Os dias que rolam, numa visão plural, pessoal e parcial de um mundo em rápida mutação. À esquerda, provocador e politicamente incorrecto, mas aberto à diversidade...as Pedras Rolam...
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sexta-feira, 22 de setembro de 2023
terça-feira, 9 de junho de 2015
O BCE explicado às criancinhas...ou ...uma cambada de ladrões muito competentes e... bem pagos
Do site Free Zone, um site de informação alternativo, alertado por um amigo, encontrei um interessante texto, da autoria de Luís Arriaga, intitulado "Explica-me como se eu fosse muito burro", sobre o funcionamento do Banco Central Europeu e como essa instituição serve para resgatar bancos à custa da austeridade sobre os cidadãos europeus.
É mais uma prova do modo com a actual crise foi organizada para efectuar o roubo mais bem organizado da história.
Ao longo da minha vida fui roubado algumas vezes.
Lembro-me de me terem roubado uma carteira na Feira de S.Pedro, quando era míudo. Perdi uma carteira boa e vinte cinco tostões que lá tinha para gastar na feira.
Já em adulto, numa viagem a Madrid, roubaram-me uma mala do carro, partindo um vidro, onde estava um rádio portátil e uma máquina fotográfica que não era minha mas que me tinha sido emprestada, e por isso tive de encontrar uma máquina parecida para devolver ao dono. Não sei calcular exactamente o valor desse roubo, talvez o equivalente a uns cem euros.
Mais tarde assaltaram-me o sótão de onde me roubaram uma bicicleta com os pneus furados, aí no valor de uns 50 euros.
Por três vezes partiram os vidros de carros da minha família, sem encontrarem nada para roubar, tendo-me custado uma despesa que, na totalidade, nos custou uns trezentos euros.
Conheço também histórias de assaltos sofridos por conhecidos ou amigos meus, ou velhas histórias de assaltantes de estrada, no caminho que ligava Torres Vedras a Lisboa.
Hoje, perante a roubalheira de que fui vítima nos últimos anos, desde que nos impuseram o euro e desde que a Comissão Europeia, principalmente a de Barroso, o BCE, de Vitor Constâncio, e o FMI de Vitor Gaspar, inventaram este roubo generalizado às pensões e aos salários e este aumento "brutal" da carga fiscal sobre o trabalho, e depois de ler o artigo em baixo transcrito, considero que os assaltantes acima descritos foram uns heróis, que arriscaram a liberdade por uma valor irrisório que me conseguiram roubar o equivalente a uma pequena migalha, face àquilo que gente engravatada, da Comissão Europeia, do BCE, do FMI e outros, gente muito bem vista pela comunicação social e bem paga, que continua a aparecer sorridente e sem vergonha em conferências e entrevistas, me tem roubado na última década.
Aqueles, acima referido, que me roubaram sem rodeios ao longo da minha vida, afinal são mais honestos e humanos que todos os Barrosos, os Constâncios ou os Gaspares que povoam este filme de terror social chamado União Europeia....
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
O BCE Chantageia o Governo Grego democráticamente eleito, ao cortar apoios aos bancos
Os interesses do sector financeiro parecem cada vez mais incomportáveis com as decisões democráticas tomadas em eleições livres.
Ao longo de uma semana em que se assistiu ao desenrolar de negociações sérias entre o governo recentemente eleito na Grécia e alguns governos da União Europeia, para rever a grave situação social que se vive na Grécia e um pouco por toda a Europa do euro (excluindo a Alemanha e a Finlândia, os únicos beneficiados com a moeda única), por causa do falhanço das políticas de austeridade impostas pelos burocratas europeus, cativos do corrupto e anti-ético sector financeiro,o BCE resolveu prestar mais um servicinho à Banca Alemã.
Quando se assistia à vontade Grega de fazer algumas cedências e de se adaptar à triste realidade que nos é imposta na Europa por esta gente desumana e anti-social que nos governa, eis que o BCE, revelando uma dose de cinismo que só surpreende os ingênuos, resolve deitar achas na fogueira, isto, "coincidência das coincidências", na véspera do encontro entre os ministros das finanças da Alemanha e da Grécia, prestando assim um servicinho aos verdadeiros donos da "Europa".
É bom recordar que estas decisões anti democráticas, aliás coerentes com decisões anti sociais dos programas de austeridade da Troika impostas aos países do sul, têm por detrás alguns rostos bem conhecidos e que não têm qualquer autoridade, já nem digo democrática, mas ética ou moral, para imporem o colete de forças aos cidadãos da Europa.
Uma das figuras com mais influência e poder no BCE é o nosso conhecido Victor Constâncio, que foi premiado com a sua incompetência (para não dizer conivência), enquanto presidente do BdP, nos casos BPN, BPP e BES, com um tacho (...sim, um verdadeiro tacho, já que foi ganhar quase o dobro que ganhava em Portugal, ao mesmo tempo que defendia as medidas de empobrecimento para os sul da Europa e se indigna com a "subida" dos miseráveis salários mínimos que se pagam em Portugal e na Grécia...), e que está por detrás da chantagem à Grécia.
Outra figura é o espertalhão Junckers, que veio substituir o incompetente e seviçal Durão Barroso à frente da Comissão Europeia, e que, enquanto governante do Luxemburgo, andou a enganar os estados europeus, permitindo que muitos dos países em dificuldades fossem privados de cobrar impostos a várias multinacionais, num valor que é superior às dividas da Grécia,de Portugal e da Irlanda todas juntas (...e ainda sobra alguma coisa).
Temos ainda aquele holandês de nome impronunciável, que está à frente do Eurogrupo e que representa um outro dos países que mais tem beneficiado com a crise e funciona como um verdadeiro paraiso fiscal, para onde escapa muito do dinheiro do sector financeiro e das grandes fortunas e empresas dos países do sul e que tanta falta fazem a estes países.
No topo da "cereja" temos a "mãe do monstro", a srª Merkel, que se esqueceu da história da própria Alemanha, (não admira, ela cresceu no meio das mentiras e no "bem bom" da nomenclatura da RDA, só tendo "acordado" para a democracia à beira da queda do muro de Berlim..), cuja reconstrução, quer a do pós-guerra, quer a da pós-unificação, foram pagas com a solidariedade dos outros europeus, e procura seguir o exemplo do Tratado de Versalhes em vez do exemplo do Plano Marshall, em relação ao problema que os países do sul , que cairam no engodo de aderir ao euro em situações desfavoráveis, estão a enfrenta com o déficit e a dívida.
Também não pega a idéia de que um governo legitimamente eleito tenha de cumprir acordos feitos por outros governos, até porque muitos desses acordos, na Grécia como em Portugal, foram assinados nas costas dos cidadãos, contrariando as promessas eleitorais pelas quais foram eleitos os governantes que os assinaram,e, ainda, sob a chantagem do corrupto sector financeiro, que, sendo o responsável pela crise, é quem de facto manda na Europa.
Esperemos que, apesar da chantagem, os gregos consigam fazer com que mude alguma coisa na Europa e que o projecto europeu deixe de fomentar a desigualdade, o empobrecimento e a intolerância, regressando à sua via original, que era a da solidariedade e do reforço do controle democrático por parte dos seus cidadãos sobre a economia. as finanças e a sociedade.
BCE aumenta a pressão à Grécia ao cortar apoios aos bancos(clicar para ler)
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Mais um episódio da guerra desencadeada pelo poder financeiro contra a Europa:Afinal, o Goldman Sachs manda no mundo?
Na guerra desencadeada pelo poder financeiro contra os cidadãos e trabalhadores europeus, o banco Goldman Sachs desempenha um papel central na imposição do modelo de desregulamentação e destruição da estabilidade social europeia.
Neste artigo, que pode ser lido em baixo, fica claro o objectivo do poder financeiro, assim como ficamos a saber quais são os principais agentes da estratégia financeira desse banco na União Europeia, onde se destaca o nome de Mario Draghi, indigitado para substituir o incompetente sr. Trichet à frente do BCE.
Também existem nomes portugueses nesse jogo de influências: um António Borges, director departamento europeu do FMI, com grande proximidade ao o actual ministro das finanças de Portugal, Carlos Moedas, secretário de estado adjunto de Passos Coelho e António Horta Osório, presidente do LLoyds Bank .
O artigo revela ainda a acção e as ligações do Goldman Sachs a Portugal.
Lendo com atenção o artigo, que pode ser consultado clicando em baixo, vê-se que não estamos perante mais uma teoria da conspiração, mas perante uma bem documentada reportagem que nos alertas para um dos pilares da actual guerra mundial lançada pelo poder financeiro contra os povos do mundo.
Afinal, o Goldman Sachs manda no mundo? | Económico (clicar para ler)
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terça-feira, 3 de maio de 2011
VITOR CONTRA VITOR: Banco de Portugal actuou de forma irregular ao fazer depósito de 9,87 milhões de euros em banco público - Economia - PUBLICO.PT
O Banco Central Europeu (BCE) que tem na vice-presidência Vitor Constâncio, questiona as contas do Banco de Portugal (BdP) referentes a 2010 por causa de uma grave irregularidade cometida em Maio do ano passado, quando Vitor Constâncio era o governador deste banco.
E quem é que o BCE cahama para justificar a ilegalidade? O vice do BCE, responsável por essa irregularidade? Não...chama a actual direcção do BdP!!!!
Ou seja, o sr Vitor Constâncio, que recebeu em sete meses de vice-presidente do BCE quase 200 mil euros de ordenado, desempenhou como uma das "trabalhosas" tarefas que justificam o seu ordenado a análise das contas e das irregularidades aí detectadas por parte do BdP que era, há data dos factos, dirigido pelo mesmo... Vitor Constâncio.
Vitor Constâncio que é um dos principais rostos do descalabro financeiro de Portugal, que deixou o BPN e o BPP chegarem onde chegaram, que foi premiado com um "tacho" no BCE, e que, sabe-se agora, foi responsável por uma grave irregularidade naquele banco, faz agora o papel de anjinho, como se nada tivesse a ver com o assunto!!!
E esta gente consegue dormir descansado ou cruzar-se com os seu cidadãos sem sentir uma ponta de vergonha? Pelos vistos consegue, pois esse senhor já anda por aí a mandar bocas em tudo o que é comunicação social sobre a situação portuguesa para cuja gravidade ele tanto contribuiu...
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Líder do FMI coloca "o dedo na ferida" europeia..
A notícia foi ontem divulgada pela Lusa:
“A Europa necessita de uma "solução global" para resolver a crise de dívida na zona euro, disse hoje o director geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), que criticou soluções individuais por cada país.
“Dominique Strauss-Kahn, que falava perante uma comissão no parlamento grego, considerou ainda que a actual crise na zona euro veio revelar "dificuldades de gestão" no seio deste espaço, decorrentes da falta de políticas orçamentais comuns.
"A Europa necessita de qualquer coisa mais dinâmica, uma solução global (...) e não uma solução país por país, que seria uma solução negativa", considerou o director geral do FMI, em declarações aos deputados gregos.
"Tenho a esperança de que as instituições europeias sejam capazes de chegar a esta solução global", acrescentou Strauss-Kahn, admitindo as dificuldades dos Estados em alterar políticas, no meio das pressões dos mercados.
Strauss-Kahn frisou ainda as dificuldades que os diferentes ritmos de crescimento dos países europeus colocam à moeda única - admitindo que "tal cria o risco de grandes dificuldades" - e considerou "uma grande fraqueza" a falta de coordenação nas políticas económicas dos paísesda zona euro.
O responsável manifestou também a certeza de que a Alemanha se mantém uma apoiante firme da moeda única, considerando "não existir o risco de ver a Alemanha sair da zona euro, os alemães estão realmente comprometidos com a zona euro”.
Nas entrelinhas, um valente "puxão de orelhas" do FMI à srª Merkel e aos seus serviçais da Comissão Europeia e do BCE.
Revela ainda que existe gente lúcida nos meios financeiros.
Começa a perceber-se porque é que o FMI mete mais medo aos defensores das políticas do PEC do que ao resto dos cidadãos europeus.
Já noutras ocasiões o sr. Strauss-Kahan mostrou maior lucidez do que os líderes da Europa.
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domingo, 5 de dezembro de 2010
Wilhelm Hankel, arquiteto do 'milagre econômico' da Alemanha, diz que o fim do euro está próximo
Wilhelm Hankel, arquiteto do 'milagre econômico' da Alemanha, diz que o fim do euro está próximo - O Globo Online (clicar na frase para ler a entrevista)
...Mais um aviso sério sobre o destino do euro e a incompetência do BCE , por quem conhece bem a realidade financeira por dentro.
...Mais um aviso sério sobre o destino do euro e a incompetência do BCE , por quem conhece bem a realidade financeira por dentro.
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Um tema para reflectir neste 1º de Dezembro...e se começássemos a criar alternativas ao "EURO" (quiçá à "Europa"...)?
Começa a ser claro que Portugal não pode contar com a “boa vontade” da União Europeia para resolver os seus problemas financeiros.
Da UE, cada vez mais refém da estratégia de vistas curtas da srª Merkel, todos os dias recebemos notícias cada vez piores .
Quanto aos “mercados”, como se vê, eles não se comovem com a atitude entre o “lambe botas” e o “agachado” do governo português.
Em Portugal só temos Três destinos no futuro:
-ou continuamos a endeusar o euro e a Europa, e passamos as próximas décadas a trabalhar para pagar os juros dos especuladores alimentados pelas “bocas” da srª Merkel e pela incompetência do BCE, regressando rapidamente à pobreza do costume e aumentando o nosso atraso estrutural em relação à Europa por falta de meios de investimento;
-ou os chamados “PIIGS” (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha)(aos quais se irão juntar em breve a Bélgica e outros estados que não interessam ao projecto de conquista de “espaço económico vital” da Alemanha) se unem e fazem frente ao ataque especulativo de que estão a ser alvo e à má gestão europeia da crise por parte do BCE e das outras instâncias comunitárias, defendendo que todos somos europeus e que não existem europeus de primeira e europeus de segunda, obrigando a uma profunda reforma do sistema financeiro, económico, politico e social. (Mas, com os governantes que actualmente estão a liderar esses países e com as elites que os dominam, é mais previsível a política do “salve-se quem puder” , à mistura com a aplicação de medidas para agradar aos patrões desses líderes, a sr.ª Merkel, o BCE e a Comissão Europeia, que se estão “marimbando” para a solidariedade europeia);
- ou começamos a procurar uma alternativa ao Euro e à UE, diversificando as nossas relações internacionais, aproveitando a nossa imensa Zona Económica Exclusiva atlântica e o nosso relacionamento privilegiado com países africanos, do Magrebe, do Médio-Oriente, da Ásia e da America, quer a brasileira, quer a latino-americana, para nos livrarmos da dependência face a uma Alemanha cada vez menos interessada em países como o nosso.
Se optássemos por esta última alternativa, devíamos contar com a Espanha para a criação de uma grande comunidade ibérico-africo-americana, de base atlantista, que, progressivamente, se tornasse para nós, numa alternativa credível à UE, preparando o caminho para a criação de uma moeda comum que, a prazo, substituísse o euro, sem ser necessariamente preciso sair da UE.
Portugal viveu mais de 800 anos sem euro e sempre conseguiu encontrar soluções para enfrentar problemas bem piores, e em circunstâncias mais graves que as actuais. Qual é agora o receio em colocar em causa o Euro? Se reflectirmos um pouco, veremos que, tirando a facilidade que ele nos permite no cambio quando viajamos e alguns sectores financeiros que com ele enriqueceram (os mesmos que o defendem com “unhas e dentes”), vivemos pior desde que entrámos para o euro, pelo menos os mais pobres e as classe médias, com a agravante de nos termos deixado amolecer enquanto povo, perdendo a perspectiva do que queremos para o país, entregando-nos ao consumo desenfreado incentivado pelos bancos, empresas e meios financeiros que nos levaram à crise e que agora exigem que a paguemos.
Esta é a minha sugestão de reflexão para este dia 1º de Dezembro.
Só assim podem tentar sair do pântano para onde os especuladores financeiros e os políticos corruptos, os caseiros e os europeus, nos conduziram, e procurar construir um novo destino para o país, de cabeça erguida.
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terça-feira, 16 de novembro de 2010
SACANAS SEM LEI - 9 - Redução de salários no Banco de Portugal quebra princípio da independência, diz o BCE
...esta, então, dava vontade de rir, se não fosse para chorar:
Redução de salários no Banco de Portugal quebra princípio da independência, diz o BCE - Economia - PUBLICO.PT (clicar na frase para ler notícia).
Redução de salários no Banco de Portugal quebra princípio da independência, diz o BCE - Economia - PUBLICO.PT (clicar na frase para ler notícia).
O BCE, que tanto defende os cortes salariais de quem trabalha e produz e tanto protege os meios financeiros que nos levaram para esta situação, vem agora em defesa dos seus "colegas" do Banco de Portugal.
Para essa gente, todos são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros...
Aqui deve haver mão do sr. Constâncio, que vem tentar "salvar" os seus amigos que por cá deixou.
...com tal gente a decidir, o projecto Europeu parece ter os dias contados...
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terça-feira, 8 de junho de 2010
A "SEITA" que nos consome...
(cartoon de Berlich - El País)
Começa a tornar-se cada vez mais evidente que, mais do que os poderes legitimados democraticamente, existe um poder paralelo, uma "Seita", que nunca foi legitimado em urna, mas que possui uma gigantesca capacidade financeira para comprar e controlar o poder político e económico.
Os meios financeiros dessa “Seita”, tanto assentam na legítima reprodução da riqueza como, e cada vez mais, no branqueamento de capitais oriundo da fuga aos impostos, da exploração salarial, do crime organizado (venda de armamento, droga, prostituição), do crime ambiental e da corrupção.
A “Seita” aproveitou bem a crise, que ela provocou, para justificar o ataque ao mundo do trabalho e da produção (industria, comércio e agricultura) para impor preços baixos ao produtor e a redução dos salários, com o objectivo de aumentar os lucros dos seus membros e melhor controlar os sectores económicos produtivos e fazê-los pagar as enormes perdas financeiras que a sua ganância lhes provocou.
Por outro lado, a “Seita”, que controla um grande número de órgão de comunicação e escolas de economia, procura vender a ideia, repetida até à exaustão, do pensamento único , segundo o qual não existe alternativa ao “mercado” (leia-se, ao mercado especulativo da bolsa e dos bancos), ao corte nas despesas sociais e salariais e à redução do peso do Estado na sociedade e na economia.
Um pouco por toda a Europa, estamos a assistir à imposição do modelo económico-financeiro defendido pela “Seita “ que se aproveita, também, do facto da maior parte dos poderes europeus nunca terem sido legitimados pelo voto dos europeus .
Muitos daqueles que detém esse poder dependem política e financeiramente dos meios da “Seita”. É ela que lhes garante os ordenados e privilégios dados pelas suas funções. É ela que lhes garante os meios de poderem continuar a ter poder.É ela que lhes pode garantir o futuro.
A “seita” tem várias cabeças, aquelas que se conhecem, por vezes tentando devorar-se umas às outras, mas muitas que se desconhecem, que agem na sombra dos gabinetes e do tráfico de influências.
As cabeças visíveis da “seita” chamam-se Banco Central Europeu, Comissão Europeia, Grupo Bilderberg, FMI, Banco Mundial, Opus Dei, Maçonaria, e, embora aparentemente tão diferentes entre si, estão todas ligadas pelo mesmo “corpo neo-liberal” e coração "neo.conservador".
É tempo de todas as forças políticas, sindicais, culturais e produtivas da Europa, que não se identificam como o ideal da “Seita”, se começarem a organizar e responderem, de modo concertado e a nível global, à “guerra civil” lançada pela “Seita” contra quem trabalha , quem cria e quem produz.
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segunda-feira, 24 de maio de 2010
O Rosto da Crise
("A evolução dos parasitas")
Costuma dizer-se que é nas curvas apertadas da estrada que se revelam os bons condutores.
Infelizmente, nesta “curva apertada” em que se está a tornar a “crise”, o que se tem vindo a revelar, em termos políticos, económicos e financeiros, é a proliferação de maus “condutores”, e mais grave ainda, que andam a “conduzir” mal desde que têm responsabilidades. Só não se deu pela sua má “condução” há mais tempo, porque só tinham “conduzido” em linha recta, em “via dupla”, sem “movimento” contrário e em “carros” seguros e de alta cilindrada.
