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terça-feira, 26 de outubro de 2021

Adeus “Esquerda”!!!??


Fixem esta data: Dia 25 de Outubro de 2021.

Este foi o dia em que a esquerda portuguesa fez haraquíri.

A história do suicídio da “esquerda” portuguesa não começa hoje.

Começou quando, no início desta legislatura, o PS resolveu dificultar um acordo escrito com, pelo menos, um dos partidos à sua esquerda, jogando no medo destes em serem penalizados por não deixarem passar orçamentos pouco ambiciosos, do ponto de vista social, e com medo de confrontar os burocratas de Bruxelas.

Ficou evidente que esta legislatura não chegaria ao fim quando o BE resolveu colocar-se ao lado da direita para votar contra o anterior orçamento.

O PCP cedeu então na abstenção, convencido que iriam ser cumpridas algumas das medidas com ele negociadas, mas que o governo se foi “esquecendo” pelo caminho, ficando por cumprir muto desse orçamento.

Em relação a este orçamento para 2022, já se percebia que havia um impasse e uma desconfiança mútua entre os partidos da esquerda, situação que culminou na confirmação de que este orçamento não vai passar com os votos à sua esquerda.

A catadupa de medidas apressadas, apresentadas nos últimos dias pelo PS, para tentar agradar à sua esquerda, mais não eram do que o início da campanha eleitoral, por parte desse partido, para entalar os partidos à sua esquerda, que ficam com o ónus de derrubarem o governo mais à esquerda que tivemos desde o 25 de Abril.

Claro que, pelo meio, estava o desejo de alguns sectores do PS, a tralha socrática, com o incendiário Carlos César à cabeça, de controlar a “BazuKa” e de beneficiar, com esta, as suas habituais clientelas .

Mas, à esquerda, havia sempre a possibilidade da abstenção, quanto a mim a única forma de saírem “airosos” desta situação.

Agora, mesmo que possam ter razão nas críticas ou em sentirem-se enganados, os partidos à esquerda do PS vão ficar com o ónus, entre a maior parte do eleitorado de esquerda, de terem optado por uma situação bem pior que é a que vai resultar do chumbo deste orçamento.

Existem 3 alternativas, todas piores para a esquerda, para os trabalhadores, para os pensionistas e para os cidadãos comuns em geral.

A primeira alternativa é as eleições darem um resultado ainda mais complexo de ingovernabilidade, mas favorável ao malfadado centrão das negociatas e da corrupção, com capacidade de desbaratar, a seu favor e da sua clientela habitual, os fundos da “Bazuka”.

A outra alternativa é um PS com maioria absoluta, igualmente marcando o regresso da tralha socrática, das negociatas e da corrupção, igualmente com capacidade de desbaratar a favor da sua clientela os fundos da “Bazuka".

A terceira alternativa é o regresso da direita “além-da-Troika”, revanchista, desejosa de retomar as medidas antissociais que foram interrompidas pelo primeiro governo de Costa, a direita das negociatas e da corrupção, desbaratando os fundos da “Bazuka”, desta vez apenas a favor do poder financeiro e das grandes empresas, pois o que temos à direita não é, nem o PSD liberal, a roçar alguns princípios da social-democracia, do tempo de Sá Carneiro, nem o CDS, democrata-cristão, com preocupações sociais, do tempo de Freitas do Amaral.

Pelo contrário, à direita o que vamos ter, muito provavelmente, é um radical como Paulo Rangel, à frente do PSD, e um extremista, como Nuno Melo, à frente do CDS, com um discurso para agradar à extrema-direita, com o desejo de privatizar tudo, da escola pública à saúde, de agradar ao corrupto sistema financeiro que rege a União Europeia, de agradar aos defensores das politica “austeritárias” da União Europeia, que estão de volta, para continuar na senda, iniciada nos tempos do  “ir além da Troika”, de destruir tudo o que lhes cheire a “Estado Social”, de combate às desigualdades ou de serviço público.

Por isso, tudo o que vier, como resultado do chumbo deste Orçamento, é sempre pior.

Infelizmente, ao contrário da direita, que se divide quando está na oposição, mas se sabe unir, no essencial do seu projecto antisocial, quando chega ao poder, a esquerda, que se une no “protesto” quando está na oposição, tem dificuldade em unir-se, com pragmatismo, para executar as suas políticas sociais, quando chega ao poder, como estamos a assistir mais uma vez.

Claro que nem tudo será negativo com a antecipação de eleições.

Em primeiro lugar, prevendo-se uma situação de grande instabilidade económica e social que se vai viver, um pouco por todo o mundo, e na União Europeia, nos próximos anos ( em resultado da tempestade perfeita, que combina os trágicos efeitos socias da pandemia, com a degradação ambiental sem fim à vista, motivada e acentuada pelos grandes interesses financeiros ligados ao sector energético, com o agravamento da própria crise energética, com o regresso das politicas orçamentais autotitárias da “troika” à União Europeia, com as crescentes tensões político-militares entre a China e os Estados Unidos e a Rússia e a União Europeia...) que vai provocar o aumento do descontentamento e das desigualdades sociais, com um impacto muito maior em países com uma economia frágil, como a portuguesa, o regresso de partidos, como o PCP e o BE à oposição poderá evitar que todo esse descontentamento fique refém do populismo e do oportunismo de extrema-direita, voltando alguma esquerda a absorver e a enquadrar esse crescente descontentamento num combate mais consequente e positivo contra aqueles males crescentes.

Em segundo lugar, em democracia, o voto é sempre soberano e, perante a desagregação das relações entre os partidos à esquerda nos últimos dois anos, nada melhor do que clarificar a situação com a força e a legitimidade do voto.

Lamento que a esquerda, mais uma vez, não se consiga entender no essencial.

Lamento que, mais uma vez, a esquerda não se consiga unir no essencial para por em prática uma verdadeira política social, de combate aos salários baixos, às desigualdades sociais e de progresso que beneficie quem trabalha .

Provávelmente não voltaremos a ter oportunidade de ver aplicadas essas políticas sociais nas próximas décadas e, seja qual for o resultado eleitoral, vamos assistir à degradação de salários e de pensões, dos serviços de saúde e de educação, dos direitos socias e laboriais.

Mas, em democracia, não há que dramatizar.

Vá-se a voto, e clarifique-se a situação porque o voto é a arma do Povo!

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Da “Bufaria”…ou o estranho caso da “casa” da Rússia!!


Ao longo da História portuguesa, a “bufaria” foi uma das actividades preferidas de gerações de portugueses.

Era assim nos tempos da “Inquisição”, foi assim nos tempos do Estado Novo, devendo este regime muita da sua longevidade a essa edificante actividade, e, ficamos a saber agora, mantem-se bastante activa nos nossos dias democráticos, nas redes sociais e entre autoridades oficiais.

Tudo isto a propósito de mais um “caso”, num país onde a política não se faz de projectos para o país e para os seus cidadãos, mas da exploração demagógicas de “casos”.

Tão bufo é quem (Câmara de Lisboa), num ataque de  “excesso de zelo”, resolve avisar os visados por manifestações, como é aquele (um tal Moedas) ,ou aqueles (comunicação social) que, meses depois do sucedido, denunciam, no momento político mais “adequado”, mais um caso, para gáudio das redes socias e para aumentar audiências.

Mas vamos por partes.

A notícia de que, em Janeiro último, foram fornecidos dados à embaixada russa em Portugal,  sobre os organizadores de uma manifestação anti-Putin, é gravíssima e uma vergonha para o nosso país.

Contudo, o “tempo e modo” como essa notícia foi divulgada, e tudo o que sobre o assunto se tem vindo a saber desde então, levanta uma série de dúvidas e interrogações.

Pelo que se sabe, tudo tem origem numa lei de Agosto de 1974, sobre a realização de manifestações, publicada poucos meses depois do 25 de Abril, dois anos antes de haver uma Constituição.

Mas…calma lá! Não venham já acusar o 25 de Abril ou o “gonçalvismo”!!!. Era óbvio que, derrubado um regime onde não eram autorizadas manifestações, a não ser as “manifestações espontâneas” de apoio a Salazar, era necessário legislar sobre aquilo que passou a ser uma “novidade”, o direito de manifestação.

Desconheço as alterações que essa lei conheceu ao longo dos tempos, mas, no essencial, até 2011, ela era da competência dos Governos Civis. Extintos estes, da forma atabalhoada que toda gente sabe, para “ir além da Troika”, “rapidamente e em força”, a competência de autorizar e organizar as manifestações passou para as Câmaras Municipais das capitais de distrito.

Que se saiba, a lei exige que se informe o município onde se realiza a manifestação, 48 horas antes, sobre o seu percurso e sobre os responsáveis pela sua organização. Se for um sindicato, um partido ou uma associação, não é necessário outro conjunto de dados, sendo fácil responsabilizar essas instituições pelo decorrer da mesma. Contudo, se a manifestação for convocada sem cobertura de instituições legais, a informação deve conter o nome de três organizadores, com as respectivas moradas e profissões, para se saber quem responsabilizar e para as autoridades poderem organizar os fluxos de trânsito e a segurança das mesmas.

Até aqui nada de mal.

O problema está no hábito de se avisarem as entidades, alvo da manifestação, o que também se pode justificar, mas essa informação nunca pode incluir os nomes dos organizadores, principalmente se estivermos perante regimes autoritários, que não respeitam os Direitos Humanos e, até, perseguem, raptam e assassinam os seus opositores fora do seu território nacional, que é o que acontece com a Rússia, mas também com regimes “amigos” como Israel e até já aconteceu com os Estados Unidos, a França e a Grã-Bretanha, sob o mesmo pretexto de Putin de “combater o terrorismo”, sem esquecer a perseguição política da nossa vizinha Espanha em relação aos nacionalistas catalães.

O que é estranho, em tudo isto, é o momento escolhido para denunciar essa situação.

Debitemos, então, algumas das estranhezas que este assunto nos desperta:

- se o caso se reporta a Janeiro último, foi conhecido pela Câmara de Lisboa em Abril, reconhecendo esta o “erro” e procedendo a mudanças de orientação quanto à forma de agir, a partir dessa data, e sendo o tema, segundo as palavras de um dos manifestantes visados, do conhecimento da comunicação social desde essas datas, porque é que só agora, no início de uma campanha autárquica, é que essa mesma comunicação social denuncia a situação?;

- se, já anteriormente, havia queixas desse procedimento, desta vez por parte de manifestantes em favor da causa palestinianas, e da forma como Israel e os seus assassinos da Mossad foram avisados, porque é que a mesma comunicação social e os mesmos políticos, que agora denunciam o caso dos manifestantes russos, não o fizeram, anteriormente, numa situação idêntica?

- por último, percebendo que os manifestantes denunciados às embaixadas, por “erro burocrático” ou excesso de zelo, se sintam preocupados com as suas vidas e as dos seus familiares, não  percebo porque não se coibiram de dar a cara na comunicação social, como se os serviços secretos russos precisassem dos dados do mail da Câmara para conhecerem e identificarem os manifestantes ou como se a embaixada não visse a televisão portuguesa?

É urgente averiguar quais foram os casos em que aquele procedimento burocrático colocou em perigo a vida de pessoas perseguidas, condenar os responsáveis, se se justificar, bem como alterar a lei de forma a proteger os cidadãos da violação de Direitos Humanos, sem desvirtuar o direito de manifestação.

quinta-feira, 12 de março de 2020

O vírus da irresponsabilidade cívica e social.

O vírus da irresponsabilidade cívica e social está a propagar-se a uma velocidade mais rápida do que o próprio novo coronovírus, como se viu há uns dias em Santa Maria da  Feira, numa “festa temática”, “Coronafesta”, realizada num bar da moda, e, ontem, nas praias da linha.

Infelizmente, numa situação de crise, não é só o melhor de cada um que se revela, como vemos todos os dias na atitude esforçada de médicos , enfermeiros e da Direcção Geral de Saúde (DGS), revela também o pior de uma sociedade que se habituou a viver numa festa permanente, aquilo que já alguém chamou de “a ditadura da felicidade”.

Esse vírus da irresponsabilidade tem-se vindo a revelar nos últimos dias em várias ocasiões:

- nos títulos irresponsáveis de tabloide e jornais ditos de referência, ultrapassando por vezes a boataria das redes sociais;

- na forma como algumas figuras e organismos profissionais se colocam em bicos de pés, como acontece com o provedor da ordem dos médicos, dando informações que se sobrepõem às da DGS, ou na preocupação em reivindicar como suas decisões que  são do mais elementar bom senso por parte das autoridades e de  uma classe profissional responsável, como o é a dos médicos e a dos enfermeiros;

- na corrida irracional ao açambarcamento por uma classe média que se habituou ao consumo exagerado de bens, atitude bem caricaturada por um post que anda por aí, ironizando a falta de espaço em casa para guardar os enlatados, por terem os armários ainda ocupados com os galões de gasolina açambarcados durante a greve dos camionistas;

- na forma irresponsável como os “paizinhos”  temem contrariar os “filhinhos” na realização de  excursões pascais de finalistas para zonas altamente contaminadas, opção, aliás, já de si condenável em circunstâncias normais, já que se tornou habitual que os destinos dessas excursões não tenham um carácter pedagógico ou formativo, mas de autênticas orgias de javardisse e álcool;

- por último, como cereja no topo do bolo, na forma como os estudantes se comportaram ontem, encarando o encerramento de universidades e escolas como um período alargado de férias, em vez de encarar essa decisão como a necessidade de se resguardarem do contacto público, numa manifestação de grande irresponsabilidade social e de pura ignorância, fazendo temer o pior com o encerramento apressado de todas as escolas.

É obvio que vivemos em sociedades livres e democráticas, onde todos, pontualmente ou nãos, somos livres de   ser irresponsáveis, mas desde que essa irresponsabilidade não colida com a liberdade e  a responsabilidade dos outros.

Ser irresponsável, neste caso, pode agravar as já difíceis condições de trabalho de médicos e enfermeiros e, em último caso, podem provocar a morte de terceiros, provocando ainda, a prazo, o agravamento de condições sociais, económicas e financeiras que serão pagas por todos.

Sobra a forma responsável e credível como se tem revelado a actuação da Direcção Geral de Saúde, a única entidade que devemos ouvir e a cujas recomendações devemos obedecer.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Carlos Alexandre, “justiceiro”, mas pouco “juiz”.



O Juiz Carlos Alexandre é um caso de estudo.

Tudo em eu toca desfaz-se em demagogia barata…

Caso onde o juiz Alexandre pega é certo e sabido acaba a vender tablóides e a encher post de manhosos  sites populistas.

Com as fugas de informação que permite, acaba por destruir  a validade das provas, mas ganha visibilidade na comunicação social e, quem sabe, não acabará um dia como ministro justiceiro de um governo liderado pelo André Ventura, tal como o seu herói Moro, no Brasil.

Ao criar mega processos, porque pensa que esse é o modo de dar mais nas vistas, acaba por prolongar e arrastar de tal modo os processos que, às tantas, já ninguém se entende, os crimes prescrevem e os criminoso saem-se airosamente da situação.

