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quarta-feira, 16 de março de 2022

Jornalismo ou “rasteirismo”?


Esta primeira página é digna do pior jornalismo que se faz por estas bandas.

Quem se lembrou de fazer uma pergunta, de resposta evidente, ao ministro Pedro Nuno Santos, a não ser para o tentar rasteirar?

Não sei quem foi o dito “jornalista” que lhe fez a pergunta, como se houvesse dúvidas sobre a posição do ministro, mas a dita pergunta é reveladora da baixeza moral e da falta de ética do “jornalista” que a fez, talvez a mando de um qualquer editor sem ética nem escrúpulos.

A ideia de fazer aquela pergunta àquele ministro, parte do pressuposto tendencioso, intolerante e falacioso segundo o qual “tudo o que é de esquerda apoia Putin”.

Que eu saiba, ainda não ouvi ninguém à esquerda a apoiar abertamente, quer a invasão da Ucrânia, quer a politica neo-fascista de Putin contra os próprios russos, apesar da posição dúbia, incompreensível e, em certos pontos, miserável da liderança do PCP em relação ao assunto.

No PS, no Livre e no BE, passando pelos ecologistas e pelos anarquistas, tudo à esquerda, as reacções têm sido, todas, de condenação veemente do criminoso ataque à Ucrânia e do regime neofascista de Putin.

Por isso, aquela pergunta parte de um preconceito segundo o qual, como Pedro Nuno Santos é apontado como o ministro mais “à esquerda” do governo, logo a sua posição em relação à invasão da Ucrânia seria dúbia ou diferente.

Como se Pedro Nuno Santos, que não é, nem primeiro-ministro, nem ministro da Defesa, nem ministro dos negócios estrangeiros, nem ministro da administração interna, tivesse de tomar posição oficial sobre o assunto, posição essa que tem sido tomada todos os dias, quer pelo representante máximo do governo, quer pelos ministros das pastas envolvidas no problema.

Obviamente que, fazendo Pedro Nuno Santos parte do governo que tem apoiado, sem hesitações, as posições da NATO e da EU sobre a criminosa invasão da Ucrânia, aquela pergunta só faz sentido devido à falta de ética do “jornalista” que a fez e da comunicação social que pretende apresentar a resposta do ministro como uma “novidade”.

Haja pachorra e respeito pelos leitores!!!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

E se as “bocas parvas” pagassem imposto?


Sempre achei as opiniões dessa senhora um bocado "parvas", mas agora bateu no fundo.

Se calhar está a propor que sejam, mais uma vez, os mesmos do costume a "pagar a crise", retomando um velho slogan da extrema-esquerda.

Esquece-se a dita senhora que são os tais "burgueses" os únicos que pagam impostos realmente proporcionais ao seu rendimento, porque, os outros, ou fogem para os paraísos fiscais ou declaram o mínimo daquilo que realmente ganham, como acontece nalguns sectores que agora andam aí muito queixosos, porque "só" vão receber ajudas da "bazuka" em proporção com aquilo que sempre declararam ao fisco e não àquilo que estavam habituados a lucrar na realidade, não declarando ou recorrendo ao trabalho precário e mal pago.

Mas é exactamente a esses “queixosos” que a dita comentadeira pretende que se  pague, com a sua proposta  do assalto à classe média, como se depreende das sua palavras , defendendo que “as receitas perdidas nos restaurantes resolvem-se com dinheiro” , o tal que ela propõe tirar aos “burgueses”, talvez por sugestão de algum “chef” amigo, um dos tais que foge aos impostos, paga miseravelmente aos seus “colaboradores” e mantem-nos em trabalho precário.

Também se queixa da falta de generosidade do governo em relação a esse sector. Mas é apenas em relação a esse sector, e tem sido apenas este governo a ser pouco generoso?

Esquece-se a dita senhora que as chamadas "classes médias", as que já pagaram os desvarios de corrupção “socrática” e o "ir além da troika" passoscoelhista, para salvar o corrupto sector financeiro, não têm conhecido outra coisa, ao longo dos últimos 20 anos,  que não seja cortes nos seus rendimentos e aumento de impostos.

Para além disso,  o rendimento médio dessa "burguesia", a que sustenta o país com o pagamento regular de impostos, é miserável, comparado com os países do euro, já para não falar na situação da maioria da população, a do trabalho precário, a do salário mínimo e a das reformas miseráveis e vergonhosas.

Tenha juízo (provavelmente ganha mais num dia a comentar nos jornais e na televisão, do que um "burguês" do teletrabalho num mês).

Não há pachorra para o tempo de antena que a comunicação social dá a tais "comentadeiros", “achistas e  “tudistas".

O CHEGA agradece tais opiniões incendiárias.

E já agora, que estamos numa de fazer títulos com ideias parvas, aqui vai uma sugestão de graça: e que tal lançar um imposto para a parvoíce?

