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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Ainda a atitude de Fernando Nobre

A atitude de Fernando Nobre deve ser analisada com alguma frieza e racionalismo.

Em primeiro lugar devo dizer que o cidadão Fernando Nobre tem direito a tomar as opções políticas que quiser, ou será que não estamos num estado democrático e livre?

Em segundo lugar, o candidato das últimas eleições deixou de ter qualquer compromisso para com os seus eleitores no dia a seguir ao acto eleitoral e tem direito a fazer o seu caminho de acordo com as suas convicções e objectivos pessoais.

Em terceiro lugar, duvido muito que se fizesse todo este barulho à volta de Fernando Nobre se ele tivesse aceitado candidatar-se pelo PS ou pelo BE, como chegou a ser aventado.

Uma certa esquerda, ao que parece, ainda vive de acordo com os velhos valores stalinistas, povoados de traidores e inimigos de classe e não consegue perceber que cada um tem a liberdade de fazer as suas opções, concordemos ou não com elas.

Não deixa de ser aliás curioso que uma das vozes mais críticas sobre a opção de Fernando Nobre, seja a de uma figura com um percurso de “limpidez” e “coerência” como …Vital Moreira(!).

Vital Moreira não abandonou o PCP, partido onde iniciou a sua vida política e que lhe deu visibilidade e prestígio, antes dos anos 80, quando tal implicava alguns riscos intelectuais e políticos, e só descobriu as malfeitorias feitas em nome do comunismo quando este já estava moribundo.

Vital Moreira não abandonou o PCP para fazer um caminho independente , mas para se colar de imediato ao Partido Socialista que criticava na véspera, levando consigo o mesmo sectarismo que trazia da sua passagem pelo PCP, revelando-se um dos mais oportunistas defensores do que de pior existe no socratismo, oportunismo que, aliás, tem sido apanágio de alguns dos seus companheiros da mesma altura, com destaque para o “empresário” Pina Moura e para uma mão cheia de ministros ou ex-ministros de José Sócrates.

Ou seja, Fernando Nobre não fez nada de diferente do que fizeram muitos daqueles que hoje o criticam.

Como dizia Mário Soares, só os burros é que não mudam de ideias.

A diferença, no caso de Fernando Nobre, foi que fez piruetas demasiado depressa e com menos jeito.

Não aprecio esse tipo de atitudes, pelo menos de alguém que no dia anterior criticava o sistema partidário vigente e enaltecia a independência dos valores da cidadania, mas que, em pouco tempo, já apoiou quase todos os partidos políticos do espectro partidário, da esquerda à direita. Isso não é independência. É uma total confusão ideológica que pode grassar o oportunismo que se critica nos outros.

Contudo, a falta de jeito para a política ou o ter-se tornado um símbolo do pior que a política pode representar, não nos pode fazer esquecer o homem, com um percurso de vida solidário. Era bom que a discussão sobre as opções de Nobre não caísse no nível para onde um Vital Moreira e outros a pretendem conduzir.

terça-feira, 12 de abril de 2011

"mea culpa"! : PSD arremata Fernando Nobre




Nesta crónica, Manuel António Pina escreve o que eu devia estar a escrever nesta hora por aqui.
 ...eu só o descobri mais tarde...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Uma boa notícia.


No atoleiro em que se está atornar a vida política portuguesa ESTA é uma Boa Notícia...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

PORQUE VOTO EM FERNANDO NOBRE

Nas últimas eleições presidenciais votei em Manuel Alegre.

Na altura Manuel Alegre representava uma verdadeira opção à liderança política de José Sócrates, era um homem frontal, corajoso e que representava uma forma de fazer política totalmente oposta ao modelo imposto pela “geração Sócrates”.

Este modelo “socrático” baseava-se nas negociatas, no carreirismo, no fabrico de uma imagem de fachada, vazia de conteúdo, que manipulava a comunicação social, na defesa de uma economia de casino e neo-liberal.