É tal a incompetência de tal juiz, é tal o seu desejo de protagonismo, é tal a sua intenção de alimentar a demagogia populista dos tablóides e dos sites populistas,  que até José Sócrates se vai sair airosamente de todas as trafulhices em eu se meteu, graças à acção incompetente do tal juiz.

O mais recente sinal de desvario de um tal juiz ocorreu agora com o caso Tancos.

Aliás, é estranho que em Portugal apenas existam dois juízes, ora Carlos Alexandre, ora Ivo Rosa, para pegarem em megaprocessos que envolvem as elites do país…

Perece que o juiz justiceiro ficou indignado e vai agir “em conformidade” pelo facto de o primeiro-ministro ter publicado no seu site oficial, na integra, o interrogatórios que o dito juiz lhe enviou por escrito.

António Costa fez apenas aquilo que o dito juiz costuma fazer, com a diferença que divulgou o documento integralmente, até porque já se sabia do conteúdo do questionário, por fuga de informação permitida pelo dito juiz, estando Costa no seu direito de tornar público um caso que o envolve, única forma de evitar que tudo se viesse a saber, de forma selectiva, pelas fugas de informação a que o dito juiz nos habituou.

Para o Juiz Carlos Alexandre a única pessoa com direito enviar fugas de informação selectivas para os tablóides e sites populistas é …Carlos Alexandre.

Fez bem o primeiro-ministro em tornar público, na integra, tal interrogatório, pois já se estava a assistir às fugas de informação selectiva a que nos habituámos a ver nos casos liderados por Carlos Alexandre.

Pela minha parte, desejo justiça, o contrário de “justicialismo!.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

LIVRE…DESCALABRO!



Confesso que me identifico com muito do que escreve e defende Rui Tavares, responsável pela criação do LIVRE.

Nas últimas eleições até torci para que esse partido conseguisse representação no Parlamento.

Penso, até, que, em termos programáticos e ideológicos, me identifico mais com o Livre do que com os outros partidos da esquerda.

Só não votei Livre nas últimas eleições por recear que o meu voto ficasse perdido e por isso votei “útil” na CDU.

Infelizmente a representação desse partido no Parlamento têm-se revelado uma autêntica desilusão.

O último episódio é a actual desorientação sobre o sentido de voto no Parlamento.

Há dois dias, depois de confirmada a abstenção da CDU e do PAN, faltava apenas um voto para garantir a aprovação do Orçamento.

Tinha sido a altura ideal para o LIVRE indicar o seu sentido de voto, surgindo então como partido imprescindível.

Infelizmente deixou-se ultrapassar pelo BE e pelo PEV que, no dia seguinte, ao indicarem o seu sentido de voto, tornaram o LIVRE irrelevante.

…Ainda agora não se percebe qual vai ser o sentido de voto desse partido.

Mais uma desilusão à esquerda!


terça-feira, 21 de maio de 2019

O Sr. Comendador



Em Portugal sempre se valorizou muito o uso de títulos.

Claro que existem títulos merecidos, mas a vulgarização do seu uso acaba por retirar o prestígio que se é suposto atingir-se com a sua exibição.

Quando o liberalismo procurou acabar com os privilégios dos títulos de nobreza, rapidamente se inventaram os “barões”.

Com o Estado Novo rapidamente se expandiram os “comendadores”, título chique para distribuir aos “vassalos” do regime e aos velhos caciques de sempre.

A democracia não alterou muito essa feira de vaidades, quanto muito criando títulos mais de acordo com os novos tempos, “democratizando” a sua atribuição.

Leu-se por aí que, nos últimos 40 anos, foram atribuídas quase 10 mil “comendas”, por “bons e excelentes serviços prestados ao país”.

Sem entrar no debate do merecimento ou não desse reconhecimento, é caso para dizer que, com tantos milhares a prestarem tão relevantes serviços ao país, não seria caso para, em proporção,  termos um país de excelência!!??