Um desses “condutores” tem um nome e um rosto: chama-se Victor Constâncio.
Segundo a biografia oficial, entrou para o Banco de Portugal em 1975, como “Director do Departamento de Estatística e Estudos Económicos. Foi Vice-Governador em 1977, 1979 e em 1981-84. Exerceu as funções de Governador em 1985 e em 2000-10, integrando o Banco Central Europeu e integrando o Conselho do. Em 2010 foi nomeado Vice-Presidente” deste Banco.
O seu ordenado mensal é de mais de 17 mil euros, fora mordomias várias.
Não deixa de ser curioso ouvi-lo a pôr a hipótese de redução salarial para os trabalhadores do público e privado, caso as medidas tomadas pelos governos europeus, e em especial o português, não surtam o efeito desejado.
Acontece que o sr. Constâncio não é propriamente um anjinho, caído agora de pára-quedas no meio da crise.
Conforma se vê na sua biografia oficial, está desde longa data ligado ao Banco de Portugal, instituição, paga por todos nós para supervisionar as instituições financeiras.
Toda gente sabe que a grande crise financeira que atravessamos foi provocada pela forma irresponsável como as instituições financeiras usaram o dinheiro dos seus depositantes, através de um apelo agressivo ao consumo e ao crédito fácil, na ânsia da obtenção rápida de lucros com os juros assim obtidos.
O conjunto dos nove maiores bancos portugueses, acreditando que esse maná ia durar sempre, endividaram-se na banca mundial num montante equivalente ao PIB nacional.
Agora, com a crise, estão aflitos com o juro desse empréstimo e procuram que seja o Estado, através do aumento de impostos e da “contenção salarial”, quiçá reduzindo os já parcos salários portugueses, que crie condições, junto das criminosas agências de rating, par que esse juro possa baixar, de modo a regressarem aos lucros chorudos do passado.
E o que é que fez aquele senhor, durante todo o tempo em que liderou o Banco de Portugal? Nada, a não ser um constante apelo à contenção salarial dos outros.
Se em Portugal existe um rosto responsável pela crise que todos estamos a pagar, esse rosto é o de Vítor Constâncio.
Qual foi a pena em que foi condenado por tanta irresponsabilidade? Um “tacho” ainda maior e mais bem pago no BCE.
Sobre a credibilidade desse sr. e das instituições que representa, estamos falados…
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Ministros das Finaças da UE reunem...para quê?
(Cartoon de Quino - clicar na imagem para ver maior)
Parece que hoje vão reunir em Bruxelas os Ministros das Finanças da União Europeia.
Dessa reunião só podem ser esperadas duas coisas:
Ou a cedência habitual à chantagem das agências de rating e aos obscuros interesses financeiros mundiais (aquilo que eufemísticamente os serviçais dessa gente designa por “mercados”), apertando ainda mais o cinto ao capital produtivo, aos trabalhadores e aos contribuintes ;
Ou tomam medidas corajosas:
• em primeiro lugar responsabilizando o BCE e o seu patético presidente pela incapacidade em prever e encontrar soluções para a crise;
• em segundo lugar combatendo frontalmente a especulação financeira, começando por assumir os off-shores como actividade criminosa de fuga ao fisco e denunciando os interesses que movem as empresas de rating, tomando a iniciativa de criar uma agência de rating europeia independente dos criminosos interesse especulativos;
• em terceiro lugar seguir a sugestão do presidente da Grécia de investigar o papel que os grandes bancos (em especial os norte-americanos) tiveram na eclosão da crise financeira, que é aliás o que o presidente Obama está a fazer no seu país, investigando os seis maiores bancos de Wall Street. Segundo Papandreou, o objectivo dessa iniciativa que ele tomou para a Grécia, mas que devia ser seguida para toda a Europa, é pretender saber “que tipo de práticas contribuíram para o descalabro nos mercados financeiros”, admitindo processaros bancos “que possam ter contribuído, com as suas práticas” para a crise financeira;
• em quarto lugar, tomar medidas drástica de regularização dos mercados financeiros.
