar propostas que qualquer merceeiro ou taxista é capaz de debitar para “melhorar” a economia do país, ganhando o dobro do seu colega do Banco Federal dos Estados Unidos, sendo o terceiro governador de um banco nacional mais bem pago do mundo, dirigindo uma instituição que decide dos ordenados dos seus próprios administradores, que distribui pensões de “reforma” com valores que ultrapassam os 120 mil euros anuais, que, ainda há dois anos (segundo os últimos dados conhecidos) gastou cerca de um milhão e meio de euros para renovar o parque automóvel dos seus administradores, não tem um pingo de autoridade para falara no ordenado dos outros.
Mandem o homem lá para a Europa, a ver se colocam à frente do Banco de Portugal alguém que prestigie e credibilize essa instituição.