…No 10 de Junho haverá mais!

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Banqueiros de Portugal, uni-vos (que o povo paga)!


A Banca preparar-se para mais um assalto aos cidadãos.

Depois do desvario dos últimos anos, em que todos tivemos (e continuamos) a pagar os desmandos da banca portuguesa e europeia, ei-los de volta com nova sugestão de “assalto” aos cidadãos.

Para já estão apenas a apalpar o terreno, mas a ideia é cobrar pelo uso do multibanco, como se já não pagássemos pela posse do cartão.

O problema é que ninguém, a não ser os criminosos e os corruptos, pode ter o dinheiro fora dos bancos.

Todas as pensões e ordenados estão domiciliados obrigatoriamente numa conta bancária e, sendo assim, todos somos obrigados a usar os cartões multibanco.

Recorde-se que, se a maior parte da banca voltar a estar em dificuldades, o deve à sua própria conduta, oferecendo condições de crédito que quase obrigam o incauto cidadãos a fazer compras acima das suas possibilidades.

Ainda recentemente um banco público “oferecia” empréstimos para compar Mercedes topo de gama a “preços e juros convidativos”.

Sem esquecer que a maior parte dos bancos que recorreram aos apoios do Estado (leia-se, dos contribuintes) continuam a pagar ordenados escandalosos aos administradores que destruíram o sistema financeiro, a pagar pensões de luxo e a oferecer lucros fabulosos aos seus accionistas, ao mesmo tempo que andam a perdoar os grandes devedores em milhões de euros!

Claro que a única forma de cobrirem os seus desmandos é propôs o assalto aos cidadãos que estão praticamente obrigados a usarem o cartão multibanco para quase tudo.

Com o apoio dos políticos e "comentadeiros" que estão ao seu serviço, talvez consigam o seu objectivo, mas para já é apenas atirar "barro à parede" a ver se "pega".

Já não há pachorra!

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Protecção Civil trava o jornalismo de sarjeta


Depois do comportamento totalmente irresponsável e oportunista de parte da comunicação social em relação aos primeiros incêndios da época, sem o mínimo de respeito pelo sofrimento das populações e pelo trabalho dos bombeiros no terreno, a protecção civil tomou uma posição corajosa que foi a de afastar aqueles irresponsáveis dos locais da tragédia, que em vez de ajudar só lá estavam para atiçar e para o espectáculo.

É uma medida que limita a “liberdade” de imprensa? Mas a nossa liberdade termina quando começa a liberdade dos outros, ou não é assim? Ainda por cima quando se estavam a ultrapassar todas as regras éticas que no jornalismo se impõe…

Não são todos iguais? Provavelmente. Neste caso pagam os justos pelos pecadores (leia-se, como “pecadores” CMTV e TVI…. os outros, com raras excepções, tentaram seguir o mau exemplo, por causa das audiências… ).

E, já agora, uma pergunta: quando fazem uma reportagem sobre educação entram por uma aula dentro sem avisarem? Ou quando fazem uma reportagem  sobre saúde, interrompem uma operação? Ou alguém entra por um programa televisivo dentro a protestar sem ser corrido????.

Quem deu o mote foram esses “jornalistas”, ao misturarem reportagem com comentário de opinião e ao explorarem politicamente uma tragédia, ao fazerem dos incêndios um espectáculo ou um “realty show”.

Aliás, em muitos anos de incêndios e tragédias nunca assisti a tanto despudorado e desavergonhado aproveitamento político.

Em Pedrogão Grande, por exemplo, inicialmente gerou-se uma onda unanima solidariedade que acabou por ser rasgada pelos ideólogos inciendiários do Observador, que resolveram lançar o mote da “responsabilidade política”, que depois foi montado pelo desorientado líder da oposição.