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Os profetas da desgraça. em tempos de epidemia.

Já existia o jornalismo de sarjeta, agora temos o jornalismo de adivinhação.

Títulos como este podem vender jornais, mas, a fazer fé noutros exemplos, mesmo em jornais ditos de “referência”, estamos mais uma vez a assistir a uma tentativa de lançar o medo e o pânico com base em “estudos” mais que duvidosos ou, no mínimo, tirando conclusões apressadas e abusivas desses “estudos”.

Antigamente tínhamos os curandeiros, adivinhos ou bruxos para explicar fenómenos desconhecidos ou que atemorizavam as populações, muitas vezes usando o medo para lucrarem ou ganharem poder à custa das grandes desgraças.

Nos tempos trágicos do socratismo e da troika tivemos os “estudos” económicos de “especialistas” para justificar as malfeitorias sociais impostas pelas políticas de austeridade.

Houve até um célebre “estudo à OCDE”, fabricado num gabinete da ministra Lurdes Rodrigues para justificar o ataque contra os professores.

Com a epidemia de COVID-19 têm proliferado os “estudos” de “especialistas” com as previsões mais catastróficas sobre essa mesma epidemia, usados com objectivos políticos precisos ou apenas para dar aos seus autores os sempre desejados “15 minutos de fama”.

Previsões catastróficas como as daquele “estudo” norte-americano (ser norte-americano, para a nossa mentalidade provinciana, dá sempre “estatuto” à coisa) também foram divulgadas por “epidemiologistas” locais no início da epidemia, em Março.

Claro que o erro dessas previsões já foi convenientemente esquecido, até porque a nossa memória é curta, e hoje a memória dura o tempo de um Twett ou de um post.

Mas alguns desses “adivinhos” tornaram-se em astros da comunicação social, sem nunca se terem retractado daqueles cálculos falhados, beneficiando da tal memória curta e da espuma dos dias.

Claro que até pode acontecer que, à custa de tanto adivinharem e do uso abusivo de previsões baseadas em cálculos “científicos”, existindo fórmulas estatísticas para todos os gostos, um desses adivinhos acerte um dia nas previsões.

Aconteceu com alguns economistas da nossa praça, décadas a fio a fazerem previsões catastrofistas, acabando por acertar uma vez, na célebre crise de 2008.

De qualquer modo, dizer que em Dezembro vamos ter 20 mil casos diários de COVID-19 e 4 a 8 mil mortos, implicaria que, em apenas três dias, se atingisse um número de infectados igual ao total dos registados desde Março até hoje, ou que, nos próximos 3 meses se multiplique por três ou por cinco o número de mortos registados nos últimos 6 meses. Apesar de tudo este número pode ser um pouco mais realista.

Em Dezembro já ninguém se vai lembrar desta primeira página…a não ser que, como acontece no euromilhões, por tanto nos atirarem com números catastrófico, um dia acertem.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Jornal I lança página semanal de divulgação de Banda Desenhada

BêDêZine: Jornal I lança página semanal de divulgação de Ban...: O Jornal I lançou esta segunda-feira uma página semanal de divulgação de Banda Desenhada. (clicar para ver notícia).

quarta-feira, 21 de maio de 2014

ELEIÇÕES PARA O PARLAMENTO EUROPEU - A GRANDE ALDRABICE : Merkel já decidiu a próxima Comissão Europeia, antes das eleições.


Prevendo uma enorme abstenção ou um voto em partidos euro cépticos, nomeadamente de extrema-direita ou populistas,  ou, à esquerda, nos críticos das opções "austeritárias" da UE e do BCE, os partidos do chamado arco do poder andam a tentar cativar os eleitores com a história de que, desta vez, os cidadãos europeus, ao elegerem os deputados para o PE, estão também a eleger o próximo Presidente da Comissão Europeia, apresentando os seus candidatos a esse cargo, o sr. Schultz e o sr. Juncker.

Ora a srª Merkel veio agora dizer quem é que manda e já escolheu o próximo Comissário Europeu, nada mais nada menos que a sua amiga, a srº Lagarde( a sua escolha é antiga, mas foi ontem confirmada por uma fonte do jornal on-line Euroactiv, dedicado aos assuntos europeus).

A srª Lagarde tem sido uma preciosa aliada, à frente do FMI, da austeridade imposta aos cidadãos europeus para salvar os desmandos do sector financeiro, que é quem realmente manda na Europa e na srª Merkel.

Ficamos assim esclarecidos sobre essa grande aldrabice que é a de votar para um Parlamento que, mais uma vez,em  nada vai mandar, pois quem vai continuara a mandar na Europa é um conjunto de altos burocratas escolhidos pela líder germânica e pelos bancos que a "financiam".

O único orgáo da UE com alguma legitimidade democrática vai continuar assim a ser um mero "verbo de encher".