Apesar de se viverem os tempos áureos deste modelo, ainda vinha longe a crise internacional e os escândalos políticos que envolveriam Sócrates, e ainda estava fresca a maioria absoluta, Alegre impôs uma pesada derrota ao socratismo, mas sem resultados práticos a nível do objectivo principal que era, no mínimo, forçar Cavaco a uma segunda volta.

Os tempos foram mudando e, a partir de determinada altura, Alegre começou a recuar na sua frontalidade contra o modelo socrático, na esperança que desta vez se pudesse tornar o candidato oficial do PS.

Como já se percebeu, só muito dificilmente terá o apoio oficial do bando socrático. Estes, a seu tempo, apresentarão o seu candidato, e, lá no fundo, apostam na reeleição de Cavaco, só não assumindo a sua defesa por táctica política. No fundo Cavaco sempre apoiou as reformas mais gravosas de Sócrates, na Segurança Social, no Código de Trabalho, nas políticas educativas …

O aparecimento da candidatura de Fernando Nobre representa uma nova esperança para aqueles que, como nós, ainda acreditam que a Política deve ser um acto de cidadania e humanidade.

O que falta a Fernando Nobre em experiência política, sobra-lhe em experiência cívica, em ética e em conhecimento da realidade social, não só no País, mas também no Mundo.

As suas ideias humanistas sobre o País e o Mundo, que ele já revelou em vários textos e entrevistas, são uma mais-valia para o exercício de um cargo, como o de Presidente da República, o qual, embora esvaziado de poder político, tem toda uma margem de intervenção cívica que pode fazer a diferença em relação àquilo que tem sido o provincianismo cavaquista.

Fernando Nobre é mundialmente conhecido e pode contribuir para que Portugal seja internacionalmente mais respeitado.

Há quem procure desde já queimar esta candidatura com a argumentação de que ela parte de certos grupos do PS com o objectivo de “tramar” Alegre.

Tais notícia revelam má-fé ou desconhecimento sobre o percurso de vida de Fernando Nobre, marcado pela independência face a partidos e ideologias políticas.

Sendo um homem de esquerda, naquilo que a esquerda pode ter de mais genuíno, como os valores da solidariedade e do humanismo, Fernando Nobre não é manipulável.

Só por cinismo e por uma total falta de vergonha, a actual direcção política do PS se lançaria no apoio a esta candidatura. Não sendo totalmente impossível que isso aconteça, tal o despudor dessa gente,  o percurso pessoal de Fernando Nobre é totalmente oposto à história de vida da maior parte desse grupo que lidera politicamente o PS.

Isso não invalida que esta candidatura, como candidatura de esquerda, não venha a ter apoio de personalidade e sectores do PS. Aliás, qualquer candidatura de esquerda só pode ter êxito com o apoio das bases e dos eleitores desse partido. Muitas personalidade, militantes e eleitores desse partido são gente honesta e com valores que  não se identificam com o socratismo.

Mas Fernando Nobre tem ainda outra vantagem sobre outras candidaturas da esquerda, pois o seu percurso pessoal humanista vai atrair sectores do eleitorado que tradicionalmente vota à direita ou se abstém, podendo assim retirar votos a Cavaco e forçando-o a uma segunda volta.

Seja qual for o destino político da candidatura de Fernando Nobre, ela representa uma lufada de ar fresco na vida política portuguesa, demasiado viciada e ocupada com políticos “profissionais “ e de carreira, que têm usado a política em proveito próprio ou dos “amigos”.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O Meu Candidato Presidencial Está Escolhido - chama-se Fernando Nobre.

Foi anunciada a candidatura presidencial de Fernando Nobre, dirigente e fundador da Assistência Médica Internacional (AMI).

O líder da AMI não necessita de apresentação. O seu trabalho fala por si

Fernando Nobre pode dar um grande contributo para a credibilização e humanização da vida política.

Pela minha parte pode contar com o meu voto.

(Vejam mais AQUI).