Os mesmos incendiários do Observador foram os mesmos que fizeram da defesa do eucalipto uma luta “ideológica”, que até já chegou às páginas do Público de hoje no despudorado título que atribui a correcta redução da plantação do incendiário eucalipto, não a uma cedência à racionalidade ambiental, mas como uma cedência do governo… à “esquerda”!!!!!

Chega!!!!

Esta limitação imposta pela Protecção Civil não é a “lei da rolha”, mas é por cobro à lei da selva!!!



quinta-feira, 2 de março de 2017

Offshores e finanças : um carnaval contínuo


("Azar, Azar é estares a escavar SMS e cair-te em cima um contentor com OFFSHORES" António Gaspar (autor do cartoon)).

Acabou o Carnaval. Regressámos à realidade.

E a realidade que se foi “construindo” ao longo deste semana de Carnaval foi a triste história da fuga de impostos para os offshores panamianos, ocorrida durante o governo de Passos Coelho e nos ministérios de Victor Gaspar e Maria Luis Albuquerque.

Para já, apenas um secretário de Estado assume culpas, Paulo Núncio, de uma forma atabalhoada que, nitidamente, à boa maneira mafiosa, procura apenas ocultar outros  envolvidos.

Por muito que tentem passar pelo meio das gotas de chuva, Passos Coelho, Victor Gaspar e Maria Luis Albuquerque têm esclarecimentos a prestar sobre o assunto.

Victor Gaspar e Maria Luis Albuquerque  podem ter muitos defeitos, mas não me parecem, na sua área, incompetentes ou parvos, e só ministros das finanças incompetentes e parvos podiam deixar Paulo Núncio agir de moto próprio neste caso.

Já em relação a Passos Coelho, tenho mais dúvidas sobre a sua competência e inteligência, provavelmente foi mais uma vez enrolado pelos que lhe estão próximos, e dou de barato que não se tivesse apercebido do branqueamento fiscal que estavam a fazer no ministério das Finanças do governo que liderava.

Mas, o mesmo primeiro-ministro que foi responsável pelo maior aumento de impostos de sempre, que convidou os portugueses a emigrar, que considerou o  desemprego uma oportunidade e chamou os portuguese de piegas, não pode escapar à responsabilidade política por mais este  escândalo.

Como cidadão cumpridor, que por distracção ou atraso teve de prestar sempre contas ao fisco  por qualquer cêntimo não declarado ou declarado em atraso, exijo que este caso seja esclarecido e levado até às últimas consequências.

Estamos a falar de dez mil milhões de euros que escaparam ao fisco, apesar de a fuga  ser do conhecimento dos responsáveis da altura pelo ministério das finanças, que esconderam esse facto, qualquer coisa como mil euros por cada português, dos recém nascidos aos centenários.

Exijo saber quais forma os bancos envolvidos, quem eram os vinte declarantes envolvidos (indivíduos e empresas), e medidas para cobrar, sem perdões fiscais, o que essa gente ficou a dever ao Estado.

Aguardo também consequências políticas, ou por irresponsabilidade, ou por omissão, ou por conivência.

Por último, no mínimo, Paulo Núncio não pode sair impune de tudo isto, e deve ser investigada a sua ligação profissional com pessoas e empresas beneficiadas, nesta ou noutras situações, com a sua passagem pelo ministério das Finanças.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Caso BANIF: Passos Coelho entre a espada e a parede…e depois demita-se da liderança do seu partido!!!!...e depois é deixar o caso aos tribunais e à policia...


Á medida que mais coisas se vão conhecendo do processo BANIF, como é o caso do que é revelado na crónica de hoje de Rui Tavares no jornal Público, que pode ser lida integralmente AQUI, mais se percebe a irresponsabilidade do governo Coelho-Portas e da ministra das finanças desse governo, assim como da actual administração do Banco de Portugal.

