Não precisou de efeitos pirotécnicos, écrans gigantes , sofisticados jogos de luz ou efeito cénicos espectaculares.
Acompanhado por um quarteto de cordas, uma bateria e um contrabaixo, Benjamim Clementine passou a noite ao piano e a sua voz potente e versátil foi suficiente para encher o Coliseu de Lisboa.
Mais do que o ver o importante foi ouvi-lo.
As condições de som, geralmente problemáticas no Coliseu, estiveram à altura do acontecimento, embora, quanto a nós, este tipo de som se enquadre melhor numa sala como o grande auditório do CCB ou noutra do género, pois precisa de mais intimismo e talvez de um outro público.
Benjamin Clementine é um nome a seguir com atenção. Apenas com um álbum gravado, no ano passado, as suas qualidades vocais e musicais, bem como os temas que escolhe para o seu reportório, prometem fazer deste cantor um dos melhores deste novo século.
Dentro das limitações de luz, distância e técnica , aqui fica o registo de alguns momentos desse espectáculo:
