VEDROGRAFIAS: Recordar o Cine Clube de Torres Vedras (clicar para ver)
Os dias que rolam, numa visão plural, pessoal e parcial de um mundo em rápida mutação. À esquerda, provocador e politicamente incorrecto, mas aberto à diversidade...as Pedras Rolam...
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segunda-feira, 19 de outubro de 2015
terça-feira, 23 de junho de 2009
A Arte do Cineclubismo - 18 - Centro de Estudos Cinematográficos de Coimbra.
A cidade de Coimbra foi um dos centros mais activos do cineclubismo português do pós-guerra.
Logo em 1946 era fundado o Círculo de Cultura Cinematográfica de Coimbra, considerado um dos primeiros cineclubes portugueses, sendo fundado, em 1949, o Clube de Cinema de Coimbra.
Por sua vez, surge nos anos 50 0 Centro de Estudos Cinematográficos, ao que julgamos ligado aos estudantes da Universidade de Coimbra.
É desta última associação que apresentamos um conjunto de belas xilogravuras,todas da autoria de António Pimentel (Tópi), datadas de 1959.

quarta-feira, 27 de maio de 2009
A Arte do Cineclubismo - 17 - CCC (recordando o cineclubista Bénard da Costa)
Criado em 1956, o Centro Cultural de Cinema de Lisboa (CCC) foi um dos cineclubes mais dinâmicos dos “anos de brasa” do cineclubismo português.Definia-se como um “cine clube de universitários para uma cultura cinematográfica cristã” e foi aí que João Bénard da Costa se iniciou no gosto pelo cinema, entre 1957 e 1960.
Apresentamos hoje um conjunto capas dos boletins de algumas das sessões realizadas por aquele cine clube, nos anos 50 e 60.
Destacamos aquela dedicada ao Western, cujo interior inclui um texto, escrito a meias entre o recentemente falecido director da Cinemateca e Alberto Vaz da Silva, sobre Nicholas Ray, um dos mais destacados cineastas desse género cinematográfico.
Nos boletins do CCC podemos encontrar vários textos de crítica cinematográfica da autoria de, entre outros, Pedro Tamen, Nuno Bragança e Francisco Sarsfield Cabral.
Uma das particularidades desses boletins era incluir uma nota a explicar “porque exibimos este filme”.
Recordar os programas do CCC é uma forma singela de homenagear a memória de João Bénard da Costa.
terça-feira, 5 de maio de 2009
A Arte do Cineclubismo - 16 - Vasco Granja Cineclubista (C.C. Imagem)
Uma das facetas menos conhecidas de Vasco Granja foi a sua passagem pelo Movimento Cineclubista nos anos 50.
Membro activo do Cineclube Imagem de Lisboa, logo aí revelou o seu interesse pelo cinema de animação.
Ao contrário do que se pensa, parece que o cinema de animação antecedeu o seu interesse pela Banda Desenhada.
Divulgamos hoje, na “Arte dos cineclubismo”, o “rosto” de dois boletins do Cineclube Imagem, onde se encontram textos de Vasco Granja.
Em Outubro de 1958 anunciava-se a exibição do cinema de animação de Norman McLaren, uma das paixões de V. Granja, na secção de “Formato Reduzido” daquele Cineclube.
Um texto de Vasco Granja intitulado “dois criadores do cinema canadiano – Norman Mc Laren e Colin Low”, antecede a lista de curtas metragens a exibir nessa data, complementando igualmente a informação sobre as sessões do mês anterior.
Neste mesmo boletim é divulgada uma saudação de Norman Mc Laren ao cineclube Imagem, que enviou igualmente vários desenhos da sua autoria, os “pássaros maclareanos”, que ilustram esse boletim.
No outro boletim que nós reproduzimos, com um desenho de Relógio, Vasco Granja publica outro texto sobre outra sessão de formato reduzido, realizada por aquele Cineclube, sobre o “cinema etnográfico”.
Homenageamos assim a memória de Vasco Granja.
Membro activo do Cineclube Imagem de Lisboa, logo aí revelou o seu interesse pelo cinema de animação.
Ao contrário do que se pensa, parece que o cinema de animação antecedeu o seu interesse pela Banda Desenhada.
Divulgamos hoje, na “Arte dos cineclubismo”, o “rosto” de dois boletins do Cineclube Imagem, onde se encontram textos de Vasco Granja.
Em Outubro de 1958 anunciava-se a exibição do cinema de animação de Norman McLaren, uma das paixões de V. Granja, na secção de “Formato Reduzido” daquele Cineclube.
Um texto de Vasco Granja intitulado “dois criadores do cinema canadiano – Norman Mc Laren e Colin Low”, antecede a lista de curtas metragens a exibir nessa data, complementando igualmente a informação sobre as sessões do mês anterior.
Neste mesmo boletim é divulgada uma saudação de Norman Mc Laren ao cineclube Imagem, que enviou igualmente vários desenhos da sua autoria, os “pássaros maclareanos”, que ilustram esse boletim.
No outro boletim que nós reproduzimos, com um desenho de Relógio, Vasco Granja publica outro texto sobre outra sessão de formato reduzido, realizada por aquele Cineclube, sobre o “cinema etnográfico”.
Homenageamos assim a memória de Vasco Granja.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Um Couraçado na Revolução
Depois do 25 de Abril a liberdade chegou igualmente ao cinema.
Perseguida pela Censura , em Portugal, por razões óbvias, a cinematografia soviética conheceu um renovado interesse por parte da programação cineclubista após o 25 de Abril.
Um dos cineastas “malditos” da censura portuguesa (mas, sabe-se hoje, também da censura soviética e stalinista) foi Siérguiei Eisenstein, nascido em Riga em 23 de Abril de 1898.
Uma das suas obras mais emblemáticas, mas também uma das mais perseguidas, foi “O Couraçado de Potiômkine”, rodado em Odessa em 1925, e que retrata o motim a bordo daquele couraçado em 1905.
A seguir ao 25 de Abril quase todos os cineclubes “disputavam” entre si a possibilidade desse filme histórico.
Contudo, revelador de um tipo de vigilância diferente em relação aos cineclubes do “continente”, daquela que era exercida sobre os cineclubes “ultramarinos”, recordo-me de ter visto o boletim de um cineclube, não me recordo se angolano ou se moçambicano, onde se anunciava a exibição daquele filme clássico, isto ainda antes do 25 de Abril.
Pessoalmente, lembro-me da exibição do “Couraçado…” no Cineclube de Torres Vedras, numa sessão com uma cópia de 16 mm, na sala do Clube Artístico e Comercial, apinhada de público, na noite de … 27 de Setembro de 1974.
No final dessa sessão, logo aí os líderes políticos locais do MDP-CDE, do PSD, do PS, do PCP e muitos independentes, mobilizaram as brigadas para vigiar, ao longo da madrugada, as estradas do concelho, para travar a manifestação da chamada “maioria silenciosa”, convocada para Lisboa no dia seguinte, o “célebre” 28 de Setembro de 1974.
terça-feira, 14 de abril de 2009
A Arte do Cineclubismo - 14 - (C.C.Moura)
Continuamos hoje a divulgar as ilustrações em linóleo, editadas pelo Cine Clube de Moura nos seus catálogos .
As reproduções de hoje reportam-se a várias sessões realizadas entre 1961 e 1963.
Álvaro Fialho é o autor identificado de três dos linóleos reproduzidos, os referentes às sessões 47ª, 53º e 55ª.

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domingo, 5 de abril de 2009
A Arte do Cineclubismo - 13 - (CC. de Moura)
Fundado em 1959, o Cineclube de Moura foi um daqueles que editou um número considerável de gravuras em linóleo para ilustrarem os seus programas.
Infelizmente, nem sempre foram identificados os seus autores. No conjunto de dez boletins que hoje apresentamos, referente ao período entre 1959 e 1961, apenas se identificam a autorias de três das gravuras, duas de Álvaro Fialho (7ª e 9ª sessões), outra de Aníbal Falcate (10ª sessão).
Anote-se, a título de curiosidade, a presença, como palestrantes, de António Augusto Sales (8ª sessão) e de Roby Amorin (12ª sessão).
Oportunamente voltaremos a divulgar linóleos deste cineclube.