Escreve Rui Tavares que durante três anos  “o governo português foi negociador da legislação da união a nível europeu e banqueiro principal do BANIF a nível nacional. E os responsáveis têm nome: Pedro Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque sabiam que a 1 de janeiro de 2016 as regras europeias mudariam e que, no caso do BANIF, teriam um impacto enorme sobre aforradores de uma vida nos Açores e na Madeira e nas comunidades emigrantes oriundas destes arquipélagos, onde o BANIF detêm uma considerável quota de mercado. Durante todos estes anos, Pedro Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque foram maus governantes para Portugal e maus banqueiros para o BANIF.

“Sendo assim, o estado português chega ao fim de 2015 correndo contra o calendário e duas soluções possíveis: ou a liquidação, com perdas certas até 3000 milhões de euros, ou a resolução, opção que foi seguida, com perdas possíveis até 3000 milhões de euros. Pelo caminho perdeu-se a possibilidade de tirar partido da nacionalização do BANIF e potenciar o seu valor social para as comunidades que ele servia, provavelmente após uma ligação à Caixa Geral de Depósitos.

“Esta não é só uma história de uma assustadora irresponsabilidade perante factos que só poderiam ser conhecidos do governo de Pedro Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque. É mais assustadora ainda quando pensamos na possibilidade, que foi real, de agora termos um governo de bloco central a mascarar a omissão culposa de Pedro Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque. Pode ter havido um móbil para este arrastar da situação: a “saída limpa”, as eleições. Mas não pode haver desculpa para Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque”.

Hoje o PSD, no parlamento, não tem outra “saída limpa” que não seja deixar passar  o orçamento rectificativo apresentado pelo actual governo, que, em coerência, nunca podia ser votado pela esquerda.

E depois, tanto Passos Coelho, Paulo Portas e Maria Luís Albuquerque, só podem seguir o concelho do insuspeito cronista da direita e apoiante das medidas de austeridade e da “TINA”, João Miguel Tavares (ler  aqui a sua crónica “Passos Coelho tem deexplicar”) que ontem escrevia que “as declarações do primeiro-ministro [Costa] e do ministro das Finanças não permitem segundas interpretações: eles garantiram que o anterior governo sabia há mais de um ano da necessidade de resolver em definitivo o problema do Banif, preferindo arrastar os pés, por razões que se supõem eleitoralistas, o que fez aumentar significativamente o custo da operação.

“A serem verdadeiras tais acusações, nem Passos Coelho, nem Paulo Portas, nem Maria Luís Albuquerque deveriam voltar a ser ministros – é tão simples quanto isso”.

E nós acrescentamos, nem nenhum deles pode voltar a exercer qualquer cargo público e, de imediato, para salvar o que resta da face dos partidos que lideram, deviam por os seus lugares de liderança à disposição e, com eles, levar toda a administração do Banco de Portugal.


É o mínimo que se pode exigir , sem escamotear o recurso aos tribunais e à polícia para condenar todos os responsáveis por este processo.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

...e agora espera-se que Carlos Costa se demita do BdP...Banif poderá custar quase 4.000 milhões de euros

Mais uma vez os contribuintes portugueses vão pagar os erros do Banco de Portugal e os desmandos do sector financeiro.

O mínimo que se espera é que o governador do Bando de Portugal, Carlos Costa, ponha de imediato o seu lugar à disposição, se ainda lhe restar um mínimo de decência, e perdendo de imediato todos os direitos, dele e da sua administração. em relação a todos os benefícios e privilégios que gozam pelo exercício desse cargo (como o "direito de pernada" nas pensões...).

Em segundo lugar, espera-se que a Comissão Europeia, tão pronta a ajudar o sector financeiro, revele desta vez algum bom senso e não inclua os custos desta decisão, que eles pressionaram e aprovaram, nas contas do déficit português.

Em terceiro lugar que a comissão parlamentar que se vai formar para investigar o que levou a esta situação colabore com a justiça para levar os responsáveis a tribunal.

..é o mínimo...