Infelizmente não acredito nas medidas “corajosas” dessa gente, pois ninguém “morde” na mão que lhe dá de comer.
Se mais uma vez saírem daí medidas para que sejam os de sempre a continuar a pagar a crise, pela minha parte, e contra as minhas convicções, não contem nunca mais com o meu voto em eleições europeias.
Para o bem da Europa, espero estar enganado.
( A propósito, leiam a interessante entrevista que João Ermida deu ao Público de hoje. Ele conheceu por dentro o mundo da bolsa e, desgostoso com o que viu, resolveu denunciar, em livro, a forma como esse mundo funciona e decide da vida de milhões de pessoas).
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segunda-feira, 22 de março de 2010
OBAMA - 1 ; Neoliberalismo - 0
(Foto de Jonathan Ernst/Reuters)
Teria preferido uma vitória “à Benfica”, mas não deixa de ser significativo que o presidente Obama tenha conseguido pela primeira vez, na história política norte-americana, derrotar os lobbies farmacêuticos e das seguradoras na aprovação de uma lei que torna menos dramática a situação social da saúde nesse país.
Com a aprovação dessa lei, Obama consegue retirar os Estados Unidos da pré-história dos direitos sociais.
É significativo que por cá tão “amadas” e “respeitadas” agências de rating tenham reagido ameaçando baixar a classificação dos Estados Unidos, mostrando de forma clara para quem e com que objectivos é que essas agências elaboram as suas listas.
É igualmente significativo que, enquanto na chamada “Europa Social” os seus dirigentes recuam em toda a linha com vista à destruição desse mesmo Estado Social que tanto custou a construir, sejam os Estados Unidos a dar um passo no sentido oposto.
Na guerra que, citando Jacques Julliard, “o capitalismo financeiro desencadeou contra a sociedade civilizada”, Obama colocou-se ao lado do povo e da civilização.
Pelo contrário, na Europa, usando como armas o PEC, o Banco Central Europeu e as agências de rating, os líderes europeus colocaram-se do lado dos interesses financeiros contra a civilização europeia e os seus povos.
Já nos anos 30 foram os americanos, com Roosevelt e o seu “new deal” a dar o exemplo, colocando o Estado e o capitalismo ao serviço do povo e da civilização contra o mesmo capital financeiro que então tudo tinha destruído, enquanto que a Europa teve de passar pelo holocausto nazi, pelo stalinismo e por uma guerra devastadora para perceber a importância da construção de uma Estado Social.
Será que a Europa terá de passar por uma situação idêntica para derrotar o “eixo do mal”representado pelo PEC, BCE e empresas de rating? Esperemos que não. Basta correr com as actuais lideranças neo-liberais que a governam, como a França já começou a fazer.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Victor Constâncio: Adeus, "Ó" Vai-te embora...
Victor Constâncio anda a passear o seu currículo pela Europa, na esperança de arranjar um emprego como vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE).
Por mim, ele já estava contratado, pois aquilo que foi a sua actuação por cá encaixa perfeitamente naquela organização liderada pelo sr. Trichet.
Enquanto presidente do Banco de Portugal (BP) Constâncio conseguiu errar quase todas as previsões, não soube prevenir a crise, deixou-se enganar pela gente do BPP e do BPN, e por outros que a seu tempo se verá, garantiu uma situação de grandes privilégios para os anteriores e futuros responsáveis pelo BP.
Ao mesmo tempo sempre deixou escapar os recados para medidas financeiras que mais agradassem à política do centrão, dando espaço à especulação financeira e ao ataque social à produção e ao trabalho.
Nada que, a uma escala ainda maior, não tenha sido a política desenvolvida pelo senhor Trichet no BCE.
A ideologia económico-financeira de Constâncio encaixa-se perfeitamente na ideologia anti-social (eu diria mesmo mais…anti-europeia) do BCE.
Por isso a sua escolha está quase garantida.
Pela minha parte é um grande favor que faz ao país. Quanto à Europa, ela irá sobreviver à incompetência dessa gente. Estou mesmo a ver a Alemanha, a França ou a Grã-Bretanha a levarem a sério as habituais “bocas” do sr. Constâncio!!
É caso para dizer…Adeus “ó” vai-te embora….
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