Infelizmente, nem sempre foram identificados os seus autores. No conjunto de dez boletins que hoje apresentamos, referente ao período entre 1959 e 1961, apenas se identificam a autorias de três das gravuras, duas de Álvaro Fialho (7ª e 9ª sessões), outra de Aníbal Falcate (10ª sessão).
Anote-se, a título de curiosidade, a presença, como palestrantes, de António Augusto Sales (8ª sessão) e de Roby Amorin (12ª sessão).
Oportunamente voltaremos a divulgar linóleos deste cineclube.
quarta-feira, 25 de março de 2009
A Arte do Cineclubismo - 12 - (CC. de Aveiro)
O Cine clube de Aveiro foi um dos primeiros fundados em Portugal, no ano de 1955.
Divulgamos hoje um conjunto de cinco linóleos que ilustravam os catálogos de divulgação das sessões realizadas ao longo de 1959, com destaque para a sessão nº 100, onde se exibiu o filme francês “As Grandes Manobras”, de René Clair .
Escrevia o dirigente local Jorge Monteiro que, para “as pessoas que acompanham com interesse o desenvolvimento cultural do país, o facto [de se realizar a 100ª sessão] tem, forçosamente, algum significado. Se bem que o C.C.A., não projecte a sua acção muito além da periferia da cidade e povoações mais vizinhas, o certo é que ele está integrado e serve um movimento de cultura que se amplia à escala da Nação”.
Destaque também para a exibição do filme sueco “Ela só dançou num Verão” de Arne Mattsson, que teve lugar a pedido dos sócios que, num inquérito realizado sobre as preferências cinematográficas destes, destacaram aquele filme.
Por ocasião da exibição do filme “A Estrada” de Federico Fellini, incluiu-se no boletim um texto de reflexão sobre o movimento cineclubista, da autoria do histórico Manuel Pina, onde fazia apelo á unidade desse movimento, contra “tudo e contra todos os que, dos mais variados campos e pelos mais variados processos, tentam travar ou desviar o nosso caminho” de difundir a “cultura através do cinema”.
Vários artistas colaboraram na execução das gravuras que ilustravam os programas, como Jeremias Bandarra, Pereira Lemos ou “Zé Penicheiro”, sendo a execução técnica dos linóleos da autoria de João Sarabando.
Divulgamos hoje um conjunto de cinco linóleos que ilustravam os catálogos de divulgação das sessões realizadas ao longo de 1959, com destaque para a sessão nº 100, onde se exibiu o filme francês “As Grandes Manobras”, de René Clair .
Escrevia o dirigente local Jorge Monteiro que, para “as pessoas que acompanham com interesse o desenvolvimento cultural do país, o facto [de se realizar a 100ª sessão] tem, forçosamente, algum significado. Se bem que o C.C.A., não projecte a sua acção muito além da periferia da cidade e povoações mais vizinhas, o certo é que ele está integrado e serve um movimento de cultura que se amplia à escala da Nação”.
Destaque também para a exibição do filme sueco “Ela só dançou num Verão” de Arne Mattsson, que teve lugar a pedido dos sócios que, num inquérito realizado sobre as preferências cinematográficas destes, destacaram aquele filme.
Por ocasião da exibição do filme “A Estrada” de Federico Fellini, incluiu-se no boletim um texto de reflexão sobre o movimento cineclubista, da autoria do histórico Manuel Pina, onde fazia apelo á unidade desse movimento, contra “tudo e contra todos os que, dos mais variados campos e pelos mais variados processos, tentam travar ou desviar o nosso caminho” de difundir a “cultura através do cinema”.
Vários artistas colaboraram na execução das gravuras que ilustravam os programas, como Jeremias Bandarra, Pereira Lemos ou “Zé Penicheiro”, sendo a execução técnica dos linóleos da autoria de João Sarabando.
sexta-feira, 20 de março de 2009
A Arte do Cineclubismo - 11 - (CC. do Beja)
Continuamos hoje a divulgação da “arte dos cineclubes”, através da divulgação de três linóleos que ilustraram os boletins de sessões do Cineclube de Beja, nos anos de 1962 e 1963.
No catálogo 118 daquele cineclube, comemorava-se o seu quinto aniversário.
Tinha sido em 13 de Novembro de 1957 que se tinha realizado a sua primeira sessão, recordando um dos históricos daquele cineclube, Valadas Esteves, os cinco anos passados “sobre a primeira vez que as luzes do Cine-Teatro Pax Júlia se apagaram para dar lugar” a essa sessão.
O mesmo cineclubista enfatizava a importância do evento num “burgo tão afastado e desinteressado dos problemas culturais do nosso tempo”.
No seu boletim 130 anunciava-se a presença de Manuel de Oliveira, no dia 30 de Setembro de 1963, na 89ª sessão daquele cineclube, jornada que se iniciou com um almoço de homenagem ao realizador português, seguida de palestra e pela exibição de “Douro, Faina Fluvial”, “O Pintor e a Cidade”, “Pão”, “Caça”, culminando com “Aniki-Bóbó”.
A obra de Manuel de Oliveira era presença habitual em sessões cineclubistas, que desempenharam um papel importante na divulgação da obra daquele cineasta.
Por último, reproduzimos a gravura que acompanhou o boletim de divulgação da sessão comemorativa do 6º aniversário do Cineclube de Beja, em Novembro de 1963.
O linóleo do boletim 118 era da autoria de Álvaro Fialho; o do boletim dedicado a Manuel de Oliveira era da autoria de Armando Alves; o da sessão 133 não está identificado.
No catálogo 118 daquele cineclube, comemorava-se o seu quinto aniversário.
Tinha sido em 13 de Novembro de 1957 que se tinha realizado a sua primeira sessão, recordando um dos históricos daquele cineclube, Valadas Esteves, os cinco anos passados “sobre a primeira vez que as luzes do Cine-Teatro Pax Júlia se apagaram para dar lugar” a essa sessão.
O mesmo cineclubista enfatizava a importância do evento num “burgo tão afastado e desinteressado dos problemas culturais do nosso tempo”.
No seu boletim 130 anunciava-se a presença de Manuel de Oliveira, no dia 30 de Setembro de 1963, na 89ª sessão daquele cineclube, jornada que se iniciou com um almoço de homenagem ao realizador português, seguida de palestra e pela exibição de “Douro, Faina Fluvial”, “O Pintor e a Cidade”, “Pão”, “Caça”, culminando com “Aniki-Bóbó”.
A obra de Manuel de Oliveira era presença habitual em sessões cineclubistas, que desempenharam um papel importante na divulgação da obra daquele cineasta.
Por último, reproduzimos a gravura que acompanhou o boletim de divulgação da sessão comemorativa do 6º aniversário do Cineclube de Beja, em Novembro de 1963.
O linóleo do boletim 118 era da autoria de Álvaro Fialho; o do boletim dedicado a Manuel de Oliveira era da autoria de Armando Alves; o da sessão 133 não está identificado.
quinta-feira, 12 de março de 2009
A Arte do Cineclubismo - 10 - António Bronze (CC. do Porto)

A Arte de António Bronze evidenciou-se na elaboração das capas dos programas de vários cineclube, com destaque para a sua colaboração com o Cineclube do Porto.
As reproduções que apresentamos hoje datam, as duas primeiras de 1958, a outra de 1961.
quarta-feira, 11 de março de 2009
A Arte do Cineclubismo - 10 - Charles Chapin


A cinematografia de Charlot foi uma das preferidas da programação cineclubista.Reproduzimos acima alguns exemplos dessa escolha de vários cineclubes e ao longo de períodos distintos.
Na década de 50 o Cineclube de Torres Novas escolheu Chaplin para comemorar o seu primeiro aniversário.
No mesmo período, em 1956, foi a vez do Cineclube de Aveiro fazer a mesma escolha para o seu aniversário.
No início da década seguinte, em 1962, o Cineclube de Faro realizou um “Festival Charlot”, recorrendo a uma gravura da autoria de Bronze e incluindo um estudo original de Afonso Cautela , escrevendo, sobre aquele artista, que, contra “uma imprensa, uma moral, uma sociedade corrupta, Chaplin mantém o direito à única lei de criador : a sua própria consciência”.
Já nos anos 70, em 1972, “ Tempos Modernos” foi escolhido par a 795ª sessão do histórico Cineclube do Porto.
segunda-feira, 9 de março de 2009
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